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Circular Economy: O mais recente de arquitetura e notícia

Um banco de madeira e a geografia dos materiais

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As imagens dos bancos do High Line Park, em Nova York, correram o mundo quando o projeto foi inaugurado em 2009. Emergindo diagonalmente do mesmo material e padrão modular da pavimentação, eles transitam de forma fluida do concreto para a madeira, evocando os trilhos ferroviários que outrora ocupavam o local. Para resistir a décadas de exposição às intempéries, o projeto exigia uma espécie de madeira de durabilidade excepcional, e o ipê, extraído da Amazônia brasileira, foi o escolhido. Seu crescimento lento produz uma madeira de lei densa e de baixa porosidade, naturalmente resistente ao desgaste, à umidade e à deterioração biológica. Essa escolha, no entanto, gerou polêmica na época devido a preocupações com a certificação do manejo florestal da madeira. Essa perspectiva mais ampla transforma a forma como pensamos os materiais. Sua origem ainda importa, mas o que acontece após o fim da vida útil do edifício também é fundamental.

Arquivo: Desconstrução e Reutilização de Materiais para uma Arquitetura Circular

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A indústria da construção civil enfrenta hoje um paradoxo inevitável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", frequentemente reduzido a um rótulo comercial vazio. Nesse cenário, o Arquivo — um dos vencedores do Prêmio Next Practices 2025 do ArchDaily — surge como facilitador e mediador entre diferentes agentes do campo da construção por meio do desmonte — ou melhor, desconstrução — e do reuso de elementos construtivos. Etimologicamente, se "construção" deriva do latim construere (empilhar, montar), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.

Enquanto as práticas convencionais de demolição geram um vasto volume de resíduos e consumo de energia, o Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A iniciativa atua na lacuna entre o descarte e a nova construção, guiada por uma premissa clara: "O reuso só se realiza plenamente quando o material ganha uma nova vida."

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Projetando a Economia do Reuso: Como arquitetos podem construir cadeias de suprimentos, e não apenas edifícios

Ao redor da Europa — e além dela — arquitetos enfrentam um ponto de inflexão. À medida que metas de redução de emissões colidem com a escassez de materiais e com a urgência crescente dos compromissos climáticos, o ambiente construído é forçado a encarar, de forma mais profunda, como consome, circula e descarta recursos. O que antes era tratado como resíduo revela-se agora como um arquivo arquitetônico adormecido, um ecossistema urbano de materiais à espera de serem recuperados, revalorizados ou reimaginados. Nesse movimento, os arquitetos começam a assumir um papel radicalmente diferente — não apenas como autores de edifícios, mas como orquestradores dos fluxos que os sustentam.

Essa mentalidade emergente está remodelando as bases da prática. Em vez de depender de longas e extrativas cadeias de suprimento, designers começam a construir redes de ciclo fechado, criando bancos de materiais, negociando protocolos de desconstrução e participando de novas formas de mineração urbana.

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Do lixo ao luxo: arquitetos e designers dão nova vida a objetos descartados

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Um aspecto fundamental em uma economia circular é a transformação de nossa maneira de enxergar o lixo. Rotular um objeto como "resíduo" implica desvalorizá-lo e encerrar seu papel em uma economia linear tradicional. Mesmo que o objeto esteja fora de vista, sua vida continua no aterro sanitário. Essa mudança de perspectiva em relação ao lixo implica em abrir nossas mentes para as oportunidades que a abundância de resíduos apresenta. Os designers e arquitetos reunidos a seguir não apenas conseguiram eficientemente resgatar objetos descartados como também aumentaram seu valor agregado, atribuindo-lhes novo significado por meio de sua cuidadosa curadoria.

