Áreas verdes geram inúmeros benefícios e podem funcionar como parte da solução para infraestrutura básica como saneamento e drenagem. Foto: Alf Ribeiro/shutterstock
As cidades estão no centro da crise causada pela Covid-19, expondo mais uma vez problemas como a falta de acesso a moradia, transporte, infraestrutura e serviços de qualidade – especialmente entre as populações de menor renda. Os efeitos da emergência climática nos centros urbanos também estão bastante visíveis e cada vez mais frequentes, como deixou claro o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) a partir de novas evidências. O Brasil enfrenta hoje uma crise hídrica e energética, mas recentemente sofreu com chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra, alguns com vítimas fatais. No médio e longo prazo, as cidades costeiras serão afetadas pela elevação do nível do mar.
https://www.archdaily.com.br/pt/970846/6-estrategias-para-destravar-o-potencial-verde-das-cidades-brasileirasHenrique Evers, Laura Azeredo, Bruno Felin e Luiza de Oliveira Schmidt
Com pouco mais de um ano de atraso devido a razões já bastante óbvias, a Expo Dubai 2020 foi finalmente inaugurada no último dia 1 de outubro. Realizada por primeira vez no Oriente Médio, a Expo é um dos principais eventos no calendário mundial da arquitetura, contando hoje com 191 países participantes. Os já tradicionais pavilhões nacionais foram organizados em três distritos temáticos: Mobilidade, Sustentabilidade e Oportunidade, com cada pavilhão apresentando as principais contribuições do país no setor. Além destes, cada um dos três distritos conta ainda com um pavilhão temático: o Pavilhão de Sustentabilidade “Terra”, projetado pela Grimshaw, o Pavilhão de Mobilidade “Alif”, concebido pela Foster + Partners e o Pavilhão da Oportunidade “Mission Impossible”, desenvolvido pela AGi Architects.
A seguir, descubra mais informações sobre seis pavilhões imperdíveis desta última edição da Expo, os quais apresentam uma leitura única sobre os temas em questão.
Detroit, Berlim, Seul, Los Angeles, Sarajevo, Nova York e Brasília. Selecionamos documentários que apresentam parte da história e do desenvolvimento de cada uma dessas cidades para você explorar o mundo pelo cinema, sem sair de casa. Confira a nossa lista:
Os filmes de Hayao Miyazaki são amados há décadas por crianças e adultos. Sua animação e narrativa únicas revolucionaram os filmes de animação em todo o mundo.
Eles estão entre os filmes de animação de maior bilheteria no Japão e foram indicados diversas vezes ao Oscar. A Viagem de Chihiro ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2003 e, em 2014, o próprio Miyazaki recebeu um prêmio honorário por seu impacto no cinema.
O Depot Boijmans Van Beuningen, primeiro depositório de arte totalmente acessível do mundo projerado pelo MVRDV, abriu suas portas ao público. A abertura oficial aconteceu hoje, 5 de novembro, e a partir de amanhã o público já poderá acessar as dependências do equipamento. Localizada no Museumpark no centro de Roterdã, Países Baixos, a estrutura possui salas de exposição, jardim no terraço, um restaurante e oferece uma visão dos bastidores do mundo dos museus, tornando as coleções de arte acessíveis ao público.
Pelo segundo ano consecutivo, o ArchDaily busca novos escritórios, coletivos, práticas e profissionais emergentes que estão oferecendo soluções que lidem com os desafios mais urgentes do mundo.
Nesse contexto, a arquitetura tem passado por muitas mudanças nas últimas décadas com o surgimento e posterior consolidação de novas tecnologias, ferramentas, formatos, tópicos, escalas e abordagens interdisciplinares, juntamente com o fortalecimento da Internet que levou a uma descentralização disruptiva da produção e discussão da arquitetura. Arquitetos e designers de todo o mundo estão abordando esses desafios, ponderando suas funções e explorando suas próprias abordagens práticas.
O escritório Tatiana Bilbao Estudio, com sede na Cidade do México, divulgou seu novo projeto em colaboração com o escritório equatoriano Uribe Schwarzkopf. Trata-se de um empreendimento residencial em Cumbay, um bairro vibrante dentro do grande Distrito Metropolitano de Quito, Equador. Abrangendo mais de 12.000 km2, este projeto irá transferir 4.000 km2 de terra para criar um novo centro de transporte que vai atender a mais de 60.000 pessoas por dia e proporcionar espaços verdes ao redor do complexo que beneficiarão o público em geral.
Para além da contribuição de participações nacionais, a Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 convida arquitetos e investigadores a expor os seus trabalhos entre o Pavilhão Central do Giardini, o Arsenale e o Forte Marghera, procurando responder ao tema geral “Como viveremos juntos? ”, definido pelo curador Hashim Sarkis. Com 113 participantes de 46 países e uma representação cada vez maior da África, América Latina e Ásia, essas contribuições arquitetônicas destacam desafios globais e contextuais, bem como apresentam soluções multidisciplinares e criativas.
A 17ª Exposição Internacional de Arquitetura, que ocorre de 22 de maio a 21 de novembro de 2021, divide esses projetos entre os seguintes títulos: Co-Habitats, Stations, Among Diverse Beings, As New Households, As Emerging Communities, Across Borders e As One Planet. Após ter explorado as qualidades recorrentes observadas nos pavilhões nacionais, esta reportagem destaca o restante das intervenções pelas lentes de Laurian Ghinitoiu.
O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel apresentam os 13 projetos selecionados nesta oitava edição do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. A seleção foi feita por um júri formado pelas arquitetas e pelos arquitetos Ariadne Moraes, Carlos Alberto Maciel, Cintia Lins, Diego Mauro e Tainá de Paula.
