Para aqueles que ainda menosprezam as mudanças climáticas e os impactos que o homem tem gerado no planeta, atitudes enérgicas de grandes países podem emitir um alerta difícil de ignorar. Uma decisão do parlamento alemão pode representar uma mudança de maré para a quantidade de CO2 emitida pelos carros no país.
No mês passado, o Bundestag, o conselho federal dos 16 estados da Alemanha, aprovou uma resolução para banir os carros movidos a gasolina e a diesel até 2030. O país é uma das maiores indústrias automobilísticas do mundo e a maior da Europa. O setor também é um dos mais importantes para o país, tendo 44 milhões de carros registrados em 2013. No entanto, o idealizador da iniciativa é o Vice-Ministro da Economia Rainer Baake. “O fato é que não houve qualquer redução nas emissões de CO2 advindas do transporte desde 1990. Nós não temos ainda a solução para cortar as emissões dos caminhões, mas nós temos respostas para os carros.”
As horas que anualmente se perdem nos congestionamentos de trânsito (ou semáforos) é cada vez maior em diferentes cidades do mundo, e não só nos Estados Unidos como poderia se imaginar.
De fato, em Estambul os motoristas perdem 110 horas por ano simplesmente por conta do trânsito das vias, e nas nove cidades mais congestionadas dos Estados Unidos, são cerca de 42 horas, segundo o Índice de Tráfego TomTom.
Este problema não surgiu do nada, trata-se de uma consequência do desenho que, durante as últimas décadas, foi privilegiado nas cidades e que foi centrado no automóvel, com mais projetos para aumentar sua infraestrutura penando que, assim, criaria-se uma solução para tal questão.
Bjarke Ingels Group (BIG) e Hyperloop One apresentaram um projeto em conjunto para um sistema de transporte autônomo, as primeiras cápsulas e portais Hyperloop nos Emirados Árabes Unidos (EAU). O projeto foi apresentado enquanto Hyperloop One assinou um acordo com a Autoridade de Vias e Transporte de Dubai (RTA), aproximando o projeto cada vez mais da realidade.
O ilustrador britânico Sam Chivers, em parceria com o designer Paul Tinker e o artista Esteban Almiron, criou uma série de animações que vislumbram um futuro sustentável para os aeroportos. As animações, que abordam tópicos como transporte, energias alternativas, redução de ruídos, design, biodiversidade e eficiência energética, mostram a passagem do tempo da manhã até a noite no aeroporto Heathrow em Londres.
No trânsito, ninguém é mais indefeso e frágil do que o pedestre. Quem vive o trânsito sabe disso. Depois, vem o ciclista, o segundo mais vulnerável na escala de fragilidade. Pensando nisso, a multinacional Volvo desenvolveu uma tecnologia que detecta estes usuários quando eles estão no sistema viário. A nova funcionalidade foi apresentada na Alemanha, esta semana, e consiste em um sistema de câmera, que ao detectar um pedestre ou um ciclista próximo ao ônibus, emite alerta sonoro para todos os atores envolvidos, inclusive o motorista.
A funcionalidade será instalada nos ônibus elétricos da empresa por se tratarem de veículos mais silenciosos, e portanto, com mais riscos de trafegarem desapercebidos. Segundo a Volvo, a tecnologia será testada na Linha 55 em Gotemburgo, na Suécia, ainda este ano. A inclusão definitiva do sistema nos veículos vendidos pela fabricante deve começar em 2017, na Europa.
Levantamento inédito sobre mobilidade urbana feito em dez capitais brasileiras capta a insatisfação de trabalhadores que utilizam transporte público. De acordo com a pesquisa “Mobilidade para ir e vir do trabalho”, realizada pela empresa Vagas.com com 3.208 questionários, 45% dos entrevistados têm percepção ruim ou péssima do uso do ônibus no trajeto casa-trabalho, trabalho-casa. No caso dos trens, o índice de ruim ou péssimo é 44%.
Brasília (59%), Recife (57%), Salvador (49%) e Belo Horizonte (48%) foram as cidades que concentraram as piores avaliações (péssimo e ruim) dos passageiros de ônibus. No caso dos trens, foi em São Paulo onde houve maior percentual de péssimo ou ruim (47%). A rejeição ao metrô é menor (28%) na média verificada nas dez capitais do país.
