Liam Young é um arquiteto, designer de produto e diretor que atua na área entre design, ficção e futuro. Young é especialista em projetar ambientes para a indústria cinematográfica e televisiva, com base na crença de que criar mundos imaginários permite nos conectar emocionalmente às ideias e desafios do nosso futuro.
Após os séculos de colonização, globalização e extração econômica e expansionismo sem fim, os humanos reconstruíram o mundo da célula até a placa tectônica. Young sugere em um TED Talk: “E se revertêssemos radicalmente essa expansão planetária? E se nós, como humanos, chegássemos a um consenso global para nos retirarmos de nossa vasta rede de cidades e cadeias de suprimentos emaranhadas para uma metrópole hiperdensa que abriga toda a população da Terra?"
Cidades em todo o mundo estão desenvolvendo planos de ação abrangentes para criar uma resposta coordenada aos desafios da mudança climática. Metas e objetivos para emissões baseadas no consumo são importantes para orientar o planejamento estratégico e a tomada de decisões, melhorar a responsabilidade e comunicar a direção do planejamento das empresas e do público. Autoridades governamentais nacionais e regionais estão trabalhando com o setor privado, organizações internacionais e a sociedade civil para criar mudanças em todos os níveis, desde intervenções estruturais em cadeias de fornecimento e indústrias até ações individuais. Isto demonstra uma compreensão crescente do papel das cidades na mitigação dos efeitos adversos do aumento da temperatura.
Nos últimos anos, a indústria da construção tem enfrentado desafios sem precedentes. A falta de trabalhadores qualificados está aumentando os custos da mão-de-obra, há uma escassez global de moradias e os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo estão mais claras do que nunca. Portanto, questionar os métodos tradicionais de construção e empurrar os limites da inovação tornou-se uma prioridade, forçando o setor a implementar novas tecnologias à medida que eles embarcam na era da transformação digital. Há uma inovação, no entanto, que parece particularmente promissora: impressão em construção em 3D. Embora relativamente recente, a tecnologia já foi testada com sucesso em inúmeras estruturas, casas e prédios de apartamentos, reformulando a construção residencial como a conhecemos. Portanto, a impressão 3D poderia muito bem ser uma alternativa viável para soluções de moradias em massa mais eficientes, sustentáveis e econômicas em um futuro próximo, impactando positivamente a vida das pessoas e contribuindo para cidades mais verdes e saudáveis.
O primeiro campus do Google, projetado pelo BIG — Bjarke Ingels Group e o Heatherwick Studio em colaboração com as equipes de arquitetura e engenharia do Google, foi inaugurado no Vale do Silício. A missão do campus é criar um espaço centrado no ser humano para o futuro do local de trabalho do Google, além de definir novos padrões globais de sustentabilidade para construção e modelos de escritórios. O local pretende operar inteiramente com energia livre de carbono até 2030; integrando o sistema de estacas geotérmicas mais extenso da América do Norte, positivo para a rede de água. O campus também inclui 6,7 hectares (17 acres) de áreas verdes privilegiadas, incluindo prados úmidos, bosques e pântanos.
The Master Plan of the Radiant City. Image Courtesy of LE CORBUSIER FOUNDATION
Ao longo da história, reformadores religiosos e arquitetos-estrelas visionários tentaram imaginar o futuro de nossas cidades: da cidade modelo veneziana de Palmanova ao complexo habitacional de vários andares para 5.000 pessoas desenhado pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, da Broadacre City de Frank Lloyd Wright a Ville Radieuse de LeCorbusier, vários planos foram elaborados para ilustrar algumas das ambições sem precedentes.
A reciclagem tem sido um ponto de entrada para o design sustentável. É uma atividade pessoal devido à micro escala que permite às pessoas reduzir o desperdício e economizar energia. Mas entre a escassez de recursos, a perda de habitat ambiental e a crise climática global, houve uma mudança nas práticas diárias em direção a um pensamento mais cíclico. Cada vez mais, a necessidade de manter a vida faz parte de um processo contínuo de produção, reabsorção e reciclagem, onde os resíduos são convertidos em insumos para a produção.
