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Ciclovias: O mais recente de arquitetura e notícia

Quantos quilômetros caminhamos durante uma manifestação?

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"Para que serve a utopia?", perguntaram uma vez a Fernando Birri, cineasta argentino. "A utopia está no horizonte —disse Birri—. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Porque se eu caminho dez passos, ela se distanciará dez passos. Quanto mais eu a busque, menos a encontrarei. Porque se vai distanciando à medida que eu me aproximo. Pois a utopia serve para isso: para caminhar."

Os mapas que apresentaremos neste artigo dizem muito mais do que nós possamos escrever. Quase todas as capitais do Brasil invadiram suas ruas com pessoas. Como sonhou uma vez o escritor uruguaio Eduardo Galeano, "os cachorros esmagarão os automóveis". Dessa vez, foram as próprias pessoas, com seus pés, suas mãos e suas vozes, que esmagaram os carros. Nesses dias de manifestações e protestos, as cidades brasileiras foram devolvidas a seus habitantes. Milhões de pessoas caminharam por primeira vez e de maneira única a sua cidade. As ruas foram, nesses dias, grandes parques lineares, grandes passeios da cidade.

Baixa qualidade do transporte público abre espaço para transporte privado

Um dos focos de manifestações nas duas últimas semanas, a insatisfação com o transporte público também é combustível para o uso cada vez mais intensivo de veículos motorizados individuais nas grandes cidades, alimentando sucessivos recordes registrados pela indústria automobilística.

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, palcos dos maiores e mais tensos protestos contra o aumento das tarifas de ônibus, não à toa, são também as cidades com as frotas de carros mais numerosas do país, que não param de crescer com os estímulos do governo ao consumo.

Rua cheia de gente é melhor que rua cheia de carro

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Após alguns dias de manifestações por todo o Brasil, em meio a indignações difusas e protestos bastante heterogêneos, ninguém consegue compreender ao certo o que está acontecendo e muito menos cravar uma previsão para o que virá daqui pra frente. No entanto começa a ficar clara a crescente relevância da pauta da Mobilidade Urbana e a importância de discutir o tema não apenas pelo viés técnico, mas também pelo viés político. Em São Paulo, a principal pauta dos protestos veio do Movimento Passe Livre (MPL) que luta, a curto prazo, pela revogação ao aumento das passagens dos transportes públicos e, a longo prazo, pela tarifa zero. Esta ideia que há pouco tempo parecia uma utopia ou um exagero, hoje começa a ser discutida como uma possibilidade inovadora. O movimento propõe deixarmos de pensar o transporte público como um produto para transformá-lo em um direito básico. Transporte público gratuito e de qualidade traz avanços enormes para o direito à cidade, facilitando o acesso a todas as partes da cidade, contribuindo para torná-la menos segregada.

Vídeo: A inclusão da bicicleta no desenvolvimento das cidades

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Tarifa zero já existe há algum tempo em quatro cidades brasileiras

A reivindicação do Movimento Passe Livre contra o aumento das passagens e pela implantação da tarifa zero na capital paulistana pode parecer uma utopia, mas em pelo menos quatro cidades do interior do Brasil ela já é realidade. E, em alguns casos, há mais de uma década. Em Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, em Porto Real, no Rio de Janeiro, e em Ivaporã, no Paraná, ninguém paga para andar de ônibus.

Ranking Copenhagenize2013: As 20 cidades mais bem preparadas para o ciclismo urbano

Por Constanza Martínez Gaete, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

O blog dinamarquês Copenhagenize Design Co. acaba de lançar seu Ranking Copenhagenize 2013 das 20 cidades do mundo mais amigável com as bicicletas. Elaborado feita pela primeira vez em 2011, a lista que incluía 80 cidades não foi lançada, apenas utilizada internamente no site. No entanto, devido às informações coletadas e da metodologia utilizada, o ranking tornou-se uma valiosa ferramenta, pois divulga os esforços de vários países em estabelecer a bicicleta como meio de transporte acessível, limpo e conveniente, entre muitos outros aspectos positivos.

Na versão de 2013, a lista foi ampliada para 150 cidades, graças à contribuição de 400 pessoas, entre as quais estão arquitetos, cidadãos, organizações que promovem o ciclismo, urbanistas e políticos.

