No início deste mês, a Fundação Norman Foster abriu suas portas no centro de Madri. Localizada em um antigo palácio residencial que passou por extensas obras de renovação, a Fundação também conta um um novo pavilhão contemporâneo. Abrigando um tesouro da coleção pessoal de Lord Foster, a estrutura - que tem a forma de asa de uma aeronave - também exibe um Avions Voisin C7 recentemente restaurado de 1927, originalmente de propriedade de Le Corbusier.
Uma equipe de arquitetos de Florença, Itália, venceu o concurso para projetos em bambu da CAMBOO, evidenciando o material por suas qualidades construtivas sólidas e sustentáveis. Realizado em Phnom Penh, no Camboja, o festival CAMBOO procurou encontrar um projeto inovador para um pavilhão emblemático como peça central durante o evento. Os arquitetos Roberto Bologna, Fernando Barth, Chiara Moretti e Denny Pagliai venceram 125 outras propostas com seu pavilhão "Hyperbamboo", que foi escolhido pelo "uso inteligente e bem pensado do bambu como material de construção".
Um pavilhão vibrante chegou para agradar os calçadões da orla de Santa Bárbara na Califórnia. Intitulado "Runaway", o projeto foi assinado por SPORTS. Combinando um personagem brilhante e colorido com a modernidade funcional, Runaway foi instalado na orla de Santa Bárbara em março de 2017, um dos vários locais em que o pavilhão viajará durante todo o ano.
Uma das arquiteturas mais criticadas da Espanha, vista pelos olhos de um fotógrafo com uma sensibilidade particular. Após duas séries fotográficas centradas em Madri e seus arredores, Joel Filipe muda de ares e volta suas lentes para Valência.
Fotógrafos como Joel Filipe nos recordam que é possível encontrar beleza em praticamente qualquer arquitetura. Neste caso, ele nos apresenta as arquiteturas mais controversas da Espanha, conhecida em todo o mundo não pela qualidade arquitetônica: a Cidade das Artes e Ciências de Valência.
Project.DWG e LOOS.FM divulgaram seu pavilhão PET, uma estrutura temporária em um parque comunitário na Holanda, que se concentra em questões de construção sustentável, reciclagem e desperdício, repensando as maneiras como os edifícios são desenvolvidos, construídos e usados. Especificamente, o pavilhão é um estudo do uso de resíduos plásticos como material de construção.
Usando a estrutura elevada da Farnsworth House de Ludwig Mies van der Rohe, a estrutura consiste em duas lajes monumentais em uma estrutura de aço. "Do chão ao teto, as folhas onduladas transparentes de parede dupla contêm mais de 40.000 garrafas plásticas", com tampas de garrafa unidas a gargalos suportando o sistema.
Quando jovem, o fascínio de Santiago Calatrava pela luz em sua cidade natal, Valência, alimentou sua determinação para projetar e construir. A sua Cidade das Artes e Ciências é um exemplo perfeito da influência do sol valenciano na obra do arquiteto. Os sete edifícios culturais definem um vocabulário formal próprio, com um dinamismo entre curvas e padrões rítmicos visuais. Tão brilhante que quase ofusca a vista em dias ensolarados, a materialidade das estruturas enfatiza a capacidade da luz de delinear as relações espaciais entre as formas de Calatrava, alterando-as com o curso do sol.
Em sua mais recente série de fotos, Sebastian Weiss capturou a tendência das formas da Cidade das Artes e das Ciências de "se complementarem e até se fundirem em uma unidade harmônica". As fotos foram originalmente apresentadas em seu Instagram, @le_blanc, e apresentam uma nova maneira de ver este famoso atrativo turístico. Suas imagens imaginam o complexo como uma pulsante "instalação de espaço-luz" de formas igualmente sistemáticas e semelhantes a criaturas em constante diálogo. A série dá a sensação de olhar para diferentes partes de uma criatura particularmente bonita - suas costelas, barriga, chifres, etc. - capturadas dentro das piscinas do complexo.
Na conferência da Autodesk em Las Vegas, no ano de 2016, uma equipe da Autodesk's BUILD Space, liderada pelo engenheiro de pesquisas Andrew Payne, colaborou com o fabricante Quarra Stone, os engenheiros Simpson Gumpertz and Heger e o professor assistente da Universidade de Michigan, Sean Ahlquist, para revelar seu novo Pavilhão de Design Generativo. O projeto é uma exploração da materialidade, com formas de pedras estalagmites que se erguem de painéis geométricos de piso para encontrarem tecidos que se esticam a partir de uma cobertura acima. A junção de têxteis e pedra visa enfatizar os distintos comportamentos dos dois materiais.
