
A Cidade não-visual: um audioguia pelo centro de São Paulo é um ensaio de projeto auditivo e sonoro sobre as relações urbanas e seus eventos. Uma proposta que possui como centralidade as formas de percepção da cidade por pessoas portadoras de deficiências visuais onde se procura tensionar e dialogar com suas vivências no meio urbano a fim de potencializar seus respectivos direitos à cidade, sua autonomia e o seu exercício enquanto cidadãos. Parte-se como espacialidade nesta análise de caso a região onde foi implementado o projeto das ruas abertas para pedestre no centro novo de São Paulo (República).
Quando pensamos em cidades acessíveis pensamos em cidades que não dificultem o caminhar e o deslocamento de pessoas portadores de deficiências. Cidade, estas, que são agradáveis e convidativas, menos opressivas. Que garantem, antes de mais nada, o igual acesso aos recursos e infraestruturas que a mesma tem a oferecer.
Segundo o censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) do ano de 2010, em torno de 36 milhões de brasileiros são portadores de deficiência visual, ou seja, em torno de 17% da população do Brasil possui algum grau de deficiência visual - seja ele desde os níveis mais leves, como o uso de óculos e lentes, até o cego por completo.