Prefeitura de BH anuncia mais 114 km de ciclovias

Segundo a Prefeitura da capital mineira, há 114 km de ciclovias em estágio de projeto executivo. A Avenida Olegário Maciel, na Regional Centro-Sul, receberá uma ciclovia com tachões que a separarão da pista dos automóveis. Já na Avenida Otacílio Negrão de Lima, a ciclovia da orla da Pampulha recebeu o recapeamento do asfalto e, até julho deste ano, serão completados mais 7,5 km.

Por que as pessoas deixam de utilizar o Transporte Público? - Estudo na Califórnia, EUA

Por Constanza Martínez Gaetevia Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia sob a coordenação de Andre Carrel, Halvorsen Ana e Joan L. Walker, realizaram um levantamento com os passageiros do transporte público que circula pela área da baía na cidade de São Francisco para descobrir quais são os aspectos que mais os incomodava em suas viagens. Embora os resultados gerais do estudo fossem previsíveis – como os atrasos, a superlotação dos ônibus e a falta de confiança no sistema – foram obtidas constatações muito interessantes ao se aprofundar nos detalhes.

Com problemas semelhantes a Rio e SP, Londres aumenta segurança de ciclistas

A capital britânica tenta há vários anos viabilizar a bicicleta como alternativa real de transporte. Nos últimos dez anos, o volume de bicicletas na cidade aumentou mais de 150%. Hoje, cerca de 300 mil ciclistas circulam pelas ruas de Londres diariamente.

Os investimentos da prefeitura para tornar as vias londrinas mais seguras e atraentes para ciclistas aumentaram de dois milhões de libras em 2001 (R$ 6 milhões) para 100 milhões de libras (R$ 300 milhões) este ano, mas grupos cicloativistas defendem que ainda há muito a fazer para que o veículo sobre duas rodas seja a opção de transporte preferido dos londrinos.

Tallinn é a primeira capital europeia a ter transporte público gratuito

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Texto por Constanza Martínez Gaete, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

Desde o início deste ano, Tallinn, capital da Estônia, está estabelecendo um verdadeiro precedente para o transporte na Europa. Acontece que para reduzir a poluição, decidiu-se que seu sistema de transporte público seria gratuito para os 420 mil habitantes. Assim, a cidade tornou-se a primeira capital europeia a adotar essa medida.

Prefeito de Londres Anuncia Plano Diretor de US$ 1.510 Milhões para Ciclovias

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O prefeito de Londres, Boris Johnson, há algumas semanas anunciou o ambicioso Plano Diretor de US$ 1.510 milhões, para aperfeiçoar a infraestrutura para bicicletas e melhorar a rede de ciclovias deste meio de transporte. O objetivo deste plano não somente busca ampliar a possibilidade de transitar pela cidade de bicicleta, como também tentará descongestionar o centro da capital e os sistemas de transporte públicos.

Marginal Pinheiros de São Paulo terá nova ciclovia e ponte móvel

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, liberou cerca de R$ 5,7 milões para a Secretaria de Energia para a implantação de uma ciclovia que ligará a entrada do Pomar Urbano à ponte do Socorro e uma ciclopassarela móvel que liga a estação Santo Amaro da CPTM ao bairro Socorro. Parte da verba também será destinada a elaboração de estudos para a requalificação urbana das marginais da cidade, Pinheiros e Tietê.

Sorocaba possui modelo de rede de ciclovias no Estado de São Paulo

Sorocaba possui modelo de rede de ciclovias no Estado de São Paulo - Imagem de Destaque
Epitacio Pessoa/AE via Estadão

A cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, possui a maior rede de ciclovias do Estado, são 106 km de extensão, e possui o menor índice de acidentes envolvendo ciclistas (índice próximo a zero).

10 elementos a se considerar para implantar uma boa rede de estacionamentos para bicicletas na cidade

Por Claudio Olivares Medina, Ciclismourbano.info, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

Estrada para bicicletas com 30 km de extensão foi construída na Suécia

De tempos em tempos são anunciados projetos de novas ciclovias que servirão para melhorar os deslocamentos dos ciclistas e o uso do espaço público. Mesmo estes projetos sendo um avanço em comparação à realidade dos ciclistas há alguns anos, ainda há muito a melhorar, sobretudo em entender que a infraestrutura cicloviária deve estar aliada a um plano que permita que a bicicleta transforme-se em uma real alternativa de transporte.

São Paulo terá corredores de ônibus acompanhados por ciclovias

As operações para a criação novos corredores de ônibus na cidade de São Paulo incluem também a implantação de novas ciclovias.

“Tarifa Zero” nos ônibus de Corvallis, Estados Unidos

Vídeo: Capacete invisível para bicicletas