Arquiteturas do Sul Global é o título do curso ministrado pelos arquitetos Marco Artigas e Pedro Vada, por meio da Associação Escola da Cidade, que tinha como objetivo ampliar o repertório sobre a produção arquitetônica contemporânea levando em consideração a urgente necessidade de novos olhares, fundamentalmente contra-hegemônicos. Partindo do conceito de Sul Global em consonância com uma visão de união entre os países que passaram por processos de colonização, o curso, ministrado entre setembro e dezembro de 2020, estabeleceu constantes diálogos com arquitetas e arquitetos que mantém sua atuação ou residência nos países deste chamado sul.
A ideia desses encontros foi discutir o que e como estão construindo nesses países, com base em uma conversa mais direta sobre as questões colocadas pelos diversos territórios, sociedades e culturas, explorando com maiores detalhes o processo e as decisões tomadas em cada projeto, com documentação mais rica que as utilizadas em publicações, abordando reflexões estruturais e temas urgentes.
https://www.archdaily.com.br/pt/964699/arquiteturas-do-sul-global-conversa-com-remigio-chilaule-o-norte-nil-oficina-de-criacao-matri-archi-tecture-e-el-sindicato-de-arquitecturaMarco Artigas e Pedro Vada
Às vezes, os projetos mais influentes da arquitetura permanecem sem construção. Sua marca no mundo é maior que a pegada física do edifício, apesar de nunca ter sido construído. É o caso da Casa Errazuriz, projetada em 1930 por Le Corbusier para um diplomata chileno na Argentina. A casa foi projetada para as montanhas de Zapallar no Chile, com vista para o Oceano Pacífico. A principal característica do projeto é o telhado irregular em forma de borboleta, que buscava fazer referência aos picos e cristas do terreno circundante. A estrutura seria o primeiro caso de um telhado borboleta, que se tornaria um modelo das casas do pós-guerra na Califórnia. Este vídeo explora a Casa Errazuriz, sua história, seu projeto e nos leva a um passeio virtual de sua reconstrução digital.
A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica de Goiás pretende extinguir a Escola de Artes e Arquitetura Professor Edgar Albuquerque Graeff.
A justificativa para o ato inesperado é a redução de custos da instituição. O argumento seria até admissível. Administrar ou reduzir despesas é um procedimento habitual, não apenas para universidades filantrópicas. Mas não está claro — e sequer razoável — é porque que, para reduzir os custos ordinários de uma instituição, seja necessária a extinção de uma de suas partes mais antigas e mais reconhecidas; uma Escola que se destacou excepcionalmente, em cenário nacional, com uma história que precisa ser lembrada aqui, a fim de darmos conta da atitude trágica que se exaspera; uma atitude tomada sem diálogo com os professores, artistas e arquitetos, que lá estão; sem considerar, também, a identidade e a memória de milhares de arquitetos, artistas e designers que nela estiveram nos últimos 70 anos.
Desde seu início, em 1896, as Olimpíadas dos dias modernos têm sido vistas como uma oportunidade para as cidades que a sediam projetarem para o mundo uma imagem específica de si mesmas, de subsidiar grandes projetos de infraestrutura ou de desenvolver planos de redesenvolvimento rapidamente. Além dos atraentes e frequentemente discutidos estádios, há uma história complexa de urbanismo olímpico, que engloba os empreendimentos em grande escala catalisados pelo evento. Explorando o legado urbano e arquitetônico dos jogos, as histórias de sucesso, os elefantes brancos e as agendas administrativas, a seguir discutimos o que as Olimpíadas deixam para trás nas cidades-sede.
Seja como fechamento de um sistema de construção a seco -como Steel ou Timber frame, montado em armações de aço ou perfis de madeira-, ou como revestimento exterior em obras construídas com sistemas tradicionais, a chapa nervurada é uma opção vantajosa quando se trata de pensar os acabamentos externos de um projeto arquitetônico devido a sua economia, sua manutenção mínima e sua versatilidade, permitindo o uso tanto enquanto fechamento vertical quanto como telhados.
Products with natural germ-repelling properties—like certain woods and copper—and those with textures that help avoid bacterial growth will be common materiality considerations for commercial interiors specification following the COVID-19 pandemic.. Image Courtesy of Marin Architects
No artigo desta semana publicado pela Metropolis Magazine, a presidente do ThinkLab Amanda Schneider nos convida a refletir sobre “como nós, arquitetos e arquitetas, podemos colaborar com a criação de espaços interiores mais saudáveis e seguros em tempos de pandemia”. Questionando vários aspectos relacionados à higienização e desinfecção dos espaços habitáveis, a autora tangencia uma série de questões relativas à materialidade na arquitetura, apontando possíveis soluções para quem busca criar espaços mais seguros e saudáveis.
Naoshima, Teshima e Inujima são as três principais ilhas de um arquipélago no Mar Interior de Seto, no Japão. O que as diferencia dos demais arquipélagos japoneses – que são muitos, característica daquele país insular – é a concentração de obras de arquitetura de qualidade excepcional, projetadas por alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial. Tais projetos fazem parte do Benesse Art Site Naoshima, um complexo dedicado às artes idealizado pelo magnata Soichiro Fukutake ainda na década de 1980, composto por dezoito museus, galerias e instalações a céu aberto.
