
A mobilidade se apresenta como uma das questões centrais de indagações e investigações sobre as cidades e os processos de urbanização.

A mobilidade se apresenta como uma das questões centrais de indagações e investigações sobre as cidades e os processos de urbanização.

Segundo dados veiculados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mais de 70 milhões de pessoas têm sido forçadas à abandonar suas casas ao longo dos últimos anos devido a conflitos, violência e catástrofes naturais, sendo que 26 milhões destas são consideradas refugiados de guerra. Em um contexto tão crítico, não podemos apenas continuar pensando em números. É preciso considerar, em primeiro lugar, que cada unidade desta conta representa uma vida – seres humanos que precisam de ajuda. Portanto, chegou a hora de superarmos este permanente estado de perplexidade e partirmos para a ação, isso porque situações como esta não se resolvem da noite para o dia – elas podem durar uma vida inteira. Na atual conjuntura, campos de refugiados não mais podem ser vistos apenas como estruturas temporárias, e é exatamente ai que os arquitetos podem fazer a diferença.
Quando lidamos com crises humanitárias provocadas por conflitos armados, não estamos falando de um fenômeno passageiro. Trata-se, na maioria dos casos, de um caminho sem volta. De fato, segundo o próprio Comissariado das Nações Unidas do Quênia, de todas aquelas pessoas que se veem forçadas a abandonar os seus países de origem ––e têm a felicidade de encontrar um lugar para viver––, “a maioria delas passam mais de 16 anos vivendo em estruturas temporárias.”

À medida que alguns países estão pouco a pouco retomando as suas atividades, abrandando as medidas de contenção e isolamento que nos foram impostas ao longo dos últimos meses, arquitetos do mundo todo estão procurando entender melhor como será a sua vida na chamada ‘nova normalidade’. Como uma ruptura drástica e repentina em nossos modos de vida, o surto de coronavírus nos apresentou uma nova forma de encarar o mundo, redefinindo o próprio conceito de “normalidade”, provocando uma mudança na maneira como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Impulsionados por uma série de questões latentes, estamos lidando com um fenômeno ainda muito recente, antecipando um futuro relativamente desconhecido.
Durante um bate papo informal, dois dos nossos editores tiveram a ideia de escrever um artigo colaborativo onde procuram investigar as principais tendências do atual momento, debatendo questões relacionas às incertezas do futuro e oferecendo a sua visão sobre como a atual situação poderá afetar a disciplina da arquitetura daqui para frente. Abordando uma possível mudança de paradigma, no cenário profissional e principalmente no ensino da arquitetura, este artigo escrito à quatro mãos por Christele Harrouk e Eric Baldwin visa lançar uma luz sobre este nebuloso momento que estamos atravessando.

Em um contexto de disputas políticas e econômicas que se desdobram em conflitos armados e consequentemente em destruição, as novas tecnologias surgem como uma solução, proporcionando uma oportunidade única para que possamos reconstruir estas cidade de forma mais equilibradas e sustentável. Ao longo da história da civilização humana, inúmeras cidade, países e até continentes inteiros tiveram que ser reconstruídos uma e outra vez por causa de guerras. Por incrível que pareça, o século 21 não será diferente.
Entretanto, nem tudo será como antes, principalmente devido aos avanços tecnológicos. Novas tecnologias estão pouco à pouco transformando a maneira que vivemos e também a forma como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Com a inevitável incorporação da Inteligência Artificial em nossos processos de projeto e construção, a industria da arquitetura e da construção civil jamais será a mesma. Estas inovações transformarão para sempre o ambiente em que vivemos, e principalmente, a maneira como nos relacionamos uns com os outros. E esta mudança não necessariamente é algo negativo, muito pelo contrário. Uma vez conscientes disso, a IA poderá ser uma importante aliada dos arquitetos, ajudando-os a construir um mundo melhor para todos nós.

A resposta dessa pergunta é óbvia para muitos dos moradores dos grandes centros: “é difícil achar emprego numa cidade menor, fora que lá nem cinema tem, são poucas as opções de restaurantes, e as escolas não são lá essas coisas.”

O BIG acaba de divulgar seu mais recente projeto, a Toyota Woven City, primeiro empreendimento imobiliário da empresa no Japão. Localizado aos pés do monte Fuji, o projeto, desenvolvido em colaboração com a Toyota Motor Corporation, é a primeira incubadora urbana do mundo voltada para o desenvolvimento de estratégias de mobilidade.

Qual é o seu sentimento em relação à sua cidade?

