Projetado pelo arquiteto Renée Gailhoustet em 1972, o complexo residencial Cité Spinoza faz parte do plano diretor criado para o centro de Ivry-sur-Seine, na França. O projeto é uma versão da Unité d'Habitation de Marseille de Le Corbusier, uma das principais referências arquitetônicas para os arquitetos da época. O fotógrafo de arquitetura Anthony Saroufim percorreu as ruas do subúrbio parisiense e registrou as distintas formas de concreto deste exemplar de arquitetura modernista.
A maioria das paisagens urbanas que marcam nossas vidas é feita de casas populares, aquelas construídas no século 20 por imigrantes, artesãos e construtores anônimos. Porém, essa arquitetura vernacular cheia de afetividade, bons projetos e detalhes riquíssimos não é objeto de estudos tão frequentes como deveria. Mas isso começa a mudar. Pelo menos em Curitiba.
Os arquitetos Fábio Domingos Batista e Paula Domingos Fraiz Morais passaram meses se debruçando sobre a arquitetura residencial da capital paranaense e lançam agora um box de dois livros, o "Inventário de Arquitetura Residencial Curitibana", voltados ao grande público com detalhes da arquitetura de aproximadamente 160 casas de Curitiba, construídas de 1920 a 1960.
A possibilidade de tirar fotografias aéreas torna possível mostrar questões de projetos que muitas vezes são complexas de capturar ou representar através de métodos convencionais. A partir das oportunidades tecnológicas oferecidas pelos pequenos veículos aéreos não tripulados (UAVs), comumente chamados de drones, os fotógrafos de arquitetura começaram a explorar novas maneiras de mostrar as obras para comunicar as decisões arquitetônicas relativas a pontos como implementação, diálogo com o entorno ou a relação com edifícios próximos.
Paul Clemence acaba de apresentar sua mais recente série fotográfica, mostrando as obras em andamento no Central Park Tower em Manhattan. O projeto, desenvolvido pelo escritório Adrian Smith + Gordon Gill Architecture e atualmente em fase final de construção, será considerado o edifício residencial mais alto do mundo quando for concluído. A estrutura, como pode ser vista nas fotos, está muito próxima de ser concluída e deverá ser inaugurada ainda este ano.
Paulo Sousa - André Scarpa a observar junto de Madureira e Siza a maqueta de forros 1/20
Narrativas experienciadas! André Scarpa compartilha sua experiência com a arquitetura portuguesa e a forma como isso marca o seu percurso profissional.
Neste episódio de “Nos Bastidores”, onde mostramos o trabalho de fotógrafos visionários e perguntamos sobre suas experiências além do que é visto pelo público, apresentamos Niveditaa Gupta, uma fotógrafa de arquitetura baseada em Nova Delhi, Índia. Através de suas fotos, ela procura criar visuais que possam suscitar um discurso sobre o próprio elemento arquitetônico.
Hotel Al Yamamah, Riade. Imagem Cortesia do Arquivo Nacional de Fotografias Históricas, Biblioteca Nacional King Fahad
Intitulado Acomodações, o Pavilhão da Arábia Saudita na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza se propõe a analisar encontros sociais e espaciais de hospedagens e casas no território saudita, lugar onde histórias, protocolos e gestos estão entrelaçados. Com curadoria de Hussam Dakkak, Basmah Kaki, e Hessa AlBader, junto com os curadores de Brooklin, Uzma Z, Rizvi e Murtaza Vali, a exposição irá acontecer de 22 de Maio a 21 de Novembro de 2021.
O fotógrafo indiano Nipun Prabhakar compartilhou conosco uma série de imagens do Herbert F. Johnson Museum of Art, projetado pelo arquiteto sino-americano I.M Pei. O arquiteto fora contratado em 1968 pela Universidade de Cornell para construir um museu que também deveria servir como um centro cultural e de ensino para a comunidade acadêmica. Concluído em 1973, o edifício recebeu o Prêmio de Honra do Instituto Americano de Arquitetos em 1975.
Arquigrafias. Guido Guidi e Álvaro Siza é a exposição que assinala a reabertura ao público da Casa da Arquitectura, depois do confinamento. A mostra de fotografias do italiano Guido Guidi sobre obras do arquiteto Álvaro Siza tem curadoria de Paula Pinto e Joaquim Moreno e fica em cartaz na Galeria da Casa de 17 de abril a 3 de outubro 2021.
