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Infraestrutura Verde: O mais recente de arquitetura e notícia

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Projetando o entre-lugar: das intervenções táticas à política urbana em Barcelona

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Na Europa, as cidades enfrentam o desafio de adaptar as condições urbanas existentes a um clima em transformação e a verões cada vez mais quentes, ao mesmo tempo em que melhoram o acesso à natureza, a espaços públicos de qualidade e aos recursos da rotina diária. O ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe que atua em nove cidades europeias, aborda esse desafio por meio da renaturalização urbana na escala do bairro. Combinando estratégias para bairros completos, espaços comunitários e soluções baseadas na natureza para cidades, o projeto de Barcelona examina como a adaptação climática se insere nos espaços residuais e periféricos da vida cotidiana. Como parte de uma série que acompanha o ReGreeneration pelas cidades participantes, este artigo se volta para Barcelona, onde o projeto atua no bairro de Trinitat Nova para explorar como espaços urbanos pequenos e muitas vezes negligenciados contribuem para modelos mais amplos de regeneração.

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Terras Planas, Água Oculta: Arquitetura sobre Terras Conquistadas

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As terras conquistadas à água são frequentemente apresentadas como um novo solo: plano, disponível e pronto para a arquitetura. Elas prometem mais espaço às cidades onde a terra é escassa, permitindo-lhes estender frentes de água e construir distritos culturais. Em alguns casos, essas novas áreas conquistadas também se convertem em centros financeiros, dão origem a parques e projetam futuros além dos limites do território existente. No entanto, a terra conquistada nunca é apenas terra. Trata-se de uma superfície de engenharia, produzida por meio de aterros, diques, sistemas de drenagem e estabilização do solo — uma negociação de longo prazo com a água que ela afirma ter deslocado.

Isso faz da conquista de terras uma das fantasias espaciais mais poderosas e ambíguas da arquitetura. Por um lado, oferece liberdade: uma tábula rasa onde ruas e edifícios podem ser planejados praticamente do zero. Por outro, essa aparente liberdade esconde uma dependência. A terra construída deve constantemente se provar como solo firme. Ela precisa resistir a inundações, suportar fundações, nutrir árvores e sustentar a vida pública sobre um terreno que antes simplesmente não existia.

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O que é infraestrutura azul? Repensando o papel da água no desenho urbano

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Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.

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África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem

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A ideia de uma "Grande Muralha Verde" designa uma iniciativa de reflorestamento em larga escala realizada especificamente para conter a desertificação. Em andamento na África para evitar o avanço do Deserto do Saara e na China no entorno do Deserto de Gobi, trata-se de um projeto de desenvolvimento paisagístico, agrícola, econômico e social surgido em resposta ao aumento das temperaturas globais, à superexploração agrícola e ao manejo inadequado da terra. Ambas as iniciativas, atualmente em execução, são projetos interseccionais que envolvem governos de diferentes países, organizações da sociedade civil, além de voluntários/as individuais e grupos organizados, orientados pela proposta de uma resposta unificada aos problemas ambientais globais por meio da restauração da fauna e da flora. Trata-se de uma aplicação infraestrutural em larga escala do conceito de 'corredor verde' ou 'corredor ecológico': uma faixa linear de vegetação ou paisagem natural que conecta ecossistemas fragmentados e populações de vida selvagem separadas pelo desenvolvimento humano em escala continental.

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Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana

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O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.

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Como as cidades projetam a vida pública à sombra

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As cidades estão aquecendo a aproximadamente o dobro da taxa global, uma tendência acelerada pela rápida urbanização. Embora as temperaturas crescentes estejam remodelando a vida cotidiana em todo o mundo, algumas cidades e bairros, muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos, estão aquecendo mais do que outros. A razão para isso reside no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como vias, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se desloca pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a maneira mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

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Saúde, habitat e infraestrutura cívica: projetando a cidade como um parque nacional

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Cidades em todo o mundo compartilham um objetivo comum: tornarem-se mais saudáveis e verdes, apoiadas por uma infraestrutura cívica que restaure ecossistemas e fortaleça a vida pública. A questão é como alcançar esse objetivo. Metas climáticas globais, códigos de obras locais e normas municipais orientam cada vez mais os/as profissionais de design e planejamento rumo a melhores escolhas. Contudo, muitas cidades ainda enfrentam dificuldades para traduzir essas diretrizes em conforto cotidiano ao nível da rua e em proteção ecológica de longo prazo. O que acontece se a cidade deixar de ser tratada como uma cidade tradicional e passar a ser vista como um parque nacional?

