A partir do próximo domingo, 18 de outubro, a Avenida Paulista passará a ser aberta para lazer semanalmente, das 9h as 17h, tendo o tráfego de veículos interrompido quase toda sua extensão. A medida foi aprovada hoje pela Prefeitura de São Paulo e anunciada ainda pela manhã pelo Prefeito Fernando Haddad.
Embora a proposta tenha inicialmente gerado controvérsias, sobretudo devido o bloqueio dos acessos aos hospitais localizados na região, os dois testes realizados pela Prefeitura este ano – o primeiro no dia 28 de junho, quando foi inaugurada a ciclovia no canteiro central da via, e o segundo no dia 23 de agosto, marcando a abertura da ciclovia da Av. Bernardino de Campos – provaram que a abertura da Av. Paulista para pedestres e ciclistas, e consequente fechamento para automóveis, não tem grandes impactos no trânsito da região, com o acesso aos hospitais garantido por ruas transversais. A Prefeitura também esclareceu que o acesso dos moradores locais às suas residências será garantido.
Cartaz CIDADE - Guilherme Figueiredo e Guilherme Schmitt
"A cidade é a natureza, origem e destino da arquitetura" - Edson Mahfuz "Mais do que nunca, a cidade é tudo o que temos" - Rem Koolhaas,1995
A CIDADE - Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo PUCPR '15 é um evento organizado anualmente pelo CeNEGAU (grêmio estudantil do curso). O evento que ocorrerá entre os dias 13 e 17 de outubro e terá como temática a cidade contemporânea.
A arquiteta e professora da Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madrid Ana Esteban e o jornalista Rogério Daflon discutem na próxima segunda-feira, 5 de outubro, a relação entre cidade e mídia. O debate será no auditório da sede do IAB-RJ.
Promovido pelo IAB-RJ, em parceria com o Museu Histórico Nacional e com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o evento celebra o Dia Mundial da Arquitetura, instituído pela União Internacional dos Arquitetos (UIA) e comemorado todos os anos dia 5 de outubro, e tem como objetivo discutir o espaço que os temas urbanos e a produção arquitetônica ocupa na mídia.
Já falamos anteriormente sobre gentrificação, o "processo de expulsão de populações socialmente vulneráveis das regiões urbanas centrais", como coloca López Morales. Embora ocorra há décadas no hemisfério norte, a análise de seu impacto é relativamente nova na América Latina, assim como seus causadores e consequências variam em função de cada cidade.
Na América Latina o fenômeno tem sido estimulado por atores imobiliários e estatais, e em parte pela chegada de novos moradores que "descobrem" um bairro cool que, por sua vez, sempre esteve ali. Nesse sentido, na coluna Comment is freedo jornal britânico The Guardian, a diretora sênior do PolicyLink Center for Infrastructure Equity, Kalima Rose, explicou recentemente que sentir-se culpado por gentrificar já não basta, e que a ideia de evitar ser parte da gentrificação simplesmente não morando em áreas gentrificadas "ignora a raiz política e estrutural do problema".
Cortesia de WRI Ross Center for Sustainable Cities
No mundo morrem 1,3 milhões de pessoas por ano em acidentes de trânsito. Destes, 90% ocorrem em países de baixa e média renda (OMS 2013). Atualmente é a oitava causa de morte no mundo e se a tendência continuar, espera-se que ela se converta na quinta causa no ano 2030. A maioria destas mortes estão relacionadas aos pedestres e ciclistas vulneráveis em países em desenvolvimento que são atropelados por veículos motorizados. (OMS 2009).
Esta publicação é um guia de referência para ajudar as cidades a salvar vidas no trânsito, através da melhoria do desenho das ruas e do desenvolvimento urbano inteligente. Este guia prático inclui exemplos de cidades de todo o mundo e 34 elementos de desenho diferentes para melhorar a segurança e a qualidade de vida.
A partir desta publicação no The City Fix foi feito um resumo com 7 princípios para desenhar cidades mais seguras que serão apresentados a seguir:
O auge de negócios que o Vale do Silício vive desde os anos 90 deve-se principalmente ao fato de que esta região da baía de San Francisco converteu-se no local sede de diversas empresas de inovação e tecnologia de renome mundial, como a Apple, o Facebook e a Google, dentre tantas outras.
Mas o boom nesse setor foi impulsionado muito antes, em 1890, com a fundação da Universidade de Stanford, onde foram criadas uma série de ferramentas científicas e tecnológicas. Desde então, o Vale do Silício é uma referência internacional para cidades ao redor do mundo que queiram desenvolver novos centros de tecnologia e pesquisa num mesmo território.
