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Bricks: O mais recente de arquitetura e notícia

Sordo Madaleno e építész stúdió são selecionados para projetar o novo Centro de Coleções de História Natural em Debrecen, Hungria

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O escritório de arquitetura Sordo Madaleno, em colaboração com o építész stúdió e a Buro Happold, foi selecionado para projetar o novo Centro de Coleções de Debrecen, com 43 mil metros quadrados, destinado ao Museu de História Natural da Hungria. Debrecen, a segunda maior cidade da Hungria, é atualmente o foco de um importante desenvolvimento urbano e universitário, que inclui planos para transferir o Museu de História Natural da Hungria de Budapeste para as proximidades da Grande Floresta de Debrecen. O Centro de Coleções proposto foi concebido como uma instalação dedicada ao armazenamento controlado e ao estudo de mais de 11 milhões de objetos, inspirando-se conceitualmente nos tradicionais vasos de argila húngaros, estruturas historicamente utilizadas para proteger e conservar. O projeto marcará a primeira comissão cultural europeia do escritório de arquitetura mexicano, que possui filiais em Londres e na Cidade do México.

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O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

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Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Alguns dos projetos mais potentes da atualidade não são aqueles que "restauram" um interior de volta a um momento específico, nem os que apagam o passado sob uma nova pele homogênea. São, antes, aqueles que encenam uma relação entre o antigo e o novo — permitindo que o contraste vá além do mero relato histórico, e fazendo do embate uma ferramenta pragmática de viabilidade construtiva, orçamentária e de execução.

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Entre o modular e o vernacular: como a mistura de técnicas construtivas pode trazer agilidade e identidade para as habitações sociais do sul global

As cenas iniciais do premiado filme brasileiro “Cidade de Deus” (2002) mostram um conjunto habitacional na periferia do Rio de Janeiro o qual, posteriormente, se transforma em um reduto de pobreza e violência. Apesar do filme se passar na década de 60, o conjunto habitacional escolhido como cenário era um complexo recém construído.

Essa escolha, de fato, não fez diferença alguma pois, apesar dos 40 anos que separam a época retratada no filme e as filmagens, as soluções arquitetônicas utilizadas pelos programas habitacionais no país continuaram as mesmas, replicando modelos datados e evidenciando a estagnação o setor.

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O futuro sob nossos pés: tijolos de solo cimento e o caminho para uma construção sustentável

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Tijolos fazem parte do imaginário coletivo quando pensamos em construção. Tratam-se de materiais elementares, onipresentes, modulares, leves e confiáveis para erigir edifícios. No entanto, a fabricação tradicional de blocos cerâmicos depende da queima de argila em fornos a altas temperaturas, muitas vezes alimentados por combustíveis fósseis não renováveis, como carvão ou gás natural. Além disso, o processo de transporte aumenta significativamente sua pegada ambiental, por se tratarem de materiais pesados e volumosos. Com um interesse crescente em materiais de construção alternativos, que oferecem menor impacto ambiental e maior sustentabilidade, tijolos de solo cimento são um bom exemplo, apresentando uma pegada ambiental menor por utilizar matérias primas locais e dispensar o processo de queima, mas mantendo muitas das qualidades intrínsecas dos tijolos tradicionais.

Gloria Cabral: "Tudo começa com a sabedoria de um lugar"

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Nascida no Brasil e formada no Paraguai, Gloria Cabral é uma arquiteta que aprendeu cedo que casa pode ser muitos lugares — ou nenhum. Com uma atuação profissional balizada pela compreensão ampla da geografia, cultura e condições sociais de onde projeta, tem deixado sua marca em edifícios e instalações artísticas construídas em diversas localidades, de Assunção à Veneza.

Ao seu interesse pelas especificidades dos lugares onde atua, soma-se a atenção com a economia de recursos e reuso de materiais — temática em voga atualmente, mas cuja bandeira Gloria levanta há mais de quinze anos. Tivemos a oportunidade de conversar com a arquiteta sobre suas experiências no Paraguai e Brasil, algumas de suas obras com tijolo reciclado e seu entendimento de arquitetura e sustentabilidade. 

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Eladio Dieste e a arte de projetar estruturas

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Para muito além do conhecimento técnico de sua formação como engenheiro, Eladio Dieste (1917-2000) adquiriu sensibilidade arquitetônica rara. Foi pioneiro e mestre da técnica da alvenaria armada, que em resumo trata-se de um sistema de "casca" relativamente fina em que os blocos cerâmicos são comprimidos, as barras de aço são tracionadas e o concreto solidariza o conjunto. A resistência estrutural é aumentada através do desenho de geometrias espaciais complexas que respondem com precisão aos esforços solicitantes, utilizando assim o mínimo possível de material. Desta forma são vencidos grandes vãos e balanços e as cargas são elegantemente conduzidas ao solo.

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Tijolo permeável é fabricado com resíduos cerâmicos

Na busca pelo desenvolvimento de produtos circulares, a empresa chinesa Yi Design vem criando diferentes tijolos a partir de materiais reciclados. Os produtos são alternativas construtivas para um grande problema do setor: a geração de resíduos cerâmicos.

Cerca de 18 milhões de toneladas de resíduos cerâmicos são produzidos todos os anos na China, segundo a Yi Design. Com sede em Jingdezhen, a capital da cerâmica do país, o grupo desenvolveu o YiBrick, um tijolo permeável composto por mais de 90% de cerâmica reciclada. A produção do material ainda inclui águas residuais e o pó fino da trituração dos resíduos brutos.

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Brasileira cria tijolo sustentável feito de resíduos de construção

A startup escocesa Kenoteq lançou o K-Briq – um tijolo de construção mais sustentável que não é queimado e é feito de 90% de resíduos de construção. Desenvolvido pela professora de engenharia Gabriela Medero na Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, o K-Briq gera menos de um décimo das emissões de carbono em sua fabricação do que um tijolo comum.

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