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Reutilização: O mais recente de arquitetura e notícia

Quais estratégias de demolição sustentável podem descarbonizar a arquitetura?

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O ambiente construído é responsável por aproximadamente 42% das emissões anuais globais de CO2. Durante a vida útil de um edifício, metade dessas emissões provém de sua construção e demolição. Para tornar a arquitetura mais sustentável e controlar as emissões globais, é essencial repensar e reduzir os impactos de carbono gerados durante as demolições, bem como implementar estratégias sustentáveis na construção de edifícios. As demolições geralmente envolvem a desmontagem, derrubada, destruição ou eliminação de edifícios e estruturas, resultando em níveis insustentáveis de emissões de carbono, esgotamento de recursos, resíduos e poluição. Esses métodos apressados para encerrar o ciclo de vida de um edifício têm impactos negativos no meio ambiente, nos materiais envolvidos e nas possibilidades de reciclagem. Portanto, é evidente a necessidade de repensar como abordamos o fim da vida de um edifício ou projeto de infraestrutura, em vista de um sistema de desconstrução mais sustentável.

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Escritórios de arquitetura liderados por mulheres: projetos de habitação coletiva na exposição "Time Space Existence" em Veneza

Como parte da 6ª edição do “Time Space Existence”, o Centro Cultural Europeu (ECC) apresentou a exposição “Reconceptualizing Urban Housing”. Aberta ao público de 20 de maio a 26 de novembro de 2023, ela reúne uma variedade de escritórios de arquitetura liderados por mulheres de todo o mundo, cada um oferecendo uma perspectiva única sobre habitação coletiva, especialmente em ambientes urbanos. Os projetos em destaque apresentam abordagens da Europa, América do Norte e países em desenvolvimento como Uganda, Malásia e México.

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Instalação de Christo e Jeanne-Claude no Arco do Triunfo será reciclada pela Parley for the Oceans

Dois anos atrás, em setembro de 2021, foi inaugurado o L'Arc de Triomphe, Wrapped, 1961-2021, de Christo e Jeanne-Claude. A monumental obra de arte pública envolveu o monumento parisiense em mais de 25.000 metros quadrados de tecido prateado amarrado com 7.000 metros de corda vermelha. Os materiais, todos feitos de polipropileno trançado, uma espécie de termoplástico, agora serão reaproveitados e reciclados, seguindo a visão dos artistas. A maior parte dos materiais será transformada para servir a usos práticos em futuros eventos públicos em Paris. A Fundação Christo e Jeanne-Claude também colaborou com a Gagosian para levar os primeiros trabalhos de Christo ao East End de Londres, exibidos numa exposição que permenece aberta até 22 de outubro de 2023.

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As lições do Porto Digital do Recife

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Há muitas razões para que algumas áreas da cidade se deteriorem e outras se dinamizem, incluindo questões econômicas, urbanísticas, sociais e culturais, além da aleatoriedade. Entender essas dinâmicas — e, mais do que isso, minimizar as chances de deterioração e favorecer a dinamização de áreas urbanas é um tema recorrente no urbanismo, uma vez que há o desejo, comum e legítimo, de se viver em ambientes belos, agradáveis e prósperos.

Arquitetura da moda: tijolos produzidos a partir de resíduos têxteis

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Segundo pesquisas recentes, o mercado da moda movimenta anualmente cerca de 2,4 trilhões de dólares no mundo. Um número exorbitante que, infelizmente, compara-se aos dados do seu desperdício. Estima-se que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecidos é queimado ou descartado em aterros sanitários. Levando em conta que tecidos como o poliéster, amplamente utilizado na confecção, demora em média 200 anos para se decompor, é fácil prever o futuro catastrófico dessa operação. Nesse sentido, notícias alarmantes constantemente vêm à tona como as imagens do imenso cemitério de roupas usadas no deserto do Atacama divulgadas alguns anos atrás ou o relato de que a famosa marca de luxo britânica Burberry incinerou roupas, acessórios e perfumes não vendidos no valor de 28,6 milhões de libras no ano passado para preservar a marca, alegando que a o gás carbônico emitido com a ação foi compensado, tornando a atitude “ambientalmente sustentável”.

Snøhetta e MADWORKSHOP criam instalações para a mostra "Time Space Existence" na Bienal de Veneza 2023

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Na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, o Centro Cultural Europeu (ECC) apresentou a sexta edição de sua extensa exposição de arquitetura intitulada Time Space Existence. A edição de 2023 da mostra coletiva chama a atenção para as expressões de sustentabilidade em suas várias formas, abrangendo desde o foco no meio ambiente e paisagem urbana até debates sobre inovação, reuso, comunidade e inclusão. 217 projetos de participantes renomados como Snøhetta ou MADWORKSHOP e profissionais emergentes como Urban Radicals ou ACTA estão atualmente em exibição até 26 de novembro de 2023, nos Palazzos Bembo e Mora, e nos Jardins de Marinaressa em Veneza.

