Some of the projects featured in last year's article
Com as universidades de todo o mundo entrando em férias, muitos estúdios e disciplinas chegaram ao fim e resultaram na construção de estruturas, pavilhões, instalações e outros pequenos projetos. Ano passado, nós do ArchDaily e ArchDaily Brasil, com a ajuda de nossos leitores, compilamos uma série de estruturas experimentais criadas por estudantes de todo o mundo. O artigo resultante esteve entre nossas publicações mais populares do ano, demonstrando o enorme apetite de nossos leitores em ver o que está sendo produzido pela próxima geração de arquitetos.
É por isso que, mais uma vez, estamos nos unindo com o ArchDaily, ArchDaily en Español e ArchDaily China, e pedindo a nossos leitores que enviem seus projetos para que possamos apresentar os melhores trabalhos de estudantes de graduação de todo o mundo. Saiba como participar, a seguir.
"Woodokan" por Hajima Yoshida, Japão. Imagem via University of Southern California and the American Academy in China
A American Academy in China (AAC) anunciou os sete projetos vencedores do concurso internacional Napavilion. Os participantes tinham que projetar estruturas pré-fabricadas de madeira com a única função de proporcionar espaços para os visitantes poderem tirar um cochilo. As propostas premiadas serão construídas na vinícola do Vale de Jade nos arredores de Xi'an.
O escritório Studioninedots projetou o pavilhão "The True Talker" como um espaço aberto para comunicação e compartilhamento de ideias e histórias. O pavilhão é um dentre cerca de cinquenta no Fab City, uma iniciativa organizada pela Europe by People em Amsterdã para promover cidades auto-sustentáveis e inovadoras. O projeto também atua como uma reação à escolha de Amsterdã para sediar o encontro da União Europeia este ano, onde conversas rígidas e oficiais são analisadas e registradas a partir de todos os ângulos. Por sua vez, o Studioninedots disse que "The True Talker" cria um espaço onde "todos estão convidados a se sentar, relaxar e compartilhar ideias reconfortantes, sem sentido, loucas, inimagináveis e hilárias."
No último dia 11, a Bienal Europeia de Arte Contemporânea, também conhecida como Manifesta, deu início aos seus cem dias de duração na cidade de Zurique, Suíça. O elemento central do festival é uma plataforma flutuante de madeira no Lago Zurique, conhecida como Pavilhão das Reflexões. A estrutura temporária foi projetada e construída pelo Studio Tom Emerson e uma equipe de trinta estudantes do ETH Zurich. Christian Jankowski, curador do Manifesta 11, descreveu a exposição como "uma plataforma flutuante multi-funcional com uma gigantesca tela de LED, um apoio para os espectadores, uma piscina e um bar."
Vista Exterior do Primeiro Lugar. Imagem via Bee Breeders
Os organizadores do concurso internacional de arquitetura Bee Breeders anunciaram os três vencedores e menções honrosas do concurso de projeto para o pavilhão portátil do Charlie Hebdo. Com o propósito de ser uma exposição itinerante do trabalho da revista francesa “Charlie Hebdo”, aos participantes foi pedido que "suportassem e promovessem" os princípios da liberdade de discurso no projeto. Respondendo aos ataques terroristas contra o Charlie Hebdo e o subsequente diálogo internacional sobre liberdade de discurso, o concurso buscou desconstruir as "premissas convencionais da liberdade de expressão" e olhar especificamente para "o que torna livre o discurso e o quanto isto custa".
Cada proposta foi julgada pela maneira a qual desafiou estas premissas em termos de espaço, material e forma. Foi dada preferência aos projetos que possuíam conceitos claros, circulação, sequência e narrativa, além de engajamento público e uma "reconciliação entre o abstrato e o teórico com o físico e o real". Também foram dadas considerações pela forma como os projetos contribuíram para o discurso - em vez de expressar uma oposição - em relação às crescentes áreas "ideológicas, políticas e culturais binárias".
O concurso 015 - Brasil em Veneza, promovido pela Projetar.org, propôs aos estudantes que projetassem um novo pavilhão brasileiro para a Bienal de Veneza. A proposta deveria ser símbolo nacional de fácil reconhecimento, tanto por estrangeiros quanto por brasileiros, em um dos mais importantes eventos internacionais de arquitetura e arte. O concurso contou com 110 projetos entregues de equipes compostas de participantes de diversos estados brasileiros.
A invenção da parametrização proporcionou aos arquitetos muitas novas possibilidade de projeto; forma, sombreamento e texturização são apenas alguns dos modos como esta tecnologia impactou as novas construções. Mas, talvez, sua função mais nobre seja a habilidade de otimizar as estruturas, especialmente através da dobra de materiais finos e rígidos. Esta é a função que o arquiteto Tal Friedman escolheu explorar em seu Pavilhão Origami.
Inspirados na ideia de "ouvir o som do mar dentro de uma concha", o STUDIOKCA, a pedido da NASA, criou o NASA Orbit Pavilion que imerge os visitantes nos sons dos satélites em órbita no espaço.
