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Mobilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Doze sistemas de transporte público do mundo e como influenciam a mobilidade urbana

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Esta série de mapas elaborados pelo Centro de Estudos Urbanos LSE Cities, da Escola de Economia e Ciência Política da Universidade de Londres, apresenta a infraestrutura de transporte público de doze cidades do mundo.

Segundo a instituição, "a infraestrutura de transporte é um fator crítico da forma urbana", uma afirmação que sustenta e que, em grande medida, determina a densidade ou expansão de uma cidade, além da localização das populações e centralização das funções econômicas.

Como resultado, as áreas urbanas onde se localizam os sistemas de ônibus, metrô e trem acabam influenciando na acessibilidade dos habitantes ao transporte público e na ocupação do espaço urbano.

Berlim planeja impedir a circulação de veículos privados em sua principal avenida até 2019

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Unter del Linden é o principal bulevar de Berlim e, em seu um quilômetro e meio de extensão, entre a Brandenburger Tor e a Schlossbrücke, é acompanhada de importantes edifícios, entre os quais embaixadas, museus e universidades, além de restaurantes e estabelecimentos comerciais.

Em 2010 teve início a ampliação da linha U5 do metrô, e um trecho da mesma, conhecido como U55, passaria por baixo do bulevar. Antes do início das obras, passavam diariamente cerca de 30 mil veículos pela avenida, porém, esta cifra caiu para 8 mil após as obras.

Países Baixos inauguram faixa de pedestres luminosa que deixa as pessoas mais visíveis

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Dar visibilidade aos pedestres -- os usuários mais vulneráveis do espaço público -- e, assim, aumentar a segurança viária é o objetivo dessa nova faixa de pedestres inaugurada no final de novembro na cidade de Brummen, Países Baixos.

Projetado pelo escritório holandês Lighted Zebra Crossing e entregue gratuitamente ao município, esta faixa de pedestres torna mais visíveis as pessoas, sobretudo à noite, quando não há luz natural. Cada ima das faixas brancas paralelas conta com placas de luz que permanecem sempre acesas, e não apenas quando há pessoas trafegando.

5 fatores que tornam os bairros caminháveis

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A experiência de caminhar por um bairro pode ser muito mais agradável se o espaço público apresentar algumas características. Algumas têm relação com os principais pontos de interesse, outras com as dimensões das calçadas e ruas, ou ainda, com os serviços e comércios disponíveis. 

Com o objetivo de identificá-las e, assim, promover sua aplicação em diferentes cidades (sem esquecer do contexto específico de cada caso), a arquiteta e planejadora Liz Treutel, identificou cinco fatores presentes nos bairros caminháveis. Veja-os a seguir.

Palestra TEDx com o urbanista Mikael Colville-Andersen: A cidade de tamanho natural

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Quando se fala de Copenhague e sua cultura ciclista, é quase impossível não citar o especialista em mobilidade urbana Mikael Colville-Andersen.

De origem canadense, porém residindo a muitos anos na capital dinamarquesa, este urbanista é uma das referências globais em termos de cidades na escala humana e na promoção dos meios de transporte sustentáveis, especialmente a bicicleta. 

Polônia inaugura calçada e ciclovia que brilham à noite

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A primeira cidade a instalar uma ciclovia solar que brilha à noite foi Neunen, nos Países Baixos, onde viveu o artista Vincent van Gogh. Por este mesmo fato a ciclovia foi inspirada em uma das obras mais famosas do pintor, o quadro A Noite Estrelada.

Agora foi a vez de Lidzbark Warminski, uma cidade no norte da Polônia, que acaba de inaugurar uma ciclovia que faz uso da mesma tecnologia, porém, localizada na zona rural. 

3 ideias para criar cidades para pessoas, segundo Gehl Architects

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Orientar o desenho das cidades para as pessoas é uma diretriz que vem cada vez mais norteando o desenvolvimento das cidades. Assim, planejadores e autoridades vêm retomando a escala humana e colocando os pedestres em primeiro plano, em detrimento dos automóveis.

Exemplo disso são os projetos realizados em espaços que antes eram dominados por automóveis e que agora estão abertos para pedestres e ciclistas, entre os quais se destacam a pedestrianização da Times Square e a demolição de rodovias.

