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Madelon Vriesendorp: O mais recente de arquitetura e notícia

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Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos

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Em tese, participar de um concurso de arquitetura é um dos maiores desafios na trajetória de um/a estudante de arquitetura. O grande atrativo para os/as estudantes é a oportunidade de experimentar, abordando um programa vagamente definido que abre espaço para testar ideias não convencionais e ferramentas desconhecidas fora do ritmo do semestre letivo. Esse distanciamento das avaliações formais é um desdobramento relativamente recente, já que os concursos outrora desempenhavam um papel central no ensino de arquitetura.

Na École des Beaux-Arts, o ensino dividia-se entre o ateliê — onde os/as estudantes desenvolviam projetos sob a orientação de um/a arquiteto/a atuante — e o concurso, no qual um júri de professores/as avaliava o trabalho sem ter acompanhado seu desenvolvimento. Esse modelo foi posteriormente levado a escolas como o MIT, a Penn, e a Cornell por docentes com formação francesa. Com o tempo, a maioria das escolas manteve o ateliê, que se transformou no estúdio de projeto, e relegou os concursos às margens do currículo acadêmico.

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Elia Zenghelis, cofundador do OMA e educador de arquitetura, falece aos 89 anos

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Elia Zenghelis, arquiteto grego, cofundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA) e um dos mais influentes educadores de arquitetura do final do século XX, faleceu ontem, 30 de agosto de 2026, aos 89 anos. Sua morte marca a partida de uma figura cuja influência no pensamento arquitetônico foi muito além dos edifícios que projetou, moldando a formação intelectual de várias gerações de arquitetos/as ao longo de décadas de docência na Europa e nos Estados Unidos.

Nascido em Atenas em 1937, Zenghelis estudou arquitetura na Architectural Association School of Architecture (AA) em Londres, concluindo seus estudos em 1961. Integrou o escritório Douglas Stephen and Partners, onde trabalhou até 1971, ao mesmo tempo em que iniciava sua trajetória docente na AA, em 1963. Na instituição, tornou-se uma voz proeminente em defesa de um discurso arquitetônico mais radical e de vanguarda, contribuindo para transformar a AA em um terreno fértil para ideias radicais.

Amanda Levete é reconhecida com o Prêmio Jane Drew 2018 para mulheres na arquitetura

A arquiteta britânica Amanda Levete foi escolhida como vencedora do Prêmio Jane Drew 2018 para mulheres na arquitetura, em reconhecimento "a uma arquiteta que, através do sério compromisso com o exercício profissional, tem fortalecido o importante papel que as mulheres sempre desempenharam na prática da arquitetura."

Amanda Levete é fundadora do escritório de arquitetura de Londres, AL_A. A generosa arquiteta chegou a dividir com o seu antigo escritório metade do Prêmio Stirling, que ganhou na época em nome do escritório Future Systems, o qual dirigia com seu então marido, Jan Kaplický. Juntos, projetaram edifícios que mudaram paradigmas na arquitetura e foram amplamente aclamados pela crítica, como o Birmingham Selfridges e o Media Center, vencedor do Prêmio RIBA Stirling em 1999.

Em 2009 a arquiteta abandonou o Future Systems para então criar o AL_A, onde desde então vem traçando seu próprio caminho com sucesso indiscutível através de projetos corajosos e arrojados. Alguns dos trabalhos mais conhecidos da empresa incluem o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) em Lisboa, o Centro Comercial da Embaixada Central em Bangkok, o MPavilion de 2015 em Melbourne e a recém-inaugurada ampliação do museu V&A em Londres.