Sejam produzidos com matérias primas orgânicas ou sintéticas, tecidos têm sido amplamente utilizados na arquitetura desde os tempos mais remotos. No entanto, sua aplicação em larga escala veio a acontecer apenas após a revolução industrial e a popularização de novas tecnologias—ou seja, a possibilidade de se produzir membranas têxteis de alta qualidade e em grandes dimensões, capazes de cobrir edifícios inteiros e vencer grandes vãos. Comumente utilizadas de forma tencionada, as membranas têxteis ajudaram a moldar o imaginário da arquitetura contemporânea, sendo utilizadas em pavilhões, estádios e edifícios dos mais variados tipos e tamanhos.
A entrada de luz natural, a melhoria das condições de ventilação e a possibilidade de potenciar a ligação com a natureza, sem que isso implique uma perda de privacidade, têm levado os pátios a se tornarem elementos frequentemente adotados e incorporados em muitos projetos arquitetônicos.
Os pátios caracterizam-se por serem áreas abertas ou semicobertas, localizadas no interior de edifícios e têm seus perímetros delimitados por paredes, galerias ou outros elementos. Estes espaços, externos mas contidos, em muitos casos desempenham um papel crucial na configuração e organização do projeto e, em alguns casos, representam a conexão entre os moradores e o exterior.
O que é um render? Apenas uma imagem para ganhar concursos e clientes? Ou é uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento de um edifício?
Perguntamos a nossos leitores quais são os limites da renderização no desenho arquitetônico, e a quantidade de respostas foi imensa. Depois de ler e compilar todos os comentários recebidos de profissionais da construção, estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, há um grande consenso de que devemos pensar não apenas na renderização como um elemento de venda, mas como um elemento chave na verificação do projeto.
É inútil dizer que a arquitetura é uma profissão que flutua de acordo com a economia. Todos nós conhecemos histórias ou até sentimos na pele as consequências de um período de recessão. Para a industria da construção civil, a depressão econômica se traduz em um estado de espera, na escassez de novos projetos e portanto, em um impacto negativo considerável em termos de novos contratos e vínculos empregatícios—sem mencionar as terríveis consequências para a massa de trabalhadores informais, entre eles, arquitetos e arquitetas. É evidente que a economia opera em ciclos, ora com períodos de vacas magras, ora com momentos de vacas gordas. Quando no entanto, uma mal temporada coincide com uma situação de crise na qual a população global continua a crescer rapidamente e o valor da terra a atingir níveis exorbitantes, é inegável que a arquitetura não passará ilesa por tal momento. Ainda assim, existem aqueles que, ao invés de culpar a economia pelos altos e baixos da profissão da arquitetura e da industria da construção civil, afirmam que é ela a principal responsável pelas principias crises econômicas globais.
Para além de ver a casa como simples abrigo e proteção, hoje há uma complexidade muito maior de funções integradas àqueles programas elementares do habitar. Não pensamos mais somente nos espaços de dormir, cozinhar e banhar, mas sim em uma série de novos programas, que exigem novos espaços e configurações. Dentre esses novos programas, o lazer surge como uma atividade integrada ao morar, na forma de quintais, piscinas e salas de televisão.
ELDMØLLA Sauna / Arkitekt August Schmidt + Workshop NTNU-Trondheim + Arnstein Gilberg + Ina Samdal. Image Courtesy of Workshop NTNU-Trondheim
Pelas suas características específicas, a arquitetura das saunas é interessante pois nos dá lições relacionadas à eficiência e beleza da simplicidade. Geralmente são estruturas arquetípicas muito básicas, com uma distribuição clara e funcional, criadas para conter diferentes níveis de calor e umidade. Graças a este banho de vapor, as pessoas que nele se encontram liberam toxinas e melhoram a circulação sanguínea, sendo muito utilizadas em climas frios, em estreita relação com a natureza e a presença de água.
Para funcionar, estes espaços normalmente herméticos contêm uma série de bancadas internas com diferentes dimensões e uma fonte de calor que deve atingir temperaturas entre 80 e 90° C, incluindo, se necessário, uma chaminé para expelir a fumaça. A madeira é o material escolhido por excelência, utilizando na maioria dos casos espécies nativas que mantêm o seu aspecto rústico e textura natural. A seguir, revisamos 9 saunas projetadas por arquitetos, incluindo alguns de seus detalhes de construção.
Por definição, “estrutura” é um termo bastante abrangente e amplamente utilizado em diferentes disciplinas. Na arquitetura, por sua vez, a expressão “estrutura” pode ser utilizada tanto para referir-se a uma obra construída quanto para descrever o conjunto de elementos portantes que compõe um edifício, responsáveis por distribuir e transmitir suas as cargas até o solo.
Marcelo Ferraz, sócio fundador, juntamente com Francisco Fanucci, do Brasil Arquitetura, escritório que vem acumulando prêmios nacionais e internacionais, frutos do reconhecimento por seus projetos extremamente sensíveis ao lugar, e ainda sim, contemporâneos em sua essência, é o convidado da semana no Arquicast.
