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Transporte: O mais recente de arquitetura e notícia

São Paulo poderá ter mais de 1.500km de ciclovias até 2030

A Prefeitura de São Paulo divulgou no início deste mês o Plano de Mobilidade de São Paulo – Modo Bicicleta (PlanMob), com diretrizes para a implementação da infraestrutura cicloviária da cidade até 2030. O PlanMob prevê a expansão da rede de ciclovias, o aumento do número de bicicletas compartilhadas, a criação de bicicletários e paraciclos e a implementação de programas educacionais que promovam o uso da bicicleta como meio de transporte urbano.

Passarelas, pontes, travessias subterrâneas e viadutos também receberão atenção da prefeitura. Se cumpridas as metas estabelecidas pelo PlanMob, até 2030 São Paulo terá 1522 km de infraestrutura cicloviária, além de 24 pontes, 32 viadutos, 50 passarelas, quatro passagens subterrâneas, três túneis sob os trilhos adaptados para travessia de bicicletas e de dez ciclopassarelas.

Três prazos foram definidos pelo PlanMob - 2016, 2014 e 2030 -, garantindo o avanço gradual das estratégias implementadas.

Paris implementa medida que diminui pela metade o número de automóveis em circulação

Após alguns dias de negociação, as autoridades parisienses decidiram implementar a circulação alternada de veículos na capital francesa, medida que entrou em vigor nesta segunda-feira, 23 de março, reduzindo pela metade o numero de carros em circulação na cidade.

A decisão foi tomada após o Airparif, observatório da qualidade do ar na região de Île-de-France, ter apontado um nível de partículas finas (PM10) por metro cúbico de ar acima do limite aceitável – que é de 50 microgramas – na região parisiense.

O princípio da estratégia é bastante simples: os veículos leves (carros e motos particulares) com placas ímpares só podem circular nos dias ímpares. Aqueles com placas pares, por sua vez, circulam apenas em dias pares.

Vídeo: A grande transformação das ruas de Nova Iorque

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Nos últimos anos, a mudança de algumas das principais ruas de Nova Iorque tem sido realmente impressionante. Fotografias com milhares de automóveis têm dado lugar a outras, que mostram o desaparecimento dos carros e a apropriação dos espaços públicos por pedestres e ciclistas.

London Underline: Gensler propõe rede de transporte subterrâneo para pedestres e ciclistas em Londres

Recentemente a empresa internacional Gensler recebeu o London Planning Award de Melhor Projeto Conceitual por sua mais recente proposta: London Underline. A proposta explora o potencial de um parque para ciclistas e pedestres sob as ruas de Londres. Esse projeto não apenas utiliza os espaços subterrâneos abandonados, como também gera a eletricidade que necessita para funcionar simplesmente por ser usado.

7 cidades que estão tirando os carros de suas ruas

Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas,

São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.

Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.

A Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante.

Veja a seguir quais são essas 7 cidades:

Cidade do México vence prêmio internacional de mobilidade

A Cidade do México ganhou o prêmio internacional Audi Urban Future Award, organizado pela empresa Audi, que seleciona algumas cidades de diferentes partes do mundo para questionar sobre os futuros avanços na questão da mobilidade. A ideia é desmanchar os pensamentos relacionados ao estado crítico da mobilidade no século XXI dentro de um contexto de desafios complexos, mas também de novas oportunidades.

Este ano, na sua terceira edição, a Cidade do México foi escolhida, juntamente com Boston, Berlim e Seul, para oferecer uma visão de como poderia ser o futuro urbano se os dados fossem utilizados de maneira estratégica. A premiação foi entregue começo de novembro na cidade de Berlim.

Com a participação do Laboratorio para la Ciudad, Jose Castillo, co-fundador do escritório Arquitectura 911sc e Carlos Gershenson, pesquisador e chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Pesquisas Matemáticas (IIMAS) da UNAM, a equipe da Cidade do México, chamada Living Mobilities, obteve o primeiro lugar apresentando a captação de dados de mobilidade como tarefa primordial do projeto.

Saiba mais, a seguir.

Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia

Em Malmö, Suécia, 30% dos cidadãos usa a bicicleta todos os dias para ir estudar ou trabalhar; um dos motivos pelos quais em 2013 se tornou uma das 20 cidades mais adequadas do mundo para o ciclismo urbano, segundo o site Copenhagenize.