Alemanha se prepara para um futuro sem carros a combustão

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Para aqueles que ainda menosprezam as mudanças climáticas e os impactos que o homem tem gerado no planeta, atitudes enérgicas de grandes países podem emitir um alerta difícil de ignorar. Uma decisão do parlamento alemão pode representar uma mudança de maré para a quantidade de CO2 emitida pelos carros no país.

No mês passado, o Bundestag, o conselho federal dos 16 estados da Alemanha, aprovou uma resolução para banir os carros movidos a gasolina e a diesel até 2030. O país é uma das maiores indústrias automobilísticas do mundo e a maior da Europa. O setor também é um dos mais importantes para o país, tendo 44 milhões de carros registrados em 2013. No entanto, o idealizador da iniciativa é o Vice-Ministro da Economia Rainer Baake. “O fato é que não houve qualquer redução nas emissões de CO2 advindas do transporte desde 1990. Nós não temos ainda a solução para cortar as emissões dos caminhões, mas nós temos respostas para os carros.”

Reduzir a velocidade para preservar vidas

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Uma das medidas adotadas para reduzir o número de mortes no trânsito é a redução dos limites de velocidade. Ao redor do mundo, mais de uma centena de países já estabeleceram o limite de 50 km/h recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para vias urbanas. Em áreas com grande circulação de pedestres e ciclistas, praticam-se velocidades ainda menores, como 30 km/h ou menos.

Reduzir os limites de velocidade é uma tendência contemporânea em cidades que priorizam o direito à vida. Todos o dias as ocorrências de trânsito, como colisões e atropelamentos, fazem novas vítimas e essa questão deve ser tratada com urgência e prioridade. O trânsito mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo, o equivalente à queda, sem sobreviventes, de 2,6 mil aviões Boeing. No Brasil, é mais provável morrer em um acidente de trânsito do que em decorrência de um câncer ou mesmo por homicídio.

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Instituto Corrida Amiga lança manual do transporte a pé

Construído de modo colaborativo pelo voluntariado da Corrida Amiga, equipe do The Run Commuter, equipe da Lobo Assessoria Esportiva, Nutrição Esportiva Serena Del Favero e orientações da profissional de educação física Nathália Maria Zampronha, o Guia de Deslocamento Ativo oferece dicas e sugestões de como tornar suas caminhadas e corridas pela cidade mais agradáveis e seguras.

Grimshaw é selecionado para projetar o pavilhão da sustentabilidade na Expo 2020 Dubai

O escritório Grimshaw divulgou novas imagens e um vídeo de seu projeto para o Pavilhão Sustentável na Expo 2020 Dubai. Com a intenção de "iluminar a engenhosidade e as possibilidades da arquitetura na medida em que a sociedade busca estratégias inteligentes para uma qualidade de vida sustentável", o pavilhão se une a projetos de Foster + Partners e BIG para criar as três principais estruturas da Expo, cujo masterplan foi desenvolvido por HOK.

Nova Iorque cria plano com 105 iniciativas para melhorar a mobilidade urbana

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Nova Iorque quebrou recordes em 2015, tanto em relação aos habitantes como aos turistas. O primeiro diz respeito ao número de habitantes: a cidade atingiu a cifra de 8,5 milhões, meio milhão a mais que há 15 anos. O segundo é referente ao número de turistas: 58,3 milhões, 65% a mais que em 2000.

O lado positivo de ambos os recordes batidos é que refletem o quão atraente se tornou a cidade, tanto para viver como para visitar. No entanto, para o Departamento de Transportes (DOT), as cifras também explicam porque o sistema de transportes da cidade está congestionado, o que impôs um novo desafio: como melhorar a experiência dos percursos com o menor impacto possível no meio ambiente, aumentando, por sua vez, a segurança pública?

Suécia faz testes com ônibus que detecta pedestres e ciclistas

No trânsito, ninguém é mais indefeso e frágil do que o pedestre. Quem vive o trânsito sabe disso. Depois, vem o ciclista, o segundo mais vulnerável na escala de fragilidade. Pensando nisso, a multinacional Volvo desenvolveu uma tecnologia que detecta estes usuários quando eles estão no sistema viário. A nova funcionalidade foi apresentada na Alemanha, esta semana, e consiste em um sistema de câmera, que ao detectar um pedestre ou um ciclista próximo ao ônibus, emite alerta sonoro para todos os atores envolvidos, inclusive o motorista.

