A exposição "Paperworks" do artista japonês Katsumi Hayakawa explora a impressão da densidade arquitetônica através de delicadas instalações feitas de papel. As complexas esculturas foram todas produzidas manualmente, peça a peça, com papel e cola, criando uma inspiradora montagem de cenários urbanos sobrepostos das mais variadas escalas. A seguir, mais informações e imagens sobre o trabalho de Hayakawa.
Diluindo os contornos entre o mundo natural e o artificial com um único gesto, a primeira exposição solo do artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson, intitulada Riverbed (Leito Fluvial), leva o ambiente externo para o interior do museu.
Recriando uma enorme e encantadora paisagem composta por um leito fluvial de solo rochoso o artista se inspira profundamente na arte site-specific. A localização do Louisiana Museum of Modern Art na costa dinamarquesa confere um caráter cru, elemental e poderoso que se estende até o edifício como uma grande intervenção transformada em obra de arte.
Este ano na Bienal de Veneza o escritórioKAAN Architecten apresentará num dos eventos paralelos o projeto PLANTA - um espaço parcialmente subterrâneo que será dedicado à produção artística multidisciplinar e construído nos confins da pedreira "La Plana del Corb" em Balaguer, Espanha, até 2016. Projetado por Grupo e pela Fundació Sorigué, PLANTA não é apenas um edifício, mas um conceito, o "ápice do desejo de devolver, do retorno a um equilíbrio entre arte, instituição, conhecimento, ecologia e produção."
Estação de Pesquisa Halley VI / Hugh Broughton Architects. Imagem Cortesia do British Antarctic Survey
Este ano, como o primeiro continente que nunca ter sido representado na Bienal de Arquitetura de Veneza, Antártida reunirá arquitetos e artistas internacionais para explorar modelos atuais e futuros para a vida na Região Polar Sul. A exposição, Antarctopia contará com projetos e idéias de participantes, tais como Hugh Broughton, Juergen Mayer H. e Zaha Hadid.
O discurso da curadoria e a lista completa dos participantes, a seguir...
Ricardo Bofill, Norman Foster e Eduardo Souto De Moura estão entre os muitos participantes que apresentarão ideias, pesquisas e aspirações que irão acrescentar comentários sobre o estado atual da arquitetura, bem como destacar questões filosóficas e conceitos sobre tempo, espaço e existência.
Este ano na Bienal de Veneza, o Pavilhão de Montenegro apresentará quatro edifícios negligenciados do modernismo tardio que foram originalmente construídos como testemunhos de uma nova e radiante sociedade. Um esforço para iniciar um discurso sobre regeneração urbana em Montenegro e o futuro da arquitetura da antiga Iugoslávia, a exposição busca destacar a estranha beleza de cada estrutura, consideradas Treasures in Disguise(Tesouros Disfarçados).
A proposta do arquiteto Jimenez Lai, Township of Domestic Parts: Made in Taiwan, foi selecionada para representar Taiwan na Bienal de Arquitetura de Veneza 2014. Espalhada pelo Palazzo delle Prigioni, a instalação compreenderá nove pequenas casas, cada uma com um programa único, que comporão um "município interno de partes desajustadas."
Restaurante “Sēnīte” (1967); Vidzeme highway 37.km / Linards Skuja, Andris Bite, G. Grīnbergs, R. Ozoliņš - Cortesia deThe Museum of Architecture of Latvia
Os arquitetos do escritório NRJA foram selecionados como curadores da participação da Letônia na Bienal de Veneza 2014. Baseada na afirmação de que "(não) há modernismo na Letônia", a exposição Unwritten confrontará a falta de pesquisa e avaliação da arquitetura moderna letã do pós-guerra.
Esquema de habitações Lekkumerend em Leeuwarden, Países Baixos, 1962, coleção Het Nieuwe Instituut, BROX_1337t339- 1, Van den Broek en Bakema Architects
O arquiteto holandês foi uma voz ativa no movimento vanguardista dos CIAM (Congrès Internationaux d'Architecture Moderne) e do Team 10. Inspirado na crença de que a arquitetura deveria acolher a emancipação das massas e, ao mesmo tempo, permitir a realização pessoal de cada cidadão, seu portfólio inclui alguns dos mais importantes projetos holandeses do pós-guerra, como a rua comercial Lijnbaan, em Roterdã.
