Infraestrutura Verde é um método de planejamento e projeto paisagístico fundamentado na criação de uma rede de paisagens verde-azul (vegetação e sistemas hídricos) que desempenham funções infraestruturais ao mesmo tempo em que fornecem Serviços Ecossistêmicos às cidades. Na infra verde o projeto é pensado a partir das potencialidades e limitações biogeofísicas das paisagens e a gestão das águas é feita por meio de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) como jardins de chuva, canteiros pluviais, bacias de infiltração vegetada e wetlands, que adaptam as infraestruturas existentes ao ciclo hidrológico e aos outros processos ecológicos.
Muitas vezes eu mesmo não fui capaz de decifrar se um edifício em meio ao bosque poderia ser considerado “sustentável”. Ao longo do caminho, fui obrigado a convencer amigos e familiares de que este ou aquele edifício poderia ser completamente a antítese do próprio termo.
O greenwashing transformou-se em uma importante ferramenta de marketing na arquitetura contemporânea. O conceito de sustentabilidade na arquitetura foi banalizado a tal ponto que já não significa absolutamente nada de concreto. Neste contexto, é praticamente impossível diferenciar um projeto que contribui de fato para minimizar o impacto ambiental e para construir ambientes mais saudáveis daqueles que simplesmente pretendem estar fazendo algo similar. Quando observamos projetos residenciais sob esta lente, esta questão se torna ainda mais nebulosa.
Guizhou Mountain Forest Hotel / Stefano Boeri Architetti. Imagem Cortesia de Stefano Boeri Architetti
O confinamento forçado, resultado da política de isolamento da pandemia global de COVID-19, fez com que todos passassem um bom tempo olhando pela janela. Às vezes, quando estamos exaustos com o trabalho e a vida cotidiana, desejamos apenas uma fuga rápida para oceanos e florestas, em algum lugar perto da natureza.
Muitas vezes não consegui decifrar se uma construção cheia de árvores se encaixa bem na categoria de arquitetura sustentável. Da mesma forma, já tive que argumentar com amigos ou familiares, ou seja, pessoas que não estão familiarizadas com a ideia de infraestrutura verde, que essas edificações podem estar muito longe de serem realmente sustentáveis.
Atualmente, o marketing feito em cima da ideia de arquitetura sustentável está, em grande medida, ligado ao greenwashing. Não há mais uma lacuna clara entre o que pode ou não contribuir para a criação de ambientes mais saudáveis. Quando trazemos essa inquietação para a tipologia residencial, isto é, o tipo de arquitetura mais produzido no planeta, a questão se torna realmente preocupante. Então nos perguntamos: o que torna uma casa "verde"?
Lago das Rosas, em Goiânia. Imagem: Jean Carlos Faleiro, via Wikimedia Commons
Assim como a infraestrutura urbana pode ser definida como a rede de estruturas e serviços necessários para um funcionamento eficiente das cidades, a infraestrutura verde também pode ser entendida como uma rede interligada, mas de áreas e elementos que conservam os valores e funções dos ecossistemas naturais. Uma das múltiplas definições que circulam em torno da infraestrutura verde afirma que a sua rede constituinte promove a qualidade da água e do ar, além de uma série de benefícios para as pessoas e para a vida selvagem.
Nos últimos anos, com o desenvolvimento urbano acelerado dos espaços urbanos na China, os banheiros públicos receberam várias novas funções. Os arquitetos apresentaram uma variedade de propostas que sugerem transformar os banheiros públicos em um lugar onde a reunião social pode ser redefinida e a permanência temporária pode ser mais envolvente. Embora a escala dos banheiros públicos seja significativamente menor do que a de qualquer outro tipo de arquitetura, os arquitetos chineses têm trabalhado de forma inovadora para adequar os banheiros públicos aos contextos sociais em mudança. Abaixo estão alguns exemplos que demonstram experimentos arquitetônicos atuais com projetos de banheiros públicos na China.
Maior projeto público de Ruanda, o Aeroporto Internacional de Bugesera está prestes a se tornar o primeiro edifício verde certificado na região. Altamente eficiência em termos energéticos, a ponto de ser independente da rede pública de fornecimento, o projeto contará com um terminal de passageiros de 30 mil metros quadrados, 22 balcões de check-in, dez portões e seis pontes de embarque. Financiado por uma parceria público-privada, o projeto tem custo estimado em US$ 414 milhões.
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Cortesia de URBAN POWER para Hvidovre municipality
À medida que a população mundial cresce desenfreadamente, começa-se a especular mais seriamente sobre possíveis novos futuros. Pensando nisso, o URBAN POWEr, escritório de arquitetura e planejamento urbano, desenvolveu o projeto de nove ilhas artificiais estrategicamente localizadas na costa sul da cidade de Copenhague e tem o objetivo de responder a muitos dos desafios iminentes pelos quais a cidade tenderá de passar nos próximos anos. As ilhotas, chamadas de "Holmene", atendem às crescentes demandas por espaço, produção de energias limpas e barreiras contra enchentes.
