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Ciclovias: O mais recente de arquitetura e notícia

BRTs como alternativa de mobilidade urbana em cidades globais

Este artigo, escrito por Julio Lamas, foi originalmente publicado na página Planeta Sustentável em novembro deste ano com o título “BRTs quadruplicaram nas cidades globais e RJ e BH têm os dois melhores sistemas do mundo, aponta estudo”.

Cerca de dez vezes mais baratos que os metrôs e entre três e seis vezes mais baratos que os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) por quilômetro construído, os sistemas deBus Rapid Transit (BRT) se tornaram a solução econômica e sustentável favorita para o transporte público de alta capacidade em cidades com mais de 500 mil habitantes de países emergentes. Nos últimos dez anos, a implementação de sistemas BRT no mundo quase quadruplicou, crescendo 383% entre 2004 e 2014. Foram 1.850 quilômetros de um total de 2.580, de acordo com um estudo divulgado esta semana peloInstitute for Transportation and Development Policy (ITDP), endossado pela ONU-Habitat e a ClimateWorks Foundation.

Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade

“O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã - a primeira ciclovia solar do mundo.

O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno. 

Plano Mini Holanda: Como Londres pretende integrar a bicicleta na cidade

A Autoridade da Região da Grande Londres conta, desde o início deste ano, com o programa Mini Holanda, uma iniciativa que busca replicar a infraestrutura e cultura do ciclismo da Holanda nos municípios da periferia da capital inglesa. A ação conta com a implementação de novas ciclovias e tem como objetivo trazer mais pedestres e ciclistas para as ruas, melhorando, assim, a vida na cidade.

Segundo explicam, a decisão de iniciar este programa na periferia se deve ao fato de que mais da metade dos trajetos de bicicleta em Londres tem origem nessas regiões, o que é visto como uma grande oportunidade de adaptá-las ao ciclismo urbano.

Este programa é liderado pelo prefeito Boris Johnson e faz parte de um projeto de longo prazo, denominado “Visão para o Ciclismo”, que considera integrar a bicicleta como sistema de transporte oficial.

Veja, a seguir, o plano de Londres para integrar a bicicleta na cidade.

A recuperação de Nova Iorque do domínio do automóvel

Originalmente publicado na Metropolis Magazine como “Playing in Traffic“, este artigo de Jack Hockenberry investiga a relação entre o homem e o veículo, ilustrando a dinâmica complexa criada em Nova Iorque - uma cidade com mais de 2,1 milhões de veículos registrados. Ao contrário dos esquemas que colocavam o carro como elemento central, do famoso ex-chefe de planejamento urbano de Nova Iorque, Robert Moses, Hockenberry argumenta que a cidade é o "espaço negativo", ao passo que os veículos são obscurecidos pelo nosso inconsciente.

É uma curiosidade da vida urbana moderna que, quanto mais carros se aglomeram em cidades, mais eles se tornam invisíveis. É uma característica padrão em qualquer cidade grande de hoje. Infelizmente, não podemos controlá-la a partir do assento do condutor - por mais que gostaríamos de acenar as mãos e assistir através de nossos pára-brisas os carros desaparecendo e libertando-nos da prisão do tráfego. A invisibilidade de que estou falando só ocorre se você é um pedestre ou ciclista. O número de veículos motorizados estacionados ou em movimento em qualquer hora nas ruas de Nova Iorque é surpreendente. De acordo com o Departamento de Veículos Motorizados do Estado, estima-se que 2,1 milhões estão registrados na cidade. Ainda assim, registrá-los nunca os farão totalmente visíveis quando estamos andando nas ruas. A cidade é o espaço negativo e é assim que nossos olhos percebem cada vez mais as paisagens urbanas. Tudo em torno dos carros e caminhões se entrelaçada pelo olho e, apesar de os veículos estarem presentes, gradualmente aprendemos a ignorá-los, menos quando estamos parados na linha direta do fluxo de trânsito.

Cidade do México vence prêmio internacional de mobilidade

A Cidade do México ganhou o prêmio internacional Audi Urban Future Award, organizado pela empresa Audi, que seleciona algumas cidades de diferentes partes do mundo para questionar sobre os futuros avanços na questão da mobilidade. A ideia é desmanchar os pensamentos relacionados ao estado crítico da mobilidade no século XXI dentro de um contexto de desafios complexos, mas também de novas oportunidades.

Este ano, na sua terceira edição, a Cidade do México foi escolhida, juntamente com Boston, Berlim e Seul, para oferecer uma visão de como poderia ser o futuro urbano se os dados fossem utilizados de maneira estratégica. A premiação foi entregue começo de novembro na cidade de Berlim.

Com a participação do Laboratorio para la Ciudad, Jose Castillo, co-fundador do escritório Arquitectura 911sc e Carlos Gershenson, pesquisador e chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Pesquisas Matemáticas (IIMAS) da UNAM, a equipe da Cidade do México, chamada Living Mobilities, obteve o primeiro lugar apresentando a captação de dados de mobilidade como tarefa primordial do projeto.

