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Mulheres na arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

A sensualidade da curva: o corpo da mulher como inspiração do projeto

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A discriminação das mulheres dentro da profissão na arquitetura é um tema que vem sendo abordado com cada vez mais frequência. Inúmeras situações listadas e ilustradas vão desde a discrepância salarial em comparação com os homens, a falta de respeito no gerenciamento de obras e equipes por parte dos funcionários do sexo masculino, a histórica invisibilidade e consequente falta de reconhecimento das mulheres na carreira, entre muitas outras. Diferentes desmotivações as quais fazem com que, mesmo sendo maioria dentro dos cursos de arquitetura pelo mundo, muito poucas são as mulheres que conseguem se consolidar e ganhar destaque dentro da profissão.

Entretanto, o sexismo não para por aí. Além da discriminação sofrida em termos profissionais, é possível perceber a objetificação da mulher também na imagem e nos conceitos arquitetônicos.

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Perspectiva de gênero na arquitetura e no urbanismo: uma seleção de artigos para se aproximar do tema

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Não é novidade que a questão de gênero permeia toda a nossa organização como sociedade e sistema, refletindo diretamente a dualidade dos "papéis femininos e masculinos" e seus mecanismos de opressão de gênero. No âmbito da arquitetura e do urbanismo isso não é diferente. Ao longo dos séculos, as cidades e suas edificações têm se mantido e se transformado de forma a priorizar as demandas de um perfil bem específico de usuário. Tal estrutura, obviamente, não considera outras identidades e formas de apropriação, ou seja, a demanda real e toda a sua diversidade de classes sociais, gênero, cores, faixas etárias, orientações sexuais, etc. São planejamentos e projetos disfarçados de uma concepção “neutra”, mas que na verdade reproduzem o olhar de um homem branco de classe média.

Incorporando perspectivas de gênero por meio do processo participativo de projeto: três exemplos ao redor do mundo

O tempo em que o Modulor – homem perfeito de Le Corbusier – era o único que "poderia" ocupar nossas cidades e arquiteturas ficou no passado. Há algumas décadas, constatou-se que os ambientes estavam sendo criados como uma representação ideológica que não refletia a demanda real e toda a sua diversidade de classes sociais, gênero, cores, faixas etárias, orientação sexual, entre outros. Planejamentos e projetos disfarçados de uma concepção “neutra”, mas que na verdade reproduzem o olhar de um homem branco de classe média. Nesse sentido, chegou o momento em que a cidade deveria deixar de ser organizada a partir dessa experiência errônea de uma apropriação universal e materializar em seus espaços as necessidades particulares de cada cidadão.

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Arquitetura de pés descalços: 10 projetos de Yasmeen Lari, vencedora da RIBA Royal Gold Medal 2023

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Yasmeen Lari, reconhecida como a primeira arquiteta do Paquistão, teve um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente devido à sua abordagem inovadora e socialmente consciente em relação à arquitetura. Através de uma visão sistemática, o trabalho de Lari leva em consideração a cultura local, as oportunidades específicas da região e os desafios. Nascida no Paquistão em 1941, Yasmeen Lari mudou-se para Londres com sua família aos 15 anos. Depois de se formar na Oxford Brooks School of Architecture, ela voltou ao Paquistão aos 23 anos para iniciar a Lari Associates com seu marido, Suhail Zaheer Lari. O casal se estabeleceu em Karachi. Ali, ela começou a estudar as cidades antigas do Paquistão e a arquitetura vernacular de terra, despertando seu interesse pelo patrimônio arquitetônico e pelas técnicas tradicionais de seu país. Em 1980, ela cofundou a Heritage Foundation of Pakistan com seu marido, uma fundação ativa na preservação do rico patrimônio cultural do Paquistão.

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Marta Maccaglia recebe o Prêmio de Diversidade em Arquitetura 2023

O Prêmio de Diversidade em Arquitetura (DIVIA) foi concedido à arquiteta italiana Marta Maccaglia, fundadora do Semillas, por seu compromisso com a construção educativa no Peru. Este reconhecimento internacional, junto do prêmio de 20.000 euros, tem como objetivo promover a visibilidade das mulheres na indústria da arquitetura. Entre as cinco finalistas desta edição estavam Tosin Oshinowo (Nigéria), May al-Ibrashy (Egito), Noella Nibakuze (Ruanda) e Katherine Clarke e Liza Fior (Reino Unido).

Ecofeminismo na arquitetura: empoderamento e preocupação ambiental

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O conceito de sustentabilidade surgiu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (UNCHE), realizada em Estocolmo em 1972, e foi cunhado pela norueguesa Gro Brundtland no Relatório “Nosso Futuro Comum” (1987). De acordo com essa definição, o uso sustentável dos recursos naturais deveria “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Entretanto, apesar da urgência do conceito e da constante evolução que ele tem sofrido ao longo do tempo, sua aplicação ainda se limita muitas vezes ao uso controlado dos recursos naturais e à preservação da vida selvagem. Ou seja, está baseada em relações e ações que abordam a situação sob a perspectiva do “homem versus natureza”, como um entendimento dicotômico em detrimento de uma visão holística.

