Cerca de 30% dos automóveis que circulam pelo centro de Amsterdã são táxis e realizam percursos circulares. Além disso, 65% dos veículos motorizados que trafegam por esta região da cidade não têm nela seu destino final.
Estas cifras evidenciam que o centro da capital holandesa pode sofrer com um congestionamento viário que é evitável, desde que se implementem as medidas correspondentes.
No final do ano passado publicamos um projeto do Studio Roosegaarde, dos Países Baixos, que tinha como objetivo construir uma torre, conhecida como Smog Free Tower, que permitia purificar o ar das cidades e, assim, diminuir sua contaminação atmosférica
A iniciativa se tornou mundialmente conhecida após o escritório lançar uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter para construir a torre. Em pouco mais de um mês, a equipe arrecadou mais que o dobro da meta inicial de 50 mil euros, o que tornou possível que a primeira torre esteja hoje em funcionamento em Roterdã.
Como a torre funciona e quais são os primeiros resultados? Saiba mais a seguir.
Ao longo dos últimos anos, o artista holandês Stefan Bleekrode vem criando uma série de desenhos de cidades a partir de sua memória. Baseando seu trabalho em impressões adquiridas em viagens pela Europa e América do Norte, Bleekrode utiliza caneta, tinta e aquarela para dar vida a paisagens urbanas.
A primeira ciclovia solar do mundo está localizada em Amsterdã, na Holanda. Um ano após ser finalizada, a estrutura, construída através de financiamento coletivo, se mostrou mais eficiente do que era estimado nos testes laboratoriais.
Conforme informado pelos responsáveis pela estrutura, em entrevista ao site Fast Co. Exist, após um ano de testes, a ciclovia solar está gerando 70 quilowatts/hora por metro quadrado/ano , o suficiente para abastecer três casas. Os bons resultados mostram que o investimento é viável e a expectativa é de que ele se pague em 15 anos.
No final do mês de novembro tivemos o privilégio de visitar a Holanda (Países Baixos) graças ao convite que recebemos do Het Nieuwe Instituut (HNI): viajando entre Amsterdã, Roterdã e o charmoso povoado de Radio Kootwijk nos encharcamos da cultura holandesa, observando e pensando em voz alta, criando dúvidas e tentando resolvê-las na volta para casa.
Por isso, decidimos compartilhar com vocês uma série de reflexões pessoais sobre a arquitetura e o urbanismo da Holanda, acreditando que a partir de pequenos detalhes podemos discutir grandes temas.
Discorreremos sobre entender o êxito dos seus 32.000 km de ciclovias, a importância dos imigrantes na sua atual gastronomia, o inferno dos barcos durante séculos e que terminou sendo convertido em um aeroporto, as novas tipologias arquitetônicas em vias de extinção e os atuais experimentos de materiais carbono zero.
A seguir, um convite a observar e deixar de turistar.
Malkit Shoshan, finalista este ano do Harvard GSD Wheelwright Prize, foi escolhida pelo Het Nieuwe Instituut para ser a curadora do Pavilhão dos Países Baixos na Bienal de Veneza 2016. Fundadora do think-tankFAST (Foundation for Achieving Seamless Territory), Shoshan tem sido parceira do instituto nos últimos dois anos e é autora do premiado livro Atlas of Conflict: Israel-Palestine (2010). Seu trabalho atual, intitulado Drones and Honeycombs, é um estudo da arquitetura e paisagem que examina atentamente "o espaço público em zonas de guerra".
Um olhar sobre como os Países Baixos intervêm no patrimônio cultural edificado. Essa é a proposta da palestra e da exposição "Diálogo Brasil/Holanda" que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza em parceria com a Embaixada do Reino dos Países Baixos (RCE), nos dias 23 e 24 de novembro, na sede do Instituto, em Brasília. O evento, que faz parte do Programa Diplomacia Pública dos Países Baixos, pretende reunir estudantes de Arquitetura e Urbanismo, profissionais da área e interessados pelo assunto.
A Holanda é o paraíso para os ciclistas. Muitos se perguntam como eles são uma sociedade tão respeitosa e civilizada em relação as bicicletas, mas raramente são mencionadas as manifestações massivas e constantes da população para obter essas conquistas. O que hoje é uma realidade, foi fruto do árduo trabalho de grupos e organizações civis que contaram com a ajuda de um poder público local bastante atuante.
Nossos parceiros da Escola da Cidade compartilharam conosco a palestra do arquiteto Paulo Bruna sobre a arquitetura produzida na Holanda, nas décadas de 1980-1990. Convidado pelo curso de pós-graduação Habitação e Cidade, o arquiteto apresenta, por meio de uma síntese da história da Holanda, desde a última década do século 19, um panorama da construção de habitações de interesse social no país e da influência da política mundial na aplicação das leis referentes a ela.
Segundo ele, a Holanda foi pioneira a envolver o Estado na questão da habitação social: em 1901, foi aprovada a lei chamada Woningwet, vigente até 2012, quando o cenário político e econômico holandês sofreu drásticas mudanças. Foi também neste momento que metade dos arquitetos do país se encontravam desempregados
Sob a orientação de três professores, quatro alunos do Department of the Built Environment da Eindhoven University of Technology (TU/e) projetaram e construiram o palco "Ensuite" para o 20° Extrema Outdoor, festival de música que acontece em Aquabest, Países Baixos.
A estrutura é composta por 600 pallets que conformam um palco que envolve os visitantes e proporciona um ambiente intimista em meio à multidão que frequenta o festival.
