1. ArchDaily
  2. Atmosferas

Atmosferas: O mais recente de arquitetura e notícia

Como os projetos vencedores do concurso Iceland Slow Sauna da Buildner respondem a uma paisagem vulcânica

Áudio disponível

Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Iceland Slow Sauna, desenvolvido em parceria com a Slow Travel Mývatn. Localizado ao lado da Þúfa – Private Homestay, na paisagem vulcânica do Lago Mývatn, no norte da Islândia, o concurso convidou arquitetos/as e designers a criarem um refúgio compacto que combinasse sauna e estufa em uma única experiência arquitetônica. Baseado na tradição islandesa do banho como um ritual de quietude e renovação, o edital pedia aos/às participantes que explorassem como o calor, a luz, a vegetação e a paisagem poderiam moldar um espaço íntimo de recuperação e conexão com a natureza.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

Áudio disponível

A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 1 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 2 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 3 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 4 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Mais Imagens+ 6

Tendências de design de interiores de 2025

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.

Tendências de design de interiores de 2025 - Image 1 of 4Tendências de design de interiores de 2025 - Image 2 of 4Tendências de design de interiores de 2025 - Image 3 of 4Tendências de design de interiores de 2025 - Image 4 of 4Tendências de design de interiores de 2025 - Mais Imagens+ 35

Acesso exclusivo

A atmosfera do espaço revelada em filmes de arquitetura

Ao longo das últimas décadas, a arquitetura descobriu no cinema uma importante ferramenta para explorar novas formas de apresentar e representar o espaço. Construindo narrativas visuais capazes de emocionar os espectadores, os filmes de arquitetura adicionam mais profundidade à nossa forma de experimentar o espaço. Neste contexto, explorando uma série de filmes realizados pela 9sekunden, este artigo procura analisar de que forma o cinema está enriquecendo a experiência do espaço na arquitetura.

Atmosferas brancas: criando espaços calmos com divisórias de tecido

No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.