Arquitetura como ativismo: o trabalho ecofeminista de Yasmeen Lari

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O Chulah paquistanês de Yasmeen Lari — um fogão ao ar livre usado por mulheres no sul da Ásia — é uma intervenção poderosa que destaca o compromisso da arquiteta com o ativismo feminista e ambiental. O projeto aborda simultaneamente questões de desmatamento, poluição e riscos à saúde enfrentados por mulheres em áreas rurais. Seu design é sistêmico, localmente específico e consciente das necessidades dos mais vulneráveis na sociedade: mulheres e natureza. Seu vasto corpo de trabalho humanitário elaborado em Yasmeen Lari: Architecture for the Future, abre diálogo para ver a arquitetura através da lente ecofeminista.

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Olhar para o passado: a dívida histórica com as mulheres na arquitetura mexicana

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Escrever sobre a participação de mulheres arquitetas ou no campo da construção civil é complexo. Hoje, conhecemos mulheres arquitetas contemporâneas que são multi-premiadas e reconhecidas, no entanto, olhar para o passado faz dessa perspectiva um espaço escuro e solitário.

Yasmeen Lari recebe a RIBA Royal Gold Medal 2023

O Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) anunciou que a professora Yasmeen Lari, primeira arquiteta do Paquistão, receberá a Medalha de Ouro Real de 2023 em arquitetura. O prêmio, uma das maiores honrarias da arquitetura e a primeira a ser pessoalmente aprovada pelo Rei Charles III, reconhece o trabalho de Yasmeen Lari em defender conceitos de construção de emissão zero de carbono para populações deslocadas. A Medalha de Ouro Real será oficialmente entregue a Yasmeen Lari em junho de 2023.

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Circadia: "A luz na arquitetura deve nos acompanhar para promover um equilíbrio físico e emocional"

A história da luz experimentou várias mudanças ao longo dos séculos, sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas. Além de servir como ferramenta para iluminar o mundo habitado, ela influencia diretamente a percepção do mesmo e a produção de objetos construídos. Cada tipo de projeto de iluminação se relaciona diretamente com um entendimento particular de qualidade, classe, interpretação, intenção e significado.

O legado de Jane Drew: uma pioneira para mulheres na arquitetura

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Em 1950, Le Corbusier foi convidado a projetar a nova capital do estado indiano de Punjab, a cidade de Chandigarh, após sua separação e recente independência. A oportunidade de criar uma nova utopia foi inigualável e agora é vista como uma das maiores experiências urbanas da história do planejamento e da arquitetura. A cidade foi formada por padrões viários em retícula ortogonal, de estilo europeu, e edifícios em concreto aparente — o auge dos ideais de Corbusier ao longo de sua carreira. Mas o que é menos conhecido sobre a concepção e realização de Chandigarh foi a mulher que trouxe para o projeto sua experiência em projetar habitações sociais em toda a África. Por três anos, trabalhando ao lado de Corbusier e ajudando-o a projetar alguns dos edifícios mais conhecidos de Chandigarh, esteve Jane Drew.

Prêmio Diversity in Architecture-DIVIA, dedicado a mulheres arquitetas, seleciona cinco finalistas

O Diversity in Architecture Award (DIVIA) selecionou suas cinco finalistas de uma lista de 29 indicadas: Tosin Oshinowo (Nigéria), May al-Ibrashy (Egito), Marta Maccaglia (Peru), Noella Nibakuze (Ruanda) e Katherine Clarke e Liza Fior (Reino Unido). O prêmio, dedicado às mulheres arquitetas, celebra as figuras femininas ao condecorar e validar o seu trabalho. Sediada em Berlim, a plataforma de prêmios promove a igualdade entre homens e mulheres e busca estabelecer um exemplo para a próxima geração de arquitetas mais jovens.

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Dia Internacional das Mulheres 2023: arquitetas inovadoras na vanguarda dos desafios globais

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O último ano viu grandes histórias protagonizadas por mulheres arquitetas. Kimberly Dowdell foi eleita a primeira presidente negra da AIA, Carol Ross Barney recebeu a Medalha de Ouro AIA 2023, Jeanne Gang ganhou o Prêmio Charlotte Perriand 2023, Frida Escobedo foi selecionada entre as 100 líderes emergentes pela TIME, Renée Gailhoustet foi laureada com o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy 2022, Liberdade Infinita, Um Mundo para uma Democracia Feminista foi inaugurada na Bienal do FRAC na França, e o ArchDaily apresentou o documentário Women in Architecture da SkyFrame, mostrando Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge, três arquitetas em três países diferentes, de contextos diversos, em momentos distintos de suas vidas e carreiras, mas com muitas coisas em comum.

