1. ArchDaily
  2. Novo Urbanismo

Novo Urbanismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Image 1 of 4Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Image 2 of 4Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Image 3 of 4Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Image 4 of 4Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Mais Imagens+ 33

A luta contra a expansão urbana e os princípios do novo urbanismo

A forma como planejamos nossas cidades, subúrbios e comunidades rurais é um conjunto de objetivos em constante evolução, essenciais para a criação de cidades sustentáveis. Não apenas precisamos considerar o que está dentro dessas áreas, mas também projetar os limites entre cada uma delas, onde o urbano encontra o rural, e onde o rural encontra os pequenos subúrbios. Nos últimos anos, os urbanistas têm prestado muita atenção à expansão urbana, ou ao que acontece quando as cidades crescem rapidamente para fora dos centros urbanos. O que acontece quando as cidades parecem "se espalhar" fora de controle, e os princípios de planejamento por trás do Novo Urbanismo são capazes de transformar a expansão urbana em comunidades equitativas?

Acesso exclusivo

EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney

Sob a esfera geodésica da Spaceship Earth e a exibição de culturas mundiais que simbolizam o EPCOT da Disney World está a visão de uma cidade utópica. A proposta original do EPCOT —uma comunidade construída em torno da inovação — foi um dos últimos projetos visionários de Walt Disney. Incomodada com a expansão urbana aleatória, a Disney teve ideias ousadas para um tecido urbano que impulsionaria o progresso nos Estados Unidos. A Experimental Prototype Community of Tomorrow [Comunidade Protótipo Experimental do Amanhã] foi o antídoto de Walt Disney para a decadência das cidades americanas.

EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney - Image 1 of 4EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney - Image 2 of 4EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney - Image 3 of 4EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney - Image 4 of 4EPCOT, a cidade planejada por Walt Disney - Mais Imagens+ 3

Acesso exclusivo

A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo

Os municípios, assim como as pessoas, são dinâmicos e vão se transformando para acompanhar e se adaptar às mudanças sociais, econômicas e ambientais de seu tempo. Da mesma forma, a visão sobre como a cidade ideal deveria ser planejada foi sendo influenciada pela realidade e pelo pensamento vigente de cada época.

A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo - Image 1 of 4A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo - Image 2 of 4A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo - Image 3 of 4A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo - Image 4 of 4A cidade ideal na concepção de cinco escolas de urbanismo - Mais Imagens+ 1

Campanha de crowdfunding - Tradução do livro Soft CIty

A correria do dia a dia nos impede de enxergar e viver as cidades. Seja no ônibus, no metrô, nos carros, motos, bicicletas ou a pé. Corremos o tempo todo, sem perceber que ele é o nosso maior bem. Nessa correria, as cidades passam desapercebidas. Nosso foco é ir e voltar, dia após dia.

Acesso exclusivo

Explorando princípios do novo urbanismo no século XXI

A discussão sobre como planejamos as cidades em que queremos viver é uma conversa sem fim. À medida que nosso mundo passa por mudanças que afetam os projetos urbanos de maneiras previsíveis e imprevisíveis, alguns princípios se mantém verdadeiros: as cidades que dependem menos do transporte privado, criam bairros onde se pode caminhar, possuem uma infinidade de parques e espaços públicos e são projetadas de uma maneira mais próxima à escala humana tendem a ser favorecidas e bem recebidas pelas pessoas que a habitam. O conceito do Novo Urbanismo se apoia nessas ideologias e soma um toque moderno, resultando em como elas podem ser introduzidas ao nosso estilo de vida no século XXI. O Novo Urbanismo pode ser visto como uma estratégia de planejamento que tem sido elogiada e criticada desde sua implementação.

O que é o Novo Urbanismo?

Autodeclarado um movimento unido em torno da ideia de que o ambiente físico pode ter impacto direto no oferecimento de vidas mais prósperas e felizes aos habitantes, o Novo Urbanismo surgiu enquanto conceito nos Estados Unidos na década de 1990 e se consolidou por meio dos Congressos do Novo Urbanismo (CNU), realizados anualmente desde 1993.