Após nove anos de pesquisas e desenvolvimento, uma equipe da TU Delft apresentou os avanços de um protótipo de concreto que se regenera (Self-healing Concrete) devido à adição de bactérias em sua composição. Estas tem a capacidade de "quebrar" alguns componentes do concreto e recuperar gradualmente pequenas rachaduras e orifícios
A fórmula desenvolvida pela TU Delft vai além de reparar imperfeições meramente estéticas; estas fendas, se não reparadas, podem aumentar e permitir a entrada de água no interior da estrutura, lavando à corrosão do aço e ao comprometimento das qualidades mecânicas da estrutura.
"Acredito que este é um ótimo exemplo de como unir a natureza e a construção em um novo conceito", explicou o professor e pesquisador da TU Delft, Henk Jonkers.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
Nesta entrevista, publicada originalmente na The Architectural Review, Andrew Mackenzie senta com fundador do OMA, Rem Koolhaas, para discutir a Bienal de Veneza, a extinção da identidade nacional, sua fascinação pela Ásia, a ligação entre "De Rotterdam" e "Delirious New York" e o futuro da profissão.
Sua proposta deste ano para a Bienal de Arquitetura de Veneza pergunta se a identidade nacional tem sido, como você diz, "sacrificada para a modernidade". Alguns podem ver isso como um projeto de recuperação, não muito diferente do regionalismo de Frampton. Como você diferencia sua proposta da de Frampton?
Bem, Kenneth Frampton é um cara inteligente, mas o problema é que ele olhou para o regionalismo como um antídoto para o desenvolvimento cosmopolita. Ao fazê-lo, perverteu a causa do regionalismo, porque de repente o regionalismo foi mobilizado como uma causa particular que não poderia ser sustentada. No entanto, a questão da identidade nacional é uma questão aberta. Por exemplo, à primeira vista, a Holanda é um país muito internacionalista, mas olhando de perto você pode ver um enorme retorno da arquitetura quase-vernacular e das fortalezas antigas que foram recentemente construídas com um sabor nacional. Olhe para Zaandam e seu enorme conjunto das chamadas construções vernaculares.
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em parceria com a Faculty of Architecture and the Built Environment e a Faculty of Civil Engineering and Geosciences, ambas da TU Delft, e a Delft Infrastructures & Mobility Initiative, promove no dia 23 de abril o Segundo Seminário Internacional FAU-USP – A+BE/CEG-TUDELFT, DIMI-TUDELFT.
Intitulado “Articulação Arquitetônica e Urbanística do Sistema Hidroviário Metropolitano de São Paulo no Contexto de Estudos sobre Infraestruturas Inteligentes e Mobilidade”, o evento terá início às 9h00 e contará com a participação de profissionais brasileiros e holandeses que discutirão articulação entre o sistema hídrico e a malha urbana da maior cidade da América do Sul.
Foram recentemente anunciados os vencedores do concurso internacional de ideias Malaysia Airlines Flight 17 (MH17) Memorial and Park, em homenagem às vítimas do voo comercial abatido por forças militares em território ucraniano em julho do ano passado. Com 293 projetos enviados, o concurso buscava a melhor proposta para um novo parque memorial na cidade de origem do voo: Amsterdã.
O terceiro lugar no concurso ficou com a equipe formada pelos arquitetos Fabián Tolosa e Ignacio Pereyra, do escritório atP arquitectos, juntamente com Ariel Perea, responsável pela proposta intitulada Memorial das luzes flutuantes.
Saiba mais sobre a proposta premiada com o terceiro lugar no concurso, a seguir.
No final do século XX e início do XXI, uma das principais mudanças dentro das cidades ao redor do mundo tem sido o aumento do chamado "espaço público de propriedade privada", um desenvolvimento que tem atraído a atenção de muitos urbanistas e que está sendo amplamente debatido. No entanto, para a MONU Magazine, a predomínio crescente (e aceitação) de tais espaços privados de uso público nos dá a oportunidade de discutir um outro aspecto do espaço público: o urbanismo interno. Com a ascensão do shopping e as cada vez mais diversas funções exigidas pelos edifícios, como bibliotecas, por exemplo, os espaços interiores agora se assemelham a espaços públicos externos.
A entrevista a seguir é um trecho da 21° edição da MONU Magazine, em que Bernd Upmeyer e Beatriz Ramo entrevistam o fundador do MVRDV, Winy Maas, sobre o conceito de urbanismo interno na obra do escritório, em especial nos projetos Rotterdam Markthal, Glass Farm e Book Mountain.
“O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã - a primeira ciclovia solar do mundo.
O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno.
Atualmente, a indústria petroquímica busca ansiosamente por novos materiais orgânicos que eventualmente possam substituir aqueles derivados do petróleo. Ainda que estas investigações estejam em fase inicial, são muito significativas para o campo da arquitetura e construção.
Essa estação receptora de gás, projetada pelo Studio Marco Vermeulen, é revestida por painéis fabricados com Nabasco, um composto de bioresina e fibras de cânhamo produzido pela NPSP Composites, transformando-se na primeira fachada do mundo a ser construída com base em resíduos orgânicos.
Há algumas semanas, os limites e alguns elementos de sinalização ao longo de 500 metros da rodovia N329, na cidade de Oss, Holanda, começaram a emitir luz proveniente da energia solar que absorvem durante o dia. Esse novo sistema permite que estes elementos horizontais e verticais liberem energia até oito horas após o sol se pôr.
A proposta foi concebida pelo artista Daan Roosegaarde e desenvolvida pela empresa de engenharia Heijmans. Após a divulgação do projeto a ideia ganhou o Dutch Design Awards 2012, sendo considerada a primeira rodovia solar do mundo.
Veja algumas fotos e um vídeo do projeto, a seguir.