O 3DCP Group concluiu o Skovsporet, um empreendimento de habitação estudantil impresso em 3D em Holstebro, na Dinamarca, projetado pelo escritório SAGA Space Architects em colaboração com o MS+. Localizado próximo à VIA University College, o projeto é composto por 36 apartamentos térreos distribuídos em seis blocos de edifícios, totalizando uma área de 1.650 metros quadrados. Construído ao longo de 12 meses, o Skovsporet aplica a impressão 3D de concreto em larga escala no âmbito de um empreendimento residencial, combinando elementos estruturais impressos com métodos tradicionais de construção. O projeto foi desenvolvido para a NordVestBO e está programado para receber seus primeiros estudantes este mês.
Por muitos anos, geralmente abordado em tons de antecipação e excitação, ouvimos dizer que a impressão 3D revolucionará a indústria da arquitetura como a conhecemos. Mas se pararmos por um momento, refletir sobre o presente e olhar para o passado, fica evidente que a tecnologia há muito tempo vem remodelando o campo, passando por profundas transformações e introduzindo novas eras de design, construção e criatividade espacial. Operando como um processo de fabricação aditivo de camada por camada, a impressão 3D usa modelos digitais para criar objetos tridimensionais personalizados com um nível notável de precisão e eficiência, economizando tempo, gerando resíduos zero, reduzindo custos de mão-de-obra e criando oportunidades para protótipos rápidos e design iterativo. Ele permite que os arquitetos explorem oportunidades criativas e recuperem a autonomia, projetando elementos complexos e não padronizados dentro de um processo industrial e customizado em massa.
Um novo prêmio da NASA apoiará a ICON no desenvolvimento de tecnologia de construção que pode ser usada na Lua e em Marte. Imagem Cortesia de ICON/BIG-Bjarke Ingels Group
De estruturas infláveis e impressas em 3D a habitats inteiros, a arquitetura desempenha um papel inédito nas missões de exploração do espaço. Como a NASA pretende a longo prazo enviar pessoas para explorar a Lua e Marte por meio das missões Artemis e CHAPEA, novas tecnologias são necessárias para enfrentar os desafios únicos de viver e trabalhar fora do nosso planeta. Em resposta a esses desafios, figuras como Buckminster Fuller, Foster + Partners, SOM e BIG-Bjarke Ingels Group, em colaboração com empresas emergentes como ICON e SEArch+, ampliaram o repertório arquitetônico do espaço sideral.
Na última atualização, a NASA concedeu à empresa de Austin ICON um contrato para continuar a Olympus em parceria com o BIG-Bjarke Ingels Group. O projeto ajudará a construir infraestruturas como plataformas de pouso, habitats, cápsulas e estradas na superfície lunar e em Marte, usando tecnologia de construção aditiva baseada em extrusão (impressão 3D) e materiais locais como o regolito lunar. O contrato vai até 2028 e colabora com Artemis, uma missão de exploração humana de longo prazo da Lua.
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Renders do conceito. Imagem Cortesia de ICON Build
Pioneira na impressão 3D em grande escala, a ICON anunciou a construção de uma comunidade com 100 residências impressas em 3D, projetada em parceria com o BIG - Bjarke Ingels Group e desenvolvida pela Lennar. Localizada ao norte de Austin, na cidade de Georgetown, "The Genesis Collection at Wolf Ranch" se tornará a primeira e maior propriedade residencial do mundo construída por uma frota de robôs integrando técnicas de construção aditiva.
Combinando as possibilidades digitais da impressão 3D com recursos sustentáveis a um preço acessível, o projeto visa combater a crise imobiliária em Austin - uma das cidades mais dinâmicas e que mais cresce nos EUA - sede da nova Tesla Gigafactory e de outras gigantes como a Apple, Google, Microsoft e Oracle.
A NASA e a AI Space Factory desenvolveram o LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D in situ para proteger os astronautas em suas missões críticas na Lua. O projeto faz parte da Relevant Environment Additive Construction Technology (REACT), uma colaboração de vários anos para desenvolver tecnologias para construções na superfície lunar dentro do prazo da Missão Artemis: o retorno da humanidade à Lua. O LINA é um passo para expandir a civilização ao satélite natural da Terra e explorá-lo de forma sustentável, minimizando o impacto humano.
Você consegue imaginar um mundo em que o ambiente construído ao nosso redor seja impresso em 3D a partir de materiais vivos? Que os edifícios irão germinar, florescer, murchar, produzir novos tipos de materiais, e eventualmente retornar ao solo? To Grow a Building é um laboratório performativo que imprime em 3D - em tempo real - uma estrutura ao vivo. O projeto apresenta uma nova abordagem para integrar a flora no processo de arquitetura, desenvolvendo um novo material para impressão 3D, através do qual a semeadura é parte inseparável do processo de fabricação. Crescer um edifício é uma porta para um mundo futuro onde algumas pessoas constroem e outras cultivam os edifícios.
Desde os anos 80, a impressão 3D tem oferecido novas maneiras de desenvolver arquitetura, engenharia e objetos de uso diário. Quando se trata de digitalizar processos analógicos, é vital que os usuários se familiarizem com as inovações tecnológicas atuais e seus benefícios. O Projeto HIVE remodela a arte e o ofício da construção em argila, combinando cerâmica tradicional, geometria inteligente e precisão robótica para construir uma parede de alvenaria composta por cento e cinco tijolos de barro impressos em 3D.
