Para o advogado especialista em Direito Urbanístico e consultor legislativo do Senado Federal Victor Carvalho Pinto, mais importante que financiar obras municipais seria apoiar a modernização das administrações das cidades e estados, o chamado “desenvolvimento institucional”. Em entrevista exclusiva ao Geocracia, Carvalho Pinto, que é Coordenador do Núcleo Cidade e Regulação do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, não se diz preocupado com o fim do Ministério das Cidades, já que o orçamento federal, a Caixa Econômica Federal e o BNDES destinam recursos a fundo perdido para muitas obras municipais.
https://www.archdaily.com.br/pt/982566/antes-de-obras-municipais-vem-informacao-cartografia-e-cadastro-imobiliarioCarlos Vieira e Victor Carvalho Pinto
Olson Kundig anunciou a abertura do novo Bob Dylan Center, um armazém transformado em museu que oferece aos visitantes acesso exclusivo aos tesouros culturais encontrados no The Bob Dylan Archive®. Liderado pelo diretor do projeto Alan Maskin, o centro mostra o significado cultural de Bob Dylan em nível mundial, apresentando uma coleção de mais de 100.000 itens que abrangem quase 60 anos de carreira de Dylan, desde manuscritos e correspondências a filmes, vídeos, obras de arte e gravações originais em estúdio.
Claramente, designers gráficos não são arquitetos, mas projetos colaborativos entre esses dois campos do saber que se interseccionam em seus detalhes, podem vir a funcionar bem.
A indústria criativa como um setor evoluiu e muitas pessoas agora estão em novos campos. Se você está colaborando, pode avançar rapidamente e já falamos disso aqui. A tendência é ser colaborativo, e muito diferente de 25 anos, quando você deveria ser um designer gráfico sozinho fazendo layout e gramaturas de papel ou um arquiteto isolado num escritório em seu autocad.
David Chipperfield Architects e o escritório de Toronto Zeidler Architecture, venceram um concurso internacional para transformar bloco 2 do Parlamento, uma área de 51.000 m² no centro de Ottawa, Canadá. Como se trata um local de importância nacional significativa, o projeto visa não apenas fornecer instalações para um governo democrático e infraestrutura urbana, mas também representar os valores de uma nação e uma visão para seu futuro sustentável e inclusivo. O projeto propõe uma nova praça pública ao lado do edifício principal e no mesmo eixo da Peace Tower, além de um espaço aberto para promover o diálogo entre os parlamentares, a comunidade e o público em geral.
Já ouviu falar em neuroarquitetura? Como seriam os espaços se os arquitetos projetassem os edifícios baseados nas emoções, na cura e na felicidade do usuário? Hospitais que ajudam na recuperação do paciente, escolas que estimulam a criatividade, ambientes de trabalho que te deixam mais concentrado…
Isso é neuroarquitetura: projetar ambientes eficientes baseados não apenas em parâmetros técnicos de legislação, ergonomia e conforto ambiental, mas também em índices subjetivos como emoção, felicidade e bem-estar.
A Foster + Partners apresentou o projeto da BWDC Residential Tower, um edifício de apartamentos de luxo em Manila, nas Filipinas. A nova torre combina a arquitetura própria da cidade, e seu tradicional estilo de vida nas varandas, com a vida moderna em arranha-céus. O projeto é o mais recente da empresa nos trópicos, e responde aos sistemas climáticos intensos das regiões, mitigando altas temperaturas e umidade por meio de estratégias de design passivas.
O escritório dinamarquês BIG venceu o concurso para o Basque Culinary Center, um novo centro de tecnologia de alimentos localizado em San Sebastian, Espanha. Além do projeto do BIG, outros quatro escritórios de renome apresentaram suas propostas: OMA, Snøhetta, 3XN e Toyo Ito & Associates. The Gastronomy Open Ecosystem (GOe) é um projeto de 9.000 m2 que busca impulsionar a arte e a ciência da inovação gastronômica, reunindo startups de alimentos, pesquisadores e chefs. O edifício se concentrará no desenvolvimento de proteínas alternativas, robótica agrícola, prevenção do desperdício de alimentos e muito mais.