Em resposta às mudanças climáticas, as instalações apresentadas investigam novas tecnologias e métodos de construção que reduzem o consumo de energia por meio de design circular e desenvolvem materiais de construção inovadores, orgânicos e reciclados. Os participantes também abordam a justiça social ao apresentar soluções habitacionais idealizadas para comunidades deslocadas e minorias, enquanto outros examinam as tensões entre o ambiente urbano construído e a natureza que o cerca para identificar oportunidades de coexistência.

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O que é mineração urbana?

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A mineração urbana busca explorar e recuperar recursos valiosos presentes nos resíduos descartados nas cidades. Enquanto a mineração tradicional extrai matérias-primas diretamente da terra, o conceito em questão concentra-se naquelas ocultas nos produtos descartados pela população, como plástico, vidro e metais ferrosos e não-ferrosos (ferro, ouro, prata, alumínio, cobre etc) reutilizáveis pela indústria.

Para simplificar, enquanto a atividade realizada tradicionalmente foca nos minerais virgens, a mineração urbana reciclae coloca novamente em circulação esses materiais, a partir dos itens que foram entregues pelos consumidores após o uso. Quando eles são destinados inadequadamente (no lixo comum ou no meio ambiente), podem acabar indo para lixões ou descartados a céu aberto e com isso prejudicar a flora, a fauna e a saúde humana.

CARE, uma ferramenta digital para comparar as emissões de construções novas e de reuso

A reforma e a reutilização adaptativa têm estado na vanguarda do discurso arquitetônico nos últimos anos. Isso demonstra que a profissão está cada vez mais consciente de seu impacto no meio ambiente e das oportunidades de reaproveitar o que já foi construído. A Architecture 2030 lançou recentemente o CARE, ou Carbon Avoided Retrofit Estimator, uma nova ferramenta digital que permite que arquitetos, proprietários e comunidades quantifiquem a reutilização adaptativa. Ao inserir um conjunto simplificado de informações do projeto, como metas de energia e possíveis intervenções na construção, os usuários podem estimar rapidamente as emissões operacionais de carbono geradas pelo uso do edifício e as emissões de carbono incorporadas que estão vinculadas aos materiais de construção empregados.

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Vida após a morte dos pavilhões: explorando o reuso na arquitetura temporária

Pavilhões e instalações temporárias, como as utilizadas em eventos, exposições ou festivais, apresentam-se como um grande desafio em relação à economia circular na arquitetura devido à sua condição efêmera. Parece contraditório debater sobre o gerenciamento de recursos e tentar extrair o máximo valor dos materiais minimizando o desperdício e a poluição do meio ambiente ao projetar uma estrutura que deve ser usada por um período limitado de tempo. No entanto, existem várias estratégias para repensar a forma como estamos desenhando estas estruturas e promover a circularidade.

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Como os serviços de assinatura se relacionam com a arquitetura?

As assinaturas estão rapidamente se tornando parte integrante da vida cotidiana. Por exemplo, as plataformas de streaming substituíram completamente a necessidade de possuir aparelhos de DVD, enquanto que os serviços de veículo por aplicativo suprem parcialmente a necessidade de possuir um carro particular. As assinaturas têm sido amplamente entendidas como serviços digitais, mas uma nova tendência sugere que o mesmo conceito pode ser transferido para objetos físicos em um futuro próximo. Em vez de ter uma geladeira, uma máquina de lavar ou mesmo lâmpadas, pode-se adquirir uma assinatura para garantir a durabilidade dos produtos, roupas limpas e uma casa bem iluminada.

O conceito é conhecido como “economia baseada em assinaturas”, uma variante da noção de “economia circular”. Ele postula que, em vez de possuir alguns dos objetos utilizados diariamente, é possível subscrever um serviço para ter acesso às mesmas vantagens, mas sem a necessidade de possuir, manter ou alienar o objeto em questão. Os consumidores não compram mais produtos; eles compram acesso a serviços. Às vezes, isso significaria simplesmente alugar o objeto em vez de comprá-lo, mas o modelo vai um passo além. Ele traz uma mudança de responsabilidade e mentalidade. Isso porque os consumidores já não são os proprietários dos objetos, a responsabilidade de reutilizar e reciclar recai sobre os produtores, que passam a ser responsáveis por todo o ciclo de vida dos objetos que criam.

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Estádio 974 é desmontado após partidas da Copa do Mundo no Qatar

Autoridades do Qatar começaram a desmontar o Estádio 974 após sediar sete partidas durante a Copa do Mundo da FIFA, com seis jogos da fase de grupos e uma partida eliminatória das oitavas de final. Este foi o único estádio construído para a Copa do Mundo sem ar-condicionado, por isso, só recebia partidas noturnas. De acordo com a BBC, os trabalhadores da construção se mudaram para o local no dia 9 de dezembro para “tirar o estádio do modo de torneio”. A estrutura foi projetada para ser o primeiro estádio compatível com a FIFA que pode ser totalmente desmontado e reaproveitado após o término da competição. Embora o Qatar tenha chamado isso de “exemplo de sustentabilidade”, especialistas alertam que a sustentabilidade real depende de vários fatores, incluindo quando e onde o estádio será reutilizado.