As Case Study Houses (1945-1966), iniciativa patrocinada pela Arts & Architecture Magazine e imortalizada pelas icônicas fotografias em preto e branco de Julius Shulman, pode conter alguns dos exemplos mais famosos da arquitetura americana moderna na história. Projetadas para enfrentar a crise habitacional do pós-guerra com construção rápida e materiais baratos, ao mesmo tempo em que adotavam os princípios do design modernista e tecnologias contemporâneas avançadas, as Case Study Houses foram moldadas por seu foco central em materiais e projeto estrutural. Enquanto cada uma das casas foi projetada por diferentes arquitetos para uma variedade de clientes, esses objetivos compartilhados unificaram os muitos projetos em torno de várias estratégias estéticas e estruturais básicas: plantas abertas, volumes simples, janelas panorâmicas, estruturas de aço e muito mais. Embora alguns dos materiais e estratégias das Case Study Houses tenham ficado desatualizados nas décadas seguintes, esses produtos e recursos exclusivos viriam a definir uma era histórica da arquitetura nos Estados Unidos.
https://www.archdaily.com.br/pt/961990/como-os-materiais-moldaram-as-case-study-housesLilly Cao
Proposta da equipe Asa, vencedora do concurso. Image Cortesia de Prefeitura de Belo Horizonte
Em 2019, na data de seu aniversário de fundação, Belo Horizonte ganhou um presente sob a forma de um concurso de arquitetura. De abrangência nacional, o certame buscava reunir estudos técnicos preliminares para a requalificação do conjunto histórico e paisagístico da Avenida Bernardo Monteiro.
Este conjunto, caracterizado pelo maciço arbóreo formado por uma grande quantidade de Ficus de grande porte e copas frondosas, foi acometido por infestações da chamada “mosca-branca-de-ficus”, que causaram desfolhamento e ressecamento de galhos e ramos, levando a um total comprometimento de muitos dos exemplares desta espécie, prejudicando a referência histórico-cultural e o caráter de uso público do local e gerando a necessidade de remanejamento das feiras de artesanato, flores, comidas e antiguidades que aí funcionavam.
Projetado pelo Heatherwick Studio, em parceria com o escritório de arquitetura paisagística MNLA, o tão aguardado projeto Little Island é o mais novo espaço público de Nova Iorque, apresentando um volume implantado acima do rio Hudson. O projeto abriga um parque público e locais para apresentações, de forma a reinventar a tipologia do píer em uma paisagem artificial ondulante. Após superar muitos obstáculos e oito anos de construção, o local agora está aberto ao público, e o projeto arrojado está prestes a se tornar um ícone em Nova Iorque.
Seguindo nossa busca para redefinir como a arquitetura é percebida hoje, e expondo suas diferentes interpretações, o ArchDaily deu espaço para seus usuários responderem a quatro questões fundamentais: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Qual é a sua posição arquitetônica? Qual a sua metodologia de projeto? ” Com cerca de 200 respostas por questão, recolhidas em todo o mundo, as ideias partilhadas são na sua maioria complementares e não conflituosas, sublinhando uma compreensão geral do papel e da essência da arquitetura.
Estão abertas as incrições para a segunda edição do Archademy Trends, um evento gratuito e on-line para quem quer ter um posicionamento único, conectado com as tendências de comportamento do mercado em uma imersão totalmente exclusiva para transformar o mindset de arquitetos e designers de todo o país.
Videos
Mariapia di Lecce (elogiado, categoria híbrida): Reconstruir com desenho. Desenho à mão para análise gráfica. Imagem cortesia de Sir John Soane's Museum
Se há alguma palavra que descreve como são as renderizações arquitetônicas hoje em dia, seria: impressionante. O imenso mundo da renderização permitiu que as pessoas se envolvessem em ambientes construídos virtualmente, explorando cada espaço e experimentando o que podem ouvir ou sentir ao passar de uma sala para outra sem estar fisicamente presente no projeto.
O objetivo principal de uma renderização é ajudar a visualizar como será o resultado final do projeto. Seja para fins de apresentação ou construção, os arquitetos precisam traduzir suas visões de uma forma que ajude as pessoas que não estavam envolvidas no processo de ideação a entender o espaço e as experiências que vêm com ele. No entanto, nem todos os arquitetos têm as habilidades adequadas ou o tempo para criar tais ambientes hiper-realistas, mas com a excepcional qualidade das imagens produzidas atualmente e a crescente demanda, tornou-se obrigatório que todos os projetos sejam apresentados com um 3D realista. Então, se você é um daqueles arquitetos que não tem habilidade nem tempo, aqui estão algumas maneiras de apresentar seu projeto com uma experiência visual imersiva que traduz sua identidade sem recorrer a softwares 3D.
A Revista Ímpeto anuncia a abertura das submissões de artigos e concurso de capa da 11ª edição da revista, com a temática: CIDADES SAUDÁVEIS: Urgências, Perspectivas e Enfrentamentos.
Abertura do processo de submissões de artigos e Concurso de Capa da Revista Ímpeto Nº11. A Revista Ímpeto é uma publicação com periodicidade anual, organizada pelo Programa de Educação Tutorial (PET) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas e contempla textos de caráter informativo e reflexivo relacionados à arquitetura e cidade. Em 2021, a décima primeira edição da Ímpeto está estruturada em Eixo temático, no qual pretende-se contribuir com o debate acerca da temática: Cidades Saudáveis: urgências, perspectivas e enfrentamentos, e em Eixo Livre, espaço destinado a publicações diversas de arquitetura, urbanismo e áreas afins.
A bicicleta não é mais utilizada apenas para esportes ou atividades recreativas. Cada vez mais, as pessoas optam por ela como principal meio de transporte.
A arquitetura cumpre um papel fundamental no incentivo do uso da bicicleta, já que uma cidade equipada com ciclovias seguras, bicicletário e áreas livres para lazer inspira as pessoas a deixarem seus automóveis.
O Bjarke Ingels Group revelou o projeto final do Västerås Travel Centre, um centro de infraestrutura de transporte que reúne vários modais em um objeto arquitetônico coeso. A característica definidora do projeto é uma cobertura leve e ondulada que se desdobra em vários elementos complexos do programa que compõem o nó urbano, criando um novo marco para uma das maiores cidades da Suécia.