Permanecer temporariamente em um local ao ar livre, instalar-se de maneira provisória, assentar-se em um campo. As definições do verbo acampar presentes nos dicionários indicam duas características fundamentais para a prática: natureza e temporalidade. Na arquitetura, as tendas materializam essas qualidades configurando uma tipologia que atravessa séculos e culturas sendo, sobretudo, associada a precariedade e fragilidade.
Diante dessa constatação comum, no início dos anos 2000 surgiu a palavra glamping como uma junção entre camping e glamour, sugerindo aliar a prática do acampamento com comodidades luxuosas. No entanto, apesar da popularização, a ideia está longe de ser original. Nem sempre o ato de acampar foi entendido como o oposto do luxo.
Nos últimos anos, o tema de descarbonização de edificações e cidades tem ganhado cada vez mais destaque no âmbito internacional e nacional. Entre os diferentes atores impulsionadores, destaca-se poder público, através de seus ministérios, como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que possuem diferentes políticas, programas e legislações. Instituições financeiras como bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) também têm sido atores-chave para alavancar parte dos recursos necessários para possibilitar a redução das emissões de carbono, que precisa ser cada vez mais urgente.
Para as cidades, sediar um evento olímpico é uma honra e uma oportunidade significativa de crescimento, mas também representa um desafio importante. Com mais de 200 nações participando dos Jogos, eles se destacam como a maior competição esportiva do mundo. No entanto, adaptar a infraestrutura pública e esportiva para acomodar o aumento repentino de pessoas e a escala desses eventos pode resultar em problemas após o encerramento, como estruturas subutilizadas conhecidas como "elefantes brancos". Apesar disso, as Olimpíadas incentivam transformações urbanas, levando as cidades a investir em melhorias em transporte, moradia e espaços públicos. Um exemplo marcante é Paris, que inaugurou sua primeira linha de metrô durante a segunda edição dos Jogos Olímpicos, em 1900.
Quando se trata dos locais olímpicos, surge o desafio da reutilização adaptativa: a arquitetura precisa encontrar maneiras de transformar esses espaços, inicialmente projetados para acomodar milhares de pessoas durante os Jogos, de modo a se tornarem parte sustentável da oferta esportiva da cidade após o evento. Em várias partes do mundo, alguns desses locais têm conseguido prolongar sua utilidade além do encerramento dos jogos, integrando-se às comunidades locais e oferecendo uma variedade maior de eventos esportivos e de lazer. Apesar dos altos custos de construção, muitos desses espaços se tornaram ícones da identidade local e atrações turísticas populares, continuando a ser utilizados décadas após receberem as multidões olímpicas.
A Semana Growarq é um evento dedicado a arquitetos, engenheiros, designers e estudantes que queiram revolucionar a sua forma de projetar, através de uma metodologia que alia dois softwares: o Revit e o Lumion. Ela acontece dos dias 29 de julho a 01 de agosto, sempre às 19 horas, e totalmente online.
Marcelo Rosenbaum fala com vivacidade e empolgação, refletindo sua inegável paixão pelo que faz. Sua abordagem à arquitetura é marcada por uma postura proativa, levando-o a viajar aos interiores mais remotos do Brasil, muitas vezes voluntariamente. Lá, ele escuta atentamente as demandas locais e busca desenvolver projetos que vão além de simples edificações, tornando-se instrumentos de transformação para a realidade local. Um de seus projetos mais conhecidos fica no Tocantins, o Moradias Infantis na Fazenda Canuanã, feito em parceria com o escritório Aleph Zero, que rodou o mundo e conquistou premiações. No último dia 20 de junho, ele encerrou a programação da Convenção Nacional AsBEA 2024, cujo tema foi "Raízes Sustentáveis", realizada em Florianópolis. Tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre sua trajetória profissional e alguns de seus trabalhos recentes:
Arquitetas e arquitetos de diferentes geografias foram desafiados a responder à pergunta: “O que é um espaço de liberdade?”. A exposição que celebra o Mês de Arquitetura da Maia em Portugal (MAM) acontece entre os dias 5 de outubro e 3 novembro, no Fórum da Maia, e marca a quinta edição desta iniciativa.
As teorias em evolução do design urbano buscam reformular como as cidades são construídas e vivenciadas. Com uma crescente empatia em relação às necessidades de diversos grupos, o design urbano queer representa uma mudança abrangente e holística na compreensão da identidade e da comunidade nos espaços públicos. Essa abordagem desafia os métodos tradicionais - que costumam ser rígidos - de planejamento urbano ao aplicar os princípios da teoria queer, que valoriza a fluidez e a interconexão. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+ de 2024, o ArchDaily explora os fundamentos do "design urbano queer" para influenciar práticas mais inclusivas no planejamento das cidades.
