
-
Arquitetos: AIA Estúdio
- Área: 260 m²
- Ano: 2026
-
Fabricantes: Dameg, Falconi, Nubia Lisboa, Santa Irreverencia, Tensoflex



O design de interiores tem se tornado cada vez mais um tema de interesse entre arquitetos/as e designers. Com o aumento do tempo passado em ambientes internos recentemente, os/as profissionais têm experimentado com seus espaços e explorando diferentes abordagens de escala, conforto e estética. Como tudo o mais, o design é altamente influenciado por fatores externos; qualquer mudança no estilo de vida das pessoas influencia a forma como elas respondem a ele, seja consciente ou inconscientemente. E embora essa dinâmica seja frequentemente vista na moda ou no design gráfico, ela também tem se destacado no design de interiores. Após anos de espaços lineares, de linhas retas e refinados, as silhuetas curvas ressurgiram, tornando-se uma das principais tendências de design de interiores em todo o mundo.

Qual a relevância do uso da cor na arquitetura? Ao longo da história, encontramos diversos cenários em que a cor assume o protagonismo na sua integração com a obra arquitetônica. Atualmente, isso não é diferente. Isso se deve ao fato de a cor ser um meio capaz de provocar emoções e reações profundas e imediatas em quem a observa. Por esse motivo, a cor desempenha um papel importante na leitura arquitetônica, tendo o poder de evidenciar os componentes que a conformam ou, pelo contrário, alterar a percepção da obra ou do espaço.
A lista a seguir apresenta diversos projetos de residências ibero-americanas que adotaram uma abordagem particular da cor em sua composição. Nelas, vemos a concepção da cor como elemento integrador da obra ou como meio de destacar um elemento em particular, seja ele interno ou externo.

Ao projetar espaços de dimensões reduzidas, a adoção de uma configuração e distribuição eficientes é determinante para a experiência de seus/suas usuários/as e para o desenvolvimento fluido das atividades e tarefas a serem realizadas. No caso de bares e restaurantes, profissionais de arquitetura e de design de interiores buscam, diariamente, atender às necessidades de clientes, funcionários/as e proprietários/as, levando em consideração desde as instalações e tecnologias necessárias até os serviços, ambientações e mobiliário adequados ao tipo de gastronomia oferecido.

O que é a simetria na arquitetura? Por que ela é utilizada para projetar espaços? Que vantagens e desvantagens ela apresenta em relação a outras ferramentas de projeto, como a rotação, translação e/ou repetição? A arquitetura contemporânea evolui dia após dia, implementando diferentes estratégias para criar espaços habitáveis onde as pessoas possam realizar suas atividades cotidianas, atender às suas necessidades, entre outras funções. Considerando a simetria como um possível meio de organização, distribuição e movimento no plano, a arquitetura se expressa e se comunica em grande parte por meio de recursos gráficos (planimetrias, volumetrias, fotografias, etc.) em uma relação que busca a convivência harmoniosa, na maioria dos casos, entre espaços, proporções e escalas.

Para além da ampla variedade de particularidades paisagísticas, ambientais, econômicas, sociais e culturais que distinguem cada região da América Latina, a renovação dos espaços internos que compõem a vida doméstica geralmente apresenta uma abordagem focada em alcançar a maior integração possível dos ambientes, somada à busca por flexibilidade, amplitude e melhores condições de ventilação e iluminação natural. Com o objetivo de valorizar os espaços em desuso e/ou dar-lhes uma nova vida, as reformas se propõem a transformar os modos de habitar por meio de estratégias capazes de abranger a restauração de materiais, a preservação de estruturas, a manutenção de instalações, entre outras ações.

O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o arquiteto Tom Kundig, sócio e diretor de design da Olson Kundig, para conversar sobre sua infância cercada por artistas e arquitetos/as; montanhismo, esqui e uma experiência de quase morte; sua filosofia e visão positiva de vida; a prática profissional e a parceria com Jim Olson; processos arquitetônicos, ferramentas e sua experiência com a materialidade; a abertura de um escritório em Nova York e muito mais.

Até o dia 18 de novembro, acontece a Bienal Pan-Americana de Arquitetura de Quito (BAQ2022) na Casa de la Cultura Ecuatoriana. Organizada pelo Colegio de Arquitectos del Ecuador, Provincial de Pichincha (CAE-P), a bienal vem sendo realizada desde 1978 com o objetivo de promover o diálogo, o intercâmbio e a reflexão sobre a arquitetura e a cidade contemporânea. Nesta edição, a proposta é abordar a temática intitulada “Inflexões: Voltar a ver”, com o objetivo de oferecer um espaço para a discussão e o debate sobre a arquitetura em torno dos momentos de inflexão na história.