Em 1996, três anos após o I Congresso do Novo Urbanismo, é lançada a Carta do Novo Urbanismo com o objetivo de estabelecer os ideais e princípios norteadores do movimento e, dessa forma, explorar as possibilidades do desenvolvimento das cidades norte-americanas.

O que é o Novo Urbanismo? - Image 1 of 4O que é o Novo Urbanismo? - Image 2 of 4O que é o Novo Urbanismo? - Image 3 of 4O que é o Novo Urbanismo? - Image 4 of 4O que é o Novo Urbanismo? - Mais Imagens+ 1

Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China

Desde a década de 1990, um grande número de cidades na China está passando por uma renovação urbana. Estimulados por esta reconstrução urbana facilitada pelo estado, arranha-céus estão sendo construídos rapidamente nas principais cidades a fim de atrair classes médias ricas para estes locais resultando em inúmeras relocações e deslocamento da classe trabalhadora, tal processo é conhecido como “gentrificação”.

À medida que as cidades e os bairros estão sendo completamente gentrificados para atender ao gosto da classe média e impulsionar o crescimento econômico, os recursos do solo urbano estão sendo tratados com potencial econômico crescente, deixando pouco espaço para o desenvolvimento da vida urbana nas ruas. Ao analisar as práticas de cinco arquitetos na criação de espaços públicos urbanos habitáveis, este artigo vai discutir os desafios e oportunidades da revitalização urbana na China sob gentrificação.

Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China - Imagem 1 de 4Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China - Imagem 2 de 4Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China - Imagem 3 de 4Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China - Imagem 4 de 4Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China - Mais Imagens+ 14

Acesso exclusivo

Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura

Quanto Louis Sullivan iniciou a era dos arranha-céus, na virada do século XX, o edifício vertical - com suas vistas e elevadores - estava na vanguarda da arquitetura. Já nos anos 1950, com o espraiamento da malha urbana em subúrbios residências, os centros adensados passaram a se esvaziar. A partir dos anos 80, tanto os edifícios verticalizados dos centros quanto os subúrbios espraiados passaram a ser vistos, cada um à sua maneira, como opressores.

Começara ali o Novo Urbanismo. Divulgado vigorosamente pelo arquiteto Léon Krier, as ideias se pautam no retorno à cidade tradicional europeia, por sua vez, conjurando imagens de uma arquitetura adensada de pequena escala e ruas caminháveis. Os frutos dessas ideias são visíveis em algumas cidades neo-tradicionais como por exemplo Seaside Florida nos Estados Unidos ou Poundbury na Inglaterra.

Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura  - Image 1 of 4Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura  - Image 2 of 4Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura  - Image 3 of 4Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura  - Image 4 of 4Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura  - Mais Imagens+ 18

Acesso exclusivo

A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes

Nas últimas semanas, uma série de comentaristas de arquitetura reacionários saíram da toca para denunciar o que vêem como o rumo atualmente negativo da arquitetura contemporânea. Eles afirmam que a arquitetura deve ser "reconstruída" ou que ela está “implodindo.” A partir de suas indicações, a arquitetura está no limite de sua vida, dando o seu último suspiro. A crítica que eles oferecem é de que a arquitetura contemporânea tornou-se (ou sempre foi?) insensível aos usuários, às condições do local, à história - dificilmente um romance. Todos os anos, este tipo de ataque frontal contra o valor da arquitetura contemporânea é lançado, mas as críticas desta vez parecem especialmente superficiais e equivocadas. Analisando a cena contemporânea da arquitetura global, eu realmente sinto que estamos em um lugar surpreendentemente saudável, se você olhar para além das vitrines óbvias. Temos escapado dos dogmas evidentes do passado e renovamos nosso foco nas questões de meio ambiente e ação social, estamos mais preocupados do que nunca com a tectônica e em como construir com qualidade. Mas os críticos perenes da arquitetura contemporânea parecem não ter analisado profundamente, ou mesmo cuidadosamente. E, infelizmente, as várias contestações às suas críticas, em apoio à arquitetura moderna e experimental, têm sido mal argumentadas.

A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes - Image 1 of 4A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes - Image 2 of 4A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes - Image 3 of 4A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes - Image 4 of 4A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes - Mais Imagens+ 7