Os parques nacionais operam por meio de sistemas de proteção que tratam o território como uma rede de relações ecológicas, e não como uma coleção de áreas isoladas. Eles estabelecem uma base comum sobre o que deve ser preservado, mantido e tornado acessível ao longo do tempo. Quando essa lógica é aplicada ao ambiente urbano, o sucesso dessa abordagem pode inspirar orgulho e um senso de responsabilidade compartilhada entre projetistas, formuladores/as de políticas públicas e moradores/as, fomentando um compromisso coletivo com a saúde, o habitat e a infraestrutura cívica.

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Cidades em destaque: lições de 2023 sobre resiliência ambiental

No cenário em constante evolução do século XXI, as cidades despontam como modelos de inovação em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Criativamente, enfrentam desafios urbanos urgentes, como densidade populacional, transporte, habitação e resiliência. Possuem o potencial de liderar uma agenda climática abrangente, atuando como laboratórios para iniciativas sustentáveis, inovações inter-setoriais e estratégias orientadas para a comunidade. As cidades agem como catalisadoras de revoluções, implementando soluções impactantes que podem ser aplicadas globalmente.

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Projeto "Living Breakwaters" da SCAPE Landscape Architecture ganha o Prêmio Obel 2023

Na sua quinta edição, o Prêmio Obel, focado na área de Adaptação, foi entregue ao projeto Living Breakwaters em Nova York. Este projeto consiste em uma infraestrutura verde localizada ao longo da costa de Staten Island. O prêmio foi concedido à SCAPE Landscape Architecture e sua fundadora, Kate Orff, a mente por trás do 'Living Breakwaters'. A premiação reconhece contribuições arquitetônicas que têm um impacto positivo tanto nas pessoas quanto no planeta.

O Prêmio Obel é uma distinção internacional concedida anualmente pela Fundação Henrik Frode Obel em reconhecimento a realizações notáveis na arquitetura. A cada ano, um foco específico é estabelecido pelo júri, e um prêmio é concedido à solução mais destacada. No ano anterior, em 2022, o prêmio foi para a Seratech, uma solução de concreto neutro em carbono,. Em 2021, por sua vez, o conceito da "cidade de 15 minutos" foi premiado por sua contribuição na criação de ambientes urbanos sustentáveis e centrados nas pessoas. A cerimônia de premiação será na Sydney Opera House em 21 de outubro de 2023. O vencedor receberá um prêmio de 100.000 Euros e uma obra de arte do artista Tomás Saraceno como troféu.

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Quando o arquiteto desenha para comunidades: 7 parques e praças

A arquitetura é capaz de reconciliar o sentido de pertencimento e dignidade espacial. Além de projetar equipamentos habitacionais ou de cultura, abordar o espaço público em comunidades que habitam espaços vulneráveis também é urgente e necessário para brindar uma infraestrutura digna que traga qualidade de vida à população. Por isso, reunimos sete intervenções em territórios marginalizados que demonstram o potencial de transformação que pode surgir a partir do espaço.

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Dia da Terra 2023: cidades abordam crise climática iniciativas comunitárias e engenharia inovadora

Todo ano, desde a sua criação em 1970, o Dia da Terra tem como objetivo destacar não só os efeitos cada vez mais ameaçadores das mudanças climáticas, mas também as medidas eficazes e as iniciativas de adaptação que podem melhorar a qualidade do nosso ambiente. O evento deste ano ocorreu após um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU em março, que apresentou outro alerta sobre a magnitude das mudanças produzidas pelo aquecimento global induzido pelo homem e seu impacto nas pessoas e ecossistemas.

O mesmo relatório também traz perspectivas otimistas, mostrando que medidas de adaptação podem construir resiliência, mas transformações urgentes em todo o sistema são necessárias para garantir um futuro net-zero. Em resposta a essas descobertas, o tema do Dia da Terra de 2023 é "Investindo em Nosso Planeta" – um incentivo para governos, instituições, empresas e sociedade civil acelerarem a mudança. A seguir, conheça iniciativas em nível municipal alinhadas com esses objetivos de construir resiliência e um futuro mais sustentável por meio de legislação, envolvimento cívico e sistemas inovadores.

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MVRDV vence concurso para plano diretor hidroviário em Taiwan

O escritório MVRDV foi selecionado pelo Ministério de Assuntos Econômicos de Taiwan para projetar a Hoowave Water Factory, uma reconstrução em grande escala das hidrovias Beigang e Anqingzhen, em Huwei. O projeto combina um plano diretor estratégico com uma proposta paisagística que vai além da abordagem monofuncional de controle e distribuição de água. Além de armazenar e captar água, a proposta também abre acesso ao rio e ao ecossistema natural ao integrar ciclovias, equipamentos culturais e sistemas ecológicos. O plano diretor também inclui uma estratégia abrangente de resiliência contra inundações, melhorando a quantidade e a qualidade da água disponível. O projeto tem conclusão prevista para 2026.

