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Projeto passivo: O mais recente de arquitetura e notícia

Como as estratégias de projeto passivo moldam o desempenho térmico

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A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.

O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.

Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura

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Uma tela perfurada frequentemente é tratada como um elemento secundário, algo aplicado para suavizar a luz, decorar uma fachada ou adicionar textura onde, de outro modo, a parede pareceria plana. É fotografada como superfície, desenhada como padrão e discutida como trabalho artesanal. No entanto, em muitos edifícios pelo subcontinente indiano e pelo mundo islâmico, essa tela nunca foi um mero acréscimo. Era a própria parede. Ao removê-la, o edifício não muda apenas de aparência; ele perde a capacidade de regular o calor, circular o ar e mediar a relação entre o interior e o exterior.

Essa leitura equivocada revela mais sobre os hábitos contemporâneos do que sobre a tela em si. O pensamento arquitetônico há muito separa a estrutura da envoltória, o desempenho da expressão. Sob essa perspectiva, elementos como o jaali ou o muxarabi são facilmente categorizados como ornamentais, visualmente ricos, mas tecnicamente secundários. Contudo, essas telas foram concebidas como sistemas integrados, nos quais geometria, material e clima operam em conjunto. Sua inteligência reside naquilo que realizam.

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Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar

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A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.

Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.

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Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

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A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

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O que são tecnologias vernaculares?

A arquitetura vernacular tem ganhado cada vez mais espaço na teoria e na prática projetual com suas características sendo estudadas e revisadas. Um impulso relacionado a diferentes fatores, mas principalmente, ao contexto de mudanças climáticas o qual estamos vivendo que pede por soluções construtivas mais sustentáveis e conectadas ao contexto.

Nesse âmbito, muito se fala sobre as diferentes técnicas vernaculares empregadas na arquitetura, seja a produção dos tijolos em adobe, os telhados de palha, as paredes trançadas de bambu, entre muitas outras. No entanto, enquanto a técnica vernacular concentra-se em ações ou habilidades específicas, seu significado difere das tecnologias vernaculares.

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7 Estratégias bioclimáticas aplicadas nas fachadas da arquitetura tropical

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Quando se fala a palavra “trópico”, a imagem que comumente vem à mente é a de um lugar exótico, sempre quente e úmido, sujeito a chuvas pesadas e constantes que lavam o solo e fazem com que a vegetação cresça descontroladamente. Alimentado por uma idealização, no decorrer da história, esse clima tropical já foi sinônimo de paraíso ao mesmo tempo em que era acusado de formar povos débeis por ser clemente demais.

Felizmente, esses julgamentos e associações foram deixados no passado, dando lugar a projetos teóricos e práticos que listam os ônus e bônus de se viver em uma região de clima tropical, reconhecendo as diferentes estratégias aplicadas para favorecer a adaptabilidade humana em meio a essas características climáticas tão peculiares.

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Como substituir o ar condicionado? Estratégias passivas para lidar com o aquecimento global

Entre agora e 2050, a instalação de aparelhos de resfriamento, como o ar condicionado, triplicará em todo o mundo, resultando no dobro de energia consumida. Como sinônimo do aquecimento global, nossa dependência cada vez maior desses equipamentos apresenta um paradoxo: até quando iremos enfrentar o aquecimento global com soluções que aumentam ainda mais a temperatura das cidades?

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O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé?

A política do Carbono Zero tem como intuito criar uma espécie de balança ecológica para neutralizar a emissão de gases do efeito estufa. Diversos estudos relatam que o setor da construção civil é um um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio no qual nos encontramos atualmente, afinal, consome recursos naturais em escala gigantesca e ainda constrói edifícios que não colaboram com a manutenção do meio ambiente. Sendo assim, buscar por caminhos para uma arquitetura neutra em carbono se tornou fundamental e um deles está em aprender com mestres do passado, como o arquiteto brasileiro João Filgueiras Lima, o Lelé.

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O que é arquitetura neutra em carbono? Termos e estratégias de projeto

Por mais revolucionário que o setor da construção civil possa parecer hoje em dia, ele é atualmente responsável por quase 40% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 11% das quais são resultado da fabricação de materiais de construção, como aço, cimento e vidro. Alguns anos depois, após uma pandemia global que acarretou mudanças de rotina e provas incontestáveis da mudança climática, as emissões de CO₂ ainda estão em ascensão, atingindo um máximo histórico em 2020, de acordo com o Relatório da Situação Global de Edifícios e Construção de 2020. Embora muito progresso tenha sido feito por avanços tecnológicos, estratégias e conceitos de projeto e processos de construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzirmos as emissões de carbono a um mínimo ou quase zero no desenvolvimento de ambientes construídos.