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Restaurar ao invés de substituir: a recuperação do Palauet Nolla de Meliana em Valência

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Um edifício emblemático para Meliana e toda a região, o Palauet Nolla data do século XVII e foi um símbolo da famosa fábrica de mosaicos Nolla. Localizado no contexto da paisagem de pomares do norte de Valência, após décadas de negligência, o edifício chegou em estado de ruína por volta de 2010, e seu estado era crítico sobretudo por falta de carpintaria externa, estrutura danificada, telhados afundados e parte da decoração com grave deterioração natural e antrópica, entre muitos outros fatores.

A inversão da ordem projetual através da reciclagem de materiais: uma entrevista com RUÍNA Arquitetura

A RUÍNA Arquitetura busca por uma maior consciência socioambiental, bem como a valorização dos materiais enquanto incentiva a reutilização como uma alternativa para a indústria da construção civil. Em sua prática, criam novas possibilidades para materiais recuperados, reduzem a quantidade de resíduos de demolição e, com eles, fornecem materiais de construção com um menor impacto ambiental. Em 2024, o escritório foi selecionado como parte das Melhores Novas Práticas de Arquitetura do ArchDaily por sua atenção ao contexto, visando minimizar o impacto no ambiente construído por meio do reuso eficaz de materiais e resíduos de construção. Sua participação na Trienal de Arquitetura de Sharjah de 2023 mostra como ideias locais podem alcançar reconhecimento global.

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Pesquisadores australianos usam borracha de pneus velhos para produzir concreto

A borracha de pneus descartados pode substituir 100% dos agregados convencionais usados na fabricação de concreto. É o que descobriram os engenheiros da RMIT University, em Melbourne, na Austrália. O concreto fabricado com o material atende aos códigos de construção e prometendo ser um impulso para a economia circular.

O “concreto mais verde” usa a borracha de pneus que já não são mais usados no lugar de cascalho e brita. Segundo a equipe que desenvolveu o material, o novo concreto é mais leve e tem potencial para promete reduzir significativamente os custos de fabricação e transporte.

Reformas: por onde começar?

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Com a escassez de espaços livres, a alta concentração de edifícios vazios em áreas já consolidadas nas cidades e uma conscientização sobre o impacto de novas construções no meio ambiente, cada dia mais as reformas fazem parte da rotina de trabalho do arquiteto e da escolha do cliente. Ao mesmo tempo, muitas vezes elas são sinônimo de surpresas e problemas inesperados durante a obra, causando atrasos e indisposições. Esse texto apresenta quatro estratégias anteriores à obra que podem ajudar a se preparar melhor para esse momento.

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Economia circular no desenho urbano: sustentabilidade e envolvimento comunitário

Economia circular no desenho urbano: sustentabilidade e envolvimento comunitário - Imagem de Destaque
Schoonschip por Space&Matter. Imagem © Isabel Nabuurs

Embora a economia circular seja frequentemente discutida em relação ao objeto arquitetônico através das lentes da reciclagem de materiais, projetos para desmontagem e passaportes de materiais, a estrutura é mais plenamente implementada na escala do bairro e da cidade. Sejam visões de comunidades circulares que sugerem algum nível de autossuficiência ou políticas postas em movimento pelas cidades, projetos em escala urbana exemplificam os princípios orientadores da economia circular, fornecendo um vislumbre do que uma versão completa dela pode oferecer. A seguir, explore as estratégias usadas em ambientes urbanos circulares, desde a arquitetura e materiais de construção até a produção de energia, gestão de resíduos e produção de alimentos, bem como os processos e operações que regem esses projetos, fornecendo insights sobre as condições que informam a circularidade.

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5 Estratégias regenerativas para ativar áreas mortas de nossas cidades após a pandemia

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Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...

O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.

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Inauguração RUÍNA MATERIAIS + Lançamento do Catálogo de Reuso de Materiais 2022

O Catálogo da RUÍNA Materiais é uma iniciativa que objetiva repensar os materiais de construção e demolição a partir da lógica do REUSO. Por meio da seleção de materiais prontos para reinserção em projetos, obras ou diretamente no lar, trabalho, etc. a RUÍNA busca incentivar a circularidade das cadeias produtivas, contribuindo para a redução da quantidade de resíduos de demolição e fornecendo materiais de qualidade com mínimo impacto ambiental. Buscamos parcerias com iniciativas que lidem com descarte/desmontagem/demolição de espaços e produtores com excedente de material sem destinação.