A Semana de Arquitetura e Urbanismo — SAU — da UNIFAP é um evento anual organizado como uma ação de extensão universitária, sob organização majoritária de estudantes do curso, além de incluir, no mínimo, a chefia de um docente efetivo como diretor da organização e principal intermediador.
A edição atual, VIII SAU: Cria-te, Cidade!, objetiva apresentar e discutir o programa Cidade Criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que visa promover cooperação internacional entre cidades que investem em cultura e criatividade como fatores de estímulo ao desenvolvimento sustentável. A temática será trabalhada através de três eixos temáticos direcionados para a cidade de Macapá-AP: Processos criativos na cidade; Percepção e memória da cidade; e Sustentabilidade e práticas de autogestão.
Nesta edição, a SAU está oportunizando a submissão de trabalhos científicos em três modalidades distintas: artigo científico, trabalhos gráficos (maquete física, fotografia, vídeo, caderno de desenhos) e painel, que posteriormente serão publicados através dos anais de evento.
Pretende-se, durante os quatro dias de evento, reunir acadêmicos, professores, pesquisadores e profissionais para discutir o tema através de palestras, rodas de conversa, oficinas, convívio e trocas de experiências.

Seja um registro fugaz ou um registro profissional, as pessoas nunca fotografaram tanto uma época como nos dias de hoje. O celular, quase uma extensão do corpo, faz diversas ligações entre nós, o tempo e o espaço, e é através dessa fotografia diária que documentamos nosso tempo. Como um exercício de procura e escolhas, o workshop de fotografia de celular vai abordar as relações entre fotografia de rua e fotografia de arquitetura, incluindo um passeio até o Sesc 24 de Maio, em São Paulo.

O Podcast “Des-embranquecendo a Cidade” é um lugar inventado a partir do desejo de cinco mulheres negras, residentes em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de burlar o distanciamento geográfico, para promover e celebrar o encontro. Emmily Leandro, Gabriela Gaia, Luciana Mayrink, Malu de Barros e Natalia Alves, são a coletiva Terra Preta, que dá forma e voz à esse exercício de criação de um território virtual, partilhado — que é tanto uma aposta política quanto estética -, tornado público agora, pela primeira vez.

Neste momento, até dia 16 de agosto, encontra-se aberta no site da prefeitura a segunda consulta pública sobre o novo Projeto de Intervenção Urbana (PIU) para o setor central da cidade. O projeto envolve a necessária revisão da Operação Urbana Centro, lei promulgada no ano de 1997 cuja adequação ao marco regulatório consolidado pelo Estatuto da Cidade em 2001 já era esperada desde o último plano diretor (Lei 16.050/2014).

A constituição formal dos sistemas de espaços livres das cidades brasileiras, qualificados ou não, tem contribuição significativa dos empreendimentos privados, uma vez que o planejamento e desenho urbano por parte do poder público têm sido exceções.

Há cinco anos foi aprovado o Plano Diretor de São Paulo, um pacto social pela transformação da cidade até 2029. Um conjunto significativo de ações previstas foram realizadas ou estão em andamento, ainda assim outras tantas não saíram do papel. Realizar um balanço desse período é fundamental para que a objeto final de todo esse processo possa ser efetivado: qualificar a vida das pessoa, especialmente de quem mais precisa.

Cidade Inversa utiliza a morfologia urbana da região central de São Paulo e distritos adjacentes, como principal estrutura e matéria prima, prestando suporte para criação de um novo espaço tempo. Um espaço tempo que nos permite explorar e desconstruir a cidade que conhecemos.

CURSOS LIVRES ESCOLA DA CIDADE – SEGUNDO SEMESTRE DE 2018

Ciclo de cinema independente pelo direito à cidade.

Na última semana de abril de 2019, a capital paraibana João Pessoa receberá os principais nomes associados às discussões pelo direito à cidade. Estudantes, pesquisadores, profissionais, intelectuais e ativistas de todo o Brasil participarão da Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo do IESP Faculdades (SAAU’19), que neste ano integrará à sua programação um dos mais importantes eventos do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). O evento acontecerá no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, cedido em parceria pela Fundação Espaço Cultural (FUNESC), do Governo do Estado da Paraíba.

Nessa tese de doutorado, a arquiteta e urbanista Gabriela Leandro Pereira explora os relatos e as disputas de narrativas urbanas da escritora mineira Carolina Maria de Jesus. Carolina é uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, tendo como sua obra mais conhecida o livro Quarto de Despejo. Diário de Uma Favelada - resultado do relato do cotidiano cruel de mulher negra, catadora de papel e moradora da favela do Canindé em São Paulo. A tese foi defendida em 2015 na Universidade Federal da Bahia, tendo como orientadora a Profa. Dra. Ana Maria Fernandes e recebeu o Prêmio Prêmio Rodrigo Simões de Teses de Doutorado, Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) em 2017. Veja abaixo o resumo enviado pela autora.