Um olhar sobre como os Países Baixos intervêm no patrimônio cultural edificado. Essa é a proposta da palestra e da exposição "Diálogo Brasil/Holanda" que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza em parceria com a Embaixada do Reino dos Países Baixos (RCE), nos dias 23 e 24 de novembro, na sede do Instituto, em Brasília. O evento, que faz parte do Programa Diplomacia Pública dos Países Baixos, pretende reunir estudantes de Arquitetura e Urbanismo, profissionais da área e interessados pelo assunto.
A Holanda é o paraíso para os ciclistas. Muitos se perguntam como eles são uma sociedade tão respeitosa e civilizada em relação as bicicletas, mas raramente são mencionadas as manifestações massivas e constantes da população para obter essas conquistas. O que hoje é uma realidade, foi fruto do árduo trabalho de grupos e organizações civis que contaram com a ajuda de um poder público local bastante atuante.
Nossos parceiros da Escola da Cidade compartilharam conosco a palestra do arquiteto Paulo Bruna sobre a arquitetura produzida na Holanda, nas décadas de 1980-1990. Convidado pelo curso de pós-graduação Habitação e Cidade, o arquiteto apresenta, por meio de uma síntese da história da Holanda, desde a última década do século 19, um panorama da construção de habitações de interesse social no país e da influência da política mundial na aplicação das leis referentes a ela.
Segundo ele, a Holanda foi pioneira a envolver o Estado na questão da habitação social: em 1901, foi aprovada a lei chamada Woningwet, vigente até 2012, quando o cenário político e econômico holandês sofreu drásticas mudanças. Foi também neste momento que metade dos arquitetos do país se encontravam desempregados
Sob a orientação de três professores, quatro alunos do Department of the Built Environment da Eindhoven University of Technology (TU/e) projetaram e construiram o palco "Ensuite" para o 20° Extrema Outdoor, festival de música que acontece em Aquabest, Países Baixos.
A estrutura é composta por 600 pallets que conformam um palco que envolve os visitantes e proporciona um ambiente intimista em meio à multidão que frequenta o festival.
Após nove anos de pesquisas e desenvolvimento, uma equipe da TU Delft apresentou os avanços de um protótipo de concreto que se regenera (Self-healing Concrete) devido à adição de bactérias em sua composição. Estas tem a capacidade de "quebrar" alguns componentes do concreto e recuperar gradualmente pequenas rachaduras e orifícios
A fórmula desenvolvida pela TU Delft vai além de reparar imperfeições meramente estéticas; estas fendas, se não reparadas, podem aumentar e permitir a entrada de água no interior da estrutura, lavando à corrosão do aço e ao comprometimento das qualidades mecânicas da estrutura.
"Acredito que este é um ótimo exemplo de como unir a natureza e a construção em um novo conceito", explicou o professor e pesquisador da TU Delft, Henk Jonkers.
Cortesia de Strelka Institute for Media, Architecture, and Design, via Flickr
Nesta entrevista, publicada originalmente na The Architectural Review, Andrew Mackenzie senta com fundador do OMA, Rem Koolhaas, para discutir a Bienal de Veneza, a extinção da identidade nacional, sua fascinação pela Ásia, a ligação entre "De Rotterdam" e "Delirious New York" e o futuro da profissão.
Sua proposta deste ano para a Bienal de Arquitetura de Veneza pergunta se a identidade nacional tem sido, como você diz, "sacrificada para a modernidade". Alguns podem ver isso como um projeto de recuperação, não muito diferente do regionalismo de Frampton. Como você diferencia sua proposta da de Frampton?
Bem, Kenneth Frampton é um cara inteligente, mas o problema é que ele olhou para o regionalismo como um antídoto para o desenvolvimento cosmopolita. Ao fazê-lo, perverteu a causa do regionalismo, porque de repente o regionalismo foi mobilizado como uma causa particular que não poderia ser sustentada. No entanto, a questão da identidade nacional é uma questão aberta. Por exemplo, à primeira vista, a Holanda é um país muito internacionalista, mas olhando de perto você pode ver um enorme retorno da arquitetura quase-vernacular e das fortalezas antigas que foram recentemente construídas com um sabor nacional. Olhe para Zaandam e seu enorme conjunto das chamadas construções vernaculares.
