No exercício da arquitetura, os profissionais constantemente devem lidar com o desafio de representar um projeto de forma clara e compreensível antes de ser construído, tornando o espaço de alguma forma visível para um público muitas vezes não especializado na área. A renderização é um dos modos mais difundidos de representação tridimensional entre os arquitetos por apresentar o projeto de forma considerada “mais próxima da realidade”. A realidade, por sua vez, inclui a presença de pessoas e os modos de habitar os espaços – representados por meio de escalas humanas, que devem estar em consonância com a imagem que se pretende transmitir e o entendimento da arquitetura, do local em que está inserida e da forma como é habitada.
No sentido mais fundamental, podemos dizer que a arquitetura nasce – em sua forma mais elementar – da inerente busca humana por abrigo. A cabana como abrigo construído pelo homem, em sua forma mais primitiva, já existia há muito tempo quando Marc-Antonie Laugier à descreveu em 1755. Laugier teorizou uma alegoria de um homem na natureza e sua necessidade de abrigo, um requisito básico para proteger-se do sol e da chuva. Os troncos de madeira, verticalmente dispostos no terreno, aludem ao papel desempenhado pelas colunas, enquanto os elementos horizontais colocados sobre elas nos fazem pensar na função de uma viga, os galhos, por sua vez, cumprem a função de cobertura inclinada de uma típica “cabana” moderna. Embora o homem tenha vagado pela superfície da Terra por milhares e milhares de anos, por que apenas em meados do século XVIII fomos capazes de teorizar a respeito da gênese da mais elementar das criações humanas?
Com a popularização da realidade virtual e realidade aumentada, novas formas de explorar as representações de arquitetura se abrem para profissionais e estudantes. Imersão em modelos tridimensionais digitais são cada vez mais comuns, seja através da tela do comuptador, smartphone ou óculos de VR. De encontro a esta realidade, que até alguns anos atrás parecia futurista demais, a plataforma online Tour Fácildisponibilizou um plugin gratuito que permite exportar imagens em 360° do SketchUp que podem ser visualizadas em realidade virtual ou aumentada.
Se você vem criando visualizações arquitetônicas por meio do Lumion, os tutoriais a seguir (em inglês) poderão te ajudar bastante. Esses tutoriais maximizarão sua produção e ensinarão dicas práticas e técnicas fáceis de usar.
Aprenda como adicionar objetos, usar luzes, modificar materiais e também criar imagens panorâmicas e em 360 °, vídeos e muito mais.
O website Pngimgdisponibiliza gratuitamente milhares de imagens em .png para serem usadas em trabalhos de webdesign e criação de imagens fotorrealistas. O acervo da página é dividido em categorias em abrangem árvores, pessoas, objetos, eletrodomésticos, esportes, vestuário, entre outras.
Para arquitetos e estudantes, as categorias mais interessantes talvez sejam as de árvores e pessoas, que podem ser inseridas em softwares de edição de imagens, como por exemplo o Photoshop, no processo de tratamento de renders fotorrealistas.
A vegetação de seus renders está um pouco desgastada? As mesmas árvores aparecem em todas as imagens? Apresentamos, a seguir, a solução para este tipo de problema. Com a ajuda de um profissional botânico, a OneCommunity, uma página que disponibiliza softwares livre, divulgou uma lista de plantas realistas otimizadas para o SketchUp. O arquivo inclui uma variedade imensa de vegetação, de palmeiras a plantas aquáticas, bambu e espécies tropicais. E o melhor: tudo disponibilizado gratuitamente.
"Está na hora de dar nova vida a seus renders murchos. Descubra como fazê-los florescer, a seguir!"
Nos últimos anos, atingimos um ponto onde as visualizações se tornaram de grande importância para a profissão da arquitetura. Quer gostemos ou não, imagens estilizadas são vistas como produtos e, nos últimos tempos, renderizações vêm ganhando concursos e comissões. Arquitetos passaram a encantar-se por belos renders já que clientes compreendem imagens melhor do que plantas, e, ainda sim, as ferramentas usadas para produzir estas imagens cativantes estão evoluindo mais rápido do que nossa indústria pode acompanhar. Apesar disso, como a tecnologia está em constante desenvolvimento, nós talvez enfrentemos uma nova onda de técnicas para produção de visualizações, com as mesmas ferramentas de renderização usados para produzir imagens tentadoramente realistas em filmes e vídeo games.
As fronteiras entre indústrias estão se dissolvendo e as companhias por trás das ferramentas de renderização dos mais populares vídeo games, agora estão comercializando seus softwares diretamente com arquitetos. Este ano, os criadores originais do jogo Gears of War tornaram seu software de renderização Uneral Engine 4 gratuito para arquitetos, e muitas outras ferramentas de renderização de vídeo games estão disponíveis por preços abaixo dos usados pelos arquitetos. O criador Tim Sweeney acredita que o mundo das visualizações está mudando "Estamos nos dando conta que o Unreal Engine 4 é uma linguagem comum entre todos esses campos", disse ele à The Verge. Criando uma linguagem comum entre os campos atualmente díspares de arquitetura, filmes e vídeo games, por exemplo, sugere que as próprias indústrias devem começar a se tornar mais híbridas e colaborativas. Por exemplo, desenvolvedores de vídeo games devem olhar para os arquitetos para compreender como construir edifícios tridimensionais, ao passo que arquitetos podem aprender do ambiente navegável virtual de vídeo games para descobrir novas formas de representação. Considerando, além de tudo isso, que estes pacotes de softwares são capazes de produzir animações realistas dos projetos, nos resta a dúvida: por que isso não é um padrão na indústria? Leia a seguir para entender os prós e os contras de ser um dos primeiros na adoção desses sistemas.
Ao longo dos últimos 25 anos, o Photoshop tem ajudado a fazer imagens foto-realistas de projetos quase impossíveis no cotidiano da arquitetura. Imagem Cortesia de Urban Future Organization e CR-Design
Semana passada, o Adobe Photoshop completou 25 anos de idade. Seus criadores aproveitaram a oportunidade para analisar o que se passou e entender como o programa se tornou uma das peças mais onipresentes dentro do mundo digital e como, em apenas um quarto de século, transformou nossa concepção de beleza e inclusive nossa própria realidade.
Para o público em geral, o Photoshop é comumente relacionado à indústria de moda e publicidade por sua incrível capacidade de aperfeiçoar os corpos de modelos e criar silhuetas duvidosas para revistas. Porém, seu efeito na arquitetura é igualmente presente, o software não contribui apenas para a representação de nossos projetos, ele chega, inclusive, a alterar a maneira como projetamos. Continue lendo para saber mais sobre esta intensa relação que completa 25 anos.
Em nossa última rodada de Pergunte ao Arup, o leitor Biserat Yesflgn, do ArchDaily, pediu dicas sobre o software de visualização 3ds Max (anteriormente conhecido como 3D Studio Max). Conversamos com o especialista em visualização nova-iorquino Anthony Cortez, do escritório Arup, para saber como ele usa o programa, quais competências os artistas de visualização em perspectiva precisam ter e como o campo está evoluindo.