Saiba mais, a seguir.

Vídeo: Kutsuplus, o serviço "on demand" de transporte público de Hensinki

O sistema de transporte público de Helsinki inaugurou em 2013 um novo serviço chamado Kutsuplus, em que os cidadãos podem chamar um mini ônibus através do seu celular e dividi-lo com outros passageiros que vão a destinos próximos.

Embora algumas pessoas possam pensar que o uso deste tipo de serviço coloca os meios de mobilidade sustentáveis em segundo plano, os benefícios seguem, contudo, essa mesma linha. O uso do Kutsuplus ajuda a diminuir o número de automóveis em circulação nas ruas e contribui para que o sistema de transporte da cidade seja intermodal, um dos eixos centrais do plano de mobilidade de Helsinki para 2025.

As 10 cidades mais agradáveis para andar de bicicleta segundo a MNN

O site Mother Nature Network (MNN), dedicado a temas relacionados ao meio-ambiente e responsabilidade social, elegeu as 10 cidades mais “amigáveis” com as bicicletas, locais onde tanto habitantes quanto turistas podem se deslocar facilmente com esse meio de transporte.

A seleção foi feita levando em consideração diversos fatores como a qualidade da infraestrutura para bicicletas e o respeito dos motoristas em relação aos ciclistas.

Embora na lista estejam incluídas cidades que há vários anos já são consideradas modelos a serem seguidos, ela também apresenta outras que geralmente não se destacam pelo uso da bicicleta, mas que durante os últimos anos demonstraram avanços significativos para promover esse meio de transporte não motorizado.

Conheça, a seguir, as dez cidades do ranking MNN, dentre as quais se destaca Curitiba, única cidade latino-americana a figurar na lista.

Debate: "Bike na Cidade de São Paulo"

Os habitantes da cidade de São Paulo vêm experienciando crescentes dificuldades de mobilidade urbana e, como resposta, têm recorrido a outros meios de transporte públicos e privados, coletivos e individuais.

Um desses meios - a bicicleta - vem sendo debatida tanto por cicloativistas quanto pelo poder público municipal, visando encontrar modos de absorver confortavelmente essa crescente frota de ciclistas urbanos.

O debate “Bike na Cidade de São Paulo” abrirá espaço para a discussão dos prós e contras, das formas e modelos de convívio da bicicleta com outros meios de transporte na cidade de São Paulo.

O uso da bicicleta nos EUA: As mudanças geradas pelas ciclovias segregadas

O aumento recente do número de ciclistas nas cidades brasileiras coloca em pauta a necessidade de uma infraestrutura cicloviária que proporcione mais segurança aos trajetos em duas rodas e que conviva pacificamente com quem se desloca a pé, em transporte público ou de carro. 

Para conhecer soluções para esta necessidade, é útil ver o que têm feito outras cidades em relação a esse assunto.

Assim, mostramos a seguir um estudo que revela algumas cifras dos efeitos positivos gerados pela implementação de ciclovias segregadas das pistas dos veículos automotores em cinco cidades estadounidenses, onde não apenas os trajetos se tornaram mais seguros, como também o número de ciclistas aumentou. 

Vídeo: As iniciativas de Buenos Aires para se tornar uma cidade mais humana

"A cidade é para as pessoas e devemos mudar o uso das ruas, dos automóveis para as pessoas."

Com isso em mente, as autoridades de Buenos Aires propuseram intervenções em alguns espaços públicos da cidade, particularmente no centro, com o objetivo de promover uma cidade mais amigável, sustentável e saudável.

Através da implementação de corredores de ônibus na Avenida 9 de Julho, a principal da cidade, o tempo de alguns trajetos foi reduzido de 55 para 18 minutos. Além disso, foram criadas diversas zonas peatonais e foi restringido o tráfego de automóveis no centro. Outra inciativa foi a construção de uma rede de ciclovias e a criação de um sistema público de bicicletas, que colocou o veículo de duas rodas entre as opções viáveis de transporte urbano diário.

Saiba mais detalhes sobre essas intervenções a seguir.

4 cidades que investiram em infraestrutura cicloviária

Há alguns anos, o prefeito de Londres, Boris Johnson, definiu a cidade como "um centro de revolução do ciclismo", pois entre 2000 e 2011 o número de ciclistas na capital inglesa duplicou. Isso, longe de ser tratado como um problema, foi visto como uma oportunidade que levou à criação de um ambicioso Plano Diretor de Ciclovias.

Embora o Plano de Londres seja recente, outras cidades também tiveram a oportunidade de colocar em prática seus projetos, que não apenas incentivaram o uso da bicicleta, mas transformaram-na no principal meio de transporte urbano.

Veja os projetos abaixo:

“EuroVelo”: A rede de 14 ciclovias que conectará 43 países da Europa

70 mil quilômetros é a extensão estimada da EuroVelo, uma grande rede formada por 14 ciclovias que, em 2020, conectará diversas cidades de 43 países europeus, incluindo os pertencentes à União Europeia.

