
Ferramenta permite verificar se infraestrutura nacional condiz com o crescimento demográfico nas áreas urbanas, bem como comparar o desempenho entre diferentes países.


Ferramenta permite verificar se infraestrutura nacional condiz com o crescimento demográfico nas áreas urbanas, bem como comparar o desempenho entre diferentes países.


Em grande parte das cidades do Brasil e do mundo, ainda observa-se a preferência pelo uso do automóvel particular em detrimento do transporte coletivo, o que gera impactos não apenas no trânsito das cidades, como também na qualidade do ar e no aquecimento global.
Uma análise inédita realizada pelo jornal Estadão sobre a contribuição de cada modal de transporte nas emissões de poluentes revela que os automóveis são os responsáveis por 72,6% dos gases de efeito estufa emitidos pelo setor de transporte, embora correspondam ao deslocamento de apenas 30% dos contingente de passageiros.

Uma tendência geral na Era da Informação atual envolve a transmutação absoluta do tempo de inatividade em produtividade ou engajamento de qualquer tipo, embora sem sentido. Nós ouvimos o tempo todo: perdemos nossa capacidade de ficar sem fazer nada. No entanto, como observou uma equipe da Ennead Lab, algumas das mesmas tecnologias que estão causando essa mudança na rotina também têm o potencial de abrir novos espaços de tempo em nossas vidas diárias e afetar os espaços construídos com os quais interagimos.
Encarregada de projetar uma estação de recarregamento de veículos elétricos para um empreendimento em Xangai, a Ennead percebeu que as cinco horas necessárias para realizar uma única carga exigem um lugar para os clientes esperarem. Em um artigo publicado pela revista Metropolis Magazine, eles mostram que a ideia de pessoas permanecerem em um lugar por tal período de tempo abre uma série de possibilidades para o que poderia preencher o período de espera; o projeto de Xangai, no entanto, se concentra na oportunidade de criar um espaço cívico. A equipe imagina o "posto de gasolina" do futuro como uma torre de carga vertical que remete à funcionalidade de elevadores de estacionamento urbano no século 20, desta vez revestida em prata reflexiva para servir como um farol para os clientes em busca de carga. Em vez de torres de carga independentes, os projetos são integrados em um sistema que incentiva os clientes a caminhar até as zonas adjacentes para comer, fazer compras e socializar enquanto esperam.

Projetar espaços urbanos para melhorar a mobilidade de todos os habitantes é um dos principais objetivos da NACTO, a Associação Nacional de Autoridades de Transporte Urbano. Fundada em 1996, esta organização sem fins lucrativos reúne mais de 40 cidades dos Estados Unidos e Canadá para compartilhar suas consultorias e práticas de design buscando elevar o padrão dos projetos nas políticas públicas relacionadas aos espaços públicos, mobilidade e transporte.
Eles desenvolveram uma série de manuais em que propõem diretrizes de projeto para tornar as ruas, ciclovias, cruzamentos e outros espaços urbanos mais acessíveis e seguros para todos os usuários. Um dos mais recentes é o "Transit Street Design Guide", no qual apresentam seis dicas para projetar pontos de ônibus. Veja as recomendações, a seguir.

Os usuários do transporte público no Grande Recife e em Brasília demoram um tempo precioso se deslocando de casa para o trabalho e vice-versa. Por dia, em média, são gastos 96 minutos, revela o Relatório do Transporte Público 2016, divulgado pelo Moovit, aplicativo voltado à mobilidade urbana que tem 55 milhões de usuários. Nesta pesquisa, foram avaliadas dez cidades brasileiras.
A capital pernambucana ainda aparece em terceiro lugar quanto ao maior tempo de espera pelo ônibus, metrô ou outro modal (27 minutos), atrás somente de Brasília (33) e Salvador (28).

O Projeto de Transporte Urbano Sustentável (SUTP) é uma iniciativa que promove o transporte sustentável para que as cidades disponham de meios de transporte mais eficientes, limpos, que não causem congestionamentos e que sejam seguros, visando tornarem-se lugares mais habitáveis.

