Na maioria dos casos, o planejamento urbano é uma prática desenvolvida com base na suposição de que toda cidade cresce, ou que pelo menos, deveria crescer. Entretanto, a realidade nos mostra que nem sempre tudo parece funcionar como o previsto, e que em nossa sociedade hoje, muitas cidades estão passando por um processo inverso, de decrescimento ou despovoamento. E isso não significa dizer que em cidades que decrescem o planejamento urbano seja algo desnecessário, muito pelo contrário, neste caso esta prática talvez seja ainda mais importante—além do fato de que ela deve assumir novos conceitos, critérios e estratégias capazes de fazer frente a este grande desafio. O fenômeno do despovoamento é um processo de declínio urbano generalizado que pode ter as mais diversas e complexas causas que vão desde mudanças significativas nos meios de produção, fenômenos migratórios, conflitos ou esgotamento dos recursos naturais. Buscando somar evidências e colaborar com o desenvolvimento do profuso debate que gira em torno do tema atualmente, a seguir apresentaremos algumas das principais abordagens que algumas cidades em processo de despovoamento tem incorporado em suas estratégias de planejamento urbano.
A Escola da Cidade, por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, recebeu o professor Alfredo Bosi para discutir a noção de cultura ou culturas. Na conversa, o professor partindo de experiências vividas por ele que tangenciam diversos tipos de vivências espaciais, tensiona e expõe várias faces que a palavra cultura apresenta.
O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, anunciou recentemente que a Adjaye Associates e o Studio Zewde serão os escritórios de arquitetura responsáveis pelo projeto de reurbanização de parte do Campus do Centro Psiquiátrico de Kingsboro no East Flatbush, Brooklyn. O projeto, orçado em US$ 400 milhões, está sendo desenvolvido no contexto da Vital Brooklyn, uma iniciativa que pretende investir mais de 1,4 bilhão de dólares na transformação de uma área subutilizada de aproximadamente 3 hectares em pleno centro do Brooklyn em um novo e vibrante bairro sustentável.
Um dos elementos construtivos que melhor combina a funcionalidade com a estética, o forro pode ser um importante aliado aos projetos de arquitetura e de interiores, adicionando camadas de textura, cores e materialidade, permitindo assim um maior controle de qualidade dos espaços internos, ao mesmo tempo que serve como armazenamento e proteção de outros sistemas.
Sob o título Available City / Cidade Disponível, a Bienal de Arquitetura de Chicago acontecerá de 17 de setembro a 18 de dezembro em mais de 10 locais da cidade, com o intuito de destacar o potencial das áreas urbanas vazias como espaços coletivos por meio de intervenções desenvolvidas em estreita colaboração com a comunidade local. Por isso, a bienal também anunciou que os parceiros culturais desta nova edição apresentarão um programa em forma de conferências, painéis, workshops ou performances: SOM, Studio Gang e Museu de Arte Contemporânea são alguns dos mais de 100 museus, estúdios de arquitetura e organizações comunitárias participantes do evento.
Os shoppings centers foram uma grande moda no começo dos anos 80 e 90 e quase todas as grandes capitais do mundo começaram a investir em super complexos climatizados de lojas com praças de alimentação e cinemas.
No Brasil, esse boom dos shoppings como modelo de desenvolvimento ainda perdura nas principais cidades e até no interior do país. O shopping center adquiriu uma importância crucial para o desenvolvimento e a manutenção da lógica do capital. Toda cidade que se “desenvolve” tem um ou mais shoppings em seu tecido urbano.
Foster + Partners apresentou o plano diretor para regenerar o Centennial Yards no centro de Atlanta. A proposta de 20 hectares transforma estacionamentos e antigos pátios ferroviários em um empreendimento de uso misto inclusivo e voltado para a comunidade, com amenidades e espaços públicos de última geração. O projeto faz parte de uma transformação urbana de US $ 5 bilhões e está sendo criado em colaboração com o escritório de arquitetura Perkins + Will.
Wandenkolk Tinoco. Image Cortesia de Bruno Firmino
Faleceu hoje, 04 de agosto de 2021, aos 85 anos, o arquiteto Wandenkolk Tinoco. Nascido no Recife em 1935, Tinoco se graduou em arquitetura pela Escola de Belas Artes de Pernambuco em 1958 e a partir de 1960 começa a lecionar na mesma instituição, que depois se tornaria a Universidade Federal de Pernambuco.
Neste mês, a Unesco anunciou uma série de decisões sobre importantes patrimônios históricos, gerando discussões em torno da preservação e do desenvolvimento urbano. Na semana passada, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu retirar Liverpool de seu status de patrimônio mundial, já que os novos empreendimentos são considerados prejudiciais à integridade da orla da cidade. Esses projetos colocaram a cidade na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo em 2012, uma designação que Veneza conseguiu evitar no início desta semana, devido em grande parte à recente proibição de navios de cruzeiro.
