Álvaro Siza, possivelmente o arquiteto português mais reconhecido mundialmente, inaugurou seu Pavilhão para a marca de móveis CAMERICH, em Xangai, na 44ª Feira Internacional de Mobiliário da China (CIFF 2019). Revestido de papel alumínio, o projeto apresenta volumetria intrincada e planta bastante irregular, quase biomórfica, fazendo lembrar algum animal - "um tamanduá, um elefante ou talvez o gato que habita o escritório de Siza", sugere António Choupina, consultor do projeto.
Xangai é uma cidade cheia de contradições. Sob os arranha-céus e complexos contemporâneos escondem-se casas e estabelecimentos comerciais antigos que estão gradualmente desaparecendo. As ruas que estão sendo varridas atraíram a atenção de fotógrafos do mundo todo - alguns interessados na relação entre o novo e o antigo, outros nos distritos históricos e seu significado cultural.
O fotógrafo canadense Greg Girard, que passou boa parte de sua carreira na Ásia, examinou as transformações sociais e físicas da cidade chinesa e publicou um livro de fotografias intitulado “Phantom Shanghai”.
Entre os mercados de carne lotados, os emaranhados de fios elétricos, as luzes vibrantes de néon e densa neblina de Xangai, encontramos as antigas casas "Shikumen". Construídas entre o final do século XIX e a Segunda Guerra Mundial, estas casas foram inspiradas nos estilos francês e britânico colonial e Art Déco e no estilo residencial chinês "Hutong". Mas o tempo para essas estruturas está se esgotando: as casas Shikumen, em toda a cidade de Xangai, estão sendo demolidas.
Como parte de sua série Shanghai Streets, o fotógrafo Cody Ellingham quis congelar o tempo e registrar essas ruas históricas antes que sejam completamente demolidas e esquecidas.
Álvaro Siza e Carlos Castanheira divulgaram o projeto de mais uma grande estrutura na Ásia, desta vez, para o Haishang Museum, localizado no distrito de Jiading, em Xangai, China. A proposta abrange um edifício para o museu e outras três estruturas menores - um pavilhão, uma casa de chá e uma ponte.
A série de fotografias de escritórios de arquitetura de Marc Goodwin finalmente chegou ao Brasil. O experiente fotógrafo visitou vinte dos mais importantes escritórios de São Paulo, mostrando uma imagem - ou muitas - de como é o dia a dia dentro destes espaços de trabalho. Sua vasta série documental conta com registros de firmas da Cidade do Panamá, Holanda, Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, Escandinávia, Barcelona e Los Angeles. Em São Paulo, Marc visitou vinte escritórios das mais variadas escalas, dedicados a diferentes tipos de projeto. Conheça-os a seguir.
Snøhetta foi contratado para projetar a Grande Ópera de Xangai, na China, após vencer um concurso internacional. Com o objetivo de atrair um público amplo para apresentações tradicionais, clássicas e experimentais, Snøhetta desenvolveu o projeto arquitetônico, paisagístico, de interiores e gráfico para o complexo abrangente, em colaboração com os arquitetos baseados em Xangai, ECADI.
O aguardado Tank Shanghai, projetado pelo escritório OPEN Architecture, foi aberto ao público após seis anos de projeto e construção. Localizado às margens do rio Huangpu, na região oeste da cidade, onde cinco tanques de combustível abandonados outrora serviram ao Aeroporto de Longhua, o projeto consiste em um novo tipo de centro de artes contemporâneas. A proposta "transforma contêineres de combustível em recipientes de cultura, ao mesmo tempo em que presta homenagem ao passado industrial do lugar."
O projeto foca em uma “Super Superfície” em forma de Z que, através de deslocamentos no nível do terreno, abre espaço para o programa do centro de artes e define o desenho da paisagem.
A Kohn Pedersen Fox Associates (KPF) acaba de inaugurar mais um projeto de aranha céu na cidade de Xangai. Inspirada nas formas da “coluna infinita” de Constantin Brâncuși, a SOHO Gubei Office Tower empresa a suave silhueta em zigue-zague da mais famosa escultura do mestre romeno para erguer-se imponente sobre o céu de Xangai.
A torre é composta por uma sequência de quatro volumes empilhados, cujas superfícies apresentam tramas deslocadas que jogam com a densidade e transparência da fachada. A profundidade destes elementos assim como os ângulos das suas superfícies, foram projetados como um sistema de proteção solar, protegendo as aberturas e minimizando condições de ofuscamento.
Em um cenário criativo que já está repleto de talento e inovação, as obras do Atelier Deshaus se destacam na China. Seus projetos, muitas vezes revitalizações de espaços existentes, não seguem regras particulares de estilo estabelecidas por outros ou por eles mesmos. No entanto, eles estão unidos por uma visão sutil e enigmática da experiência do espaço nos ambientes urbanos em constante mudança no país.