A influência do mundo ocidental e a modernização que seguiu a Segunda Guerra Mundial levaram o Japão ao posto de segunda maior economia mundial ainda em 1968. Com isso veio uma série de problemas, como poluição ambiental e a crise do petróleo, que desencadearam um novo olhar para o modernismo na arquitetura japonesa e uma série de experimentos radicais propostos por jovens arquitetos que sugeriam uma nova visão da cidade.
Destacando o trabalho destes jovens arquitetos, bem como o de historiadores, observadores urbanos, artistas e revistas dos anos 70, a participação do Japão na Bienal de Veneza 2014 destacará as "respostas independentes e fundamentalmente inovadoras" que "desdobraram um novo e fértil campo da arquitetura" e revelaram o "poder essencial" que nossa profissão tem no mundo real.
O Laboratorio de Arquitectura Dominicana (LAD), responsável pela curadoria da primeira participação da República Dominicana na Bienal de Veneza, lançou uma campanha no Kickstarter visando angariar fundos para a realização de um documentário curta-metragem que irá revelar a vida de La Feria. Originalmente construída pelo ditador Rafael Trujillo como símbolo de poder e riquesa, o espaço para feiras dos anos 50 foi transformado em um "protagonista arquitetônico" na cidade de Santo Domingo, servindo a diversas instituições públicas durante o dia e a comércios ilícitos à noite.
OfficeUS no Pavilhão dos EUA, Leong Leong, 2014. Cortesia de Leong Leong and Storefront for Art and Architecture
Os curadores do Pavilhão dos EUA para a Bienal de Veneza 2014 revelaram o OfficeUS, um "experimento radical" que explora os modos como o "espaço, as estruturas e protocolos dos escritórios de arquitetura dos EUA" influenciaram a construção da Modernidade.
Cortes transversais conceituais. Cortesia do Pavilhão da Romênia
Na Europa Oriental a assimilação da modernidade passou por um processo divergente, correlacionado a diversos eventos sócio-políticos tumultuosos e contraditórios. O espaço urbano sofreu sucessivas desestruturações causadas por maciças inserções industriais que tiveram impacto direto na esfera urbana e demográfica.
Neste sentido, a exposição que terá lugar no Pavilhão da Romênia, intitulada Site Under Construction, discutirá o papel da arquitetura industrial como geradora da modernidade. A exposição cria uma jornada que parte do período entre guerras, passa pela industrialização socialista e termina nos vazios urbanos pós-industriais. Glória e vazio, passado e presente são confrontados e colocados à contemplação. Uma vez fechadas as instalações industriais, as estruturas remanescentes se tornaram ruínas urbanas modernas que compõem paisagens desoladoras.
Com Le Corbusier projetando uma extensa sombra sobre a história arquitetônica francesa do último século, não é surpresa que, face ao tema proposto por Rem Kollhaas - "absorbing modernity" - para a Bienal de Veneza 2014, o país tivesse uma única reação.
A proposta inicial de Jean-Louis Cohen para o Pavilhão da França, intitulado "Modernity: Promise or Menace?" (Modernidade: Promessa ou Ameaça?), refletia a seguinte história: "desde 1914, a França não 'absorveu' tanto a modernidade quanto a moldou através de significantes contribuições de arquitetos e engenheiros franceses para atender as exigências de diferentes segmentos da sociedade. Como no caso de muitos países, a modernidade teve que vir acompanhada de reformas sociais e, com isso, concretizou grandes sonhos, como habitações de qualidade e serviços comunitários para todos desfrutarem. Este encontro trouxe consigo uma considerável ansiedade."
Saiba mais sobre os temas explorados pelo Pavilhão da França, a seguir.
Cortesia de Zaha Hadid Architects & Danish Architecture Centre
Aberta na última sexta-feira, 28 de junho, a exposição Zaha Hadid - World Architecture é a primeira exposição solo da arquiteta em Copenhague, e permanecerá aberta até 29 de setembro. A arquiteta iraquiana, vencedora do Prêmio Pritzker, é uma das profissionais mais procuradas, admiradas e comentadas no mundo, e vem desenvolvendo esta extraordinária experiência com o Centro Dinamarquês de Arquitetura. A palestra inicial aconteceu no dia da abertura com Patrik Schumacher, diretor e arquiteto sênior no escritório Zaha Hadid Architects, e Kent Martinussen, presidente do Centro Dinamarquês de Arquitetura. Para mais informações, pro favor visite o site oficial aqui.