Atualmente, 190 países já ratificaram o Acordo de Paris, número que representa 98.9% das emissões globais de gases de efeito estufa, conforme dados do WRI CAIT. Isso significa que todos eles já apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento que comunica internacionalmente as medidas que cada país tomará para lidar com as mudanças climáticas e como se direcionará para um futuro de baixo carbono. Até 2025, o Brasil se propõe a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% em relação aos níveis de 2005. Para isso, muito precisará ser feito na área de energia, especialmente em relação a transportes, o setor de maior consumo de combustíveis fósseis no Brasil e, consequentemente, o principal subsetor energético que mais emite gases de efeito estufa no país.


Muitas das cidades mais importantes do mundo estão se expandindo rapidamente sem contar com um planejamento de transporte adequado, de acordo com dados apresentados em nova publicação do ITDP. Durante a conferência Habitat III, promovida pelas Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2016, no Equador, o ITDP apresentou o relatório People Near Transit: Improving Accessibility and Rapid Transit Coverage in Large Cities. O relatório analisou a proximidade da população de 26 grandes cidades e suas regiões metropolitanas em relação à rede de transporte de média e alta capacidade, com base no indicador PNT (da sigla para o termo original em inglês People Near Transit).
O PNT é um indicador que mensura o percentual da população de uma cidade ou região metropolitana que reside em um raio de até 1 km de estações de sistemas de transporte público de média e alta capacidade. A distância de 1 km equivale a 10 a 15 minutos de caminhada. Entre as cidades avaliadas com o indicador, Paris se destaca por ter obtido uma cobertura completa de sua população, enquanto as regiões metropolitanas de Washington DC e Los Angeles ficaram entre as piores avaliações.

Clément Blanchet Architecture divulgou sua proposta para o concurso internacional de Ampliação da Estação de Nice, que também recebeu propostas de Marc Mimram, Jean Duthilleul, e do vencedor Daniel Libeskind. A proposta integra edifícios no centro da cidade de Nice - que é cercada por ferrovias, um anel viário, e a cidade - incluindo um novo complexo público de uso misto, comércios e escritórios, e um hotel boutique.

Para aqueles que ainda menosprezam as mudanças climáticas e os impactos que o homem tem gerado no planeta, atitudes enérgicas de grandes países podem emitir um alerta difícil de ignorar. Uma decisão do parlamento alemão pode representar uma mudança de maré para a quantidade de CO2 emitida pelos carros no país.
No mês passado, o Bundestag, o conselho federal dos 16 estados da Alemanha, aprovou uma resolução para banir os carros movidos a gasolina e a diesel até 2030. O país é uma das maiores indústrias automobilísticas do mundo e a maior da Europa. O setor também é um dos mais importantes para o país, tendo 44 milhões de carros registrados em 2013. No entanto, o idealizador da iniciativa é o Vice-Ministro da Economia Rainer Baake. “O fato é que não houve qualquer redução nas emissões de CO2 advindas do transporte desde 1990. Nós não temos ainda a solução para cortar as emissões dos caminhões, mas nós temos respostas para os carros.”

