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MIT Media Lab: O mais recente de arquitetura e notícia

Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina

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Em 1968, o designer de mobiliário e professor da RCA David Pye publicou The Nature and Art of Workmanship, livro estruturado em torno da distinção entre o "ofício do risco" (workmanship of risk) e o "ofício da certeza" (workmanship of certainty). Pye não estava escrevendo sobre arquitetura e, a despeito de como essa expressão é empregada hoje, tampouco tratava propriamente do embate entre mãos e máquinas. Ele destacava que uma prensa tipográfica, embora inteiramente mecânica, ainda depende de alguém que avalie a tinta e o registro, ao passo que um/a profissional do torno de madeira, trabalhando manualmente, pode seguir um modelo de forma tão rigorosa que quase nada é deixado ao acaso.

O ofício do risco, na definição de Pye, refere-se a qualquer processo em que o resultado final não é previamente determinado, mas depende do julgamento, da destreza e da atenção de quem o executa enquanto o trabalho está em andamento. O ofício da certeza representa a condição oposta, uma vez que o resultado é estabelecido antes mesmo de a produção começar — fixado em um gabarito, molde ou programa —, de modo que todas as etapas seguintes se limitam à execução. Pye teve o cuidado de observar que nenhum dos modos é intrinsecamente superior, e que uma máquina de controle numérico, calibrada para admitir desvios, pode estar mais próxima do risco do que uma ferramenta manual operada sob um modelo rígido.

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Materiais do futuro: a arquitetura dos biocompósitos

A arquitetura nasce dos materiais. Entre estrutura, luz, movimento e conforto, os materiais moldam profundamente nossas experiências. Mas os materiais também mudam com o tempo, novos tipos são criados, e uma ampla gama de montagens e técnicas de construção são introduzidas. Cada vez mais, arquitetos e designers estão analisando as possibilidades de materiais compósitos feitos com elementos naturais.

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Neri Oxman e SOM entre os vencedores do Prêmio de Design da Fast Company

De tijolos intertravados feitos com impressão 3D à estação de trens de SOM na Florida, a Fast Company elegeu 13 vencedores para o 2015 "Innovation By Design Awards". Cada vencedor foi selecionado dentre 1.500 projetos de todo o mundo por ser considerado uma "grande ideia" com "detalhes meticulosamente pensado" e um "ponto de vista claro sobre como vivemos agora - e como isso pode melhorar."

Entre os vencedores deste ano estão:

Impressão 3D e biomimética: Como a natureza influenciará o ambiente construído do futuro

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A biomimética está rapidamente emergindo como uma das próximas fronteiras arquitetônicas. Novos processos de fabricação como as impressões 3D, somados à tendência de conceber edifícios ambientalmente mais sustentáveis, originou uma onda de projetos que derivam de fenômenos naturais ou, até mesmo, que são construídos com matéria biológica. Um recente exemplo desta tendência é a instalação “Hy-Fi,”, projeto concebido para o MoMA PS1 desse ano e construído com tijolos orgânicos. Outros projetos como o Silk Pavilion do MIT Media Lab levam a inovação biológica ainda mais longe ao empregar processos biométricos de construção - cerca de 6.500 "bichos da seda" teceram a membrana do Silk Pavilion. "Animal Printheads" (algo como "cabeçotes animais") como Geoff Manaugh os chama em seu artigo "Architecture-By-Bee and Other Animal Printheads", já provaram ser uma parte viável dos processos de fabricação na arte - e, talvez no futuro, também do ambiente construído. Mas o que acontece quando humanos modificam animais para que "imprimam" outros materiais?

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