Durante suas freqüentes viagens a Seul, o fotógrafo de Hong Kong e Cingapura, Raphael Olivier, notou uma nova tendência na capital sul-coreana: uma coleção de edifícios geométricos e de concreto de todos os gêneros. Ele chama o estilo de Neo-Brutalismo, após o movimento modernista que proliferou do final dos anos 1950 aos anos 1970, em que o concreto aparente foi concebido para expressar uma verdade e honestidade. A observação de Olivier levou-o a capturar o fenômeno em uma série de fotos pessoais - um tesouro fotográfico desses projetos que, quando tomado como um todo, descobre um corte transversal dessa tendência na arquitetura da cidade.
Dando seguimento aos lançamentos regulares de mapas e guias de cidades, a editora londrina Blue Crow Media produziu recentemente o Brutalist Paris Map, em colaboração com Nigel Green e Robin Wilson da Photolanguage. Tendo já abordado os edifícios brutalistas mais emblemáticos de Washington D.C., o mapa o mais recente destaca mais de 40 exemplos parisienses da arquitetura brutalsta.
Este projeto do arquiteto espanhol Félix Candela localiza-se em Xochimilco, local de enorme significado pelas origens pré-hispânicas, hoje Cidade do México, em uma área conhecida por ter tido uma das fontes mais importantes de água doce para a cidade de então. O edifício do restaurante "Los Manantiales" construído no ano de 1957, possui uma grande sala com capacidade para cerca de 1000 pessoas, formada pela intersecção de 4 paraboloides hiperbólicos, constituindo um destacável exemplo desse ramo de projeto estrutural.
Em 2006, uma equipe formada pelos escritórios Mecanoo e Ayesa venceu um concurso internacional para o tribunal de Córdoba com uma proposta que combina o carácter histórico da região com um toque moderno. Agora, após quase uma década, o Palácio da Justiça está prestes a ser concluído.
Inspirado pelas origens mouras de Córdoba, o projeto apresenta um equilíbrio entre um volume de concreto contemporâneo e um pátio externo tradicional; um reflexo do plano da cidade antiga.
Enquanto a impressão 3D em grande escala para a arquitetura continua a ser uma área de pesquisa muito movimentada, a empresa XtreeE, com sede na França, vem usando o concreto impresso 3D em projetos desde 2015. Sua mais recente criação é uma estrutura de suporte orgânica para um parque infantil em Aix -en-Provence.
Este artigo faz parte de nossa série "Material em Foco", onde pedimos aos arquitetos que compartilhem mais sobre seu processo criativo, o qual através da escolha dos materiais são definidas partes importantes da construção de suas obras.
A Fazenda Niop, de AS Arquitectura e R79 é um projeto de regeneração arquitetônica que dialoga com uma construção história por meio da reconversão de um espaço abandonado de caráter industrial a um conjunto turístico de alto nível na região sudeste do México. O respeito pelo contexto do lugar influencia a nova escolha de materiais (como o aço, a pedra, o chukum, a madeira e o vidro) para criar novos espaços de uso público e privado que dialogam com o pré-existente. Nesta entrevista, conversamos com Roberto Ramirez de R79 que nos explica mais sobre como a eleição de materiais do projeto contribuiu com o processo de projeto e construção.
A Escola da Cidade compartilhou conosco mais um de seus vídeos do Baú da Escola, desta vez, de uma palestra com o arquiteto Marcos Acayaba, que participou de duas aulas do curso de pós-graduação Geografia, Cidade e Arquitetura para falar sobre algumas de suas obras e, em especial, estruturas de madeira.
Acayaba apresentou, de forma não cronológica, projetos concluídos e em obras organizados a partir dos sistemas estruturais, sistemas construtivos e técnicas construtivas, como estruturas de alvenaria, concreto, aço e madeira.
Tricorn Shopping Centre, Portsmouth, 1965. Credit: RIBA Library Photographs Collection
Há muito tempo o concreto tem sido considerado particularmente prejudicial ao meio ambiente. No entanto, a Architect Magazine publicou recentemente um artigo na revista Nature Geoscience que pode mostrar algumas conclusões concretas sobre esta questão
O estudo, inspirado no grande aumento da produção de concreto na China, utilizou uma técnica de estimulação baseada em algoritmos - denominada análise de Monte Carlo - para quantificar a carbonatação do cimento global.
O escritório BIG é conhecido por seus edifícios pouco convencionais que muitas vezes levantam a questão: "como eles foram capazes de fazer isso?" É o caso do Honeycomb, um luxuoso edifício de oito pavimentos atualmente em construção nas Bahamas. A marca do projeto é a sua fachada hexagonal composta por varandas privadas, cada uma com a sua própria piscina exterior e fechamento em vidro. A fachada foi também o maior desafio de engenharia do projeto, com cada varanda pesando entre 48 e 122 mil quilogramas (incluindo a água das piscinas) e projetando-se em balanços de até 5,5 metros.