Há cerca de trinta anos o paisagista francês Patrick Blanc tornou-se pioneiro na implantação de jardins verticais em Paris e posteriormente, em outras cidades pelo mundo. Por meio da criação de estruturas verticais capazes de comportar e nutrir espécies vegetais, o sistema permite que espécies possam crescer e ainda reduzir consideravelmente a temperatura interna de edifícios quando instaladas em suas fachadas, possibilitando expansão de áreas verdes pela inversão de suas áreas, do solo (horizontal) às empenas (vertical).
A prática de Blanc trouxe um conjunto de ações posteriores, reconhecendo os valores dos espaços verdes e sua contribuição às políticas sociais, ambientais e urbanas.
O Pavilhão do Marrocos na Expo Dubai 2020 explora a arquitetura tradicional marroquina e como ela pode ser reinventada a partir de técnicas de construção contemporâneas. O pavilhão foi projetado pelo escritório OUALALOU + CHOI e conta com uma fachada de taipa de 4.000 m², ampliando os limites deste material vernacular.
Amancio d'Alpoim Miranda Guedes, mais conhecido como Pancho Guedes, foi um arquiteto, pintor, escultor e educador referenciado como um dos primeiros arquitetos pós-modernistas de todo o continente africano. Ao longo de sua carreira, o arquiteto nascido em Lisboa desenvolveu cerca de 500 diferentes projetos, frequentemente referidos como edifícios ecléticos, de influência africana lusófona e de um estilo artístico peculiarmente surrealista e experimental. Talvez pelo fato de que Pancho Guedes tenha escolhido trabalhar e viver em países da África como Moçambique, Angola e África do Sul, longe dos grandes centros de gravidade da arquitetura, sua obra nunca recebeu a devida atenção que fato merece. Ainda assim, Pancho Guedes foi — e ainda está para ser descoberto por muitos de nós — um dos mais importantes personagens da história da arquitetura moderna africana.
A Associação Cap Moderne anunciou que a restauração da casa modernista E-1027 de Eileen Gray — junto com outros projetos da região, como a Cabanon, as Unités de Camping e o restaurante l'Etoile de Mer de Le Corbusier — foi concluída e a villa está agora aberta a visitantes. O local está listado como Patrimônio Mundial da UNESCO e é considerado um dos lugares imperdíveis a serem descobertos na região, recebendo mais de 10.000 visitantes por ano.
No dia 29 de julho de 2021, chegamos mais uma vez ao Dia da Sobrecarga da Terra. Esta data marca o momento em que o nosso consumo anual de serviços e recursos naturais ultrapassa o que a Terra pode regenerar naquele mesmo ano. Ou seja, entramos no “cheque especial” do planeta, de acordo com a Global Footprint Network, entidade responsável pelos cálculos de sobrecarga da Terra desde 1970.
O Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, emitiu um comunicado lembrando que O Dia da Sobrecarga da Terra em 2021 caiu na mesma data que em 2019, o que significa que voltamos aos padrões anteriores a 2020, quando a pandemia atrasou a data para 22 de agosto.
Cortinas configuram um fluxo livre e dinâmico na arquitetura. Realizada para proteger o ambiente, seja da insolação ou dos olhares exteriores, ela se desenvolve na arquitetura ganhando destaque como adorno ou sutil divisória. Devido à sua flexibilidade e movimento, torna-se uma solução que cada vez mais utilizada por arquitetas e arquitetos, afinal seu material permite trabalhar camadas de sobreposição entre o interior e exterior, trazer luz ou sombra e, assim, transformar o espaço. Aqui, reunimos alguns exemplos de projetos que passaram a adotar a cortina principalmente em suas fachadas e como essa solução pode transformar a percepção da obra como um todo.
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Favelas 4D/MIT Senseable City Lab. Imagem de divulgação
Usando tecnologia de digitalização a laser 3D, o Senseable City Lab, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em colaboração com a BRTech 3D e Washington Fajardo, secretário municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro, está conduzindo uma análise morfológica abrangente da Rocinha, a maior favela do Brasil, com cerca de 100.000 habitantes em 838 mil metros quadrados e quase 26 mil moradias.
As casas são as construções mais intimistas que nós arquitetos podemos pensar em projetar. Não à toa, os conceitos de intimidade, segurança e privacidade são comuns quando pensamos na arquitetura residencial. Ao mesmo tempo, assim como toda arquitetura, as casas estão, obrigatoriamente, inseridas em um contexto, um entorno com o qual essas construções precisam se relacionar. São muitas as formas de se fazer isso, principalmente em tecidos urbanos altamente adensados, como é o caso de muitas cidades brasileiras.
A elevação do edifício em relação ao solo, realizada por meio de pilotis, libera o pavimento térreo para a circulação de pessoas. Esta solução, apontada como um dos cinco pontos da arquitetura moderna por Le Cobursier, promove uma área livre com maior conexão entre o espaço público da rua e o espaço privado do edifício. Atualmente, projetos contemporâneos adotam distintos recursos para pensar um térreo ativo que se comunique com a cidade e, generosamente, divida seu lote com o coletivo.