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Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

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Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

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A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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Tendências de design de interiores de 2025

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.

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Arquiteturas Film Festival 2026 abre chamada para filmes sobre a era urbana

O Arquiteturas Film Festival abriu as inscrições para sua 13ª edição, que acontecerá de 1º a 5 de julho de 2026, na cidade do Porto, Portugal. Organizado pelo INSTITUTO e dirigido pelo arquiteto Paulo Moreira, o festival foi criado em 2013 e se consolidou como uma plataforma internacional dedicada ao debate e à difusão da arquitetura em diálogo com o cinema, as artes visuais e espaciais, o pensamento crítico e a colaboração interdisciplinar.

Com o tema "Urban Age", a edição de 2026 convida cineastas, arquitetos e artistas a refletirem sobre a era urbana que habitamos e sobre as formas como cidades e territórios são moldados pelos desafios sociais, políticos e ambientais contemporâneos. O festival propõe uma reflexão sobre a experiência vivida da urbanização — desde as formas materiais da arquitetura até as dinâmicas sociais e culturais que definem as cidades contemporâneas.

Seminário Urbanismo na Bahia - urbBA[25]

O grupo de pesquisa Lugar Comum, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUFBA, anuncia a realização do 15º Seminário Urbanismo na Bahia, o urbBA[25], nos dias 3, 4 e 5 de novembro de 2025, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, em Salvador/Bahia.

Mapa de Iniciativas Urbanas: inscrições abertas

O Mapa de Iniciativas Urbanas, criado pela OSPA Place em parceria com o Instituto Cidades Responsivas, se trata de um mapeamento gratuito e colaborativo, que reúne projetos de transformação urbana por meio da inovação, da tecnologia e da participação cidadã. A iniciativa tem como objetivos principais identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências urbanas transformadoras, inspirar outras cidades com modelos de inovação aberta, fortalecer redes de colaboração entre agentes públicos, privados, da academia e da sociedade civil, além de compartilhar soluções com impacto real para a população.

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Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas]

O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.

A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.

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ONU-Habitat abre inscrições de eventos para o Circuito Urbano 2025

Quais são as principais soluções aplicadas nas cidades para enfrentar os desafios urbanos e construir comunidades mais sustentáveis? É com essa motivação que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lança, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o Circuito Urbano 2025. Com apoio institucional do Ministério das Cidades, a iniciativa tem como objetivo apoiar e dar visibilidade a eventos que debatam os temas relacionados ao Outubro Urbano — mês dedicado ao debate sobre como tornar as cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis. A chamada para submissão de propostas de eventos está aberta até o dia 18 de julho e contempla atividades a serem realizadas entre os dias 1º e 31 de outubro de 2025.

Neste ano, o Circuito Urbano terá como tema "Enfrentando desafios urbanos: caminhos para cidades justas e sustentáveis". A proposta é eventos que apresentem experiências e boas práticas de enfrentamento às principais crises urbanas, como as mudanças climáticas, o déficit habitacional e os impactos da desigualdade. O objetivo é fortalecer iniciativas que coloquem as pessoas no centro das decisões urbanas, em alinhamento com os compromissos da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana.

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Arquiteto chinês Liu Jiakun recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2025

O arquiteto e educador chinês Liu Jiakun é o vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025, a maior honraria no campo da arquitetura. O prestigioso prêmio reconhece Jiakun, fundador do escritório Jiakun Architects, por sua habilidade em mesclar elementos tradicionais chineses com design contemporâneo e por seu compromisso com a equidade social no ambiente construído. Nascido em Chengdu, China, onde continua a viver e trabalhar, tornou-se o segundo arquiteto chinês a receber a honraria, após Wang Shu (2012). Jiakun junta-se a uma distinta lista de laureados que inclui Riken Yamamoto em 2024, David Chipperfield em 2023 e Francis Kéré em 2022. A cerimônia de premiação acontecerá ainda na primeira metade do ano no Louvre Abu Dhabi, projetado por Jean Nouvel.

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A cidade e as crianças

"Tem bala de coco e peteca
Deixa a criança brincar
Hoje é dia de festa
A ibejada vem saravar."
— Ponto de erês

As ruas vivem quando são dos erês e morrem quando são dos carros. Sonho com um projeto que pretendo colocar em prática quando o tempo permitir: escrever um manual com as regras fabulares da amarelinha, da carniça, do jogo de botão, do preguinho, do pique-bandeira, das cirandas cirandinhas, do lenço-atrás, do futebol em ladeiras, do queimado e das variantes da bola de gude. O título está pronto: "Ecologia Amorosa das Brincadeiras de Rua".

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A ilusão do controle na cidade contemporânea

A busca por reflexões sobre a cidade contemporânea invariavelmente esbarra nas limitações colocadas pelos métodos do Movimento Moderno. As ciências clássicas e seus métodos deterministas, que orientaram — e ainda orientam — o urbanismo desse tempo, descrevem os fenômenos do mundo por meio de relações fortes de causalidade e, consequentemente, os define em leis universais redutoras, que excluem contradições e incertezas. O resultado frequente dessas perspectivas é um mundo idealizado e mecanicista, que nega as complexidades da natureza real de fenômenos, como por exemplo, as cidades.

