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Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

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Beirute, um ano depois: reconstrução cívica em uma nação devastada

Há um ano, no dia 4 de agosto de 2020, a terceira maior explosão não nuclear já registrada na história devastou metade da cidade de Beirute, destruindo o porto e a porção leste da capital libanesa. Uma das maiores tragédias urbanas dos tempos modernos, matou mais de 200 pessoas, feriu milhares e deixou cerca de 300 mil desabrigados, danificando mais de 80 mil estabelecimentos comerciais, residenciais e públicos. Sentida em países vizinhos, a explosão gerou cerca de US$ 15 bilhões em danos materiais — tudo isso em tempos de Covid-19, crise política, agitação social e colapso econômico.

Um ano depois, pouca coisa mudou. Apenas ficou mais difícil para a população de Beirute. Um ano depois, tudo na cidade ainda os lembra daquele dia. As principais questões permanecem sem resposta, nenhum resgate ou plano de ação foi colocado em marcha por instituições governamentais; na ausência completa do Estado, a sociedade civil se mobilizou para assumir com suas próprias mãos os esforços de reconstrução.

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As batalhas urbanas que moldaram as cidades que conhecemos

Historicamente, o desenvolvimento das cidades se dá de forma lenta e gradual. Paisagens urbanas transformam-se constantemente à medida que enfrentam novas questões sociais, econômicas e políticas, a tal ponto que nos é difícil apontar apenas uma única razão pela qual o espaço urbano e construído se modifica ao longo do tempo. Mais recentemente, em razão dos muitos desafios que nossas cidades enfrentam, muitos arquitetos e arquitetas têm começado a se perguntar sobre como poderíamos construir um futuro melhor para nossas cidades e, principalmente, para as pessoas que nelas habitam. Neste longo e inexorável processo de evolução, muitas vezes a razão pela qual construimos nossas cidades de uma maneira e não outra tem a ver mais com uma linha de pensamento dominante do que com as condicionantes sociais, econômicas, políticas e também geográficas as quais arquitetos e urbanistas deveriam tentar responder.

Resultado do 4º Prêmio de Design Instituto Tomie Ohtake Leroy Merlin

O 4º Prêmio de Design Instituto Tomie Ohtake Leroy Merlin dedicado a universitários e recém-formados anuncia os 10 projetos selecionados. O júri, composto por Cláudia Zacar (Curitiba - PR), Diego Mauro (Salvador - BA), Érico Gondim (Fortaleza - CE), Iran Pontes (Recife - PE) e Sâmia Batista (Belém - PA), analisou as 233 propostas inscritas por 412 autores, provenientes de 19 estados e Distrito Federal.

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Um passeio virtual pela Casa Josephine Baker de Adolf Loos

O projeto de Adolf Loos da casa para Josephine Baker talvez seja uma das obras não construídas mais analisadas do modernismo. Seu projeto e história abordam uma série de questões sociais e políticas complexas do início do século XX. O design surge quando Josephine Baker, uma artista afro-americana, estava ascendendo ao estrelato ao passo que Loos vivia sua fase de decadência social. A casa em si nunca foi realmente encomendada por Baker – trata-se mais de uma fantasia criada pelo arquiteto. Este vídeo apresenta um percurso por um modelo 3D da residência, acompanhado de narração que descreve como e por que ela foi projetada.

CAU/GO lança concurso nacional de projeto para habitação quilombola

Em homenagem ao Dia do Patrimônio Cultural, celebrado em 17 de agosto, o CAU/GO lançou o Concurso Nacional de Projeto para Habitação Quilombola. O objetivo é selecionar o melhor projeto para a construção de moradias nas comunidades remanescentes de quilombos localizados em Goiás, como parte dos programas habitacionais da Agehab (Agência Goiana de Habitação), parceira na realização do concurso.

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Columbia Business School de Diller Scofidio + Renfro esculpe vazios com curvas cristalinas

A expansão do campus de Manhattanville da Columbia University deu início a um distrito cristalino de edifícios revestidos de vidro, em meio à arquitetura vernacular de alvenaria do Harlem. As últimas adições ao campus de 6,87 hectares (17 acres) e $ 6,3 bilhões, planejado pela SOM, são dois edifícios projetados por Diller Scofidio + Renfro (DS + R) em colaboração com a FXCollaborative, que configurou um novo lar para a Columbia Business School. Com inauguração prevista para o início de 2022, Henry R. Kravis Hall e o Edifício Leste possuem onze e oito pavimentos, respectivamente, e oferecem 45.708,00 m² (492.000 ft²) de salas de aula, espaços públicos e escritórios para o corpo docente.