O design sustentável é mais que água, energia e carbono. Para a arquitetura, está profundamente enraizado na compreensão dos ciclos de vida e nas mudanças culturais sistêmicas. Nos últimos trinta anos, a palavra "sustentabilidade" começou a perder peso à medida que se transformou em uma palavra da moda, vagamente definida. Mas as ideias por trás do termo abrangente cresceram e se expandiram e, por sua vez, novos edifícios icônicos estão sendo projetados para repensar o que o futuro reserva.
Cinquenta por cento dos resíduos de aterros sanitários na Nova Zelândia decorrem de construções e demolições. A demanda por habitação nos próximos anos e décadas está superando rapidamente qualquer oferta possível que possamos fornecer com nossos métodos de construção atuais. O doutorando Ged Finch discute os problemas com a indústria e as práticas de construção de casas na Nova Zelândia e propõe uma alternativa ao que ele chama de "modelo descartável" de construção. As casas de hoje não são construídas para durar e podem até nos deixar doentes. A pesquisa de Finch concentra-se, em vez disso, em um modelo completamente reimaginado e sem desperdício para construção. Utilizando as tecnologias atuais de fabricação digital, podemos criar um conjunto de peças de construção otimizadas e reutilizáveis a partir de materiais naturalmente duráveis. Mas a solução técnica é apenas uma parte, afirma Finch. A verdadeira chave é a ambição humana.
Há alguns anos nos Estados Unidos, pesquisadores estavam buscando maneiras de aplicar substâncias à base de urina sintética na fabricação de materiais de construção. Há milhares e milhares de quilômetros dali, na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, a pesquisadora Suzanne Lambert acaba de apresentar uma pesquisa muito parecida, na qual descobriu um processo de desperdício zero para produzir tijolos à base de urina humana.
A areia é o recurso natural mais consumido no mundo depois da água e do ar. Cidades modernas são construídas a partir dela. Somente na indústria da construção, estima-se que 25 bilhões de toneladas de areia e cascalho sejam utilizados a cada ano. Isso pode soar muito, mas não é um número surpreendente quando você considerar como quase tudo o que está ao seu redor provavelmente tem o material em sua constituição.
Mas está se esgotando.
Este é um fato assustador para se pensar quando você percebe que a areia é necessária para fazer tanto concreto como asfalto, para não mencionar todos os vidros do planeta. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente descobriu que de 2011 a 2013, somente a China usou-se mais cimento do que os Estados Unidos usaram em todo o século 20 e em 2012, o mundo usou concreto suficiente para construir uma parede ao redor da Linha do Equador com 27 metros de altura e 27 metros de espessura.
O artista Christo divulgou imagens da proposta para uma escultura temporária para o Hyde Park, em Londres. Este será o seu primeiro grande projeto público ao ar livre no Reino Unido, intitulado “The Mastaba (Londres, Hyde Park, Serpentine Lake)”. A escultura flutuante sobre o Serpentine Lake será composta por 7.506 barris empilhados e deverá ser inaugurada no verão de 2018.
A inauguração da “Mastaba” coincidirá com uma exposição sobre o trabalho de Christo e Jeanne-Claude na Serpentine Gallerie, onde serão exibidas esculturas, desenhos, colagens e fotografias abrangendo mais de 60 anos de atividades. Desenvolvida em parceria com a Bloomberg Philanthropies, esta será a primeira exposição dos artistas em uma instituição pública do Reino Unido desde 1979, a qual apresentará seus trabalhos desenvolvidos com barris plásticos, escolhidos inicialmente por seu efeito escultural e baixo custo.
O escritório de arquitetura francêsColdefy & Associates apresentou uma série de imagens de seu mais novo projeto, aquela que será a maior estufa tropical do mundo. Situada em Pas-de-Calais, na França, a estrutura chamada de “Tropicalia” cobrirá uma área de 20.000 metros quadrados, abrigando uma floresta tropical, uma praia de tartarugas, um tanque de peixes amazônicos e uma trilha de um quilômetro de extensão. O ambiente foi concebido como um “refúgio harmônico” onde os visitantes estarão imersos em um ambiente aparentemente natural sob uma enorme abóbada de vidro.