Os curadores selecionaram oito projetos situados em Lisboa, Porto e Matosinhos, que estão representados através de 97 imagens captadas pela lente de Guido Guidi. Arquigrafias oferece assim um “diálogo entre a obra fotográfica de Guido Guidi (Cesena, 1941) e a obra arquitetónica de Álvaro Siza (Matosinhos, 1933) e constitui um encontro singular entre duas figuras ímpares nos seus respetivos campos de trabalho”.
https://www.archdaily.com.br/pt/960271/casa-da-arquitectura-reabre-as-portas-com-a-exposicao-arquigrafias-guido-guidi-e-alvaro-sizaEquipe ArchDaily Brasil
Escada x Escada Rolante. Até o começo do século XX, a circulação vertical era feita através da escada. Sem o aparato da eletricidade, a circulação vertical demandava esforço físico e atenção dos usuários, dependendo somente da força humana. A escada rolante surge “com o rush das invenções industriais junto aos desejos da ficção científica de 1800, apresentada em 1915 como objeto de entretenimento na grande exposição de Paris e de Coney Island” (KOOLHAAS, 2014, pg.1303). Logo depois, passa a ser usada como elemento funcional de circulação. A princípio, a sua utilização deveria substituir o uso da escada comum, entretanto, o novo aparato tecnológico não cumpriu essa função, passando a ser um elemento complementar e adquirindo um novo significado. Com degraus maiores para acomodar um corpo parado em pé, a escada rolante possibilita um fluxo de pessoas mais intenso, conectando espaços mais íngremes com uma menor área de incidência. Comparada a escada, ambas exigem ritmos, sensações e condicionamentos físicos diferentes daqueles que ali transitam.
Paul Clemence divulgou uma nova série de imagens mostrando o andamento das obras da torre 111 West 57th, projetada pelo escritório SHoP. Localizado em Nova Iorque, arranha-céu residencial se tornará o segundo edifício mais alto da cidade – considerando a altura de sua cobertura – e o edifício mais esbelto do mundo.
Encontrei-me por primeira vez com com os fotógrafos Juan Alberto Andrade e Cuqui Rodríguez do JAG Studio a um par de anos no Equador. Nosso encontro se deu após a sua palestra na VI edição do Evento Acadêmico da Escola de Arquitetura EARQ da Pontifícia Universidade Católica do Ecuador Sede Ibarra (PUCE-SI). Este jovem casal de fotógrafos se dedica a documentar e divulgar a produção arquitetônica equatoriana contemporânea através de sua arte. Focando nas mais recentes obras inauguradas no país, fotografando o concreto ainda fresco de algumas das mais reconhecidas obras de arquitetura contemporânea equatoriana—produzidas por escritórios como AL BORDE,Daniel Moreno Flores, Natura Futura, Rama Estudio, entre outros—, Andrade e Rodríguez se tornaram de certa forma uma espécie de embaixadores da arquitetura equatoriana no mundo todo.
Por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, decidi encontrá-los novamente para saber mais sobre o início de suas carreiras como fotógrafos e seus processos de trabalho, além é claro, de uma inspiradora conversa sobre o papel do fotógrafo na arquitetura contemporânea.
O brutalismo é um estilo arquitetônico profundamente divisor - uma subcategoria do movimento modernista que apresentava acabamentos de concreto à vista, formas incomuns e uma estética sem dúvida única. Com especial protagonismo no Brasil e no Reino Unido, exemplos emblemáticos desse estilo também podem ser encontrados na Europa Oriental – particularmente, no território anteriormente conhecido como Iugoslávia.
Em poucos anos, o arquiteto e engenheiro ítalo-argentino Francisco Salamone projetou e construiu mais de 60 edifícios em diferentes cidades da província de Buenos Aires. Entre 1936 e 1940, promover o crescimento e o desenvolvimento dos municípios do interior de Buenos Aires por meio de obras públicas foi uma estratégia do governo local. Com liberdade para projetar – de mobiliário urbano até praças e edifícios públicos, entre os quais cemitérios em estilo art déco, matadouros e prefeituras – Salamone revelou a busca de uma identidade monumental para o Estado.
Situados nos picos rochosos de Ticino estão os históricos castelos medievais de Bellinzona: Montebello, Sasso Corbaro e Castelgrande. Embora os três e suas fortificações tenham integrado a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, não são apenas as antigas muralhas que deixam os visitantes encantados, mas também os portões que levam a elas.
Eu sua mais recente série de imagens, o fotógrafo de arquitetura Simone Bossi registrou apenas a entrada de um dos castelos, mostrando como o diálogo entre as formas orgânicas da natureza e as paredes refinadas moldadas pelo homem pode ser tão majestoso quanto a própria fortaleza histórica.