Este artigo é parte da nossa nova série "Material em Foco", onde os arquitetos compartilham conosco o processo de criação através da escolha de materiais que definem parte importante da construção de seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/802588/os-desafios-da-acessibilidade-da-construcao-na-zona-ruralEquipe ArchDaily Brasil
A materialidade de um edifício é aquilo com o qual nossos corpos fazem contato direto. a fria alça de metal, a parede quente de madeira e a dura janela de vidro criariam uma atmosfera completamente diferente se fossem, por exemplo, uma maçaneta de vidro, uma parede de fria e uma janela de madeira. A materialidade é tão importante quanto a forma, função e localização - ou melhor, inseparável de todos os três.
Here we’ve compiled a selection of 16 materials that should be part of the design vocabulary of all architects, ranging from the very familiar (such as concrete and steel) to materials which may be unknown for some of our readers, as well as links to comprehensive resources to learn more about many of them.
Sabemos que a história é escrita por aqueles que vencem e impõem seu próprio relato. Também sabemos que o relato do ocidente é o da Europa e Estados Unidos, enquanto o resto dos atores são minimizados ou inviabilizados; chineses e japoneses durante a Segunda Guerra Mundial; com o Império Otomano na Europa do século XVI e com as maiorias raciais na leitura da independência latino-americana. O mesmo ocorre com a arquitetura.
Temos insistido que o boom do Hemisfério Sul não se apoia unicamente em uma obra nova, mas também no reconhecimento de uma nova arquitetura inviabilizada e aparentemente não digna de ser publicada em revistas nos anos 1990. Este cenário mundial mudou com o surgimento de uma humanidade multipolar, mais local. Globalizada mas heterogênea, acelerada mas desequilibrada. Não há países vermelhos ou azuis, mas uma ampla paleta de cores explodidas, como num quadro de Pollock.
Isto serve de preâmbulo para ponderar os melhores edifícios de 2016 de acordo com a opinião do crítico britânico Oliver Wainwright, que elaborou um mapa mundi delimitado por Nova Iorque (a oeste) e a cidade norueguesa de Utoya (a leste), com a exceção de Birzeit, na Palestina.
Construído nos primórdios da aviação comercial, o Terminal TWA é um símbolo concreto das rápidas transformações tecnológicas que foram impulsionadas pelo início da Segunda Guerra Mundial. Eero Saarinen procurou capturar a sensação de voo em todos os aspectos do edifício, de um interior fluido e aberto, à casca de concreto da cobertura semelhante a uma asa. A pedido da TWA, Saarinen projetou mais do que um terminal funcional; ele projetou um monumento para a companhia aérea e para a própria aviação.
Este Clássico apresenta uma série de imagens exclusivas de Cameron Blaylock, fotografadas em maio de 2016. Blaylock usou uma câmera Contax e lentes Zeiss com filme preto e branco Rollei para refletir a tecnologia de câmeras dos anos 1960.
Este ano o programa Summer DLAB da Architectural Association (AA) culminou no Weave.X, um protótipo final de estruturas de concreto entrelaçadas tridimensionalmente. Projetado e fabricado por 21 participantes de 11 países, entre julho e agosto, o protótipo explora o design computacional, a racionalização da geometria, o comportamento do material e a fabricação robótica aplicada às técnicas de flexão de concreto e robótica. O resultado é uma rede de auto-sustentação de ramos de concreto que envolvem um invólucro amorfo.
Utilizando cimento e tijolos de lama crua, os arquitetos Solanito Benitez, Solano Benitez, Gloria Cabral, Maria Rovea e Ricardo Sargiotti construíram um muro que pôde ser erguido graças ao trabalho conjunto de ambos os materiais. Após a cura do cimento, os tijolos foram desmanchados com água, deixando vazios no muro como uma espécie de negativo dos blocos.
A intervenção fez parte da mostra de arte MUVA em Unquillo, Córdoba, Argentina, que aconteceu entre os dias 11 de abril e 3 de maio de 2014.
Situado no cume da Montanha Bergisel, sobre a pitoresca cidade alpina de Innsbruck, Áustria, a Rampa de Esqui Bergisel representa a encarnação contemporânea de um marco histórico. Projetado por Zaha Hadid entre 1999 e 2002, o edifício é um estudo de expressão formal: suas linhas fluidas e estética minimalista criam um senso de graça e movimento de alta velocidade, refletindo a sensação dinâmica de um salto de esqui em uma estrutura monumental que se destaca acima do centro histórico de Innsbruck e das encostas das montanhas ao redor.
Em 1986, o Prêmio Pritzker de Arquitetura anunciou seu primeiro laureado alemão. Em discurso durante a cerimônia de premiação em Londres, o Duque de Gloucester afirmou que o prêmio "pode não garantir a imortalidade", inferindo, talvez, que nem mesmo o mais prestigiado prêmio da arquitetura poderia competir com uma obra tão compacta, focada e contínua como a de Gottfried Böhm -- um "filho, neto, marido e pai de arquitetos."
A Igreja da Peregrinação em Neviges foi concebida a partir de um concurso internacional por convite -- lançado em 1962 -- e tinha como cliente a Arquidiocese de Köln, mais precisamente, o Arcebispo Josef Cardinal Frings. A estrutura resultante, que precisou de 7.500 metros cúbicos de concreto e 510 toneladas de barras de aço, é uma das obras mais decisivas, significativas e anônimas do século XX.