O limite de velocidade em algumas vias de São Paulo -- notadamente as marginais Tietê e Pinheiros -- se tornou um tópico de discussão importante na campanha eleitoral de alguns candidatos à Prefeitura da cidade, alguns deles pretendendo, inclusive, reverter a redução da velocidade instituída na atual gestão do prefeito Fernando Haddad.
As propostas de aumentar o limite, no entanto, vão contra uma orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) que vem sendo seguida por várias capitais pelo mundo para combater a epidemia de acidentes de trânsito. Segundo o órgão, a redução da velocidade diminui, comprovadamente, o número de acidentes (e, consequentemente, o de mortos e feridos) e melhora o fluxo do trânsito e qualidade do ar.
Há alguns anos, a companhia chinesa Shenzhen Huashi Future Parking Equipment desenvolveu uma solução inédita para tentar resolver o problema do congestionamento ocasionado pelo rápido crescimento populacional das cidades da China: um ônibus que escapa do trânsito simplesmente passando por cima dele. O projeto atraiu a atenção de diversos especialistas e meios de comunicação de todo o mundo, embora muitos fossem céticos sobre a possibilidade desta ideia render algum fruto concreto. Mas agora, a proposta ousada e aparentemente inviável se tornou realidade.
A mais recente publicação da Associação Nacional de Funcionários de Transporte de Cidade, NACTO, é o "Guia de Desenho de Trânsito de uma Via", no qual são apresentados conceitos e propostas a respeito de como é possível melhorar os espaços viários através do projeto urbano.
O foco das ideias é priorizar a mobilidade sustentável para que, tanto as cidades membro da organização, quanto as que tenham acesso a este documento, possam melhorar suas práticas em relação aos espaços públicos, à mobilidade e ao transporte.
Cadre International TOD Centre, projetada por Atkins. Imagem Cortesia de Atkins
O escritório Atkins foi escolhido para criar um masterplan de desenvolvimento orientado pelo trânsito (TOD) em torno do novo corredor de trens de alta velocidade (HSR) de Jakarta, Bandung, o primeiro HSR projetado na Indonésia. Previsto para ser finalizado em 2019, o corredor terá uma extensão de 142,3 km, estimulando crescimento econômico ao longo do corredor, enquanto reloca o tráfego da região, atualmente muito congestionada.
O masterplan integrará planejamento eficiente,valorização dos terrenos e integração entre os empreendimentos e a estação, com o Atkins cobrindo especificamente "o masterplan de desenvolvimento orientado pelo trânsito, o projeto de arquitetura e urbanismo, o paisagismo e a integração da estação entre as áreas de Halim e Manggarai".
A arquiteta Kazuyo Sejima está projetando um novo trem expresso no Japão. Idealizado pelo Seibu Group, o trem Limited Express será um acréscimo mais discreto à série "Red Arrow" da companhia, que ostenta colores chamativas e desenhos tradicionais que se destacam da paisagem.
De certa forma semelhante à arquitetura de Sejima, a proposta inicial revela um desenho leve e semitransparente que permite ao trem se mesclar à paisagem.
Maricá-RJ, primeira cidade brasileira a implementar transporte público gratuito.. Image via glbimg
Nas primeiras semanas de 2016, algumas cidades brasileiras foram palco de protestos contra o aumento das tarifas de ônibus trens e metrô, e em defesa do transporte público gratuito. Em São Paulo as manifestações organizadas pelo Movimento Passe Livre em janeiro foram marcadas por intensa repressão policial.
Em meio aos protestos, a pergunta que fica é se realmente é possível uma cidade oferecer transporte de graça para toda a população ou trata-se de uma utopia, afinal o dinheiro tem que sair de algum lugar para manter a estrutura e os serviços.
A Hyperloop Technologies está começando a concretizar seu sistema de transporte de alta velocidade. Segundo a Tech.Mic , os tubos para os primeiros testes do protótipo estão sendo construídos em Nevada. O Hyperloop foi concebido por Elon Musk em 2013 como uma resposta ao dispendioso plano de um trem bala que conectará Los Angeles a San Francisco. O Hyperloop de alta velocidade e eficiência propõe o transporte de cápsulas de pessoas através de um tubo despressurizado a uma velocidade de 1.120km/h. Os desenvolvedores acreditam que o sistema poderá ser colocado em prática já em 2020.
