Masterplan educacional projetado pelo OMA em Dubai. Cortesia de OMA
Em qualquer processo de planejamento, existe uma série de documentos — entre materiais gráficos e textuais — que irão estabelecer um direcionamento para algo que irá se concretizar no futuro. No planejamento urbano, o master planse configura como um dos instrumentos mais frequentes nesse sentido.
Cento e vinte organizações da sociedade civil (ONGs, Institutos, Fundações, coletivos e Movimentos Sociais) que atuam pelo direito à cidade, enviaram uma carta aberta ao Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, exigindo que o processo de revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo seja conduzido pela Prefeitura Municipal garantindo o pleno exercício da participação social, respeitando os princípios da democracia, da soberania popular e da transparência, mesmo em meio à pandemia.
Praça Raul Soares, Belo Horizonte. Foto de Luiz Felipe Silva Carmo, via Unsplash
Os processos de planejamento e desenvolvimento das cidades fazem parte de redes complexas, que muitas vezes demandam a articulação de diferentes ferramentas voltadas para o planejamento físico, mas também social, econômico, político, entre outros. O Plano Diretor é um dos principais instrumentos que existem para isso, e desempenha um papel fundamental para a regulamentação do território de uma cidade.
Segundo a definição da NBR 12267, que estabelece as normas para elaboração de Planos Diretores, estes são o “instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados”.
Tente imaginar como seria projetar uma cidade inteira do zero; desenhar cada uma de suas ruas, casas, edifícios comerciais, praças e espaços públicos. Uma folha em branco onde tudo é possível e sua única missão é criar uma cidade com identidade própria. Talvez esse seja o sonho de todo arquiteto e urbanista, e para a sorte de alguns poucos felizardos, esse sonho pode muito bem se tornar realidade em um futuro próximo.
Ao longo das últimas duas décadas, cidades inteiras foram construídas do zero em uma escala sem precedentes, a maioria delas na Ásia, Oriente Médio, África e também na América Latina. Além disso, o nosso planeta conta atualmente com mais de 150 novas cidades em processo de implementação. Esta nova tipologia de desenvolvimento urbano tem se mostrado particularmente sedutora em países de economia emergente, iniciativas propagandeadas como elementos estratégicos capazes de impulsionar o crescimento econômico e atrair novos investimentos.
O escritório David Chipperfield Architects recebeu permissão para seguir com o projeto Hertogensite Residences para uma torre habitacional de 14 pavimentos em Leuven, na Bélgica. A proposta envolve a transformação de um antigo bairro hospitalar, conectando nove residências e quatro edifícios de apartamentos de 4 pavimentos.
A proposta de “jardim flutuante”, apresentada pelo MVRDV para o concurso internacional de reurbanização da área de Ettlinger Tor na cidade alemã de Karlsruhe, foi escolhida como uma das vencedoras — ao lado daquela lançada pelo escritório de arquitetura liderado pelo suíço Max Dudler. Com abordagens muito similares, as duas equipes compartilharam o primeiro lugar no pódio e a intenção dos organizadores é sobrepor as duas propostas para a criação de um novo plano diretor integrado, inspirado pelo caráter histórico da cidade além de promover novos usos, espaços púbicos e áreas verdes acessíveis aos moradores e visitantes da cidade alemã.
O escritório de arquitetura liderado por Stefano Boeri acaba de apresentar seu mais recente projeto: um bairro sustentável as margens do rio que atravessa a maior cidade e capital da Albania. O Tirana Riverside, como está sendo chamado, será o primeiro projeto de escala urbana da Europa a ser desenhado para atender alguns requerimentos específicos que surgiram após a crise de COVID 19, incorporando soluções tecnológicas para promover um ambiente mais seguro e sustentável, concebido para atender rigorosas normas de sustentabilidade definidas pelo Governo Albanês e autoridades locais.
A segunda era das máquinas, violência baseada em gênero, sul global, cidades em desenvolvimento, infraestrutura precária, influxo, digitalização, sustentabilidade, afro-futurismo? Continuamos ouvindo as palavras da moda repetidas vezes, mas o que tudo isso significa? Como essas noções se cruzam espacialmente em resposta às necessidades do desenvolvimento das cidades? As cidades são como ecossistemas, coletivamente dependentes do ambiente circundante. Quanto maiores e mais complexas elas se tornam, maiores são as pressões e repercussões, a saber: crescimento populacional, expansão urbana e escassez de recursos físicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/926362/urbanismo-afro-futurista-de-wakanda-um-ecossistema-de-estruturas-bim-para-nomades-urbanosKhensani de Klerk, Solange Mbanefo
Diego3336 on Visual Hunt / CC BY. Image via Visual Hunt
Neste momento, até dia 16 de agosto, encontra-se aberta no site da prefeitura a segunda consulta pública sobre o novo Projeto de Intervenção Urbana (PIU) para o setor central da cidade. O projeto envolve a necessária revisão da Operação Urbana Centro, lei promulgada no ano de 1997 cuja adequação ao marco regulatório consolidado pelo Estatuto da Cidade em 2001 já era esperada desde o último plano diretor (Lei 16.050/2014).
https://www.archdaily.com.br/pt/922669/o-maior-perimetro-de-excecao-de-sao-paulo-projeto-de-intervencao-para-o-centroGuido Otero e Simone Gatti
Tamboré. Image Cortesia de Leonardo Loyolla Coelho
A constituição formal dos sistemas de espaços livres das cidades brasileiras, qualificados ou não, tem contribuição significativa dos empreendimentos privados, uma vez que o planejamento e desenho urbano por parte do poder público têm sido exceções.