Se alguma vez nos perguntarmos como será o futuro, tudo o que temos a fazer é olhar para o nosso passado e observar o quão longe avançamos desde milhares, centenas ou mesmo décadas atrás. A vida era radicalmente diferente naquela época e será tão diferente no futuro. E como sabemos que o futuro apenas se parece com o presente, temos a possibilidade de moldar o nosso futuro da maneira que quisermos. O mais recente livro publicado pela TASCHEN do BIG, Formgiving - Uma história do futuro arquitetônico explora o passado, o presente e o futuro, desenhando uma linha do tempo do ambiente, desde conceituar até construir a forma.
O Ministério Federal da Cultura da Cidade do México anunciou que o renomado arquiteto italiano e ganhador do Prêmio Pritzker de 1998, Renzo Piano, realizará o projeto conceitual do Pavilhão Contemporâneo Mexicano que será construído na Primeira Seção do Bosque de Chapultepec como parte do projeto "Bosque de Chapultepec: Natureza e Cultura" e será financiado pelo empresário Agustín Coppel e Fideicomiso Probosque México.
Na reedição desta semana, o autor Walter Jaegerhaus explora o desafio da habitação nos EUA, traçando uma linha do tempo da evolução de diferentes soluções arquitetônicas de todo o mundo. Buscando "inspirar arquitetos de hoje a criar novas opções de habitação" e esperando "que os EUA possam novamente abraçar suas origens experimentais e testar novas ideias e métodos", o artigo destaca exemplos da Europa e das Américas.
Morelos é um estado localizado na região centro-sul do México, fazendo fronteira geográfica com os estados de Puebla, Guerrero, o Estado do México e a Cidade do México. Possui 4.893 km² e é o segundo menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Cuernavaca.
Entrar em uma loja de elétrica pode ser intimidador. À primeira vista, todas as luzes ligadas, milhares de lustres e abajures chegam a cegar. Depois, na parte das lâmpadas, estantes com dezenas de opções, formas, cores, preços, usos. Em cada uma das embalagens, tabelas informativas com números que parecem não fazer o menor sentido. Lúmens, temperatura de cor, potência, rendimento. São muitos os termos para nos confundir. Mas antes de desistir de tudo e sair correndo para a casa com a opção mais barata e ao ligar a lâmpada se sentir em uma funerária sinistra em uma cidade do interior, algumas informações podem te ajudar muito. Sabemos que um bom projeto luminotécnico pode melhorar muito o seu projeto. E uma iluminação mal pensada pode arruiná-lo ou afetar negativamente os seus ocupantes. Reunimos algumas informações que podem te ajudar na próxima vez que uma lâmpada queimar na sua casa.
O escritório Adjaye Associates divulgou seu projeto para o Instituto Africano, o primeiro centro dedicado ao estudo e pesquisa avançados da África e da diáspora africana. O campus de 32 mil metros quadrados será construído no centro de Sharjah, Emirados Árabes Unidos, e "introduzirá um tipo inteiramente novo de pensamento e missão na esfera acadêmica global".
O UNStudio, em parceria com o escritório de arquitetura sul-coreano DA Group, acaba de ser nomeado como o grande vencedor do concurso internacional para o projeto do novo Museu de Arte Chungnam em Naepo, Coreia do Sul. A proposta vencedora foi muito bem avaliada pelo juri por seu conteúdo de caráter imersivo e interativo. Além de explorar a fundo todas as possibilidades que as novas tecnologias oferecem, o projeto desenvolvido pelo UNStudio foi concebido para ser um novo ponto de referência para a comunidade local, um lugar acolhedor e acessível capaz de engajar os moradores e os visitantes de Naepo, na costa oeste da Coreia.
A marcenaria, como são comumente chamados os mobiliários de madeira executados por um marceneiro, tem ganhado atenção especial nos projetos de arquitetura. Por serem projetados para se adequarem a espaços e fins objetivos, esses objetos são importantes elementos de organização do espaço, sendo introduzidos em qualquer ambiente, tanto em salas, quartos e escritórios, quanto em cozinhas e banheiros. Além de resolver questões funcionais, a marcenaria introduz outras materialidades, texturas e cores para os ambientes. Neste artigo iremos explorar alguns exemplos de como a marcenaria colorida pode tornar os projetos de arquitetura mais vibrantes.
O projeto Traumhaus Funari do MVRDV, um bairro residencial proposto sobre partes de um antigo quartel militar dos EUA, começou a ser construído em Mannheim, na Alemanha. O projeto visa combinar acessibilidade, individualidade e diversidade, permitindo que os residentes façam suas próprias escolhas ecológicas e espaciais em relação às suas casas. O projeto consiste em um catálogo de tipologias residenciais com uma variedade de materiais, tamanhos, acabamentos, layouts internos e conexões com o exterior que os futuros residentes podem escolher.