Uma fachada de tijolos faz mais do que apenas definir o limite exterior de uma residência. Quando projetada como um painel poroso, ela se transforma em um elemento intermediário entre o interior e o exterior, moldando a atmosfera e as condições térmicas e lumínicas dos espaços situados logo atrás. Na arquitetura residencial indiana contemporânea, o jali de tijolos — um anteparo perfurado ou treliçado — vem sendo reinterpretado sob uma sensibilidade contemporânea, inspirando-se em elementos da arquitetura vernacular.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Para quem a visita pela primeira vez, Mumbai se apresenta como um caleidoscópio de sobrecarga sensorial. Sob a perspectiva arquitetônica, a cidade peninsular abriga inúmeros estilos. A identidade arquitetônica de Mumbai emerge de séculos de intercâmbio cultural e influência colonial. O que torna essa experiência diferente daquela de outras cidades históricas é a densidade e a proximidade em que ocorrem as justaposições.
Ao contrário das escolhas da Cor do Ano de 2024, as seleções para 2025 revelam mais afinidades entre as cores apontadas pelas principais marcas da indústria de tintas. Todos os anos, designers e entusiastas de diversas áreas reúnem-se em empresas de todo o mundo para reacender o debate sobre a cor e sua relação com a cultura contemporânea. Para as previsões de 2025, os tons terrosos parecem ser os grandes vencedores: à escolha da Pantone, a Mocha Mousse, somam-se tons de canela, marrom e borgonha de marcas como Benjamin Moore, Graham & Brown, Behr e C2 Paint. Já marcas como AkzoNobel, Valspar e Comex optaram por cores mais vibrantes para celebrar o otimismo e a alegria, enquanto a Sherwin-Williams e a Jotun não se limitaram a uma única cor. Em vez disso, apresentaram paletas completas voltadas para a tranquilidade e o relaxamento. Esses conceitos parecem ser os temas condutores para 2025.
Ao longo da costa sudoeste da Índia, pontuada por uma mistura de arquitetura colonial e patrimônio ancestral, a cidade de Kochi ergue-se como um vestígio da influência estrangeira. Anteriormente colonizada por portugueses, holandeses e britânicos, a cidade hoje sopra nova vida em sua paisagem construída. Do outro lado do mundo, na cidade alemã de Kassel, as cicatrizes da Segunda Guerra Mundial estão gravadas no ambiente, sob a superfície de sua alma cultural renascida. Kochi e Kassel, embora distantes geograficamente e historicamente, compartilham um ponto em comum: o poder de cura da arte e dos festivais. Diante de traumas históricos, ambas as cidades encontraram a renovação na expressão criativa de artistas de todo o mundo.
Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.
À medida que o setor da arquitetura volta seu foco para uma maior sustentabilidade e eficiência energética, muitos projetos contemporâneos nos ambientes mais quentes (e cada vez mais quentes) do mundo estão resgatando métodos tradicionais de controle de temperatura, luz e ventilação, aprendendo com o passado para nos salvar do futuro.