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Uma proposta para um novo mapa-múndi e dois novos complexos esportivos: o resumo da semana

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As notícias desta semana trazem um ponto em comum: o valor de olhar além das estruturas estabelecidas. Duas arquitetas franco-marroquinas refletiram sobre o que a arquitetura pode aprender com a cultura e o conhecimento local do Marrocos, ao mesmo tempo que a Assembleia Geral das Nações Unidas votou a favor da promoção de projeções cartográficas mundiais que representem com maior precisão o tamanho relativo dos continentes — uma mudança simbólica que desafia séculos de representação geográfica eurocêntrica, com implicações diretas na forma como compreendemos a África e o Sul Global. Esse mesmo espírito de questionar convenções permeia os projetos de destaque desta semana, desde governos municipais que reaproveitam edifícios abandonados para a construção circular até o Pavilhão Alemão para a próxima Bienal de Arquitetura de Veneza, que aborda o isolamento social e a coexistência democrática. No radar desta semana, destacamos três projetos anunciados recentemente: um novo complexo esportivo multifuncional em Hilversum que reúne esporte, educação e vida comunitária em torno de um circuito interno contínuo; um distrito residencial de baixa densidade em Yerevan, onde a restauração da paisagem precedeu a construção; e uma praça pública paisagística encomendada pelo Las Vegas Raiders para substituir estacionamentos subutilizados adjacentes ao Allegiant Stadium.

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Assembleia Geral da ONU vota pela promoção da projeção Equal Earth para mapas-múndi mais precisos

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A Assembleia Geral das Nações Unidas votou para promover o uso de projeções de mapas-múndi que representam com maior precisão as dimensões relativas dos continentes. A resolução foi apresentada durante uma sessão na sede da ONU em Nova York no dia 4 de setembro e recebeu 164 votos a favor, com um voto contra e seis abstenções. Proposta pelo Togo, a resolução incentiva governos, instituições de ensino, organizações internacionais e empresas de tecnologia a utilizarem projeções de área equivalente sempre que a escala geográfica for relevante. A resolução não substitui ou proíbe formalmente o uso da projeção de Mercator, amplamente utilizada desde o século XVI. Em vez disso, defende um maior uso de projeções que preservem a área relativa das massas terrestres e incentiva a conscientização sobre as limitações de se representar a superfície curva da Terra em um mapa bidimensional. A projeção Equal Earth, de 2018, é apontada como um exemplo de mapa que representa a escala dos continentes de forma mais precisa.

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Novo marco da população mundial: somos 8 bilhões de pessoas

De acordo com o Relógio da População Mundial, a população humana chegou aos 8 bilhões em 15 de novembro. Segundo a ONU, este marco representa uma celebração da longevidade humana devido a melhorias na saúde pública e na medicina, mas também vem com alertas sobre desigualdade, acesso limitado a alimentos e recursos e danos ambientais. Apesar do número impressionante, o relatório anual Perspectivas da População Mundial mostra que a população global está crescendo no ritmo mais lento desde 1950 e prevê uma desaceleração contínua na segunda metade deste século.

Como mais da metade da população mundial vive nas cidades, cerca de 55,7%, de acordo com os últimos relatórios da ONU-Habitat, os desafios urbanos estão crescendo exponencialmente. A ONU espera que esse número aumente para 68% até 2050, com cerca de 90% desse aumento ocorrendo na Ásia e na África. A urbanização acelerada pode apresentar riscos significativos, como o aumento da desigualdade, da pobreza, do desenvolvimento setorizado, da exclusão social e da poluição. Nesse contexto, uma agenda urbana bem equilibrada torna-se crucial para conseguirmos cidades inclusivas, seguras e sustentáveis.

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