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Arquitetos: Adalberto Dias Arquitecto lda
- Área: 6690 m²
- Ano: 2025


Em 1948, Robert Moses estabeleceu o Aterro de Fresh Kills na costa oeste de Staten Island. O local, escolhido por sua área pantanosa remota e pelo baixo valor da terra, deveria ser temporário; no entanto, em 1955, já era o maior aterro do mundo, chegando a receber até 29 mil toneladas de resíduos por dia em seu pico, em 1991. Em 2001, após mais de cinquenta anos de operação contínua, Fresh Kills cobria 2.200 acres (cerca de três vezes a área do Central Park) e era, de modo nada espetacular, visível do espaço. No início, Moses não pretendia projetar um lixão, mas sim — sem usar essa palavra — uma nova topografia com quatro colinas artificiais que se elevavam a até sessenta metros acima do nível do mar, construídas inteiramente a partir dos resíduos acumulados do cotidiano de oito milhões de pessoas.
Essa topografia está agora, lentamente, se transformando em um parque. O escritório James Corner Field Operations venceu o concurso internacional de projetos lançado pela prefeitura em 2001, desenvolvendo um plano diretor chamado Lifescape, que levará trinta anos para ser concluído. As quatro colinas do aterro estão sendo seladas, cobertas de vegetação e gradualmente abertas ao público. O metano proveniente da decomposição dos resíduos é capturado e direcionado para uma rede de energia, ao mesmo tempo em que as áreas úmidas são restauradas ao redor das colinas artificiais. Um vestígio do consumo de Nova York transformado em uma façanha da engenharia ecológica e em um ato de gestão da memória institucional — uma maneira de fazer com que a paisagem mais constrangedora da cidade pareça, aos poucos, com algo que ela sempre deveria ter sido.







MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.