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Arquitetura do Ártico: 17 projetos que exploram diferentes técnicas de aquecimento em espaços internos

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Alguns dos projetos mais pitorescos são aqueles construídos nas montanhas; a cabine rústica envolvida por um painel de vidro do piso ao teto com vista para as árvores cobertas de neve. Visualmente, a arquitetura transpira uma sensação encantadora, mas será que estes espaços são realmente habitáveis? Quando as casas são construídas em uma elevação de 3.000 metros, instalar uma lareira isolada não é eficiente ou sustentável. Ambientes em tais altitudes, ou locais geográficos particulares exigem um tratamento minucioso, a começar pela própria arquitetura. Seja por sistemas de aquecimento hidrônicos no piso ou chaminés inseridas em paredes, este artigo explora como mesmo as condições mais extremas de frio não impediram a garantia de um conforto térmico ideal.

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O que é uma torre de vento?

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Antes que o ar-condicionado, movido a combustível fóssil, se tornasse amplamente disponível, as pessoas que viviam em climas adversos não tinham nada além de meios naturais para ventilar seus espaços e controlar a temperatura interna. Para isso, eles consideravam vários fatores externos, como sua localização, orientação em relação ao sol e ao vento, as condições climáticas da área e os materiais locais. Neste artigo, exploramos como civilizações antigas na Ásia Ocidental e no Norte da África utilizaram as torres de vento para se adaptar ao clima rigoroso da região, de forma a fornecer soluções de resfriamento passivo. As torres de vento ainda estão sendo usadas na arquitetura contemporânea, provando que as abordagens locais para adaptabilidade climática são fundamentais para o desenvolvimento do ambiente construído de hoje.

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Casas tradicionais com pátio e suas características arquitetônicas atemporais

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Acompanhando diariamente os projetos que são notícia aqui no ArchDaily, é impossível passar despercebido o fato de que as casas com pátio estão em alta na arquitetura contemporânea. Como uma estratégia para dissimular os limites entre os espaços interiores e exteriores—seja incorporando paredes verdes, design biofílico ou pátios internos—as casas com pátios costumam ser muito comuns em países de clima quente e seco. Mas quando se trata de países do mundo árabe, esses espaços internos-externos são muito mais do que uma simples estratégia arquitetônica para promover a ventilação e a iluminação natural dos espaços interiores: o pátio é um elemento cultural e que transcende gerações. Neste artigo, exploraremos como a cultural dos povos árabes veio a influenciar a gênese das casas-pátio mais tradicionais no oriente médio e como suas características arquitetônicas únicas foram apropriadas por outros povos e em outros contextos ao redor do mundo.

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Ventilação natural e seu uso em diferentes contextos

A automação está em toda parte – nossas casas, móveis, escritórios, carros e até mesmo em nossas roupas; ficamos tão acostumados a estar cercados por sistemas automatizados que esquecemos de como era a vida sem eles. E embora a automação tenha melhorado visivelmente a qualidade dos espaços internos, com soluções como purificadores e controle de temperatura, nada se compara à brisa fresca natural da mãe natureza.

Mas, assim como tudo na arquitetura, não existe uma fórmula única para todos; o que funciona na Tanzânia, pode não funcionar na Suíça ou na Colômbia. Isso se deve a vários motivos, como a diferença na direção do vento, temperatura média, necessidades espaciais e restrições ambientais (ou a falta delas). Neste artigo, analisaremos a ventilação natural em todas as suas formas e como os arquitetos empregaram essa solução passiva em diferentes contextos.

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Como funciona uma parede Trombe?

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O aquecimento solar existe na arquitetura desde os tempos antigos, quando as pessoas usavam paredes de adobe e pedra para reter o calor durante o dia e liberá-lo lentamente à noite. Em sua forma moderna, no entanto, o aquecimento solar foi desenvolvido pela primeira vez na década de 1920, quando arquitetos europeus começaram a fazer experiências com métodos solares passivos em habitações em massa. Na Alemanha, Otto Haesler, Walter Gropius e outros projetaram os apartamentos esquemáticos Zeilenbau, que otimizavam a luz solar e, após a importação das "habitações heliotrópicas" aos EUA, a escassez de combustível em tempo de guerra durante a Segunda Guerra Mundial rapidamente popularizou o aquecimento solar passivo. Variações desse sistema proliferaram em todo o mundo, mas foi somente em 1967 que a primeira parede Trombe foi implantada pelo arquiteto Jacques Michel em Odeillo, França. Batizado em homenagem ao engenheiro Felix Trombe, o sistema combina vidro e um material escuro que absorva calor para conduzi-lo lentamente para dentro da casa.

Como aplicar soluções solares passivas em seus projetos de arquitetura

Embora o sol esteja a quase 150 milhões de quilômetros de distância, é essa estrela o que possibilita a vida no nosso planeta. Mas nem sempre a arquitetura aproveita da melhor forma todos os recursos oferecidos pela natureza.

Por definição, “energia solar passiva é a coleta e a distribuição de energia obtida pelo sol usando meios naturais”. O conceito simples e o processo de implementação de sistemas passivos de energia solar fornecem calor, iluminação, energia mecânica e eletricidade aos edifícios da maneira mais ambientalmente consciente possível.

Neste artigo, forneceremos um guia completo de implementação de sistemas solares passivos em seus projetos.

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