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Jogos Olímpicos 2016: O mais recente de arquitetura e notícia

De conchas de madeira a painéis de policarbonato: os materiais que moldam espaços esportivos flexíveis

O Coliseu Romano é indiscutivelmente o local versátil mais icônico do mundo. Embora essa estrutura não tenha sido projetada para atividades esportivas, sediou diversos eventos, desde os conhecidos combates de gladiadores até performances teatrais e a dramática naumachia (batalhas navais). Isso demonstra que o uso flexível do espaço é relevante desde os tempos antigos. Séculos depois, no contexto do sempre mutável ambiente construído e desenvolvimento urbano, os locais esportivos também evoluíram, tornando-se exemplos notáveis de espaços multifuncionais.

Esses complexos atléticos se transformaram de locais altamente especializados em estruturas dinâmicas e multifuncionais. Seja sediando grandes eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, ou servindo como pontos de encontro para comunidades locais, esses espaços encontram um delicado equilíbrio entre atender às necessidades de esportes específicos e manter a flexibilidade para acomodar uma variedade de atividades. Como essas funções diversas coexistem e se interconectam? Esta análise explorará como as instalações esportivas são configuradas como centros flexíveis para outras disciplinas e atividades do dia a dia.

Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais

A primeira vila olímpica da história foi construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris. Antes disso, os atletas se hospedavam em hotéis, albergues, escolas, quartéis e até mesmo nos barcos em que viajavam para as cidades-sede. Pierre de Coubertin, co-fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi o idealizador da vila inaugural ao perceber que seria economicamente mais viável abrigar atletas em estruturas novas e temporárias do que em hotéis, enquanto as vilas poderiam incutir também um senso de comunidade entre os competidores internacionais.

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Concurso propõe a reutilização de peças de concreto remanescentes das obras de expansão do Metrô do Rio de Janeiro

O ReConvexo - Concurso Internacional de Ideias para estudantes e recém formados em arquitetura, artes e design - foi uma iniciativa do DAU [Departamento de Arquitetura e Urbanismo] da PUC-Rio, organizado pelos professores Pedro Lobão, Mariana Vieira e Felipe Rio Branco como desdobramento de um outro concurso - o RePerimetral - realizado em 2014 com o mesmo objetivo, o de abrir mais um campo de debate e crítica sobre a produção de arquitetura e urbanismo no Rio de Janeiro em um cenário pré-Jogos Mundiais de 2014 (no caso do RePerimetral) e pós-Jogos Olímpicos 2016 (ReConvexo).

O edital propôs o reaproveitamento das 6.784 aduelas (peças de concreto) remanescentes das obras de expansão do Metrô do Rio de Janeiro, produzidas para a execução do túnel de conexão entre a Linha 4 e a Estação da Gávea trecho que nunca chegou a ser executado. As aduelas representam nesse caso parte do legado olímpico, a margem de erro do planejamento errático da cidade para os grandes eventos e os trabalhos premiados tratam essas questões com muita delicadeza.

O júri formado pelo arquiteto Otávio Leonidio, pela arquiteta Juliana Sicuro e pelo artista plástico Milton Machado, selecionou um projeto vencedor e concedeu menção honrosa a outros dois trabalhos. Conheça o projeto vencedor abaixo, desenvolvido por Erick M. Bromerschenckel e Loan Tammela:

Consciência ambiental, urbanização e Gisele marcam a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016

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Na última sexta-feira, 5 de agosto, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi palco da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Acompanhada por um público de mais de 60 mil pessoas e outras 3 bilhões que assistiram ao evento televisionado, não é exagero afirmar que o mundo estava vendo a “cidade maravilhosa”.

100 histórias, 100 remoções, 100 casas destruídas pelos Jogos Olímpicos 2016

O Projeto 100 consiste em um conjunto de reportagens que busca investigar o que aconteceu após as remoções causadas pelas grandes obras construídas para a Olimpíada de 2016. É o momento em que a sede jornalística pelo fato noticioso tende a murchar, deixando de lado uma parte vital da história: para onde as famílias foram removidas? As vidas das pessoas melhoraram? As promessas do poder público foram cumpridas?

Não existem dados oficiais detalhados e verificáveis sobre as remoções olímpicas no Rio, que se somam às massivas demolições ocorridas em nome da Copa do Mundo em 2014. Diante da falta de informações sobre essa penosa política, os idealizadores do projeto decidiram fazer o óbvio: escutar as famílias expulsas de suas casas.