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em parceria com a Faculty of Architecture and the Built Environment e a Faculty of Civil Engineering and Geosciences, ambas da TU Delft, e a Delft Infrastructures & Mobility Initiative, promove no dia 23 de abril o Segundo Seminário Internacional FAU-USP – A+BE/CEG-TUDELFT, DIMI-TUDELFT.
Intitulado “Articulação Arquitetônica e Urbanística do Sistema Hidroviário Metropolitano de São Paulo no Contexto de Estudos sobre Infraestruturas Inteligentes e Mobilidade”, o evento terá início às 9h00 e contará com a participação de profissionais brasileiros e holandeses que discutirão articulação entre o sistema hídrico e a malha urbana da maior cidade da América do Sul.
Foram recentemente anunciados os vencedores do concurso internacional de ideias Malaysia Airlines Flight 17 (MH17) Memorial and Park, em homenagem às vítimas do voo comercial abatido por forças militares em território ucraniano em julho do ano passado. Com 293 projetos enviados, o concurso buscava a melhor proposta para um novo parque memorial na cidade de origem do voo: Amsterdã.
O terceiro lugar no concurso ficou com a equipe formada pelos arquitetos Fabián Tolosa e Ignacio Pereyra, do escritório atP arquitectos, juntamente com Ariel Perea, responsável pela proposta intitulada Memorial das luzes flutuantes.
Saiba mais sobre a proposta premiada com o terceiro lugar no concurso, a seguir.
No final do século XX e início do XXI, uma das principais mudanças dentro das cidades ao redor do mundo tem sido o aumento do chamado "espaço público de propriedade privada", um desenvolvimento que tem atraído a atenção de muitos urbanistas e que está sendo amplamente debatido. No entanto, para a MONU Magazine, a predomínio crescente (e aceitação) de tais espaços privados de uso público nos dá a oportunidade de discutir um outro aspecto do espaço público: o urbanismo interno. Com a ascensão do shopping e as cada vez mais diversas funções exigidas pelos edifícios, como bibliotecas, por exemplo, os espaços interiores agora se assemelham a espaços públicos externos.
A entrevista a seguir é um trecho da 21° edição da MONU Magazine, em que Bernd Upmeyer e Beatriz Ramo entrevistam o fundador do MVRDV, Winy Maas, sobre o conceito de urbanismo interno na obra do escritório, em especial nos projetos Rotterdam Markthal, Glass Farm e Book Mountain.
“O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã - a primeira ciclovia solar do mundo.
O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno.
Atualmente, a indústria petroquímica busca ansiosamente por novos materiais orgânicos que eventualmente possam substituir aqueles derivados do petróleo. Ainda que estas investigações estejam em fase inicial, são muito significativas para o campo da arquitetura e construção.
Essa estação receptora de gás, projetada pelo Studio Marco Vermeulen, é revestida por painéis fabricados com Nabasco, um composto de bioresina e fibras de cânhamo produzido pela NPSP Composites, transformando-se na primeira fachada do mundo a ser construída com base em resíduos orgânicos.
Há algumas semanas, os limites e alguns elementos de sinalização ao longo de 500 metros da rodovia N329, na cidade de Oss, Holanda, começaram a emitir luz proveniente da energia solar que absorvem durante o dia. Esse novo sistema permite que estes elementos horizontais e verticais liberem energia até oito horas após o sol se pôr.
A proposta foi concebida pelo artista Daan Roosegaarde e desenvolvida pela empresa de engenharia Heijmans. Após a divulgação do projeto a ideia ganhou o Dutch Design Awards 2012, sendo considerada a primeira rodovia solar do mundo.
Veja algumas fotos e um vídeo do projeto, a seguir.
