De suas origens históricas como vila de pescadores e sede de uma fazenda de pimenta até a metrópole movimentada de hoje, Lagos, na Nigéria, evoluiu para se tornar uma complexa aglomeração de pessoas, assentamentos e interesses postos.
Como potência econômica da Nigéria e da África Ocidental, está previsto que Lagos se torne a cidade mais populosa da África nos próximos 50 anos, atingindo uma população de 100 milhões a partir dos 15 milhões de hoje. Se as ondas de migração recentes servirem de exemplo — daqueles que procuram oportunidades econômicas ou fogem da crise climática e dos conflitos em outras partes da Nigéria — as projeções podem estar subestimadas.
O Gympass anunciou uma parceria com a Tembici para promover a bicicleta como meio de transporte saudável. Os usuários do Gympass no Brasil agora podem fazer até oito viagens por mês com as bicicletas compartilhadas da Tembici em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre outras.
https://www.archdaily.com.br/pt/1008713/gympass-se-une-a-tembici-e-inclui-acesso-a-bicicletas-para-promover-mobilidade-ativaArchDaily Team
A iniciativa Viva o Verde SP, parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), da Prefeitura de São Paulo, iniciou oficialmente as atividades de avaliação dos mais de cem parques da capital paulista.
A ação consiste na aplicação da Avaliação de Espaços Públicos da Cidade (City-Wide Public Space Assessment), uma ferramenta do Programa Global de Espaços Públicos do ONU-Habitat. De outubro a dezembro, agentes de pesquisa vão visitar mais de cem parques urbanos, lineares, de orla e naturais para realizar a observação detalhada da estrutura de cada um.
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Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto-MG. Foto de Lucia Barreiros Silva
No início desde mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu o chamamento público para a seleção de projetos de arquitetura e engenharia voltados para a preservação do Patrimônio Cultural do Brasil. Essa ação faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (Novo PAC) e tem como objetivo escolher até 100 novos projetos destinados ao restauro, conservação e promoção dos bens culturais brasileiros. O prazo para inscrições se estenderá até 10 de novembro de 2023 e deve ser realizado por meio da plataforma TransfereGov.
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Um bairro nobre em Dar es Salaam, Tanzânia. Imagem: Scott Beyer
No hipertecnológico século XXI, a América do Norte urbana é, em grande parte, uma economia de serviços. A cidade de Nova York, por exemplo, atualmente é dominada por uma combinação de serviços financeiros de alto nível, tecnologia e outras profissões especializadas, enquanto as profissões de baixa escolaridade se concentram no turismo, na entrega de alimentos e em outros empregos no setor de serviços. Empregos de chão de fábrica, onde existem, ocorrem por um legado de zoneamento exclusivamente industrial. Os usos da terra agrária, como a “agricultura urbana”, são quase inexistentes, um hobby esotérico dos gourmets.
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Usina do Gasômetro. Foto: Ana Paula Hirama, via VisualHunt.com
Está em andamento a atualização do Plano Diretor de Porto Alegre. Muito tem se falado do futuro da cidade, mas o que podemos aprender com o passado para promover mais dinamicidade, caminhabilidade e gerar maior qualidade de vida para os cidadãos? Afinal, uma cidade mais agradável retem e atrai talentos, gerando inovação e riqueza. Neste artigo, faço uma retrospectiva dos momentos mais marcantes da evolução urbana de Porto Alegre, dividindo-os em quatro grandes períodos.
A organização Arquitetura Sem Fronteiras Quebec (ASFQ) divulgou o catálogo Architecture + Homelessness: Inclusive Practices for a Supportive City. A publicação, disponível em inglês e francês, foi criada para incentivar escritórios de arquitetura e design a contribuirem para o bem-estar das pessoas em situação de rua. O catálogo faz parte de um projeto de pesquisa em andamento iniciado pela ASFQ e apoiado pelo Governo de Quebec e pela Cidade de Montreal.