Produto disso são as várias cidades ao redor do mundo que têm impulsionado o crescimento tecnológico e o empreendedorismo. De fato, um estudo recente da empresa de tecnologia Compass identificou quais as 20 cidades líderes para se iniciar uma empresa de inovação e tecnologia, com o objetivo de orientar os empreendedores neste tema
Evento quinzenal, o Esquina é uma série de encontros com especialistas de diversas áreas para debater a cidade e a arquitetura de São Paulo. Com o segundo encontro marcado para o dia 18 de julho - e com programação definida até o dia 1 de setembro - os debates acontecerão às terças-feiras, das 19h às 20h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (loja de artes), na Avenida Paulista.
O próximo encontro tem como tema São Paulo: Capital da Vertigem, e conta com a participação de Roberto Pompeu de Toledo, autor dos livros A capital da solidão e A capital da vertigem, sobre a história de São Paulo.
A decisão de estruturar um filme dentro de uma marcação temporal específica provou geralmente subtrair uma certa seriedade e credibilidade diante do público das gerações futuras, sobretudo dentro do cinema de ficção científica e de futuros catastróficos. Ainda que "Fuga de Nova Iorque" não seja a exceção a regra, sua referência temporal expirada ganha um novo valor, pois nos permite examinar o contexto histórico em que foi produzida e os fantasmas sociais onde encontrou a base para seu argumento.
O filme adota um futurismo negro, similar a distopia (término muitas vezes utilizado como sinônimo), refere-se a um futuro hipotético onde a humanidade atravessa uma realidade mais escura do que brilhante. Enquanto a distopia opta por um claro enfoque onde a maior parte dos elementos que compõem a sociedade estão em desequilíbrio, o futurismo negro é mais um sentimento generalizado de pessimismo, onde certos elementos põem em questão o desenvolvimento da humanidade.
Ela é o nosso caos, o nosso refúgio, a nossa casa. É nela que construímos e realizamos sonhos, todos os dias. Foi ela que nos trouxe nossos melhores amigos, o primeiro emprego e a perspectiva de novas conexões e encontros. É a cidade. A minha e a sua. O nosso lugar comum.
Hoje, mais de 54% da população mundial vive em áreas urbanas. Somos 3,7 bilhões de pessoas e a maior parte sofre as consequências de um desenvolvimento urbano insustentável.
Os problemas são cada vez mais complexos e desafiadores, mas há um espaço sem precedentes para a mudança e milhares já estão se apropriando do espírito “vai-lá-e-faz”.
Cidade e civilização são fenômenos concomitantes. A cidade pode ser vista como receptáculo, fomentadora e transmissora de civilização. De fato, como o homem diferencia-se das outras criaturas pela sua capacidade de aprender indefinidamente, i.e., pela sua perfectibilidade (formigas de seis mil anos atrás têm as mesmas características das formigas atuais: estão confinadas na estreita gama de comportamentos ditados pelos seus programas genéticos), adquiriu o poder de extrapolar a natureza e assim construir seu próprio caminho, criando história. E como cada vida humana é única e ninguém tem a capacidade de determinar previamente como ela será, pode-se afirmar que o ser humano é portador de uma duplicidade histórica: a história individual, ou educação, e a história coletiva, ou cultura.
O cinema de ação clássico, caracterizado por altas doses de testosterona fílmica e um estilo impróprio encontrou o final da sua era no início dos anos 90. O gosto do público se concentrou nos filmes com efeitos especiais revolucionários, onde fantasias como “Jurasic Park” (1993) tornaram-se clássicos instantâneos no momento da sua estreia. Justo neste ano, onde se produziu o ponto de inflexão, vemos a estreia de “Demolition Man”. Apesar do mencionado anteriormente, sua acolhida entre o público foi boa, em grande parte pelo caráter irreverente e cômico que mostrava, quase como uma paródia, a fórmula clássica do cinema de ação, transportando-nos à um futuro pacífico onde somente os homens vindos do passado "bárbaro" da humanidade poderiam corrigir o rumo da mesma.
A premissa do filme, mesmo que simples, nos permite observar o processo de evolução da área metropolitana de Los Angeles. No presente (1996) nos mostra uma versão apocalíptica, uma cidade consumida pela violência e criminalidade onde somente a brutalidade policial consegue manter a ordem a preço de converter o território em um campo de batalha. Tal situação imaginária foi baseada no aumento da criminalidade na cidade e no ceticismo em encontrar uma solução clara para erradicá-la.
Dentro do cinema atual existe uma febre pela adaptação de sagas literárias juvenis. "Divergente" faz parte deste âmbito para criar uma série de filmes cada vez mais rentáveis economicamente. A recorrente comparação com "Jogos Vorazes" diminuiu sua originalidade devido a similaridade do seu argumento, entretanto, ambos apresentam características próprias que os tornam únicos e oferecem panoramas muito diferentes quanto seu desenvolvimento. Particularmente, "Divergente" mostra um contexto mais palpável e completo, que nos permite analisá-lo a fundo.