No final do mês de novembro tivemos o privilégio de visitar a Holanda (Países Baixos) graças ao convite que recebemos do Het Nieuwe Instituut (HNI): viajando entre Amsterdã, Roterdã e o charmoso povoado de Radio Kootwijk nos encharcamos da cultura holandesa, observando e pensando em voz alta, criando dúvidas e tentando resolvê-las na volta para casa.
Por isso, decidimos compartilhar com vocês uma série de reflexões pessoais sobre a arquitetura e o urbanismo da Holanda, acreditando que a partir de pequenos detalhes podemos discutir grandes temas.
Discorreremos sobre entender o êxito dos seus 32.000 km de ciclovias, a importância dos imigrantes na sua atual gastronomia, o inferno dos barcos durante séculos e que terminou sendo convertido em um aeroporto, as novas tipologias arquitetônicas em vias de extinção e os atuais experimentos de materiais carbono zero.
A seguir, um convite a observar e deixar de turistar.
Os esforços das autoridades britânicas para fazer das cidades locais mais sustentáveis levaram o governo a lançar em 2013 um plano de subsídio para a compra de automóveis elétricos. Desde sua implementação, o resultado econômico tem sido positivo e apenas durante o primeiro semestre de 2015 foram vendidos mais de 14 mil veículos, 350% a mais que no mesmo período de 2014.
Reflexo disso, o Ministério de Transportes anunciou recentemente que continuará estudando novas tecnologias para criar uma infraestrutura de transporte menos poluente. Neste sentido, uma das iniciativas é a possibilidade de construir uma rodovia que permita recarregar os veículos elétricos enquanto estes estão trafegando.
Mapa de nullahs em Deli. Cortesia de Morphogenesis
A cidade de Deli sofre com um grande problema de transporte. As ruas são superlotadas e perigosas e com 1.100 novos veículos sendo colocados em circulação todos os dias, a cidade está sofrendo as consequências. Ano passado, Nova Deli foi eleita a cidade mais poluída do mundo pela Organização Mundial da Saúde, apresentando quase três vezes a poluição de Pequim. Os níveis de ruído em toda a cidade frequentemente excedem o limite estabelecido pelas autoridades e o tráfego pesado se reflete em maiores tempos de deslocamento e piores condições para os pedestres.
Ao mesmo tempo, o rio sobre o qual a cidade foi fundada, o Yamuna (um dos principais afluentes do Ganges), tem sido consistentemente poluído a ponto de ter se tornado nada mais que um canal de esgoto glorificado. Assentamentos ilegais sem sistema de esgoto poluem o rio diretamente e mesmo na rede de drenagem legal da cidade, 17 canais desembocam diretamente no Yamuna. Para uma cidade que já está sofrendo com a escassez de água, poluir sua principal fonte deste recurso é o mesmo que jogar sal na ferida. No entanto, uma proposta concebida pelo escritório local Morphogenesis Architects busca resolver todas estas questões através da revitalização do rio e seus canais, conhecidos como nullahs.
O escritório londrino Studio Egret West desenvolveu propostas para as futuras estações de metrô de Londres fundamentadas em uma abordagem holística de projeto de infraestrutura. O chamado "Idioma de Projeto das Estações" é, segundo os arquitetos, "deliberadamente amplo". Como um manifesto, ele abrange desde pequenas intervenções, como pintura das paredes, até a reforma completa de estações existentes e a construção de outras novas."
Qual a cidade do mundo tem o sistema de metrô com mais quilômetros? Qual o metrô que transporta mais passageiros ao ano? Quanto custa viajar nos melhores sistemas de metrô do mundo?
Essas são algumas perguntas que o site americano Business Insider, que se dedica a cobrir, principalmente, notícias de economia e tecnologia, responde numa publicação em que menciona quais as principais características de onze sistemas de metrô de diferentes cidades reconhecidos como os melhores a nível mundial.