O escritório multidisciplinar de arquitetura, urbanismo, paisagismo e design Sasaki, anunciou recentemente o lançamento do Density Atlas, uma nova plataforma online voltada a arquitetos e urbanistas, fazedores de políticas e estudantes de arquitetura que se dedicam ao estudo e ao desenvolvimento de projetos de infra-estrutura urbana. Esta inovadora ferramenta digital procura explorar a fundo as definições do conceito de densidade relacionado às cidades, colaborando com o trabalho de arquitetos e urbanistas do mundo todo a medida que fornece uma série de dados para melhor compreender e comparar os diferentes tipos de densidade em distintos contextos do nosso planeta.
A partir de julho, 11 novas cidades brasileiras passam a fazer parte da iniciativa Urban95. No total, são 24 cidades no Brasil que já assumiram o compromisso de criar e fortalecer ações com foco na primeira infância em espaços públicos, gerenciamento de dados, programas e serviços. E que essas ações sejam transformadas em políticas públicas.
A Urban95 parte da seguinte pergunta: "Se você tivesse 95 cm de altura (a altura média de uma criança de três anos), o que você faria diferente na cidade?". Com essa visão em mente, a proposta é desenhar e implementar políticas de transformação urbana e de serviços. A meta é construir cidades que sejam boas para as crianças e, consequentemente, para todos e todas.
Schoonschip é um inovador bairro circular de Amsterdã, um projeto comunitário definido para se tornar um protótipo para empreendimentos urbanos flutuantes. Com um masterplan elaborado pelo escritório de arquitetura holandês Space & Matter, o projeto compreende 46 residências em 30 lotes de água conectados por um cais e que emprega recursos descentralizados e sustentáveis de energia, água e sistemas de esgoto. Com o último de seus edifícios concluído este ano, o empreendimento apresenta uma estratégia de adaptação importante de ser considerada, em face das mudanças climáticas e da elevação do nível do mar.
O MVRDV acaba de apresentar o seu mais novo projeto para a cidade Amsterdã. Chamado de "De Oosterlingen", a nova criação do escritório holandês está composta por sete edifícios residenciais sustentáveis na Ilha de Oostenburg, a leste do centro da capital. A proposta desenvolvida pela equipe do MVRDV organiza os edifícios paralelamente como em um 'código de barras' verde, dando forma a um conjunto coeso porém diverso, conformado por distintos acabamentos de fachadas como madeira, vidro, tijolo reciclado além de integrar compostos de origem orgânica e biológica.
Bryggervangen e Praça Sankt Kjeld’s em Copenhagen. Imagem Cortesia de SLA
Para este mês, The Dirt e o autor Jared Green compartilham conosco um estudo sobre ilhas de calor urbanas, explorando novas abordagens que foram projetadas para reduzir as temperaturas urbanas e ajudar as comunidades a se adaptarem a um mundo mais quente, em três cidades: Nova York, Copenhague e Abu Dhabi.
https://www.archdaily.com.br/pt/963291/ilhas-de-calor-estao-cada-vez-mais-perigosas-mas-arquitetos-e-urbanistas-podem-trazer-solucoesJared Green
Treze anos atrás, o então prefeito de Maceió, Cicero Almeida, inaugurou duas grandes obras na cidade, os viadutos Washington Luiz e João Lyra. A expectativa, na época, era de que ambos trouxessem uma possível solução para os problemas de mobilidade urbana na capital a partir de uma maior fluidez do tráfego na região. Porém, com o passar do tempo, o que se pôde observar foi um aumento da frota de veículos na cidade que trouxe de volta o fantasma dos congestionamentos nos horários de pico, e as obras que prometiam solucionar a mobilidade da cidade já não eram mais suficientes.
https://www.archdaily.com.br/pt/963959/parem-de-construir-viadutos-para-resolver-problemas-de-mobilidadeRuan Victor Amaral
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Áreas de baixa velocidade são solução-chave para uma gestão efetiva das velocidades e para criar espaços urbanos mais acessíveis e habitáveis. Foto: WRI México/Flickr
Uma vez que a pandemia de Covid-19 alterou as paisagens urbanas e aproximou muitas pessoas da mobilidade ativa, há uma urgência maior de tornar as ruas mais seguras para pedestres e ciclistas. Muitas cidades têm agora a tarefa de proteger os usuários mais vulneráveis, além de criar espaços públicos seguros que permitam a recuperação econômica e que as pessoas aproveitem a cidade ao ar livre. Ao mesmo tempo, existem motivos de longo prazo para apoiar essa transição.