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Transformando resíduos de milho em um material inovador de base biológica

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A prática do upcycling, predominante em setores da moda à construção, não só revitaliza itens descartados, acrescentando valor e função, mas também contribui para transformá-los em recursos valiosos. Adotar o espírito da economia circular, aproveitando resíduos agrícolas, como espigas de milho, palha de arroz e bagaço de cana-de-açúcar para materiais de construção marca uma mudança fundamental em direção a práticas sustentáveis, promovendo um sistema de circuito fechado que minimiza os resíduos e otimiza a eficiência dos recursos.

CornWall®, desenvolvido pela Stone Cycling, surge como uma inovação pioneira neste sentido. Inspirado na mudança imperativa para uma economia de base biológica, incorpora uma solução transformadora que aborda as preocupações prementes do impacto ambiental da indústria da construção. Conversamos com Ward Massa, um visionário da Stone Cycling, sobre este material. Trata-se de um material de acabamento de paredes fabricado a partir de biomassa vegetal, obtida principalmente a partir dos núcleos das espigas de milho de origem regional. Estes resíduos orgânicos estão amplamente disponíveis e destinam-se normalmente à fermentação, à queima como biomassa ou a tornarem-se simples resíduos orgânicos.

Criando ícones: um caminho para a construção de edifícios monumentais no sul global

Edifícios que são projetados para contar histórias e memórias, evocar um senso de aspiração, definir narrativas culturais e construir uma identidade nacional sempre serão importantes em todas as sociedades. Quando os edifícios têm esse poder de moldar comunidades, impactar a imagem de uma cidade e mudar o curso do crescimento socioeconômico, então podem ser identificados como icônicos. Embora o termo "icônico" seja subjetivo, é uma palavra que expande os limites da arquitetura em qualquer contexto. Ele exige originalidade espacial, propõe uma tecnologia de materiais inovadora e necessita de um investimento socioeconômico considerável para ser realizado.

No entanto, uma vez que as economias dos países em desenvolvimento do sul global nem sempre podem atender aos requisitos dessas estruturas arquitetônicas, seria possível existir um modelo socioeconômico mais adequado para estruturas monumentais nesse contexto? Os princípios graduais de mudanças e crescimentos pequenos e adaptáveis podem ser aplicados à aspiração finita e icônica dessa arquitetura?

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Integrando patrimônio e inovação: 7 instalações arquitetônicas na Dubai Design Week 2023

Entre 7 e 12 de novembro, a Dubai Design Week 2023 reuniu mais de 500 designers, arquitetos e profissionais criativos para explorar a relação entre práticas tradicionais e tecnologias emergentes. O objetivo era criar soluções que promovessem a sustentabilidade ambiental e tivessem impacto social através do design. Como um dos eventos culturais mais importantes no Oriente Médio, o festival oferece uma ampla gama de instalações, obras de arte e experiências imersivas, todas explorando tópicos importantes do design voltado para a sustentabilidade ambiental.

As intervenções e instalações deste ano se inspiraram nos ecossistemas naturais da região, assim como nas tradições e habilidades artesanais locais, combinando essas práticas com tecnologias inovadoras, explorações de biomateriais e novas abordagens para o design. Um tema recorrente entre as intervenções foi a celebração do patrimônio do Oriente Médio e o engajamento com as práticas vernaculares.

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Estratégias de design passivo são mesmo eficientes na redução da pegada de carbono?

É de conhecimento (e afirmação) geral que a arquitetura é um campo transdisciplinar. Vale-se de preceitos e saberes de outras disciplinas para que o objeto construído atue da maneira desejada. Isso pressupõe, obviamente, o locus: seu ambiente de implantação, entorno e todos os elementos que o compõem – outras construções, espécies animais e vegetais, clima etc. É possível dizer que arquitetura só pode existir dentro de um contexto, e que, escalonando a dimensão deste contexto, pode-se chamá-lo meio ambiente.