Oficina de Projetos Urbanos de Infraestrutura Verde. Coletivo UrbAmbiental - Arte Adriana Sandre
A oficina de Projetos Urbanos de Infraestrutura Verde na Luz é um espaço para o acontecimento de ideias coletivas, desenvolvimento de projetos e ações na região da Luz, centro de São Paulo. A oficina é voltada para os profissionais, estudantes e interessados nas questões ambientais urbanas, com interesse nos projetos da paisagem que utilizam tecnologias e Soluções Baseadas na Natureza (NBS - Nature Based Solutions). A partir das questões apresentadas e discutidas na oficina, será realizada uma atividade prática onde serão elaboradas propostas de projetos de Infraestrutura Verde para a Região da Luz. Serão disponibilizados materiais para consulta e pesquisa, mapas, material para escrita e desenho.
O escritório Snøhetta divulgou imagens conceito de seu data center sustentável, The Spark. O projeto busca abordar a tipologia tradicional de edifícios de data center, alto consumidor de energia, e transformar em um edifício "produtor de recursos para as comunidades poderem gerar seu próprio poder".
A proposta é adaptável para uma vasta possibilidades de contextos e pode ser locada em qualquer local pelo mundo, conectando cidades a partir de sua geração de energia devido ao excesso de calor.
https://www.archdaily.com.br/pt/897083/o-corpo-e-cerebro-das-cidades-do-futuro-snohetta-projeta-data-center-sustentavelNiall Patrick Walsh
O fotógrafo Aldo Amoretti registrou novas imagens de um dos projetos mais aguardados de 2018, a Usina de Energia Amager Bakke com uma pista de esqui na cobertura, localizada em Copenhague e projetada pelo BIG. As imagens mostram a usina concluída - inaugurada em março de 2017 - enquanto as obras do parque de 16 mil metros quadrados e da pista de esqui avançam.
O projeto busca recuperar um espaço geralmente não utilizado de um edifício - a cobertura - para o público através da introdução de elementos naturais. Durante os meses de verão, o parque projetado pelo SLA oferecerá aos visitantes trilhas de caminhadas, playgrounds, estruturas de ginástica, corrida e paredes de escalada. No inverno, o parque receberá uma pista de esqui de 500 metros desenhada pelo BIG.
https://www.archdaily.com.br/pt/894062/fotografo-registra-as-obras-da-usina-de-energia-com-pista-de-esqui-na-cobertura-projetada-pelo-bigNiall Patrick Walsh
O escritório Foster + Partners publicou um vídeo mostrando sua proposta para uma futura infraestrutura de transporte de alta velocidade que tira proveito dos avanços recentes da tecnologia de hyperloop. Projetado para a DP World Cargospeed, uma colaboração entre a gigante de carga DP World e a Virgin Hyperloop One, a proposta de Foster + Partners para esta rede de infraestrutura busca criar um novo ecossistema onde os centros urbanos e paisagens rurais estejam interconectados.
https://www.archdaily.com.br/pt/893633/video-apresenta-proposta-de-foster-plus-partners-para-uma-rede-hyperloop-de-transporte-de-cargaNiall Patrick Walsh
Zaha Hadid Architects (ZHA) venceu um concurso internacional pelo projeto do Aeroporto Internacional de Navi Mumbai (NMIA). Um projeto de infraestrutura há muito aguardado para a maior cidade da Índia, o plano abrange problemas de capacidade para o Aeroporto Internacional Chhatrapati Shivaji (CSI) existente, que possui um terminal projetado pelo escritório SOM com sede em Chicago.
O escopo de ZHA abrangerá o projeto e a execução do novo edifício do terminal NMIA, uma Torre de Controle de Tráfego Aéreo e um acesso associado. O aeroporto estará situado no porto de Mumbai, conectado à cidade por uma ligação ferroviária planejada e acesso a redes ferroviárias nacionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/890805/zaha-hadid-architects-projetara-o-novo-aeroporto-navi-de-mumbaiNiall Patrick Walsh
E se uma usina de energia pudesse ser também uma casa, um escritório ou mesmo um parque? Esta é a questão por trás do projeto Cypher CO2ling Plant, uma proposta conceitual desenvolvida por Kawan Golmohamadi, Shilan Golmohamadi e Soad Moarefi. Usinas de energia são subprodutos inevitáveis da vida contemporânea, porém, se localizam geralmente em áreas remotas, distantes de onde a energia é, de fato, utilizada, devido à sua aparência e à poluição que geram. Cypher CO2ling Plan propõe um cenário alternativo em que estas infraestruturas são utilizadas para abrigar programa mistos, mitigando os aspectos menos desejáveis da produção de energia.
Architecture Research Office e dlandstudio propuseram zonas de retenção de água em Lower Manhattan para lidar com futuras tempestades. Cortesia de Architecture Research Office e dlandstudio
Neste artigo publicado pela Fast Company, sete arquitetos líderes na área de projetos para situações de desastres - incluindo Peter Gluck, Michael Manfredi, e os diretores da James Corner Field Operations e Snøhetta - dão suas opiniões sobre as lições que o Furacão Sandy nos ensinou. Suas visões levantam uma série de questões mas, acima de tudo, compartilham um tema: a urgência