“Caminhar e pedalar estão entre as maneiras mais sustentáveis de se deslocar nas cidades – mas não se forem opções extremamente perigosas”, afirma Claudia Adriazola-Steil, diretora interina de Mobilidade Urbana e diretora de Saúde & Segurança Viária do WRI Ross Center for Sustainable Cities.
https://www.archdaily.com.br/pt/963410/areas-de-baixa-velocidade-salvam-vidas-como-projetar-uma-que-seja-efetivaNikita Luke e Siba El-Samra
A discussão sobre como planejamos as cidades em que queremos viver é uma conversa sem fim. À medida que nosso mundo passa por mudanças que afetam os projetos urbanos de maneiras previsíveis e imprevisíveis, alguns princípios se mantém verdadeiros: as cidades que dependem menos do transporte privado, criam bairros onde se pode caminhar, possuem uma infinidade de parques e espaços públicos e são projetadas de uma maneira mais próxima à escala humana tendem a ser favorecidas e bem recebidas pelas pessoas que a habitam. O conceito do Novo Urbanismo se apoia nessas ideologias e soma um toque moderno, resultando em como elas podem ser introduzidas ao nosso estilo de vida no século XXI. O Novo Urbanismo pode ser visto como uma estratégia de planejamento que tem sido elogiada e criticada desde sua implementação.
A 15ª SEMAU - Semana de Arquitetura e Urbanismo, organizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Arquitetura, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (FAU/Ufal) trará como tema "Cidades Saudáveis: urgências, perspectivas e enfrentamentos". O evento contará com palestras, oficinas, cine Semau e mesa redonda, com o intuito de discutir e refletir acerca dos desafios e complexidades existentes para a promoção de saúde e bem-estar nas cidades, além de apresentar e compartilhar experiências positivas frente ao papel político da Arquitetura, Urbanismo e áreas afins neste debate.
Cidades estão tão profundamente enraizadas na história da humanidade que dificilmente nos perguntamos por que vivemos nelas ou qual a razão de nos agruparmos em assentamentos urbanos. Ciro Pirondi, arquiteto brasileiro, aponta que vivemos em cidades porque gostamos de ter alguém para conversar, enquanto Paulo Mendes da Rocha classifica a cidade como “a suprema obra da arquitetura”. A cidade é o mundo que o homem constrói para si próprio. Tratam-se de imensas construções coletivas, palimpsestos, colagens de camadas de histórias, realizações, conquistas e perdas.
Já somos majoritariamente urbanos desde 2007. E a porcentagem deve chegar a 70% de pessoas vivendo em cidades em 2050. Nos próximos anos, megacidades com mais de 10 milhões de habitantes deverão se multiplicar, principalmente na Ásia e na África, muitas delas em países em desenvolvimento. Tal projeção levanta o alerta em relação à sustentabilidade e às mudanças climáticas que as cidades catalisam. E, claro, sobre como possibilitar a qualidade de vida a seus habitantes e de que forma eles poderão prosperar e se desenvolver em contextos que, muitas vezes, não são os ideais. Como esses assentamentos urbanos receberão este aporte da população? Enquanto seus centros antigos demandarão transformações e atualizações, suas periferias exigirão o projeto de novas residências e equipamentos públicos, além de infraestruturas adequadas. Como esse processo pode ajudar os centros urbanos a se tornarem inteligentes, utilizando de forma criativa e eficiente a tecnologia já disponível a favor de seus habitantes?
Como será o futuro das cidades e dos transportes? Muitos indícios parecem apontar para as duas rodas, mostrando uma mudança em direção a um estilo de vida mais saudável e econômico. Embora isso seja verdade quando observamos alguns casos específicos, num panorama mais amplo, por que as pessoas optariam por andar de bicicleta se suas cidades não contam com a infraestrutura necessária?
A arquitetura desempenha um papel importante na promoção do uso de bicicletas. Cidades equipadas com ciclovias, bicicletários e instalações públicas para ciclistas acabam incentivando os cidadãos a evitar o uso de automóveis e a optar por este meio de transporte mais sustentável. Muitas cidades já começaram a remodelar sua infraestrutura urbana para receber melhor as bicicletas, seja por meio de ciclofaixas, ciclovias alargadas ou estacionamentos permanentes.
Em urbanismo, adensamento demográfico é um assunto que gera discussão, dúvida e discórdia. Uma confusão comum, por exemplo, é confundir a densidade construtiva (quantidade de área construída em um determinado local) ou até mesmo a altura das edificações, com a densidade demográfica (quantidade de pessoas que residem em um determinado local).