Naquele mesmo ano a cidade colocou em ação um plano de 47 milhões de euros para financiar diferentes iniciativas que pretendem elevar esta cifra. Nesse contexto, no início do ano de 2014 foi inaugurada a Estação Central de Malmö, a terceira estação intermodal mais importante da Suécia - um novo estacionamento público para 1.500 bicicletas que é um verdadeiro centro de ciclismo devido aos serviços que oferece.

Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia - Image 1 of 4Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia - Image 2 of 4Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia - Image 3 of 4Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia - Image 4 of 4Um estacionamento para 1.500 bicicletas na terceira maior estação intermodal da Suécia - Mais Imagens+ 16

Gestão de demanda de transporte: medidas para criar cidades mais seguras e sustentáveis

As cidades que possuem um desenho centrado nos automóveis fazem com que seus cidadãos convivam com maiores tempos de deslocamento, acidentes de transito e altos níveis de contaminação (acústica e ambiental). Entretanto, uma maneira de mudar isso é pensar as cidades como lugares onde transitam pessoas e não somente automóveis.

Este é o tema abordado em um dos nove artigos da série “Cidades Orientadas às Pessoas”, desenvolvida pela Embarq e Insights, que propõem que a cidades sejam pensadas para os cidadãos, introduzindo a gestão de demanda de transporte.

Em que consiste isso? Saiba mais a seguir.

20 estações de metrô surpreendentes

Existem, ao redor do mundo, diversas estações de metrô que, com suas esculturas, iluminação e murais lembram mais museus que infraestruturas de transporte. A seguir, compilamos 20 delas a partir de listas feitas pela BBC, Lonely Planet e WebUrbanist como estações surpreendentes.

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Um mês sem carros: a bem sucedida experiência da Coréia do Sul

No bairro Haenggung-dong, na cidade de Suwon, Coréia do Sul, foi realizada uma experiência em que, durante um mês, foi proibida a circulação de automóveis. Parte do Festival Mundial de Eco Mobilidade, evento que aconteceu há um ano, os efeitos dessa experiência perduram até hoje, já que ela gerou uma mudança de percepção em relação aos carros e motivou as autoridades a implementar iniciativas no sentido de devolver as ruas às pessoas e ciclistas.

O que aconteceu durante o mês da experiência? Que mudanças surgiram a partir dela? Mais informações a seguir.

Mobilidade urbana como um direito fundamental: A nova lei da Cidade do México

No mês passado, a capital mexicana aprovou a Lei de Mobilidade (LM) que, além de suplantar responsabilidades entre instituições e promover alterações técnicas, deu um passo em direção a um novo foco da normativa urbana.

Desta forma, passou-se de uma normativa que estava centrada no transporte e estradas para uma lei que se sustenta na mobilidade e que a reconhece como um direito fundamental dos cidadãos.

Conheça as medidas na continuação.

Planos para uma ciclovia sobre a ponte que conecta Copanhague a Malmö

Até o momento a Ponte de Öresund, uma das maiores da Europa com mais de 7.800 metros de extensão, que conecta Copenhague (Dinamarca) e Malmö (Suécia), permite, em seus dois níveis, apenas o tráfego de carros, caminhões e trens em dois níveis.

Recentemente, entretanto, a Dinamarca propôs um plano de conexão via bicicletas entre estas duas cidades, reconhecidas entre as mais bem preparadas para o ciclismo urbano segundo o Ranking Copenhagenize 2013. A ideia consiste em criar uma “estrada” ou ciclovia sobre a ponte que une os dois países, ampliando consideravelmente suas infraestruturas cicloviárias e conformando uma região metropolitana internacional que engloba quatro milhões de habitantes.

“Smart Highway”: Inauguração do primeiro trecho de uma rodovia solar na Holanda

Há algumas semanas, os limites e alguns elementos de sinalização ao longo de 500 metros da rodovia N329, na cidade de Oss, Holanda, começaram a emitir luz proveniente da energia solar que absorvem durante o dia. Esse novo sistema permite que estes elementos horizontais e verticais liberem energia até oito horas após o sol se pôr.