Guillaume Bontemps/Ville de Paris. Imagem cortesia dos Jogos Olímpicos de Paris 2024
A história recente de Paris está entrelaçada com os Jogos Olímpicos. Em 1900, Paris sediou a segunda edição dos Jogos, marcando o início de uma série de adaptações urbanas e desenvolvimentos arquitetônicos para preparar a cidade. Uma das mudanças mais notáveis foi a introdução da Linha 1 do metrô, inaugurada em 1900, que conectava os locais da Exposição Universal aos Jogos Olímpicos em Vincennes. Apenas 24 anos depois, Paris sediou uma das edições mais influentes dos Jogos Olímpicos, a primeira a ser transmitida por rádio, o que aumentou significativamente a popularidade do evento. Foi nessa edição que nasceu o conceito de Vila Olímpica. Muitas das infraestruturas e locais construídos há mais de um século ainda estão em uso em Paris, e alguns deles serão novamente utilizados como sedes de eventos olímpicos.
A arquitetura acolhe culturas e pessoas de todos os quadrantes da vida. Mas nem sempre considera questões prementes como a justiça social, a crise ecológica e a descolonização, em detrimento de um paradigma ocidental dominante na educação e prática da profissão. O Arquiteturas Film Festival 2024 procura desafiar esta hegemonia, refletindo sobre os discursos enraizados na disciplina.
Nesta 11ª edição, convidamos o público para uma cativante viagem cinematográfica através das complexidades da produção do conhecimento arquitetónico e do seu impacto social. O programa oferece novas perspetivas sobre o papel da disciplina na formação do ambiente construído a partir de vários ângulos. Explora a forma como a arquitetura pode corajosamente reimaginar a representação convencional, questionar as práticas extractivistas e desmantelar as narrativas coloniais.
Oskar Metsavaht cocria junto com a marca o upgrade do Kit Janeiro, no novo formato 160 x 160, ampliando o design inspirado nas pedras do calçadão de Ipanema.Foto: Divulgação.
O Portobello Grupo promove, de 17 a 22 de junho, mais uma edição da Semana da Sustentabilidade, uma iniciativa que tem o objetivo de mobilizar e apresentar aos participantes as ações da empresa relacionadas ao tema.
Não é exagero dizer que Renzo Piano é um dos arquitetos mais unânimes que existem no mundo da arquitetura. Com uma obra que mescla respeito ao contexto, leveza e tecnologia para criar estruturas ambientalmente conscientes e esteticamente agradáveis, sua abordagem combina materiais avançados com técnicas tradicionais. Em projetos de diversas escalas, o arquiteto genovês mantém um fio condutor essencial: a implementação de estratégias arquitetônicas passivas, destacando a importância desses métodos para a sustentabilidade e a eficiência energética. Isso é frequentemente explicitado em seus croquis, como uma preocupação inicial, e se concretiza claramente nas obras finalizadas. Veja, a seguir, alguns exemplos em projetos icônicos desenvolvidos pelo seu escritório nas últimas décadas.
Há que se cuidar do broto" ganhará vida através de uma experiência dividida em três atos.
Inspirados pela atemporalidade da música "Coração de Estudante" de Milton Nascimento e Wagner Tiso, o arquiteto Henrique Hoffman e a Hunter Douglas, líder global no segmento de decoração de janelas e produtos arquitetônicos, se uniram para ressignificar a fachada do edifício histórico do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG). A intervenção “Há que se cuidar do broto" faz parte da mostra de arquitetura e design Modernos Eternos, que será realizada no icônico prédio rosa em Belo Horizonte, entre os dias 18 de junho e 14 de julho. São mais de 35 ambientes assinados por renomados arquitetos e designers de interiores, com as últimas tendências do setor e distribuídos por 6 mil m² do edifício do colégio; nove deles decorados com produtos da divisão de cortinas e persianas da Hunter Douglas.
O Convênio Acadêmico do Doutorado de Dupla Titulação entre a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e a Università IUAV di Venezia foi assinado em 2017, ampliando um convênio geral de cooperação iniciado em 2008 entre as duas universidades.
Consolidando o acordo acadêmico, ocorrerá o Seminário de Projeto e História com a Cerimônia Interacadêmica com diretores e representantes da FAU USP, do IUAV e do Instituto Italiano de Cultura em São Paulo. Na sequência acontecerão as conferências de três professores visitantes italianos formados na área de História da Arquitetura da Escola de Doutorado do IUAV.
Depois de percorrer a relação entre arquitetos e clientes a partir dos conceitos da psicanálise em Arquitetura no divã, Shirlei Zonis utiliza a mesma ferramenta para tocar em um ponto ainda mais sensível, o vínculo com os trabalhadores do canteiro de obras. Um tema que não está nos currículos de formação de profissionais de arquitetura, mas é marcante em sua rotina. Mediada por sua experiência de campo e pela perspectiva psicanalítica, a autora conta histórias desses parceiros fundamentais, mas muitas vezes invisibilizados, e traz para o debate os desafios desse encontro e os impasses culturais que afligem um grupo tão representativo da sociedade e da desigualdade brasileiras.
A Semana Growarq é um evento dedicado a arquitetos, engenheiros, designers e estudantes que queiram revolucionar a sua forma de projetar, através de uma metodologia que alia dois softwares: o Revit e o Lumion. Ela acontece dos dias 03 a 06 de junho, sempre às 19 horas, e totalmente online.