Há cinco anos foi aprovado o Plano Diretor de São Paulo, um pacto social pela transformação da cidade até 2029. Um conjunto significativo de ações previstas foram realizadas ou estão em andamento, ainda assim outras tantas não saíram do papel. Realizar um balanço desse período é fundamental para que a objeto final de todo esse processo possa ser efetivado: qualificar a vida das pessoa, especialmente de quem mais precisa.
A Proposta de Emenda Constitucional nº 80/2019, de autoria coletiva liderada pelo Senador Flávio Bolsonaro, padece de inconstitucionalidades flagrantes, não obstante os riscos estruturais para o desenvolvimento econômico e social, que passam a ser analisadas pontualmente, considerando os seguintes aspectos:
Os escritórios Topotek 1 e Labics venceram um concurso para projetar o masterplan do campus de biomedicina da Universidade de Roma. O projeto de 90 hectares engloba projeto urbano, paisagístico e arquitetônico, e busca abordar os temas de conectividade, abertura e acessibilidade, ao mesmo tempo em que reconhece e integra elementos do contexto existente.
O UNStudio acaba de apresentar as últimas imagens do seu mega projeto desenvolvido para a cidade de Bangalore, na Índia. Atualmente em construção, o Karle Town Center será o mais novo distrito de inovação e tecnologia do país. Bargalore é a capital do estado de Karnataka, na região sul da Índia, e é conhecida como o "Vale do Silício" indiano. Além do masterplan para o Karle Town Center, o projeto desenvolvido pelo UNStudio apresentará novas soluções e tecnologias sensoriais inteligentes, concebidas em parceria pela arch tech startup 'UNSense', em colaboração com a empresa que dá nome ao empreendimento, a Karle Infra.
O OMA é o grande vencedor do concurso internacional para o novo masterplan de duas importantes áreas da cidade de Milão - Scalo Farini e San Cristoforo-, dois antigos estaleiros ferroviários abandonados ao norte e ao sul do centro da capital lombarda. A equipe do concurso foi liderada pelos sócios do OMA, Ippolito Pestellini Laparelli e Reinier de Graaf, em parceria com o proeminente estúdio de arquitetura italiano, Laboratorio Permanente. A proposta vencedora, chamada de "Agenti Climatici", é um projeto e reurbanização que considera princípios de desenvolvimento sustentável e ecologia urbana. O projeto do OMA foi escolhido entre um seleto grupo de finalistas, incluindo Baukuh, Arup, Grimshaw e Kengo Kuma.
https://www.archdaily.com.br/pt/915027/oma-vence-concurso-para-a-reurbanizacao-de-antigos-patios-ferroviarios-em-milaoNiall Patrick Walsh
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Courtesy of Schmidt Hammer Lassen Architects
O primeiro projeto do escritório Schmidt Hammer Lassen Architects está em andamento. Intitulado Monroe Blocks, o projeto consiste em uma torre de uso misto - que faz parte de um abrangente masterplan- e será construído no coração de uma das cidades mais icônicas dos Estados Unidos: Detroit.
O terreno de 12.500 metros quadrados no Campus Martius Park, em Detroit, desocupado há muitos anos, será reativado espaços ao ar livre concebidos com base em influências históricas que dão forma e materialidade ao novo masterplan.
O escritório 3XN foi contratado para projetar uma nova arena e plano diretor para o centro de Bergen, na Noruega. Respondendo à ambição da cidade de revitalizar o núcleo de seu Patrimônio Mundial da UNESCO, o projeto funcionará como uma âncora para o desenvolvimento de um bairro totalmente novo, conectando o centro da cidade à orla marítima.
O projeto é desenhado como uma “arena urbana” servindo como um destino para shows, esportes e eventos culturais em uma parte central subutilizada da cidade. A proposta da arena também incorporará um vibrante distrito público “oferecendo lugares para estar, brincar, descansar e trabalhar”.
https://www.archdaily.com.br/pt/901246/3xn-propoe-arena-que-transformara-a-regiao-norueguesa-de-bergen-tombada-pela-unescoNiall Patrick Walsh
Os escritórios de arquitetura Powerhouse Company e Benthem Crouwel Architects divulgaram as imagens do projeto colaborativo desenvolvido para a Vila Olímpica dos Jogos Asiáticos de 2022 em Hangzhou, China. A proposta, chamada de “Cidade Esponja”, explora a relação entre a terra e o mar em uma área inundada recentemente recuperada.
O projeto, desenvolvido em parceria com arquitetos e paisagistas da SMARTLAND e também da empresa chinesa UAD, foi uma das propostas apresentadas para o concurso peara a vila olímpica de Hangzhou. O resultado final do concurso deverá ser divulgado ainda em agosto ou setembro de 2018. A equipe conta com outros seis concorrentes, incluindo Snøhetta, SO -IL, NEXT Architects, Jadric Architektur e Pelli Clarke Pelli Architects.
https://www.archdaily.com.br/pt/900683/porosidade-e-permeabilidade-norteiam-projeto-para-a-vila-olimpica-dos-jogos-asiaticos-de-2022Niall Patrick Walsh