A proposta foi concebida pelo artista Daan Roosegaarde e desenvolvida pela empresa de engenharia Heijmans. Após a divulgação do projeto a ideia ganhou o Dutch Design Awards 2012, sendo considerada a primeira rodovia solar do mundo.

Veja algumas fotos e um vídeo do projeto, a seguir. 

A importância do transporte público para os espaços urbanos

Uma das características dos espaços públicos bem projetados é que as pessoas querem visitá-los e gostam de permanecer neles. Para que isto ocorra há vários fatores envolvidos, como a influência exercida pela arquitetura, os edifícios históricos e os monumentos, as atividades que existem no lugar, a facilidade de acessá-lo, entre outros.

Em relação a este último ponto, não apenas os deslocamentos são importantes, mas também os acessos através das conexões oferecidas pelo transporte público. Portanto, tem-se um equilíbrio entre desenho urbano e transporte planejado que influencia o caráter e causa um impacto social nos espaços públicos. 

Conheça, a seguir, três espaços bem sucedidos nesse aspecto: 

Em 2025 os habitantes de Helsinki não terão mais razões para possuir um carro

Oferecer um sistema de transporte público confiável e eficiente é a estratégia de muitas cidades para desestimular o uso dos automóveis particulares e, assim, evitar os danos ambientais e urbanos causados por estes.

Uma destas cidades é Hamburgo, que em novembro de 2013 lançou o Green Network, um plano para eliminar o uso do automóvel nos próximos 20 anos, contando, para isso, com a conexão de todas as áreas verdes da cidade, acessíveis a pé ou de bicicleta.

Há alguns dias, Helsinki anunciou um ambicioso plano que visa integrar vários meios de transporte ao seu atual sistema público que, em teoria, funcionaria tão bem que os cidadãos não teriam mais razões para possuir um carro.

Saiba mais sobre este plano que pretende, até 2025, desestimular o transporte individual motorizado da capital finlandesa. 

Madri inaugura sistema público de bicicletas elétricas

BiciMAD é o nome do sistema público de bicicletas elétricas recentemente inaugurado em Madri. O objetivo desse sistema é proporcionar um meio alternativo de transporte limpo para os cidadãos e fomentar o uso de bicicletas na cidade.

O sistema compreende 1.580 bicicletas distribuídas entre 123 estações localizadas no centro da cidade e nos bairros de Moncloa, Salamanca, Retiro, Pacífico e Arganzuela e funciona de forma ininterrupta (24 horas por dia, todos os dias da semana). As bicicletas têm autonomia de cerca de 70 quilômetros.

Uso da bicicleta como meio de transporte urbano gera economia de US$ 4,6 bilhões nos EUA

Quando uma política promove o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, é comum que esta se justifique pela economia que o ciclismo urbano gera. Este é um tema muito importante quando se considera, por exemplo, que em média 16% dos orçamentos familiares nos Estados Unidos são gastos com o transporte, e ainda mais alarmante é a constatação de que esta cifra sobe para 55% nas famílias mais pobres.

Esse e outros temas são abordados no informativo “Pedaling to Prosperity”, elaborado pela Liga de Ciclistas Americanos em colaboração com outras organizações, que traz diversos dados sobre o aumento do uso da bicicleta como meio de transporte urbano, a porcentagem dos deslocamentos diários de bicicleta em todo o país (EUA) e o custo de manutenção de uma bicicleta em comparação com o de um automóvel.

Veja alguns destes dados a seguir.

Novo plano de transporte de Washington cogita implementar tarifação viária no centro financeiro da cidade

Desde 2003, quando o centro de Londres começou a implementar as tarifas viárias, ou seja, desde que foi fixada uma taxa para transitar pelo centro da cidade, o número de automóveis diminuiu 30%, a qualidade do ar aumentou e foram gerados US$2 milhões, posteriormente aplicados em novas infraestruturas de transporte.

Como consequência, outras cidades começaram a imitar essa iniciativa que permite, ainda, fomentar outros meios de transporte mais limpos. Umas dessas cidades é Washington, EUA, que já a incluiu em seu novo plano geral de transportes, o moveDC, que procura descongestionar o setor financeiro e potencializar o uso do metrô e o Capital Bikeshare, seu sistema de bicicletas públicas.

Mais informações sobre a iniciativa de Londres e outros detalhes do moveDC, a seguir.