Pioneiras da crítica de arquitetura: 5 mulheres que estão transformando o ambiente construído através de palavras

Espera-se que a crítica de arquitetura e o jornalismo anunciem “o bom, o ruim e o feio” na arquitetura e no ambiente construído. Seus propósitos, porém, vão além disso. Como disse Michael Sorkin, “vendo além da novidade brilhante da forma, é papel da crítica avaliar e promover os efeitos positivos que a arquitetura pode trazer à sociedade e ao mundo em geral”. Em outras palavras, ao nos dizer o que estão vendo, os críticos também estão nos mostrando onde olhar para identificar e abordar os problemas que assolam nosso ambiente construído.

O campo do jornalismo de arquitetura tem sido liderado por escritoras mesmo em tempos nos quais que a busca pela carreira na arquitetura era desencorajada e inacessível para as mulheres. Ada Louise Huxtable estabeleceu a profissão de jornalista de arquitetura ao ocupar o primeiro cargo em tempo integral de crítica de arquitetura em um jornal americano de interesse geral. Em 1970, ela também recebeu o primeiro Prêmio Pulitzer de crítica. Esther McCoy começou sua carreira como desenhista em um escritório de arquitetura mas, por causa de seu gênero, foi desencorajada a se formar como arquiteta profissional, apesar de suas ambições de se especializar na área. Através de seus escritos, ela conseguiu chamar atenção para a cena arquitetônica negligenciada da costa oeste americana e defender os valores do modernismo regional.

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Arquitetura, Inovação e Sustentabilidade: Futuros Possíveis. Curso Online com Guto Requena

O curso "Arquitetura, Inovação e Sustentabilidade: Futuros Possíveis" é o primeiro curso online criado e ministrado pelo arquiteto e designer Guto Requena. "Eu sentia muita falta de um curso aberto à curiosos e apaixonados por design que abordasse de modo democrático temas relevantes para repensarmos o futuro", comenta o arquiteto.

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Edifício-Floresta (e vice-versa)

Cerca de 80% da população brasileira vive sobre o que um dia foi floresta e nem se dá conta disso. No Brasil, a história se fez e ainda se faz com a cidade se opondo à floresta, numa matriz civilizatória baseada fundamentalmente na devastação das ecologias nativas e sua substituição por monoculturas e espécies invasoras. Em poucos séculos, transformamos um continente florestal megadiverso em ambientes estéreis através de padronizações urbanísticas, arquiteturas desoladoras e paisagismos insustentáveis, impostos como projeto. Vivemos sobre ex-florestas mas resistimos a pensar as cidades como ruínas florestais. [1]

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C21 Encontros | Lições para São Paulo

C21 Encontros | Lições para São Paulo
O que temos a aprender com outras cidades

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A obra do BRT no Rio de Janeiro: entrevista com Jozé Candido

Jozé Candido é um arquiteto e urbanista carioca com uma vasta experiência no setor público, em especial na área dos transportes. Seu projeto para estações de BRT (Bus Rapid Transit) no Rio de Janeiro foi premiado como "BRT Padrão Ouro" em 2013 pelo ITDP. O BRT é um sistema de transporte público que atravessa a cidade no sentido centro-oeste e foi implantado no Rio de Janeiro entre os anos de 2012 e 2024.

A arquitetura da mobilidade urbana, com seus equipamentos — estações e terminais, passarelas etc. — são espaços de uso coletivo e cotidiano pela população das metrópoles brasileiras. Visando ampliar o conhecimento e repertório sobre esses espaços, essa entrevista explora os desafios técnicos, políticos e logísticos enfrentados durante a concepção e implementação do BRT na cidade e o legado de Jaime Lerner. A entrevista a seguir destaca o impacto dessa obra no desenvolvimento urbano, a integração de modais e o papel da arquitetura na funcionalidade e sustentabilidade de sistemas de transporte.

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Dia Mundial do Habitat: o protagonismo das juventudes nas cidades

À medida que o mundo se urbaniza rapidamente, as cidades se tornam o lar de uma nova geração de líderes e agentes de transformação. As juventudes estão no centro dessa transformação, especialmente em regiões como a África, a Ásia e a América. Nesta segunda-feira, 7 de outubro, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) convida todas as pessoas interessadas no desenvolvimento urbano sustentável a celebrar o Dia Mundial do Habitat, que neste ano tem como tema "Engajando a juventude para criar um futuro urbano mais inclusivo".

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Entre o sagrado e o profano: a história por trás da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa

Como marco da arquitetura religiosa contemporânea de Portugal, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus opõe-se formalmente aos modelos tradicionais representando uma obra livre de estigmas historicistas. Fruto de um concurso de projeto organizado em 1960, ela se destaca por sua dimensão cívica, pelo papel urbano e pelo seu significado antimonumental e social. Ao integrar-se na malha regular do bairro das Avenidas Novas, este exemplar do Movimento de Renovação da Arte Sacra (MRAR) faz parte de um complexo paroquial maior que passa despercebido ao transeunte. Sua rua exterior cria um espaço público inesperado, convidando à entrada e à integração num adro onde arquitetura e cidade se fundem. Finamente trabalhada em termos de espacialidade, detalhes e luz, a Igreja reserva muitas surpresas a quem nela adentra.

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