Intervenção realizada na rua em frente a 4 escolas públicas. Foto: Acervo CoCriança
Ao longo das últimas décadas, as cidades vêm sofrendo profundas e rápidas transformações, as quais vêm impactando muito também a infância. Enquanto as cidades estão cada vez maiores e mais complexas, vem crescendo uma população infantil cuja qualidade de vida urbana deteriorou-se notavelmente. As crianças perderam seus espaços na cidade e encontram-se, cada vez mais, em espaços fechados e institucionalizados.
O imaginário da cidade enquanto perigosa vem se fortalecendo, estabelecendo uma relação cíclica: com menos crianças nas ruas, estas são dominadas por carros que circulam em alta velocidade, o que dificulta o uso do espaço, o que por sua vez incita o aumento da violência, o que afasta as crianças — e todos — das ruas. A baixa frequência de crianças brincando nas ruas e demais áreas públicas dos centros urbanos também faz com que este segmento seja pouco visível aos olhos dos adultos e das políticas públicas.
À medida que o mundo luta contra os efeitos das mudanças climáticas, desastres naturais como inundações e a propagação de incêndios incontroláveis estão cada vez mais ameaçando as cidades e seus habitantes. Embora a arquitetura e o urbanismo não possam evitar esses eventos, há estratégias para minimizar os danos associados a esses eventos e ajudar a proteger os cidadãos. Eventos trágicos ao longo do último ano, como o terremoto que atingiu o centro da Turquia e o noroeste da Síria em fevereiro deste ano ou o terremoto mais recente no oeste do Afeganistão, as inundações e o rompimentos de barragens na Líbia, e os incêndios que devastaram a cidade de Lahaina, no Havaí, demonstram a urgência de implementar medidas preventivas e de mitigação, além de criar procedimentos para intervenção de emergência. Este artigo explora as estratégias e recursos disponíveis para arquitetos e urbanistas enfrentarem esses desafios em três tipos de desastres naturais: enchentes, incêndios florestais e terremotos.
Os colóquios ICHT acontecem desde 2016 alternadamente entre o Brasil e a França. A intenção desses encontros coloquiais continua a ser o reconhecimento e a renovação de pesquisas sobre as relações dos imaginários com o construir e o habitar a Terra, sob uma perspectiva transdisciplinar e internacional que integre aspectos reflexivos, críticos e projetuais.
Ao refletirmos sobre os acontecimentos de 2023, vemos que este foi um capítulo notável no mundo da arquitetura e do design. Assistimos à concretização de numerosos projetos inovadores que deixaram uma marca no nosso ambiente construído coletivo. Esta narrativa ocorre em torno de um ano significativo, com um compromisso renovado no combate às mudanças climáticas, com o diálogo iniciado em torno de eventos mundiais como o Congresso Mundial de Arquitetura da UIA em Copenhague ou a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
Esta lista com curadoria inclui projetos que foram abertos ao público em 2023. Cada um deles foi projetado e muito aguardado para ser concluído. Os arquitetos apresentados incluem MVRDV,Zaha Hadid Architects, Snøhetta, Studio Gang e OMA em colaboração com Shohei Shigematsu. Cada uma dessas empresas é um escritório de arquitetura único com seu estilo arquitetônico específico, enquanto todos esses projetos construídos listados são públicos e comerciais.
Krenak articula imagens de suas experiências vividas em conceitos, e os transmite por meio de uma linguagem baseada na oralidade e na poesia. Sua cosmovisão não distingue paisagem e ser humano, animais, rios e montanhas, e seu chamado por novos modos de vida é urgente: precisamos "arrebentar o chão para que as águas que estão canalizadas possam invadir a superfície." Em 5 de setembro, esteve em São Paulo para uma palestra no Archtrends Summit 2023 organizado pela Portobello, onde pudemos conversar sobre cidades, florestas e o futuro da Terra.
