Embora as cidades devam ser construídas para todos, na maioria das vezes são pensadas, planejadas e projetadas pelos homens: "As cidades deveriam ser construídas para todos nós, mas não foram construídas por todos nós".
Com necessidades básicas diferentes, homens e mulheres esperam resultados diferentes do ambiente urbano. Uma cidade deve ser capaz de cumprir o essencial de todos. Ultimamente, o tópico que chama a atenção de todos gira em torno de cidades projetadas por mulheres. Com uma prefeita a bordo e uma agenda feminista, nos últimos quatro anos, Barcelona vem passando por grandes transformações nesse assunto.
Vá a qualquer cidade medieval européia e veja como as ruas eram antes do advento do carro: lindas, pequenas, estreitas, íntimas, em escala indiscutivelmente humana. Temos poucas cidades nos Estados Unidos onde é possível encontrar ruas como estas. Em sua grande maioria, o que se vê nas ruas são aquelas projetadas para os carros - de grande escala para alta velocidade. Em minha São Francisco natal, estamos tornando as ruas mais seguras para caminhar e pedalar aumentando as larguras das calçadas, transformando faixas de carros em ciclovias, diminuindo a velocidade dos carros. Estamos trabalhando com as ruas que temos; uma rua típica em São Francisco possui entre 18 a 24 m de largura, comparada a uma rua medieval de antes do carro que possui entre 3 e 6 metros de largura.
https://www.archdaily.com.br/pt/867519/4-dicas-importantes-para-projetar-ruas-para-as-pessoas-e-nao-apenas-para-os-carrosKristen Hall
Ruínas do Fórum Romano. Foto: hl_1001 no Visual Hunt / CC BY-NC
Metrópole é uma palavra derivada do grego metropolis, união de meter (mãe ou ventre) e polis (cidade). Assim, a metrópole é a cidade mãe, a mais importante dentro de um contexto em que várias cidades estão interligadas, de forma que uma depende da outra para exercer as suas atividades de forma plena. Na maioria dos casos, temos conurbações entre vários aglomerados urbanos nas metrópoles.
https://www.archdaily.com.br/pt/926381/o-que-a-roma-antiga-tem-para-ensinar-as-metropoles-brasileirasPaulo Sa Vale
A administração pública (federal, estadual e municipal) ganhou uma importante ferramenta para o planejamento urbano, monitoramento ambiental e elaboração de projetos de infraestrutura. Imagens de satélites de alta resolução estão disponíveis para uso de todos os entes da administração por meio do Catálogo de Imagens de Satélite administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Deslocar-se pelas cidades é requisito básico para o acesso e o desenvolvimento da maioria das atividades humanas. São viagens diárias entre residência e trabalho, estudo, lazer, ou outros compromissos cotidianos. E nem sempre são feitas com as melhores condições de conforto, seja em transportes lotados ou congestionamentos. Mobilidade urbana é um tema muito atual e bastante debatido, desde rodas de conversas informais até seminários técnicos e científicos. É difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião formada sobre o assunto ou alguma solução milagrosa para os problemas de sua cidade ou região. Já postamos no site diversos artigos sobre o assunto, sejam de propostas utópicas até questões relacionadas ao cotidiano da maior parte da população.
Este Fórum pretende reunir durante quatro dias em Belo Horizonte, os diversos agentes envolvidos com a temática da habitação – arquitetos, planejadores, funcionários públicos, membros dos conselhos municipais de habitação, movimentos populares, poder público, organizações e demais profissionais envolvidos com a temática, além de pesquisadores e estudantes da área. Desta forma, visa propiciar um espaço de discussão multidisciplinar envolvendo questões teóricas e práticas no campo do habitar na cidade.
O planejamento urbano vai muito além do ambiente urbano em si. Todos os dias, nossas escolhas, o modo como nos deslocamos, o quanto gastamos para isso, as oportunidades a que temos acesso, as opções que fazemos e as que deixamos de fazer – tudo é moldado pelo planejamento urbano. Os profissionais da área, portanto, têm influência direta sobre a vida nas cidades. Mas como é, hoje, a formação acadêmica dos futuros planejadores e planejadoras? O que é essencial para atuar na área?
SEPPAS 2 - II Seminário de Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade (2019)
O 2º Seminário de Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade será promovido pela Fundação RTVE (TV UFG) por intermédio do Programa de Pós-Graduação Projeto e Cidade da Faculdade de Artes Visuais da UFG (FAV-UFG). Sendo patrocinado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO). O evento acontecerá entre os dias 04 e 06 de novembro de 2019 e será realizado no Auditório Marieta Telles Machado, localizado na Biblioteca Central do Campus II da UFG em Goiânia-GO.
Este curso tem como objetivo ensinar noções básicas de Infraestrutura Verde, um método de planejamento e projeto da paisagem, capaz de articular a conservação da natureza ao desenvolvimento urbano a partir da criação de uma rede de paisagens multifuncionais que oferecem espaço para a realização das atividades humanas, sem prejuízo aos processos naturais.
