
Conforme o arquiteto Alejandro Echeverri, Medellín soube disseminar a ideia de que esteve imersa em processo de inclusão e transformação urbana. Anualmente a cidade recebe incontáveis visitantes que, segundo o colombiano, parecem mais convencidos do que os próprios moradores sobre como a cidade encontrou respostas aos seus desafios sócio-espaciais. Atuando com a Universidade Nacional da Colômbia e famílias vítimas de conflitos armados entre final de 2014 e início de 2016, observei nuances entre os avanços que a cidade vivenciou a partir de sua atuação direta em territórios em situação de vulnerabilidade e desafios que persistem com o aumento da desigualdade sócio-econômica.
Enquanto conversava com o Jorge Perez Jaramillo, diretor de planejamento do município de 2012 a 2015, o arquiteto comentava que desde a década de 1990 a cidade vivia processos de transformações urbanas. “Não tínhamos outra coisa a fazer a não ser experimentar mudanças profundas”, contava. Sua população quadruplicou em um curto período, em um território conformado em meio aos desdobramentos da cordilheira andina. Por conta dos conflitos armados que seguem expulsando camponeses, a Colômbia é um dos países com maior número de desalojamentos internos, e Medellín, uma das cidades que mais recebem famílias vítimas desses conflitos.