A trama nos situa em uma realidade daqui a cem anos. Diferentemente das realidades altamente tecnológicas ou apocalípticas que a ficção científica geralmente representa, vemos uma cidade de Chicago congelada no tempo. Seu skyline se mantém firme sobre o horizonte, e nele, vemos os estragos de um conflito marcado na sua estrutura como se fosse uma radiografia. Os caminhos foram destruídos e o grande lago Michigan foi substituído por um deserto que rodeia a cidade até perder-se no horizonte.
Se algo caracterizou ao longo dos anos a saga dos games "Final Fantasy" é a profundidade das suas histórias e personagens, assim como o desdobramento imaginativo para recriar seus mundos extraídos praticamente de sonhos. A etapa, da qual esteve encarregado Hironobu Sakaguchi, fundador da saga, é amplamente reconhecida por explorar todos estes elementos, a nível de considerar seus trabalhos como obras-primas; impecáveis mundos de fantasia nos quais o jogador se encontra profundamente imerso como na melhor das literaturas ou no filme mais clássico.
Dentro de todas aquelas fantasia, talvez a que agora é nosso tema de análise, é, de fato, a mais incompreendida. Nem os críticos, nem o público em geral a receberam com ânimo, feito que levou a falência a companhia Square, que a produziu, carregando um maior estigma e rejeição como se fosse uma lenda obscura.
Segundo um documento publicado mês passado, o desejo de Londres de se converter em uma "cidade de ciclistas" está mais próximo de se tornar realidade. O prefeito da cidade aprovou recentemente um plano para desenvolver a ciclovia mais extensa da Europa, após modificações na proposta original que levantou duras críticas por parte dos habitantes e turistas. O novo plano, apoiado por diversas empresas privadas e organizações públicas, tem como objetivo manter a capacidade de tráfego de veículos e, ao mesmo tempo, permitir a circulação de bicicletas em uma pista segregada de alta capacidade.
A cidade de Lima, Peru, com 9 milhões de habitantes, é composta por 70% de construções informais, erguidas através da autoconstrução das comunidades geridas por seus habitantes. Em uma cidade fragmentada - entre invasões e bairros - se faz urgente estabelecer laços entre o estado, o setor privado e a sociedade civil para reconstruir o escasso espaço público existente e levar a arquitetura àquelas regiões que mais necessitam.
Este é o desafio doPrograma Barrio Mío da prefeitura de Lima, que promove o assessoramento técnico a moradores organizados em áreas de encosta, visando criar projetos de recuperação e melhoria de espaços públicos dentro de um sistema urbano integrado.
A capital fluminense e sua região metropolitana vêm sendo afetada por grandes transformações urbanísticas em muito associadas à evolução de sua realidade econômica. Em um contexto de desenvolvimento acelerado impulsionado pela mudança de conjuntura do próprio país, territórios que conheceram um longo processo de abandono, como no caso da Região Portuária e periferias distantes da que eram até há pouco tempo denigridas pelas políticas de investimento público, são hoje alvos de investimentos massivos em grandes projetos de infraestrutura que já produzem e irão ainda produzir fortes impactos, seja na estrutura urbana existente, seja no meio rural ou natural ainda não urbanizado.
A utopia tem sido retratada muitas vezes no cinema, mas poucas visões resultaram tão inovadoras, apresentando novos paradigmas como aqueles criados pelo diretor Neil Blomkamp. Com claras obsessões urbanas, já no primeiro longa-metragem “Distrito 9", apareciam temas tão controversos como a marginalidade e exploração de classes. Em "Elysium", tema da nossa análise, ele se aprofunda na marginalidade do nosso modelo atual de fazer as cidades.
Há um ponto que marca a diferença entre as outras utopias/distopias clássicas em que o poder ou a classe dominante obriga a classe baixa, através da força, a viver em um ambiente degradado e marginal. Em "Elysium", é a população mais abastada que se auto segrega do grupo, construindo um habitat artificial, onde resguarda todos os seus privilégios.
Devido à complexidade e ao academicismo de seu conteúdo, poucas vezes os conflitos urbanos foram matéria prima para a trama de filmes hollywoodianos (que não sejam documentários). No entanto, o coletivo espanhol Left Hand Rotation criou em "Ficción Inmobiliaria" um relato cinematográfico sobre 16 filmes comerciais baseados em tramas urbanas aparentemente tão distintas quanto zumbis consumidores de espaço urbano (Cockneys vs Zombies), a resistência de adultos mais velhos diante da renovação urbana (Homebodies), a ameaça das rodovias em uma cidade de lápis e papel (Uma Cilada Para Roger Rabbit) ou a corrupção política e a especulação imobiliária na Itália dos anos 60 (As mão sobre a cidade).
Em 21 minutos, Ficción Inmobiliaria levanta16 leituras contemporâneas sobre esses conflitos urbanos, tão presentes porém tão travestidos nos dias de hoje. Segundo seus criadores, "nessa colagem de ficções, nas quais a cidade e seus habitantes são os protagonistas, se escode o registro dos conflitos urbanos associados ao modelo socioeconômico de uma época."