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Pavilhão Alemão: O mais recente de arquitetura e notícia

Uma proposta para um novo mapa-múndi e dois novos complexos esportivos: o resumo da semana

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As notícias desta semana trazem um ponto em comum: o valor de olhar além das estruturas estabelecidas. Duas arquitetas franco-marroquinas refletiram sobre o que a arquitetura pode aprender com a cultura e o conhecimento local do Marrocos, ao mesmo tempo que a Assembleia Geral das Nações Unidas votou a favor da promoção de projeções cartográficas mundiais que representem com maior precisão o tamanho relativo dos continentes — uma mudança simbólica que desafia séculos de representação geográfica eurocêntrica, com implicações diretas na forma como compreendemos a África e o Sul Global. Esse mesmo espírito de questionar convenções permeia os projetos de destaque desta semana, desde governos municipais que reaproveitam edifícios abandonados para a construção circular até o Pavilhão Alemão para a próxima Bienal de Arquitetura de Veneza, que aborda o isolamento social e a coexistência democrática. No radar desta semana, destacamos três projetos anunciados recentemente: um novo complexo esportivo multifuncional em Hilversum que reúne esporte, educação e vida comunitária em torno de um circuito interno contínuo; um distrito residencial de baixa densidade em Yerevan, onde a restauração da paisagem precedeu a construção; e uma praça pública paisagística encomendada pelo Las Vegas Raiders para substituir estacionamentos subutilizados adjacentes ao Allegiant Stadium.

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Pavilhão da Alemanha examina a coexistência e a democracia por meio de "CONVIVERE" na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027

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O Ministério Federal da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Construção da Alemanha nomeou o escritório Kawahara Krause Architects, juntamente com Andres Lepik e Olga Cobuscean, para a curadoria do Pavilhão Alemão na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura — La Biennale di Venezia 2027. A exposição, intitulada "CONVIVERE — A Repertoire of Living Together", direciona a atenção do público para os espaços intermediários da habitação: o limiar, a escadaria, o pátio e o espaço em frente à porta. O argumento curatorial parte de um diagnóstico sobre o crescente isolamento social, a polarização política e a crescente pressão para construir mais e mais rápido na atualidade. A partir disso, utiliza esses espaços — onde a coexistência cotidiana se inicia — para questionar de que maneira a arquitetura pode contribuir para as bases da democracia.

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Ressignificar e reviver: explorando o reuso em pavilhões e bienais

Diante da iminente crise climática e da busca pela sustentabilidade, os conceitos de renovação e reutilização surgiram como estratégias cruciais na busca pela descarbonização na indústria da arquitetura. Esses princípios pregam que criar novas estruturas pode ser sustentável, mas incentivam os arquitetos a minimizar sua pegada ecológica reativando e reciclando recursos existentes. Este ano, projetos inovadores alinhados a esses temas foram exibidos como parte da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia. O objetivo principal deste evento de renome mundial é servir como uma plataforma para arquitetos, designers e pensadores abordarem coletivamente a sustentabilidade, a descarbonização, a conservação de recursos e o futuro da indústria.

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Demolido e reconstruído: a identidade das réplicas na arquitetura

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O direito de reconstruir a icônica Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa está atualmente à venda em um dos maiores sites de NFT. Embora a demolição da torre tenha começado no início deste ano, o leilão vende o direito de reconstruir a estrutura tanto no metaverso quanto no espaço real. A ideia de recriar o edifício Metabolic em um espaço virtual parece natural, já que isso poderia permitir que mais pessoas explorassem e experimentassem essa peça icônica da arquitetura - uma ideia alinhada aos ideais do Metabolismo. Por outro lado, a ideia de reconstruir um edifício histórico demolido no mundo físico suscita um conjunto de emoções conflitantes. Réplicas arquitetônicas não são a norma, mas sua existência levanta questões quanto à identidade e autenticidade da arquitetura.

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Redescobrindo o Pavilhão de Barcelona através de suas inovações materiais: aço, vidro e mármore

O Pavilhão alemão de Mies Van der Rohe e Lilly Reich para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 é conhecido como o edifício moderno que mais foi escrito sobre. Mas não importa quantas vezes o pavilhão seja redesenhado para análise, sempre existem novos ângulos para interpretá-lo. Identificar sua capacidade de redefinir a imagem alemã, enquanto genuinamente introduzindo novas estratégias que continuam presentes nos projetos de arquitetura contemporânea são dois elementos-chave das intenções dos arquitetos por trás de sua estratégia projetual.

'Temos que nos afastar da frieza do funcionalismo. É um erro acreditar que, para entender o problema da arquitetura moderna, é suficiente reconhecer uma necessidade de soluções racionais. A beleza na arquitetura, que é uma necessidade e finalidade para o nosso tempo e para períodos anteriores, não pode ser alcançada, a menos que possamos ver além da simples utilidade quando construímos.' - Mies van der Rohe

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Arquitetura efêmera: inovação, experimentação e entretenimento

Além do “turismo de experiência” e da arquitetura de entretenimento, construções efêmeras e temporárias também podem ser um terreno fértil para se testar novas ideias, soluções e tecnologias. Assumindo uma ampla variedade de diferentes tipologias e formas, desde estruturas emergenciais a instalações lúdicas, estruturas temporárias têm a capacidade de nos projetar no futuro, questionando as regras estabelecidas além de pôr à prova novas tecnologias e sistemas construtivos. Ainda assim, a arquitetura temporária muitas vezes é vista como um passo atrás em relação à sustentabilidade, por isso, a seguir discutiremos alguns dos principais valores da arquitetura efêmera seja como um veículo de experimentação de novas soluções e tecnologias seja como uma oportunidade para engajar comunidades.

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Luftwerk e Iker Gil projetam instalação luminosa na Casa Farnsworth de Mies van der Rohe

Geometry of Light é uma intervenção multimídia concebida pela Luftwerk em colaboração com Iker Gil, exibida na Casa Farnsworth em outubro deste ano, durante a terceira edição da Bienal de Arquitetura de Chicago.

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Pavilhão Barcelona é transformado em uma instalação de luz por Luftwerk & Iker Gil

Uma nova instalação de luzes e lasers projetada pelo estúdio Luftwerk e Iker Gil transformou o famoso Pavilhão Barcelona de Mies van der Rohe. Intitulada Geometry of Light, a instalação foi pensada para destacar os materiais e a estrutura através da luz e do som. Partindo da grade tridimensional que define as superfícies do pavilhão, a instalação oferece uma nova camada interpretativa que percorre e reimagina o espaço arquitetônico.

Intervenção no Pavilhão Mies van der Rohe explora a potencialidade reflexiva de seus espaços

Dificilmente poderíamos associar a figura de Mies van der Rohe à filosofia zen, muito menos se tratando do projeto do Pavilhão de Barcelona. Ainda assim, o artista estadounidense Spencer Finch está tentando precisamente estabelecer esta conexão através do seu projeto de intervenção chamado de "Fifteen stones (Ryōan-ji)".

Finch é o mais recente artista convidado pela Fundação Mies van der Rohe a "explorar novos pontos de vista e reflexões através de intervenções no icônico Pavilhão de Barcelona, potencializando-o como um espaço experimental e inspirador para artistas e arquitetos". Assim, Finch será o mais novo artista a integrar um seleto grupo daqueles que já interviram no pavilhão de Mies, somando-se a artistas e arquitetos como SANAA, Jeff Wall, Ai Wei Wei, Enric Miralles, Andrés Jaque e Anna & Eugeni Bach, entre outros.

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