Alguma vez você já parou para refletir em como o espaço é visto, sentido e usufruído a partir da altura de 95 cm? Pensar um desenho urbano que incorpore a escala da criança é fundamental para criar cidades mais inclusivas, saudáveis e seguras, uma vez que componentes desenhados para acolher essas necessidades tendem a atender melhor a todos que os usam, o que inclui desde adultos às pessoas idosas ou com deficiências. Um dos elementos urbanos que são fundamentais para essa discussão, e para a reflexão dos planejadores, são as quadras, espaços que abrigam diversas possibilidades de uso e apropriação nas cidades, e que podem ser modificadas e pensadas de diversas formas, o que inclui estratégias para que possam ser mais adaptadas ao universo infantil.
Passados 21 anos da aprovação da lei federal do Estatuto da Cidade, que regulamentou o capítulo de “Política Urbana” da Constituição Brasileira, e resultou na elaboração de diversos planos diretores para as cidades do século XXI com mais de 20 mil habitantes e na oportunidade de revisão de uma série deles, parece-me oportuno despertar nossos radares sensoriais para um tema de extrema relevância para todas as cidades e que vimos colecionando enorme dificuldade em lidar: nossas calçadas!
Refiro-me a diversos aspectos relativos a seu uso e finalidade, seus mecanismos regulatórios, sua manutenção e seu desenho... Vamos a eles!
Mais de um bilhão de bebês e crianças vivem em ambientes urbanos. Mas a forma como as cidades são planejadas não consideram as suas necessidades e nem as das pessoas responsáveis por seus cuidados. Visando apoiar tomadores de decisão e profissionais de planejamento urbano e transportes na missão de melhorar o acesso de milhares de crianças brasileiras às oportunidades urbanas, O ITDP Brasil lançou o material Acesso para bebês, crianças pequenas e pessoas cuidadoras,realizado em parceria com a Fundação Bernard van Leer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007736/nossas-cidades-estao-atendendo-as-demandas-de-bebes-e-criancasITDP Brasil
Este ano será determinante para a ação climática. Os impactos crescentes das mudanças climáticas – de inundações e secas a furacões e ondas de calor – estão causando danos profundas em vidas humanas e economias ao redor do mundo, especialmente nos vulneráveis países em desenvolvimento que contam com poucos recursos para se proteger.
Atualmente, as ações climáticas não estão sequer próximas do necessário para manter o aquecimento global abaixo do limite de 1,5°C e evitar o pior desses impactos – será preciso acelerar muito os esforços dos países para entrar no rumo certo. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta que as ações feitas nesta década terão impactos “por milhares de anos”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1007427/o-que-e-o-balanco-global-do-acordo-de-paris-e-como-ele-pode-impulsionar-a-acao-nos-paisesJamal Srouji, Felipe Borja Diaz e Deirdre Cogan
O espaço público urbano é, e deve continuar sendo, um ambiente para manifestação social, cultural e política. Estudos como o da ONU-Habitat reconhecem que espaços públicos acessíveis, seguros e inclusivos são meios reais para a abreviação da desigualdade urbana.
Além disso, idealizando estes espaços como uma “sala de estar”, é esperado que eles sejam funcionais e adaptados a todos, para que os usuários se sintam “convidados” a permanecer, utilizar e cuidar. Ao longo das últimas duas décadas, espaços públicos abertos (ruas, cruzamentos, largos, praças, parques etc.) têm sido alvo de ativações e experiências estratégicas e táticas.
As ciclovias, com suas faixas distintas e sinalização dedicada, têm ganhado destaque na paisagem urbana de muitas cidades ao redor do mundo. Seus impactos abrangem desde a redução do tráfego rodoviário até a promoção de um estilo de vida mais saudável e sustentável. O episódio 212 do Arquicast aborda esse tema crucial, com a participação da arquiteta e mestre em engenharia de transportes Janaína Amorim, sócia da Metrics Mobilidade. Na conversa, foram discutidos os melhores exemplos globais, as tendências em design e arquitetura, e o impacto das ciclovias na saúde pública.