A importância da iluminação no design de interiores é inquestionável: quando bem executada, ela não apenas acenta os elementos arquitetônicos de um espaço, mas também faz com que os/as habitantes se sintam à vontade. Como explica Carmelo Zappulla, do estúdio de iluminação External Reference, em uma entrevista à Architonic, a luz é uma ferramenta crucial para adicionar um elemento emocional e "animar um espaço".
Há uma infinidade de opções de iluminação artificial disponíveis. A escolha da melhor opção geralmente depende da natureza do interior em questão e do efeito espacial desejado. Uma das técnicas mais comuns é a iluminação indireta. Esse recurso utiliza luminárias para direcionar a luz sobre superfícies que atuam como refletores, suavizando os raios emitidos para evitar feixes concentrados e volumosos, em prol de um brilho distribuído de maneira mais uniforme.

Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.

À medida que a variabilidade climática se intensifica, tempestades extremas estão se tornando mais frequentes em algumas regiões, enquanto a escassez de água se agrava em outras. Arquitetos e arquitetas são cada vez mais instados a reconsiderar como as edificações lidam com a chuva, encarando-a como uma força ambiental e um recurso de projeto. Como a arquitetura pode ir além de simplesmente escoar o excesso de água para coletá-la, armazená-la e reutilizá-la ativamente? O que significaria tratar a água da chuva como um material que molda espaços resilientes e significativos?

No campo da arquitetura e da construção, o conceito de reutilização de materiais está vinculado à economia circular e à redução da pegada de carbono, em busca de consolidar um futuro mais sustentável e responsável. Ao incorporar práticas de reciclagem, recuperação, restauração e/ou reutilização de materiais de demolição, o aproveitamento de recursos aliado à redução do consumo de energia viabiliza a experimentação com técnicas, aplicações e novas materialidades que celebram a memória dos espaços e, ao mesmo tempo, dão nova vida tanto a interiores quanto a exteriores.

O território latino-americano abrange uma grande variedade de climas, atmosferas e temperaturas ao longo de toda a sua extensão. Em meio a paisagens florestais, selvas ou à beira-mar, diversos/as profissionais de arquitetura optam por projetar cabanas imersas em ambientes naturais, buscando promover uma maior conexão com a natureza ao se afastarem da cidade. Embora a experimentação com diferentes materiais e técnicas locais aproxime ainda mais a arquitetura das tradições do lugar e crie uma diferenciação clara entre as produções de cada região, a aplicação de inovações tecnológicas ou novos materiais de construção é capaz de oferecer soluções com maior resistência às mudanças climáticas, além de colaborar com a manutenção a curto e longo prazo, os prazos de execução da obra, entre outros fatores.

Como parte da nossa retrospectiva 2023: Retrospectiva do Ano, no ArchDaily revisitamos e refletimos sobre as publicações deste ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em nossa plataforma quando se trata de obras construídas, despertando o interesse de usuários e usuárias de todo o mundo.

A incorporação de materiais locais na arquitetura ganha cada vez mais protagonismo diante da necessidade de encontrar novas formas de construção mais sustentáveis e que contribuam para combater a crise climática atual. Ao compreender o comportamento dos diferentes materiais e suas principais propriedades construtivas, diversos/as profissionais da arquitetura apostam no uso do bambu, buscando desenvolver estratégias e implementar metodologias que viabilizem sua aplicação tanto nas estruturas de seus projetos quanto nos fechamentos e demais elementos que compõem os espaços.

Apartamentos urbanos são frequentemente elogiados pelo uso inteligente do espaço, mas como tem sido sua abordagem em relação às cores? Incorporar cores de forma pensada vai além de uma decisão estética; tem o potencial de moldar respostas emocionais, influenciar o humor e criar ilusões espaciais. Pesquisas em psicologia das cores mostram que as cores afetam nossas reações sociais, culturais e psicológicas, tornando-se ferramentas de projeto poderosas. Variações de azul, por exemplo, demonstraram retardar a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais despertas e alertas, enquanto tons de verde aliviam a tensão do sistema nervoso, ajudando-nos a sentir mais calma e equilíbrio. A cor nos espaços arquitetônicos pode inclusive alterar nossa percepção, criando ilusões de profundidade, movimento e textura que influenciam a maneira como vivenciamos o espaço. Tons mais quentes, como laranjas e vermelhos, tendem a tornar o ambiente mais íntimo e acolhedor, ao passo que brancos e azuis frios conferem uma sensação de abertura, fazendo com que os espaços pareçam mais altos e amplos.

Imagine entrar em um ambiente que compreende você por completo, conhece seus hábitos e trabalha ativamente para apoiar seu bem-estar como ocupante. A qualidade do ar poderia ser monitorada e gerenciada, e os ritmos circadianos dos ocupantes poderiam ser rastreados para sugerir estados ideais de produtividade. Profissionais de design de interiores e arquitetura corporativa vêm considerando a saúde e o bem-estar de quem ocupa o espaço em seus projetos para os escritórios do futuro. Ao especular sobre o que o amanhã nos reserva, há argumentos sólidos de que a arquitetura e o design de interiores sencientes serão forças disruptivas na maneira como interagimos com nossos ambientes de trabalho.