A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP 26) começou ontem em Glasgow, reunindo mais de 190 líderes mundiais, com o objetivo de acelerar as ações para o alcance dos objetivos do Acordo de Paris e da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima. As principais organizações e personalidades da arquitetura estão participando da cúpula de duas semanas para mostrar o compromisso da indústria de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) em reduzir as emissões de carbono e instigar as lideranças a implementar estratégias claras para atingir as metas climáticas globais.
O escritório Miralles Tagliabue - EMBT, dirigido por Benedetta Tagliabue, concluiu a construção da estação de trem e metrô Centro Direzionale di Napoli, uma estação central subterrânea que combina a geografia vulcânica natural da cidade com o masterplan da década de 1970, projetado por Kenzo Tange. O projeto explora as relações entre arte, arquitetura e arqueologia, dando ao local uma identidade reconhecível que contrasta com seu entorno e contexto histórico.
Evento como bienais, festivais urbanos e exposições mundiais têm operado historicamente como um estimulante território de pesquisa e experimentação em arquitetura, cenários que viram nascer algumas das mais provocativas, controversas mas também inspiradoras obras de arquitetura e engenharia. A verdadeira importância das Exposições Mundiais, em particular, reside no fato de que oferecem aos arquitetos um contexto para que estes possam explorar novas ideias e tipologias em uma outra escala que diversamente, não seria possível. Nesta conjuntura, grandes feiras e exposições têm se estabelecido como uma espécie de plataforma para o intercâmbio de ideias e conhecimento. Desta forma, a arquitetura efêmera—e não apenas—tornou-se um espaço de fala para que arquitetos e urbanistas possam dar voz a novas ideias para o futuro do ambiente construído de nossas cidades.
O OMA / Reinier de Graaf, em parceria com o Buro Happold, acaba de divulgar novas imagens de seu projeto para o Distrito de Saúde Al Daayan de Doha, Catar. O projeto procura combinar todo o “potencial da modularidade, pré-fabricação e automação na arquitetura com as novas tecnologias que rapidamente estão transformando as ciências médicas no mundo hoje”. Implantado em um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, o novo Distrito de Saúde Al Daayan está composto por uma série de edifícios modulares—os quais serão totalmente pré-fabricadas e montados no local. Além da estrutura do Centro de Saúde, o Distrito contará ainda com um ampla área de cultivo de plantas medicinais, vegetais e hortaliças, os quais serão utilizados tanto para a produção de alimentos quanto para a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, e finalmente um centro de produção de energia solar, o qual permitirá que o distrito funcione de forma autônoma e independente.
Concebidos com o objetivo de aproveitar ao máximo o espaço, os móveis embutidos se tornaram cada vez mais populares como uma forma prática de atender às necessidades domésticas. A capacidade de adaptação ao espaço arquitetônico lhes permite, através de diferentes configurações ou materialidades, satisfazer diversos usos e funções e ser integrados à arquitetura. Entretanto, pode ser interessante nos fazermos a pergunta: este tipo de mobiliário é o que se adapta aos espaços residuais de nossas casas ou pode se tornar o protagonista e gerador dos espaços que projetamos?
Os modos de abordar o tema infantil ao redor da arquitetura são infinitos: desde projetar em outra escala que não a padrão pensada para adultos até campos mais lúdicos como o projeto de brinquedos e artefatos. O olhar arquitetônico para a infância aposta na construção de uma qualidade espacial que, além de representar espaços mais seguros no ponto de vista urbano, também são um investimento para um melhor futuro da sociedade, visto que a arquitetura pode desempenhar papel fundamental no desenvolvimento infantil.
Por necessidade, edifícios mudam de uso ao longo do tempo. Igrejas passam a ser bibliotecas, armazéns abandonados são transformados em centros culturais. Embora muito tenha sido escrito sobre o assunto, desde o conceito de open building de N. John Habraken nos anos 70, há, hoje, um interessante debate global sobre isso em curso. É necessário ter tantos metros quadrados dedicados a escritórios quando, com a pandemia, percebemos que muito do trabalho pode ser feito remotamente?
O relatório de 2021 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixou muitos de nós questionando se o mundo pode de fato manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, o limite que os cientistas consideram seguro para evitar os impactos mais perigosos das mudanças climáticas. Uma nova pesquisa do WRI e da Climate Analytics mostra que os países do G20, que respondem por cerca de 75% das emissões globais de gases de efeito estufa, podem conduzir o mundo em direção a essa meta – se aumentarem consideravelmente sua ambição.
https://www.archdaily.com.br/pt/969689/acao-climatica-ambiciosa-dos-paises-do-g20-pode-limitar-o-aquecimento-global-a-17-degrees-cJamal Srouji, Taryn Fransen e David Waskow
Um dos teóricos mais importantes do século XX, o educador brasileiro Paulo Freire faria 100 anos em 19 de setembro de 2021, não fosse seu falecimento em 1997. Um mês depois, o Brasil comemora o Dia dos Professores no dia 15 de outubro, ao mesmo tempo em que a educação pública enfrenta cortes massivos no orçamento federal, dando continuidade a um antigo processo de sucateamento do ensino brasileiro. Dentro desse contexto, Freire se tornou um dos teóricos mais lidos e citados no mundo na área das humanas. Apesar do reconhecimento mundial, sua teoria ainda não foi totalmente incorporada à bibliografia da arquitetura e urbanismo. Propomos aqui uma breve reflexão sobre como as práticas da arquitetura podem visitar a teoria de Paulo Freire.