À medida que a humanidade toma consciência do seu impacto no meio ambiente, também tem buscado formas para reverter alguns dos malefícios causados à fauna e à flora, sobretudo nas cidades. Nosso padrão de vida, de consumo e de construção tem causado danos severos à natureza. De fato, segundo um estudo no Weizmann Institute of Science, estamos em um ponto de inflexão onde a massa de todos os materiais fabricados pelo homem é igual à biomassa do planeta, e isso deve dobrar até 2040. Mas não necessariamente tudo o que construímos deve ter um impacto negativo. O projeto "The Tidal Dout" é um exemplo, parte de um projeto de revitalização abrangente em Kuk Po Village em Sha Tau Kok em Hong Kong, e que consegue reunir duas ecologias diferentes, o ambiente antropocêntrico e o natural.
Nos últimos anos, a indústria da construção tem enfrentado desafios sem precedentes. A falta de trabalhadores qualificados está aumentando os custos da mão-de-obra, há uma escassez global de moradias e os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo estão mais claras do que nunca. Portanto, questionar os métodos tradicionais de construção e empurrar os limites da inovação tornou-se uma prioridade, forçando o setor a implementar novas tecnologias à medida que eles embarcam na era da transformação digital. Há uma inovação, no entanto, que parece particularmente promissora: impressão em construção em 3D. Embora relativamente recente, a tecnologia já foi testada com sucesso em inúmeras estruturas, casas e prédios de apartamentos, reformulando a construção residencial como a conhecemos. Portanto, a impressão 3D poderia muito bem ser uma alternativa viável para soluções de moradias em massa mais eficientes, sustentáveis e econômicas em um futuro próximo, impactando positivamente a vida das pessoas e contribuindo para cidades mais verdes e saudáveis.
Ao examinarmos a tag 3d printing no ArchDaily é visível como essa tecnologia tem se desenvolvido rapidamente. Se nos primeiros anos observávamos o conceito como um futuro distante ou com exemplos em pequena escala, nestes últimos temos observado construções inteiras impressas e volumes cada vez mais complexos sendo produzidos. Desenvolvido através da leitura de um arquivo de computador, a manufatura aditiva com concreto - ou outro material construtivo - apresenta inúmeras dificuldades para proporcionar um processo eficiente e que possibilite que a técnica construtiva torne-se realmente massificada. O exemplo do pavilhão impresso pelo consórcio De Huizenprinters ilustra bem este processo.
Depois da água, o concreto é o material mais consumido do planeta e sua produção está crescendo substancialmente, devendo passar de 4,4 bilhões de toneladas, atingindo 5,5 bilhões de toneladas até 2050. Infelizmente, isso tem um enorme custo ambiental, contabilizando por quase oito por cento das emissões globais de carbono. Com esta estimativa de crescimento esperada, as partes interessadas da indústria da construção devem trabalhar na integração de materiais de construção sustentáveis e processos inovadores.
A empresa de tecnologia de construção ICON divulgou seu mais novo projeto, a “House Zero”, feita com o uso de impressão 3D. O projeto é de autoria do escritório Lake|Flato Architects, sediado no Texas. Este é o primeiro projeto da série “Exploração” da ICON, que busca evidenciar as possibilidades da construção aditiva e desenvolver novas linguagens plásticas, com o objetivo de “mudar o paradigma da construção de residências”. A chamada "honestidade dos materiais" presentes na casa combina a manifestação dos processos de construção feitos por robôs com as texturas naturais da madeira, criando um design atemporal.
Com o objetivo de gerar um impacto significativo no consumo responsável e sustentável de recursos e energia na indústria da construção, a ETH Zürich em colaboração com a FenX AG está usando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar formas geometricamente complexas para a construção de elementos em concreto.
Até agora, está claro que a tecnologia assumiu quase todos os aspectos de nossas vidas. Mudou a maneira como nos comunicamos, como nos conectamos, como trabalhamos e estudamos, e até modificou nossos hábitos de compra e alimentação. A arquitetura e a construção não foram exceções e a tecnologia também está presente na forma como são hoje pensadas, projetadas e construídas.
Há anos, o setor da construção civil vem enfrentando uma escassez de mão de obra especializada, algo que tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas automatizados de construção. A recente crise sanitária apenas exacerbou essa tendência, fazendo com que muitas empresas de automação—que antes se dedicavam principalmente à fabricação de automóveis—voltassem sua atenção à indústria da construção civil. Neste contexto, espera-se que a automatização dos meios de produção na engenharia e na arquitetura cresça até um 30% ao longo dos próximos anos. No artigo a seguir procuramos explorar as atuais capacidades desta tecnologia e as futuras possibilidades que ela ainda poderá trazer para os processos de construção, além de como tem sido integrada na atual prática e as possíveis mudanças que ela poderá nos trazer no futuro.
O telhado da Euston Station em Londres é o cenário arquitetônico em grande escala para a aplicação virtual do sistema integral Metaplas, criado por alunos da Bartlett School of Architecture - UCL. Parte de uma investigação realizada no Research Cluster 8 (RC8) do programa de Mestrado em Design de Arquitetura, os alunos desenvolveram um sistema multimaterial impresso em 3D a partir de termoplásticos biodegradáveis e recicláveis. Assim, uma série de painéis planos tornam-se tridimensionais, criando um sistema estrutural com dobras geométricas que permite o controle passivo da temperatura de iluminação dos espaços interiores.
A empresa 3Strands, com sede em Kansas City, colocou à venda as primeiras casas feitas com impressão 3D dos EUA – parte de um empreendimento imobiliário em Austin, Texas. Construído em parceria com a empresa de tecnologia de construção ICON, o desenvolvimento habitacional inclui casas de dois a quatro quartos em uma das cidades de crescimento mais acelerado dos EUA. O projeto das unidades foi desenvolvido pela Logan Architecture e cada casa será erguida por meio do sistema construtivo Vulcan.