Em Nova York, por exemplo, a área de Midtown, em Manhattan, tem talvez a maior concentração de arranha-céus da cidade, embora tenha densidade demográfica de “apenas” 18.000 hab/km², menos da metade do Upper West Side, que apresenta 44.000 hab/km² com edifícios mais baixos mas predominantemente residenciais, enquanto há menos edifícios residenciais em Midtown. No Brasil, essa discrepância é muito mais extrema: os bairros mais densos das grandes cidades brasileiras tendem a ser os mais horizontais, pois tratam-se de favelas com unidades habitacionais pequenas, pouco espaço entre construções e famílias maiores habitando (ou coabitando) as unidades.
Será realizado entre 21 a 30 de setembro o Fórum SP 21, um seminário de avaliação do Sistema Municipal de Planejamento de São Paulo, com foco no Plano Diretor e na Política Urbana do município, seus instrumentos, planos, programas e ações complementares, assim como seus impactos e repercussões vivenciadas na cidade no século XXI. A chamada de trabalhos para o Fórum já está aberta e os resumos ou vídeos podem ser enviados até 26 de julho de 2021.
É inútil dizer que a arquitetura é uma profissão que flutua de acordo com a economia. Todos nós conhecemos histórias ou até sentimos na pele as consequências de um período de recessão. Para a industria da construção civil, a depressão econômica se traduz em um estado de espera, na escassez de novos projetos e portanto, em um impacto negativo considerável em termos de novos contratos e vínculos empregatícios—sem mencionar as terríveis consequências para a massa de trabalhadores informais, entre eles, arquitetos e arquitetas. É evidente que a economia opera em ciclos, ora com períodos de vacas magras, ora com momentos de vacas gordas. Quando no entanto, uma mal temporada coincide com uma situação de crise na qual a população global continua a crescer rapidamente e o valor da terra a atingir níveis exorbitantes, é inegável que a arquitetura não passará ilesa por tal momento. Ainda assim, existem aqueles que, ao invés de culpar a economia pelos altos e baixos da profissão da arquitetura e da industria da construção civil, afirmam que é ela a principal responsável pelas principias crises econômicas globais.
Kosovo - Implementation during Covid-19. Image Courtesy of UN-Habitat, Global Public Space Programme
A UN-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo principal foco é encontrar soluções para os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de crescimento e expansão urbana em países de economias emergentes, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas no usuário e nos processos participativos. Pensando nisso, o ArchDaily associou-se a UN-Habitat para trazer notícias, artigos e entrevistas semanais que se destacam neste setor, disponibilizando a nossos leitores conteúdos em primeira mão e direto da fonte.
A medida que a luta contra o coronavírus parece ainda muito distante de um final feliz, as restrições impostas para tentar minimizar o risco de contágios e consequentemente, de hospitalizações e mortes, continua a castigar muitas cidades ao redor do mundo. Neste contexto, a necessidade de se criar instrumentos alternativos que possam ajudar as entidades urbanas e governos locais a sair desta situação parece mais urgente do que nunca. Embora a pandemia tenha provocado uma mudança drástica na maneira como nos relacionamos uns com os outros e principalmente no modo como nos apropriamos dos espaços públicos, a demanda por mais áreas verdes e espaços abertos não diminuiu, muito pelo contrário. As pessoas, mais do que nunca, precisam sair, se exercitar, ter um contato mínimo com a natureza, poder se locomover, trabalhar, estudar e socializar com outras pessoas para manter um estado mental minimamente saudável. Pensando nisso, a UN-Habitat está lançando uma campanha que procura apontar os possíveis caminhos para se estabelecer uma resposta urbana eficaz em combate à Covid-19, delineando ferramentas que podem ajudar os governos locais a prevenir a disseminação e propagação do vírus além de desenvolver estratégias de resiliência urbana para encarar possíveis situações similares no futuro.
Após o período da revolução industrial, muitas cidades europeias testemunharam um crescimento em ritmo acelerado, intensificado pelo movimento das pessoas do campo para os centros urbanos na busca por maiores oportunidades.
Mas, se de um lado as cidades tornavam-se cada vez mais atrativas, também se intensificaram problemas como a poluição e o crescimento das ocupações irregulares. Em outro contexto, se o campo permitia o contato próximo à natureza e uma abundância de recursos naturais, também sofria com certo isolamento e redução nas possibilidades de emprego.