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Mario Cucinella Architects divulga projeto para pavilhão italiano na Expo Osaka 2025

O escritório Mario Cucinella Architects apresentou o projeto do pavilhão italiano para a Expo Osaka 2025. A proposta foi concebida como uma entidade dinâmica, com o propósito de promover o conhecimento e a inovação por meio da interação entre diferentes gerações e culturas. Será um repositório colaborativo de experiências italianas, abrangendo experimentos artísticos, científicos e sociais. A exposição foi planejada em torno dos tesouros culturais da Itália, com o objetivo de destacá-los, desconstruí-los e reinterpretá-los de maneira contemporânea.

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Cidades como laboratórios vivos: os projetos de smart cities para Amsterdã, Singapura e Barcelona

Cidades são uma tela para a criatividade arquitetônica e o dinamismo da vida urbana. Nos últimos anos, elas assumiram um papel adicional: o de laboratórios vivos para uma arquitetura e um urbanismo inovadores. Cidades internacionais tornaram-se terrenos experimentais para a tecnologia arquitetônica, com práticas sustentáveis e princípios de design centrados no ser humano sendo testados e refinados. Essa mudança de paradigma não apenas transformou os aspectos físicos dos ambientes urbanos, mas também redefiniu a relação entre arquitetura, comunidade e o ambiente construído.

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O que é madeira engenheirada?

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A madeira é o concreto do futuro. Provavelmente você já deve ter ouvido essa frase, visto que, as apostas nas construções em madeira estão cada vez mais altas. Entretanto, não estamos falando das técnicas construtivas tradicionais que utilizam madeira, mas sim, desse conhecido material aliado à tecnologia de ponta.

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Arquitetura da nuvem: a pegada do data center

No contexto contemporâneo, como já foi dito inúmeras vezes, parece que vivemos no que se chama de uma era digital. Uma pandemia global aumentou a popularidade dos meios digitais de comunicação — como o Microsoft Teams e o Zoom, e o aplicativo de mensagens multiplataforma WhatsApp com mais de 2 bilhões de usuários ativos. Do ponto de vista ambiental, vemos a migração dos negócios para a “nuvem” como uma vitória da sustentabilidade. Em termos simplificados e para citar um exemplo específico, as empresas podem abster-se de armazenar dados em discos rígidos externos, e armazenar seus dados em serviços de hospedagem de arquivos online.

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O que fazemos com os resíduos? A economia circular e o hemisfério sul

Muitas pessoas pelo mundo concordam que estamos passando por uma emergência climática. O relatório do IPCC, divulgado no ano passado, dificulta a leitura. Os profissionais do ambiente construído passaram a direcionar as ações climáticas, com organizações como ACAN e Architects Declare promovendo o ensino sobre o carbono e pedindo aos designers que reavaliassem sua prática.

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White Arkitekter + ReGen Villages desenvolvem comunidade autossuficiente na Suécia

A White Arkitekter, em colaboração com a ReGen Villages, desenvolveu o projeto de uma comunidade autossuficiente e resiliente na Suécia, que funciona a partir de princípios de economia circular. Inspirado em jogos de computador, o projeto conta com produção de alimentos orgânicos e produção de energia de fontes renováveis, além de promover a reciclagens e contar com edifícios neutros em carbono.

HPP Architekten projeta edifício de escritórios com estrutura híbrida de madeira em Düsseldorf

O escritório de arquitetura e design alemão, HPP Architekten, desenvolveu um projeto de edifício de escritorios em estrutra híbrida de madeira, o qual deverá ser construído no centro de Düsseldorf, às margens do rio que dá nome à cidade. Inspirado pelos princípios de design circular cradle to cradle, ou "do berço ao berço", o projeto tem como principal objetivo divulgar e promover conceitos de economia circular, apontando soluções prática - e viáveis - que poderão ser incorporadas pela indústria da construção civil no futuro próximo. Trabalhando em parceria com os empreendedores da INTERBODEN, os arquitetos procuraram desenvolver um projeto onde todos os componentes e elementos construtivos poderiam ser reciclados após o uso, minimizando a quantidade de materiais não recicláveis e consequentemente, as emissões de CO2 durante a construção e ciclo de vida do edifício.

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