Em parceria com o Instituto Holandês de Arquitetura (NAI) e a Universidade de Delft (Holanda), o Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, realiza a primeira itinerância internacional da exposição do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. Sediado na cidade holandesa de Roterdã, o NAI abriga, até 10 de fevereiro de 2013, a exposição “Lelé: arquiteto da saúde e do bem-estar”. Para a ocasião, a curadoria da mostra, concebida por Giancarlo Latorraca (MCB) e Max Risselada (Universidade de Delf), recebeu contribuições de Jorn Konijn (NAI), com a inclusão de novas referências ao trabalho do arquiteto brasileiro, que busca a melhoria da qualidade de vida por meio da arquitetura produzida em larga escala.
A boa reputação das cidades europeias em relação à cultura da bicicleta é o resultado de vários fatores que se combinam, entre eles, a motivação cívica e a vontade política para promover a bicicleta como meio de transporte eficiente, que afeta positivamente a qualidade de vida nas áreas urbanas.
Neste sentido, Groningen, no norte da Holanda, é um dos vários exemplos europeus notáveis nesse panorama. Nesta cidade não existem apenas mais bicicletas do que carros, mas também, mais bicicletas do que pessoas. A cidade implementou uma política pública favorável ao uso da bicicleta nos anos 70 que continua até hoje.
Hoje em dia, todos nós já ouvimos o mantra: em vinte anos, as cidades do mundo terão crescido de 3 para 5 bilhões de pessoas, e quarenta por cento das populações urbanas estarão vivendo na ou abaixo da linha de pobreza, enfrentando a ameaça constante do déficit habitacional - estatísticas assustadoras e implicações ainda mais.
ECOnnect, uma empresa de design sediada na Holanda, prevê uma solução para essas carências habitacionais futuras, podendo construir uma cidade de um milhão de habitantes por semana, durante os próximos vinte anos, por US $ 10.000 por família. Peter Stoutjesdijk, arquiteto da empresa, criou o conceito após a devastação no Haiti, causada por um forte terremoto que deixou centenas de milhares de pessoas desabrigadas dependendo de tendas para alívio temporário.
https://www.archdaily.com.br/pt/01-166013/casas-quebra-cabecas-uma-solucao-para-populacoes-que-crescem-rapidamenteJose Luis Gabriel Cruz
Para a X Bienal de Arquitetura de São Paulo, o Posad-Rosa contribuiu com a animação ‘Vivendo e Planejando com as Águas’ que fala de uma maneira simples sobre a importância do sistema de águas para as cidades. A animação também mostra como a Holanda aprendeu viver com as águas ao longo dos séculos, e como essas águas podem virar uma qualidade para a cidade.
O centro da cidade de Rotterdam é dominado pelo comércio. Apenas 5% dos habitantes da cidade vivem no centro ocupado por grandes lojas, restaurantes fast food e escritórios. Após o horário comercial, as ruas ficam desertas. O município gostaria de atrair mais moradores para o centro - mas o espaço para novos edifícios de habitação é escasso. Assim, nos últimos anos, um cinema dos anos 1960 e uma igreja tiveram que abrir caminho para um novo complexo habitacional projetado por Alsop Architects e uma torre residencial de Wiel Arets foi rapidamente ligada à loja de departamento projetada por Marcel Breuer, De Bijenkorf. Não era assim até que o município forçasse a construção de novos arranha-céus residenciais nas áreas verdes do complexo residencial Lijnbaanhoven, projetado em 1954 por Hugh Maaskant, quando houveram protestos e o projeto teve que ser cancelado.
Um projeto de densificação, no entanto, tentou não destruir ou degradar o edifício do pós-guerra que originalmente ocupa o terreno. Em muitos aspectos, o arranha-céu residencial Karel Doorman pode ser chamado de salvador da antiga loja de departamentos Ter Meulen. Pode ser um pouco incomum para um valente herói se agachar sobre os ombros de uma velhinha que se pretende resgatar - mas é isso mais ou menos o que acontece aqui.