As horas que anualmente se perdem nos congestionamentos de trânsito (ou semáforos) é cada vez maior em diferentes cidades do mundo, e não só nos Estados Unidos como poderia se imaginar.
De fato, em Estambul os motoristas perdem 110 horas por ano simplesmente por conta do trânsito das vias, e nas nove cidades mais congestionadas dos Estados Unidos, são cerca de 42 horas, segundo o Índice de Tráfego TomTom.
Este problema não surgiu do nada, trata-se de uma consequência do desenho que, durante as últimas décadas, foi privilegiado nas cidades e que foi centrado no automóvel, com mais projetos para aumentar sua infraestrutura penando que, assim, criaria-se uma solução para tal questão.
Bjarke Ingels Group (BIG) e Hyperloop One apresentaram um projeto em conjunto para um sistema de transporte autônomo, as primeiras cápsulas e portais Hyperloop nos Emirados Árabes Unidos (EAU). O projeto foi apresentado enquanto Hyperloop One assinou um acordo com a Autoridade de Vias e Transporte de Dubai (RTA), aproximando o projeto cada vez mais da realidade.
O ilustrador britânico Sam Chivers, em parceria com o designer Paul Tinker e o artista Esteban Almiron, criou uma série de animações que vislumbram um futuro sustentável para os aeroportos. As animações, que abordam tópicos como transporte, energias alternativas, redução de ruídos, design, biodiversidade e eficiência energética, mostram a passagem do tempo da manhã até a noite no aeroporto Heathrow em Londres.
No trânsito, ninguém é mais indefeso e frágil do que o pedestre. Quem vive o trânsito sabe disso. Depois, vem o ciclista, o segundo mais vulnerável na escala de fragilidade. Pensando nisso, a multinacional Volvo desenvolveu uma tecnologia que detecta estes usuários quando eles estão no sistema viário. A nova funcionalidade foi apresentada na Alemanha, esta semana, e consiste em um sistema de câmera, que ao detectar um pedestre ou um ciclista próximo ao ônibus, emite alerta sonoro para todos os atores envolvidos, inclusive o motorista.
A funcionalidade será instalada nos ônibus elétricos da empresa por se tratarem de veículos mais silenciosos, e portanto, com mais riscos de trafegarem desapercebidos. Segundo a Volvo, a tecnologia será testada na Linha 55 em Gotemburgo, na Suécia, ainda este ano. A inclusão definitiva do sistema nos veículos vendidos pela fabricante deve começar em 2017, na Europa.

Levantamento inédito sobre mobilidade urbana feito em dez capitais brasileiras capta a insatisfação de trabalhadores que utilizam transporte público. De acordo com a pesquisa “Mobilidade para ir e vir do trabalho”, realizada pela empresa Vagas.com com 3.208 questionários, 45% dos entrevistados têm percepção ruim ou péssima do uso do ônibus no trajeto casa-trabalho, trabalho-casa. No caso dos trens, o índice de ruim ou péssimo é 44%.
Brasília (59%), Recife (57%), Salvador (49%) e Belo Horizonte (48%) foram as cidades que concentraram as piores avaliações (péssimo e ruim) dos passageiros de ônibus. No caso dos trens, foi em São Paulo onde houve maior percentual de péssimo ou ruim (47%). A rejeição ao metrô é menor (28%) na média verificada nas dez capitais do país.

O limite de velocidade em algumas vias de São Paulo -- notadamente as marginais Tietê e Pinheiros -- se tornou um tópico de discussão importante na campanha eleitoral de alguns candidatos à Prefeitura da cidade, alguns deles pretendendo, inclusive, reverter a redução da velocidade instituída na atual gestão do prefeito Fernando Haddad.
As propostas de aumentar o limite, no entanto, vão contra uma orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) que vem sendo seguida por várias capitais pelo mundo para combater a epidemia de acidentes de trânsito. Segundo o órgão, a redução da velocidade diminui, comprovadamente, o número de acidentes (e, consequentemente, o de mortos e feridos) e melhora o fluxo do trânsito e qualidade do ar.

Há alguns anos, a companhia chinesa Shenzhen Huashi Future Parking Equipment desenvolveu uma solução inédita para tentar resolver o problema do congestionamento ocasionado pelo rápido crescimento populacional das cidades da China: um ônibus que escapa do trânsito simplesmente passando por cima dele. O projeto atraiu a atenção de diversos especialistas e meios de comunicação de todo o mundo, embora muitos fossem céticos sobre a possibilidade desta ideia render algum fruto concreto. Mas agora, a proposta ousada e aparentemente inviável se tornou realidade.

A mais recente publicação da Associação Nacional de Funcionários de Transporte de Cidade, NACTO, é o "Guia de Desenho de Trânsito de uma Via", no qual são apresentados conceitos e propostas a respeito de como é possível melhorar os espaços viários através do projeto urbano.
O foco das ideias é priorizar a mobilidade sustentável para que, tanto as cidades membro da organização, quanto as que tenham acesso a este documento, possam melhorar suas práticas em relação aos espaços públicos, à mobilidade e ao transporte.