Mapeamento Sara Brasil. Região da Lapa - São Paulo - modificado
Os problemas das enchentes em São Paulo, que tem mostrado sinais de agravamento com a mudança no regime das chuvas, só poderá ser enfrentado com eficiência se as diferentes abordagens e soluções para a drenagem – as do urbanismo e as da engenharia, forem combinadas. Ou seja, tanto melhorar o sistema de piscinões como promover soluções de drenagem com qualidade urbanística – parques lineares, renaturalização e estruturação de redes associadas a eixos de mobilidade. E, mais importante, promover essas soluções nas áreas onde moram os mais afetados por desastres: terrenos suscetíveis a deslizamentos e inundações, ocupados por habitações vulneráveis e mal dotados de infraestrutura, como favelas, loteamentos precários e bairros periféricos.
Desperdício de alimentos preocupa a FAO. Foto: EBC, via ONU/FAO
A Organização das Nações Unidas, por meio de sua agência especializada em alimentação e agricultura (FAO - Food and Agriculture Organization) lançou este mês uma publicação que tem como foco estratégias para integrar políticas de nutrição ao planejamento urbano. O documento reúne exemplos de boas práticas na redução do desperdício de comida, na promoção de dietas saudáveis e no fortalecimento das cadeias locais de produção.
Ruas mais inteligentes e sinalização viária em Bogotá, Colômbia, buscam aumentar a segurança para pedestres e ciclistas. Foto: Dylan Passmore / Flickr. Image Cortesia de WRI Brasil
Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
https://www.archdaily.com.br/pt/912986/8-estrategias-de-planejamento-desenho-e-mobilidade-para-criar-ruas-mais-segurasNikita Luke e Anna Bray Sharpin
Cortesia de International Union of Architects (UIA)
Como parte do plano de revitalização econômica de Trípoli, no Líbano, a União Internacional de Arquitetos (UIA), em colaboração com a Federação Libanesa de Engenheiros e Arquitetos (em nome da Zona Econômica Especial de Trípoli / TSEZ), a União de Arquitetos Mediterrâneos (UMAR), e o governo libanês, lançou um concurso internacional de arquitetura para criar um Centro de Conhecimento e Inovação na cidade.
O local de intervenção é um terreno dentro da abandonada Feira Internacional Rachid Karami, de Oscar Niemeyer, um complexo de exposições modernista que clama por restauração. O objetivo do concurso é criar um centro de tecnologia e negócios que promova e fomente pequenas empresas e empreendedores, atraindo estudantes, jovens graduados e empresas locais e internacionais para Trípoli e seus arredores.
Jardim Lapenna, São Miguel Paulista. Foto: Eduardo Silva/32xSP
Moradores do Jardim Lapenna, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, criaram um plano de bairro participativo na capital paulista. Com 32 ações urbanísticas previstas em áreas como iluminação, segurança e pavimentação, sete delas foram eleitas como emergenciais e estão em processo de inclusão no projeto de lei orçamentária anual (PLOA) para 2019.
Hong Kong is one of the most densely populated cities on earth. Image via Shutterstock
Centros urbanos geralmente acumulam mais calor do que regiões periféricas e menos povoadas, este é um fenômeno climático mais conhecido como ilha de calor urbano (UHI). Embora este não seja um fenômeno recente, o qual vem sendo analisado por décadas, recentes descobertas indicam que a maneira como construímos nossas cidades é um dos principais fatores para o agravamento deste fenômeno histórico. Considerando isso, a descoberta destes novos dados deverá transformar decisivamente a maneira como planejamos e construímos nossas cidades no futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/909654/como-um-bom-projeto-urbano-pode-minimizar-os-efeitos-das-mudancas-climaticasTaahirah Martin
A arquitetura é poderosa, e assim como a energia nuclear, ela depende da forma como é utilizada. Pode criar cidades inabitáveis, mas também pode criar cidades mais seguras e melhorar nossa qualidade de vida.
Em diversos exemplos, o desenho urbano forneceu uma resposta aos espaços públicos deteriorados ou abandonados, o que não só evidencia o quanto a organização e a iluminação são imprescindíveis, mas também permite considerar os usuários e gerar espaços para o encontro.
Plataformas de Gestión Territorial - La Silsa, tercer lugar del V concurso de desarrollo urbano e inclusión social del CAF. Image Cortesía de CAF
Um projeto cuja metodologia se concentra em meninos e meninas como agentes de mudança nos bairros de Lima é o vencedor da quinta edição do concurso de desenvolvimento urbano e inclusão social do CAF. O concurso buscava propostas em cidades latino-americanas que proponham uma melhoria integral do habitat nas comunidades, especificamente a melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos, e a integração de assentamentos espontâneos à cidade através da concepção e desenho de propostas inovadoras, relevantes, justificadas e viáveis.
Este concurso é uma iniciativa do Programa Cidades com Futuro do CAF, cujo objetivo é acompanhar as autoridades latino-americanas na criação de cidades cada vez mais inclusivas, conectadas, integradas espacialmente, econômicas e socialmente com acesso universal a serviços básicos, oportunidades de formação e ambientalmente responsáveis.
"Favela" Cidade da Guatemala. Imagem via Shutterstock
Favela, gueto, assentamento informal, bairro de lata, musseque, ocupação informal... a lista é farta.
Pesquisa preveem que a demanda por abrigo em ambientes urbanos continuará crescendo, talvez indefinidamente, e que até o ano de 2050, mais de dois terços da população mundial viverá nas cidades. Com isso em mente, não seria este o momento de reavaliar a maneira como falamos sobre diferentes formas de urbanização?