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Aeroporto abandonado em Atenas será transformado no maior parque costeiro da Europa

O Aeroporto Internacional de Atenas foi desativado em 2001 e levou duas décadas para o governo local reunir fundos e estabelecer diretrizes para transformar os 242 hectares (600 acres) não utilizados no maior parque costeiro da Europa. O escritório de arquitetura Sasaki está liderando o projeto de transformação para criar o Parque Metropolitano Ellinikon, que contará com diversos equipamentos de uso público e um centro cultural para a cidade de Atenas.

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URB revela projeto para a maior cidade sustentável da África

URB revelou planos para desenvolver a cidade mais sustentável da África, um empreendimento que pode acolher 150.000 habitantes. Conhecida como The Parks, a cidade planeja produzir 100% de sua energia, água e alimentos no local por meio de biodomos, geradores ar-água movidos a energia solar e produção de biogás. O projeto de 1.700 hectares contará com centros residenciais, médicos, ecoturísticos e educacionais a fim de se tornar um contribuinte significativo para a crescente economia verde e tecnológica na África do Sul.

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XZero City é a proposta de cidade inteligente auto-suficiente do Kuwait

O Kuwait está planejando um empreendimento de 1.600 hectares que fornecerá unidades residenciais, empregos e comodidades para 100.000 moradores. Desenvolvido pela URB, o ambicioso projeto visa promover um estilo de vida sustentável de alto padrão, mas com baixo impacto no meio ambiente. O plano diretor da cidade inteligente foi projetado para otimizar a densidade e a distribuição de comodidades para criar uma cidade caminhável, além de otimizar a proporção de espaços verdes. Isso ajudará a mitigar os efeitos do aumento das temperaturas e o efeito da ilha de calor urbano. Os sistemas de transporte verde e as ciclovias tornarão a cidade livre de carros, à parte de um anel viário que permite acesso limitado de veículos. A cidade também promove uma economia circular que visa proporcionar segurança alimentar e energética aos moradores.

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Florestas para água: uma solução baseada na natureza para enfrentar crises hídricas

E se os formuladores de políticas, ao tomarem as decisões sobre como fazer investimentos públicos, não olhassem só para grandes obras de cimento e concreto, mas também prestassem atenção nas florestas?

Pensar na conservação, restauração e manejo da vegetação nativa – em outras palavras, em soluções baseadas na natureza – como alternativas de investimentos para melhorar a infraestrutura dos centros urbanos é uma abordagem inovadora que pode trazer grandes benefícios para a sociedade. Um exemplo disso está no setor de tratamento e abastecimento de água: as florestas podem desempenhar um papel tão importante nesse setor a ponto de ser considerada como uma infraestrutura natural.

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Novos espaços verdes não precisam levar à gentrificação

Décadas de renovação urbana, enraizadas em políticas de planejamento racistas, criaram as condições para que a gentrificação ocorresse nas cidades norte-americanas. Mas a principal preocupação com a gentrificação hoje é o deslocamento, que afeta principalmente as comunidades marginalizadas moldadas por um histórico de acesso negado a hipotecas. Na Conferência ASLA 2021 sobre Arquitetura Paisagística em Nashville, Matthew Williams e o Departamento de Planejamento da Cidade de Detroit, mostraram preocupação de que novos espaços verdes em sua cidade aumentem o valor de mercado das casas e "prejudiquem as comunidades marginalizadas". Entretanto, o investimento em espaços verdes não precisa necessariamente gerar o deslocamento dessas pessoas: se o projetos forem liderados pelas comunidades, podem gerar benefícios para todos.

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21 Nações africanas lutam contra a desertificação com uma muralha verde de 8 mil quilômetros

Nações africanas estão lutando contra as mudanças climáticas com uma Grande Muralha Verde de oito mil quilômetros de extensão que pretende impedir o avanço da desertificação da região do Sahel, zona ao sul do Saara habitada por 100 milhões de pessoas. Esse movimento cobre o continente africano de leste a oeste e visa recuperar 100 milhões de hectares de terras degradadas, sequestrar 250 milhões de toneladas de carbono e criar 10 milhões de empregos na África rural até 2030. Do Senegal, no oeste, ao Djibuti, no leste, o projeto é uma iniciativa conjunta de 21 nações que se esforçam para recuperar esta região outrora perene e proteger os meios de subsistência das comunidades locais.

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