O pavilhão em forma de náutilo oferece um espaço onde os visitantes podem experienciar a trajetória de 19 satélites que orbitam a Terra. Feito de 325 m² de painéis de alumínio, o pavilhão é "descrito por mais de 100 'percursos orbitais' encaixados e aparafusados a uma estrutura curva de tubos de alumínio."
O sul da França é conhecido por suas praias sem fim, arquitetura do século XIX, verde abundante e monumentos de sua história. Por quase uma década, Le Festival des Architectures Vives (Festival de Arquiteturas Vivas) tem infundido arquitetura contemporânea nesta paisagem através da criação de uma série de pavilhões temporários. A partir de 2006 e 2013, respectivamente, as cidades de Montpellier e La Grande Motte foram palco de uma série de estruturas destinadas a animar segmentos históricos das duas cidades. Fundada com a missão de celebrar a obra seminal de uma geração próspera de arquitetos, o festival tem como objetivo produzir obras significativas e interativas projetadas para ativar os centros históricos das duas cidades.
Explore as instalações inspiradoras do Le Festival des Architectures Vives, a seguir.
Cortesia de The Sherman Contemporary Art Foundation (SCAF)
A Sherman Contemporary Art Foundation (SCAF) anunciou a quarta iteração de sua série anual de pavilhões: Fugitive Structures. Projetado por Vo Trong Nghia Architects, o pavilhão se centra em torno do "uso inovador do bambu e da paixão e do dever auto-imposto [do arquiteto] de tornar mais verde as paisagens urbanas de todo o mundo."
O Conselho Suíço de Ares Pro Helvetia selecionou Christian Kerez,um arquiteto suíço nascido na Venezuela, para representar o país na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
A exposição terá curadoria da historiadora de arte Sandra Oehy e permanecerá aberta na Bienal de 28 de maio a 27 de novembro de 2016. A Suíça também será representada pelo "Salon Suisse", uma plataforma para discussões e debate sobre arte e arquitetura contemporânea.
Simon Battisti, Leah Whitman-Salkin e o coletivo de design Åbäke foram selecionados para representar a Albânia na 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza com seu projeto intitulado "I Have Left You the Mountain". A proposta foi selecionada a partir de uma chamada de ideias promovida pelo Ministério da Cultura da Albânia no segundo semestre deste ano.
I Have Left You the Mountain busca "evocar lugares e perdas através de um canto polifônico" e exibir o tema do deslocamento e migração, ambos com profundas raízes na história da Albânia e forte presença nos recentes acontecimentos na Europa.
À luz da recente inauguração do Art BaselMiami, o estúdio MARC FORNES/THEVERYMANY chamou atenção para seu Labrys Frisae Pavilion, que permaneceu instalado no Art Basel Miami durante três anos, de 2011 a 2014.
Construído com chapas de alumínio de menos de um milímetro de espessura, a instalação visava diluir a distinção entre limites e espaço através de "uma experiência imersiva multissensorial".
O ponto de partida para o projeto do Pavilhão Paramétrico foi dado definido evento promovido pela ONU-Habitat, que visava gerar um espaço crítico e aberto onde se discutiu a urbanização como impulso positivo para a transformação e sustentabilidade, a partir de um cenário de soluções para o futuro urbano. Neste sentido, BI/OS, um escritório que tem como meta estabelecer o contato entre pessoas e ambiente natural através da arquitetura e design, apresentou uma proposta inspirada na natureza que visava proporcionar estes impulsos positivos.
Compreendendo que ecossistemas apresentam interação, colaboração e desenvolvimento, o pavilhão INCITI / UTC pretende se tornar um ambiente que promova um ecossistema dentro de um recorte realizado pela temática do evento: Cidades Inclusivas: jovens e tecnologias abertas no espaço urbano.
O escritório Kengo Kuma & Associates divulgou seu mais recente projeto para a Galerie Philippe Gravier em Paris. Intitulado Yure, uma expressão japonesa para um habitat nômade que se move ao vento, o projeto é composto por peças de madeira idênticas que buscam diluir as linhas entre arte e arquitetura através de sua geometria estrutural orgânica.
A Galeria Boavista, de Lisboa, promove no próximo dia 5, como parte do ciclo de conferências "Activando o Espaço Público", o itinerário "Centros nas Margens" com o arquiteto Tiago Mota Saraiva.
"Na década de 50, Marvila estava nas margens de Lisboa. Havia deixado de ser área de quintas e palacetes para ser uma zona de intensa actividade industrial e distribuição. Nos seus baldios densificavam-se bairros de barracas habitados por operários migrantes provenientes do interior do país. Ao longo dos anos, em várias fases, o realojamento dos moradores foi sendo realizado até ao fim do séc. XX.
Com seu concurso Lakefront Kiosk, a Bienal de Arquitetura de Chicago espera criar um grande impacto e deixar um legado para a cidade. ROCK, uma proposta de NLÉ Architects em colaboração com a School of the Art Institute of Chicago, está proporcionando ao público a oportunidade de moldar este legado. Ao longo do evento, aberto no dia 3 de outubro, os visitantes são convidados a ir ao Millennium Park e "acrescentar valor" às rochas que constituirão o pavilhão, escavando-as, pintando suas superfícies, realizando performances e outros processos inimagináveis.