Arquitetos: Arch. Rodrigo Rubio and Arch. Miguel Guerrero, Institute for Advanced Architecture of Catalonia (IAAC); Institute for Advanced Architecture of Catalonia (IAAC), Arch. Rodrigo Rubio and Arch. Miguel Guerrero
Nem todas as obras de arquitetura são um êxito econômico e social. Mas há um temido termo, reservado somente para os projetos mais embaraçosos: 'elefantes brancos'. O termo provém da história dos reis de Siam, a atual Tailândia, que segundo a lenda, presenteavam os cortesões que não lhes agradavam com um sagrado elefante albino. Rejeitar o presente de um rei era inaceitável, mas sendo sagrados, estes animais não poderiam ser usados como força de trabalho, o que levaria, inevitavelmente, o cortesão à ruína.
Claro que na arquitetura, o termo 'elefante branco' é utilizado com frequência para menosprezar certos projetos e se o projeto merece tal infâmia, isso costuma ser uma questão de perspectiva. Frequentemente monstruosidades ou lembranças dos fundos mal gastos, estes projetos se negam a ser esquecidos, apesar de existir poucas pessoas que os querem recordar. Salpicados pelo mundo e através da história, todos eles têm algo em comum: ainda que talvez (ou talvez não) alguma vez eles tenham parecido um bom projeto no papel, provavelmente eles deveriam ter ficado por aí.
Estudantes e arquitetos de mais de 30 países construíram uma "vila" de estruturas de madeira para a Hello Wood 2016. Criada em 2010 como um campo artístico para estudantes das disciplinas de arquitetura, artes e design, a Hello Wood tem, desde então, desenvolvido um programa escolar de verão com premiações focado em fomentar o design através de métodos colaborativos, reunido princípios da arquitetura, arte, inovação e impacto social. O Village Project, criado no ano passado, leva a proposta ao limites ao desafiar estudantes, professores e designers a trabalharem juntos para criar uma nova arquitetura comunitária no campus rural da Hello Wood em Csoromfolde, Hungria.
Ao longo do século passado, a relação da arquitetura com a água tem sido desenvolvida ao longo de uma variedade de diferentes caminhos. Com sua "Casa Cascata", por exemplo, o mestre americano Frank Lloyd Wright confrontou o fluxo dramático da água com linhas horizontais expressivas para aumentar a experiência da natureza. Desde então, o uso da água na arquitetura tornou-se mais variada e complexa. Um espaço feito quase exclusivamente de água surgiu com o projeto de Isamu Noguchi na Expo de Osaka: a água brilhante parecia cair do nada e brilhava no escuro. Mais tarde, com a digitalização e as formas fluidas dos projetos paramétricos, o foco mudou para uma arquitetura líquida feita de água e luz. As interpretações têm variado de formas arquitetônicas modeladas para literais gotas de água, como a visionária “Bubble”, de Bernhard Franken, para a BMW, a instalações espetaculares feitas de linhas de água, transformadas em pixels pela luz.
Ano passado, convidamos estudantes de todo o mundo a compartilharem seus projetos que foram construídos como parte de seus estudos. As respostas foram tão impressionantes que resolvemos repetir o chamado este ano. Então, há dois meses, unimos forças com o ArchDaily e com as quatro páginas do ArchDaily en Español para lançar uma chamada de trabalhos, e mais uma vez as respostas ultrapassaram as expectativas. Com mais de 100 propostas enviadas, a qualidade dos projetos foi tão alta que tivemos que organizar uma publicação ainda mais extensa esse ano, reunindo 36 projetos de 20 países. Veja, a seguir, os melhores projetos de estudantes de 2016.
O escritório BIG projetou um pavilhão inflável móvel que será exibido em três eventos na Dinamarca, incluindo o Festival Roskilde 2016. Apelidada de SKUM (palavra dinamarquesa para "espuma"), a estrutura enfrentou o desafio de proporcionar uma instalação que seja, simultaneamente permanente e facilmente transporta, podendo ser inflada em apenas sete minutos.
O arquiteto Nguyen Hoa Hiep do a21 studio,em colaboração com estudantes de arquitetura de Saigon, criou um pavilhão inspirado em um casulo. O projeto faz parte de uma exposição organizada anualmente pela página Handhome.net no Vietnã com o objetivo de conectar as gerações mais velhas com a classe de arquitetos e estudantes de arquitetura.
Com o aumento do preço dos imóveis e da educação, Londres está passando de uma cidade que recebe indivíduos criativos a uma cidade que os incapacita. Tomaso Boano e Jonas Prišmontas acreditam que a "criatividade não deveria estar ligada ao status social" e o modo de impedir isso é através da criação de espaços acessíveis. Como resposta, criaram o "Minima Moralia"; uma estrutura compacta e modular de aço com infinitas possibilidade de personalização.
Recentemente, o Museum Gardens se tornou o lar do Triumph Pavilion que acontece anualmente e nesta edição focou no tema "energia". Neste contexto, o "Energy Pavilion", projetado pelo Five Line Projects, assumiu uma abordagem multidisciplinar em relação ao tema, lidando com a sustentabilidade social, o movimento e o poder da comunidade. O pavilhão consiste em um lugar de encontro lúdico, concebido para explorar o impacto que tem uma única ação positiva em seu entorno.