Projetos vencedores situam-se no México, no Níger e nos EUA.. Image Cortesia de Global LafargeHolcim Awards
Os resultados foram anunciados para o 5º Prêmio Global LafargeHolcim para Construção Sustentável, com três equipes lideradas por mulheres premiadas com as medalhas de ouro, prata e bronze. O concurso pediu aos participantes que especulassem sobre os métodos futuros de equilibrar o desempenho ambiental, a responsabilidade social e o crescimento econômico, “exemplificando a excelência arquitetônica e um alto grau de transferibilidade”.
O concurso atraiu mais de 5.000 inscrições de 131 países. Tendo sido avaliados regionalmente por jurados na Europa, América do Norte, América Latina, Oriente Médio / África e Ásia-Pacífico, 55 propostas de sucesso foram inscritas para os prêmios globais, onde seis vencedores foram selecionados.
https://www.archdaily.com.br/pt/891640/equipe-de-mexicanas-vence-o-global-lafargeholcim-awards-2018-com-proposta-de-gestao-da-agua-no-espaco-publicoNiall Patrick Walsh
Uma semana após seu criador ter sido premiado com o Leão de Prata na Bienal de Veneza de 2016, a Escola Flutuante de Makoko entrou em colapso e naufragou depois que fortes chuvas assolaram a cidade de Lagos, na Nigéria. Projetada pelo arquiteto nigeriano Kunlé Adeyemi, da NLÉ Architects, a escola estava localizada em plena baía da maior cidade do país. Quase dois anos depois, a escritora Allyn Gaestel, natural de Lagos, publicou uma investigação sobre a vulnerável comunidade costeira e sobre o arquiteto por trás do projeto naufragado, uma narrativa cativante intitulada "Things Fall Apart".
No terceiro distrito da cidade francesa de Lyon, teve início a construção do Lyon Part-Dieu, um projeto desenhado por MVRDV que busca transformar o principal centro comercial da cidade. Com um fechamento de vidro parcialmente transparente e uma cobertura-jardim pública, o projeto revitalizará e integrará o que antes era um complexo introvertido construído em uma época dominada pelo automóvel.
Com 166 mil metros quadrados, o Lyon Part-Dieu é o maior centro comercial da Europa, construído em 1975. Para melhorar o complexo existente, o projeto do MVRDV se coloca como uma intervenção contemporânea na antiga fachada e uma reorganização do programa interno.
https://www.archdaily.com.br/pt/890999/projeto-de-remodelacao-do-mvrdv-para-o-maior-shopping-urbano-da-europa-comeca-a-ser-construidoNiall Patrick Walsh
Em uma era definida pela globalização e um sistema econômico baseado em tempo e dinheiro, nossos espaços urbanos estão cada vez mais integrados com complexos sistemas aeroportuários, dando origem a um fenômeno arquitetônico mundial conhecido como "Aerotrópolis". Haptic Architects e Nordic Office of Architecture, dois escritórios de arquitetura da Noruega, imaginaram um futuro ainda mais à frente, e estão projetando na cidade de Oslo aquela que seria a primeira cidade aeroportuária autossuficiente em energia do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/890497/avioes-eletricos-e-carros-sem-motoristas-primeiro-aeroporto-do-mundo-autossuficiente-em-energiaNiall Patrick Walsh
A companhia dinamarquesa LEGO anunciou o início da produção de uma série de peças feitas com um composto plástico de base vegetal, processado a partir da cana-de-açúcar.
As primeiras peças de base vegetal serão produzidas na forma de elementos botânicos de LEGO, como folhagens, arbustos e árvores.
O escritório de arquitetura Humphreys and Partners, com sede em Dallas, apresentou no início deste ano durante a exposição 'International Buiders', uma perspectiva particular daquilo que poderá vir a ser a arquitetura residencial em um futuro próximo. A proposta considera questões importantes na arquitetura como a habitação social e a sustentabilidade na construção, além de como a tecnologia tem transformado a maneira como habitamos nossas cidades. Este projeto futurístico composto de dois arranha-céus chamados de Pier 2: Apartment of the Future, não poderiam estar situados em um lugar mais sugestivo: a orla Manhattan.