A iniciativa foi criada pela Federação Europeia de Ciclistas (ECF) com o objetivo de criar uma rede de ciclovias que possam ser usadas diariamente nos trajetos urbanos e que também sirvam para os turistas que queiram percorrer grandes distâncias.

O que torna uma cidade caminhável?

Caminhar por um bairro que tenha parques, comércios e serviços próximos uns dos outros é sem dúvida uma atividade mais agradável que andar por regiões onde esses programas e usos se encontram menos adensados.

Dentre os fatores que influenciam nisso, segundo um estudo da Universidade de British Columbia, estão o desenho do espaço urbano, o acesso aos transportes públicos, a densidade populacional e as leis de zoneamento, que mudam de um município para outro.

Na pesquisa foram comparadas duas regiões do estado de Washington com o objetivo de observar onde a experiência urbana se mostrava mais agradável. Foi incluída na pesquisa, também, a medição feita pelo Walk Score, um site que pontua os índices de caminhabilidade das regiões, tomando como base, entre outros fatores, os deslocamentos a pé, de bicicleta e em transporte público.

Veja os resultados a seguir.

Ruas solares: podem se tornar uma realidade?

Trazer conceitos de eficiência energética aos nossos espaços públicos é uma ideia que já vem sendo estudada há década. Neste contexto, alguns projetos interessantes têm surgido, como a ciclovia Solarpath no parque Christ’s Pieces em Cambridge, na Inglaterra.

Nos Estados Unidos, dois pesquisadores estão desenvolvendo o Solar Roadways, um sistema que, se implementado, substituirá o asfalto das ruas e ciclovias por painéis solares e luzes LED cobertos por vidro reforçado e, segundo eles, reduziria em até 70% os acidentes de trânsito à noite. Além disso, a proposta conta com um sistema de aquecimento que ajudaria a derreter a neve.

Embora o vídeo do projeto tenha sido avisto por sete milhões de pessoas, algumas pessoas acham que seu alto custo pode ser uma barreira. De acordo com um dos desenvolvedores, 1,5 quilômetros destas ruas poderiam produzir energia para 428 lares nos EUA

Em 2025 os habitantes de Helsinki não terão mais razões para possuir um carro

Oferecer um sistema de transporte público confiável e eficiente é a estratégia de muitas cidades para desestimular o uso dos automóveis particulares e, assim, evitar os danos ambientais e urbanos causados por estes.

Uma destas cidades é Hamburgo, que em novembro de 2013 lançou o Green Network, um plano para eliminar o uso do automóvel nos próximos 20 anos, contando, para isso, com a conexão de todas as áreas verdes da cidade, acessíveis a pé ou de bicicleta.

Há alguns dias, Helsinki anunciou um ambicioso plano que visa integrar vários meios de transporte ao seu atual sistema público que, em teoria, funcionaria tão bem que os cidadãos não teriam mais razões para possuir um carro.

Saiba mais sobre este plano que pretende, até 2025, desestimular o transporte individual motorizado da capital finlandesa. 

“BikeLine”: Guia para ciclistas que combina rotas digitais e físicas

Como as pessoas se deslocam de bicicleta pela cidade? Essa foi a pergunta que o arquiteto Jorge Toledo, integrante da Ecosistema Urbano, se fez após percorrer Madri em duas rodas. A experiência de Toledo não foi nem um pouco agradável, tampouco segura, devido à falta de ciclovias conectadas e sinalização.

Numa segunda tentativa escolheu uma rota alternativa e utilizou um aplicativo com GPS que, apesar de tê-lo ajudado, o fez passar longe das atividades comerciais, sociais e culturais da cidade.

Essas experiências desagradáveis levaram a organização Ecosistema Urbano a tentar melhorar a experiência do ciclismo urbano com o BikeLine, um aplicativo que funciona como um guia e ajuda o ciclista a se movimentar pela cidade, combinando rotas físicas – sinalizações no chão – com as digitais e incluindo dicas de atividades nos trajetos e locais de destino.

Saiba mais sobre o projeto a seguir.

Palestra “Direitos Humanos: Diálogos com a Sociedade”, com Jaime Lerner

Nessa terça-feira, 10 de junho, a seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoverá uma palestra com o ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, sobre mobilidade urbana e direitos humanos.

O evento acontecerá às 19h30 no auditório da OAB-PR, localizado na Rua Brasilino Moura, 253, no bairro Ahú, em Curitiba.

40 mil vagas de estacionamento deixarão de existir para dar lugar a ciclovias em São Paulo

Em vista da extinção de cerca de 40 mil vagas de estacionamento na cidade de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad afirmou, nesta última quarta-feira, que as vagas de automóveis não farão falta para a cidade e tampouco atrapalharão o transito da maior cidade do país.

A medida prevê que as milhares de vagas de estacionamento dêem lugar a construção de ciclovias e ciclofaixas, uma iniciativa que, segundo o prefeito, tirará São Paulo do século XIX e lhe garantirá um lugar no século XXI.