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Antes do “colonial” havia a arquitetura do imigrante: a gênese da arquitetura norte-americana

Antes mesmo que o estilo colonial se estabelecesse nos Estados Unidos—como em muitas outras colônias do novo mundo—já haviam edifícios sendo construídos. Digamos que antes do “colonial” havia a arquitetura do imigrante. Como um exercício de sobrevivência, a arquitetura do imigrante é aquela feita com aquilo que se tem à mão, com o que se pode encontrar e com o principal objetivo de ter um teto sobre o qual protege-se dos perigos do desconhecido. Depois de um certo tempo e distanciamento, é comum romantizarmos sobre o estilo de arquitetura colonial do país em que crescemos, afinal, somos todos imigrantes não é mesmo? Edifícios simples e honestos, representativos de quem somos e de onde viemos. Estruturas simétricas e de uma sobriedade avassaladora, de pequenos acréscimos e infinitos desdobramentos. Mas acontece que a arquitetura “colonial” não necessariamente é aquela construída com ânsia pelas mãos do imigrante em busca de um teto para morar.

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Complexo habitacional para pessoas em situação de rua é construído com contêineres em Los Angeles

O Hilda L. Solis Care First Village (HSCFV) acaba de ser inaugurado no centro da cidade de Los Angeles. Batizado em homenagem a supervisora do condado que idealizou o projeto, o Hilda L. Solis Village é uma infraestrutura pública concebida para proporcionar moradia e cuidados com a saúde física e mental de pessoas em situação de rua que vivem no condado de Los Angeles.

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Novo terremoto no Haiti revive o trauma urbano: o que a arquitetura pode fazer?

O Haiti sofre hoje as consequências de um terremoto de 7,2 graus que aconteceu no último dia 14 de agosto e que mergulhou o país em uma crise total. Reportagens internacionais espalharam imagens de edifícios completamente desmoronados em Porto Príncipe que se misturam com as imagens da destruição do terremoto anterior em 2010 (barracas de abrigo improvisadas estavam aparecendo lentamente em meio a um mar de escombros na capital). O número de mortos nesse momento está na ordem dos milhares.

Como a ajuda humanitária se espalha ao redor do mundo para ajudar no resgate, abrigo, saúde e alimentação, surgem questões: como a arquitetura pode ajudar?

Conjunto habitacional Cité Spinoza de Renée Gailhoustet, pelas lentes de Anthony Saroufim

Projetado pelo arquiteto Renée Gailhoustet em 1972, o complexo residencial Cité Spinoza faz parte do plano diretor criado para o centro de Ivry-sur-Seine, na França. O projeto é uma versão da Unité d'Habitation de Marseille de Le Corbusier, uma das principais referências arquitetônicas para os arquitetos da época. O fotógrafo de arquitetura Anthony Saroufim percorreu as ruas do subúrbio parisiense e registrou as distintas formas de concreto deste exemplar de arquitetura modernista.

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Marcenaria ou carpintaria: saiba qual a diferença e quem chamar quando precisar

A madeira é um dos materiais mais versáteis que temos hoje em dia na construção civil e sua aplicação é muito variada, aparecendo em diferentes etapas construtivas, desde o início das obras até sua conclusão. Tratar com a madeira, e suas diferentes naturezas, exige um ofício específico dentro da construção que vai além do conhecimento e da prática do pedreiro. As duas especialidades da construção civil que lidam com a madeira são a carpintaria e a marcenaria. 

Transitando em uma linha tênue entre suas especificações, essas duas práticas são facilmente confundidas e muitas vezes ficamos na dúvida sobre qual profissional é o mais indicado para um determinado serviço. Neste texto abordaremos a diferença entre as duas práticas, buscando auxiliar na escolha de qual serviço procurar. 

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Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021

O Royal Institute of British Architects (RIBA) e a Jencks Foundation anunciaram a arquiteta Anupama Kundoo como o vencedora do RIBA Charles Jencks Award deste ano. O prêmio foi oferecido em reconhecimento às contribuições significativas para a teoria e prática da arquitetura realizadas por Kundoo, cujo trabalho combina investigações teóricas, pesquisa de materiais e métodos de construção sustentáveis.

Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021 - Image 1 of 4Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021 - Image 2 of 4Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021 - Image 3 of 4Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021 - Image 4 of 4Anupama Kundoo recebe o RIBA Charles Jencks Award 2021 - Mais Imagens+ 1

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18 Projetos de Eladio Dieste no Uruguai

No Uruguai, a extensa obra de Eladio Dieste, criador do sistema de “alvenaria armada” e das abóbadas de dupla curvatura em alvenaria, mostra uma variedade singular, motivo que o consolidaria como uma das figuras mais importantes da arquitetura latino-americana. A seguir, recordamos alguns dos principais projetos do engenheiro uruguaio, que vão desde igrejas até fábricas, silos e ginásios.

Para manter viva a memória do engenheiro, o Serviço de Meios Audiovisuais da Faculdade de Arquitetura, Design e Urbanismo da Universidade da República compartilha as seguintes imagens e apresenta a plataforma web Eladio Dieste, desenvolvida como um espaço de divulgação e intercâmbio do acervo fotográfico sobre suas obras e escritos.

Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas

Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas - Image 1 of 4Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas - Image 2 of 4Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas - Image 3 of 4Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas - Image 4 of 4Jardins suspensos e praças elevadas: 10 edifícios que se abrem ao entorno nas alturas - Mais Imagens+ 26

A pandemia tornou evidente a importância de espaços abertos e com uma boa ventilação natural. Apesar do nome controverso, as praças elevadas e jardins suspensos apresentam soluções espaciais que favorecem um melhor conforto térmico e brindam lugares de convivência para os moradores e, dependendo dos casos, para todos os cidadãos, junto de uma vista espetacular.  

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Cidade não-visual: um audioguia pelo centro de São Paulo

A Cidade não-visual: um audioguia pelo centro de São Paulo é um ensaio de projeto auditivo e sonoro sobre as relações urbanas e seus eventos. Uma proposta que possui como centralidade as formas de percepção da cidade por pessoas portadoras de deficiências visuais onde se procura tensionar e dialogar com suas vivências no meio urbano a fim de potencializar seus respectivos direitos à cidade, sua autonomia e o seu exercício enquanto cidadãos. Parte-se como espacialidade nesta análise de caso a região onde foi implementado o projeto das ruas abertas para pedestre no centro novo de São Paulo (República).

Itália proíbe a entrada de cruzeiros em Veneza

O governo italiano anunciou a proibição permanente de grandes navios de cruzeiro na lagoa veneziana, após vários anos de protestos, petições e ameaças de serem colocados na lista sítios ameaçados da UNESCO. A lei entrará em vigor a partir de 1º de agosto de 2021 e proibirá navios com mais de 180 metros de comprimento ou com mais de 25.000 toneladas de entrar na lagoa, na esperança de sustentar os canais históricos, hidrovias e praças públicas de Veneza.

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Achando potencial no não fazer: encarando as possibilidades no Edifício Bonpland de Adamo Faiden

Existe, ao estudar arquiteturas indeterminadas, um instinto, quase que natural, de tentar encontrar um rótulo para ela. E, se não um rótulo, uma forma de tentar solucioná-la para que ela possa, mesmo que momentaneamente, ser algo mais concreto. O que acontece se não tentarmos defini-la?

Em 2019, visitei, com alguns colegas, o Edifício Bonpland do escritório argentino Adamo Faiden. Antes de visitarmos, em conversa com amigos, tentei explicar o conceito por trás de muitos edifícios porteños do século XXI. A lógica de ocupação do terreno, que se articula como dois blocos, um frontal e outro traseiro ligados por uma circulação centralizada, os gabaritos e, no caso do edifício Bonpland, uma planta que tinha como elementos estruturais a circulação vertical e os núcleos hidráulicos. Comentei sobre o exercício de indeterminação que existia no prédio e recebi uma resposta muito interessante: fui dito que essa falta de resolução dos layouts dos espaços internos era preguiça dos arquitetos. 

CRA-Carlo Ratti Associati e Italo Rota projetam Museu da Fibra de Carbono com o próprio material

CRA-Carlo Ratti Associati e Italo Rota projetaram o novo Museu MAE dedicado à fibra de carbono. Utilizando o mesmo material como elemento construtivo, o museu foi projetado para mostrar seu potencial ecológico. Sendo um material central para o futuro da manufatura, o projeto será construído em grande parte com fibra de carbono, nova e reciclada, seguindo uma abordagem de projeto circular.