Após perguntar em 2021 "por que ainda é importante falar sobre arquitetas”, e contribuir para "reequilibrar forças e ajustar narrativas" em 2022, em nossa terceira edição do Mês Internacional da Mulher, o ArchDaily se concentrará nas conquistas das arquitetas que trabalham especificamente em desafios globais encontrando abordagens inovadoras para os problemas atuais. Alinhado ao tema escolhido pelas Nações Unidas para o Dia Internacional da Mulher de 2023, voltado à inovação e tecnologia para a igualdade de gênero, o ArchDaily refletirá sobre o que é inovação diante dos desafios globais.

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Leitores do ArchDaily decidem quem deveria ganhar o Prêmio Pritzker 2023

Como parte de nossa tradição anual, perguntamos aos nossos leitores quem deveria ganhar o Prêmio Pritzker 2023, a premiação mais importante no campo da arquitetura.

O Prêmio Pritzker — financiado por Jay Pritzker por meio da Hyatt Foundation nos Estados Unidos — tem sido concedido a arquitetos vivos, independentemente de sua nacionalidade, cuja obra construída "produziu contribuições consistentes e significativas para a humanidade por meio da arte da arquitetura”.

Kazuyo Sejima e Phyllis Lambert são as vencedoras dos prêmios Jane Drew e Ada Louise Huxtable 2023

A co-fundadora do SANAA, Kazuyo Sejima, e a influente arquiteta canadense Phyllis Lambert receberam os prêmios Jane Drew e Ada Louise Huxtable, respectivamente, como reconhecimento por seu trabalho e compromisso com a excelência do projeto e por elevar o perfil das mulheres na arquitetura. O Prêmio Jane Drew de Arquitetura reconhece Kazuyo Sejima por suas realizações como arquiteta, enquanto o Prêmio Ada Louise Huxtable reconhece a contribuição de Phyllis Lamber na indústria arquitetônica em geral. Os dois prêmios são apresentados pelas publicações britânicas Architects’ Journal e The Architectural Review.

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Carol Ross Barney recebe a medalha de ouro AIA 2023

O American Institute of Architects No início de sua carreira, Barney trabalhou no Peace Corps ao lado do recém-formado Serviço de Parques Nacionais da Costa Rica. Desde então, seu trabalho tem sido baseado no princípio de que um bom design é um direito, não apenas um privilégio. Em 1981, depois de fundar seu escritório Ross Barney Architects em Chicago, sua cidade natal, ela recebeu uma bolsa itinerante que solidificou seu interesse por obras na esfera pública, um interesse que definiu o resto de sua carreira.(AIA) nomeou Carol Ross Barney como a ganhadora da medalha de ouro AIA 2023, a mais alta honraria anual da instituição. O prêmio reconhece e aclama o foco de Carol Ross Barney em excelência de design, responsabilidade social e generosidade. Através de seus projetos transformadores, ela tem se empenhado em tornar o mundo um lugar melhor e, segundo o júri, deixou “uma marca indelével na profissão”.

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ArchDaily seleciona as melhores Novas Práticas de Arquitetura de 2023

25 escritórios, práticas, profissionais autônomos e startups de 5 continentes e 18 países foram selecionados pela iniciativa Novas Práticas 2023, a mais recente edição da pesquisa anual do ArchDaily, realizada desde 2020, que busca lançar luz sobre aqueles profissionais que estão se destacando na arquitetura em tempos instáveis e de grandes desafios.

A iniciativa buscou não apenas arquitetos, mas também profissionais cuja prática se localiza dentro da definição mais ampla de arquitetura, convidando-os a compartilhar sua missão e visão de futuro. Como resultado, a edição de 2023 reúne arquitetos, paisagistas, pesquisadores, curadores, ativistas, escritores e duas startups inovadoras — a empresa de construção modular U-Build e a Rayon, que se unem à empresa de gerenciamento de construção Monograph, à startup de transição energética Baupal, à plataforma de design on-line CANOA e à empresa de habitação feita com impressão 3D ICON.

Johanna Meyer-Grohbrügge e a espacialização do conteúdo

Do momento em que despretensiosamente começou os estudos de arquitetura, até se apaixonar pela complexidade do campo e pela multiplicidade de suas camadas, Johanna Meyer-Grohbrügge ficou impressionada com a natureza dual da arquitetura; seu aspecto intelectual e resultado físico. Fundadora da Meyer-Grohbrügge em Berlim, a arquiteta e seu estúdio buscam espacializar conteúdos, criar relacionamentos e encontrar soluções para a convivência.

Junto a Toshiko Mori e Gabriela Carrillo, Johanna Meyer-Grohbrügge faz parte do novo documentário Women in Architecture, que estreará no dia 3 de novembro de 2022. O filme, realizado por Sky-Frame em colaboração exclusiva com o ArchDaily e direção de Boris Noir, é um catalisador para o debate e reflexão em torno de um dos temas mais urgentes na arquitetura.