A funcionalidade será instalada nos ônibus elétricos da empresa por se tratarem de veículos mais silenciosos, e portanto, com mais riscos de trafegarem desapercebidos. Segundo a Volvo, a tecnologia será testada na Linha 55 em Gotemburgo, na Suécia, ainda este ano. A inclusão definitiva do sistema nos veículos vendidos pela fabricante deve começar em 2017, na Europa.

A estratégia de Amsterdã para se adequar ao aumento do uso de bicicletas

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Em qualquer parte do mundo, Amsterdã é sinônimo de bicicletas. Esta rápida associação é explicada pelo crescimento de 40% no uso desse modal em pouco mais de 20 anos; além disso, diariamente, 58% de seus habitantes pedalam mais de 2 milhões de quilômetros, o que faz dela uma das cidades mais preparadas do mundo para o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, segundo o Ranking Copenhaguenize 2015.

Pesquisa mostra insatisfação com transporte público em dez capitais

Levantamento inédito sobre mobilidade urbana feito em dez capitais brasileiras capta a insatisfação de trabalhadores que utilizam transporte público. De acordo com a pesquisa “Mobilidade para ir e vir do trabalho”, realizada pela empresa Vagas.com com 3.208 questionários, 45% dos entrevistados têm percepção ruim ou péssima do uso do ônibus no trajeto casa-trabalho, trabalho-casa. No caso dos trens, o índice de ruim ou péssimo é 44%. 

Brasília (59%), Recife (57%), Salvador (49%) e Belo Horizonte (48%) foram as cidades que concentraram as piores avaliações (péssimo e ruim) dos passageiros de ônibus. No caso dos trens, foi em São Paulo onde houve maior percentual de péssimo ou ruim (47%). A rejeição ao metrô é menor (28%) na média verificada nas dez capitais do país. 

Como a ilusão ótica protege os pedestres na Índia

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A Índia é um dos países com os indicadores de mortes em trânsito mais altos do mundo, segundo o último “Informe sobre a situação mundial de segurança viária”, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De fato, em 2015, mais de 200 mil pessoas morreram em acidentes, um número que é consideravelmente mais alto do que 2014, quando 141.526 habitantes faleceram pela mesma causa.

Lei aprovada em São Paulo pagará a quem utilizar a bicicleta para ir ao trabalho

Foi aprovada esta semana uma lei que define que quem se deslocar ao trabalho de bicicleta pela cidade de São Paulo terá direito a um incentivo financeiro. O texto substitutivo ao PL 147/2016, de autoria do vereador Police Neto, foi aprovado na íntegra. A Lei 16.547, que cria o Programa Bike SP, foi sancionada no dia 21 de setembro e publicada no dia seguinte no Diário Oficial.

Pela proposta negociada entre o vereador e a prefeitura, o Bilhete Único passa a ser o Bilhete da Mobilidade. Quem fizer uma parte do percurso diário de bike passará a acumular créditos que serão calculados conforme a distância, o local e o horário percorridos, e poderão ser resgatados em dinheiro ou consumidos em uma rede credenciada de serviços.

Os benefícios das cidades caminháveis para seus habitantes

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"Cities Alive: Towards a walking world" é uma das mais recentes publicações da companhia de desenho, engenharia e planejamento urbano Arup, na qual é aprofundada a discussão do papel das caminhadas no desenvolvimento das cidades.

Embora algumas cidades deem preferência para os deslocamentos a pé no momento de projetar espaços públicos, existem outras que ainda têm um longo caminho a percorrer nesse sentido, começando pela adoção de um paradigma de mobilidade que priorize os meios de transporte sustentáveis (caminhadas, bicicleta e transporte coletivo). 

O presente estudo da firma londrina começa identificando algumas ações que foram implementadas em 80 cidades tão diversas como Los Angeles (EUA), onde apenas 4% dos deslocamentos diários são realizados a pé, e Istambul (Turquia), onde este mesmo índice passa a 48%.