
Em 2019, quando o mundo estava prestes a enfrentar a maior pandemia dos últimos tempos, o líder indígena, ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak lançou o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”. O pequeno encarte, com um pouco mais de 80 páginas, não poderia ter surgido em melhor época servindo simultaneamente como alento e como alerta à uma humanidade que via os rumos da história se contorcendo diante dos seus olhos.
Na publicação, Krenak nos explica como seus antepassados indígenas usaram a criatividade e a poesia para resistir à barbárie da civilização tendo em vista o processo de homogeneização proposto pelo homem branco o qual, entre muitas outras interferências, ceifava não apenas a vida dos indígenas, mas toda a natureza ao seu redor. Porém, mais do que narrar as mazelas do seu povo, o autor nos faz perceber que essa ameaça não somente ainda existe, como também se estende a todos nós.