Há muito tempo a história das civilizações vem sendo contada e ensinada de forma linear, com um sentido evolutivo, em prol de uma apreensão facilitada por uma didática mais direta. É fato que, muitas vezes, questionou-se esse método de pensar e organizar a forma como os eventos ou manifestações culturais aconteceram no decorrer do tempo, nas diversas partes do mundo, com suas especificidades que, muitas vezes, são deixadas de lado nas grandes narrativas históricas produzidas, sobretudo, no âmbito ocidental e, mais ainda, europeu.
A arquiteta Mariam Kamara - fundadora do escritório Atelier Masōmī, sediado em Niamey, no Níger - é contrária à pedagogia do design como a que é amplamente praticada hoje. Para Kamara, moderno não é sinônimo de formas europeias, arquitetura não é apenas para os ocidentais, e o chamado cânone dos grandes edifícios na verdade ignora a maior parte do mundo construído. O escritório de rápido crescimento da arquiteta sediada no Níger influenciou uma série de palestras que ela deu recentemente no MIT, na Columbia University GSAPP, no African Futures Institute em Gana e em Harvard GSD.
Assim como hospitais e consultórios médicos, clínicas odontológicas são locais que costumam trazer ansiedade e angústia aos pacientes, reações que podem ser intensificadas em um ambiente pouco amigável e acolhedor. Ambientes brancos e neutros podem trazer consigo a noção de assepsia e higiene, requisitos essenciais para a arquitetura hospitalar. Porém, a falta de elementos mais acolhedores, como o uso de cores e materiais mais quentes, também pode ser responsável por causar certo distanciamento entre os profissionais e os pacientes, além de reforçar os estereótipos atribuídos às clínicas odontológicas.
Um dos grandes teóricos da arquitetura, cidade e natureza faleceu recentemente, dia 17 de março de 2022, aos 85 anos. Nascido em Viena em 4 de outubro de 1936, Christopher Alexander viveu uma longa vida de contribuições e singularidades, com proposições visionárias sobre cidades e, ao mesmo tempo, subversivas ao mainstream da prática arquitetural.
https://www.archdaily.com.br/pt/981171/christopher-alexander-o-legado-de-um-urbanista-visionarioVinicius M. Netto
Agora que os efeitos das mudanças climáticas já são visíveis e indiscutíveis, os consumidores estão mais conscientes do que nunca. De fato, como sugere um estudo das Nações Unidas 2021, 85% revelam que a sustentabilidade desempenha um papel fundamental ao tomar suas decisões de compra, motivando empresas e fabricantes a responderem de acordo. Isso explica a crescente demanda por veículos elétricos e produtos feitos de materiais renováveis ou recicláveis. No entanto, a arquitetura - e especialmente a moradia tradicional - parece estar vários passos atrás em comparação com outras indústrias. Embora existam inúmeros esforços para avançar em direção a um ambiente mais verde, a maneira como a maioria dos edifícios é feita hoje continua desatualizada, criando enormes quantidades de desperdício e contribuindo significativamente para a pegada global de carbono.
A gentrificação é o processo onde os imóveis se tornam mais desejados e, portanto, mais caros. Os preços crescentes afastam os moradores mais antigos, substituindo-os por de renda mais alta. Isso não deve ser confundido com a remoção forçada de cidadãos por meio de desapropriações ou remoções forçadas. Expulsar moradores por decreto oficial é um problema diferente.
https://www.archdaily.com.br/pt/981523/filtragem-a-gentrificacao-ao-contrarioAnthony Ling e Jeff Andrade-Fong
Ela é uma forma arquitetônica onipresente. Uma tipologia que atravessa séculos e fronteiras, um marco em todas as culturas. A tenda. Na sua forma mais simples – é um abrigo, um material colocado sobre uma armação de madeira. É uma linguagem arquitetônica que está intrinsecamente ligada à vida nômade. Yurts, por exemplo, funciona como uma moradia facilmente portátil para os povos cazaque e quirguiz. Ao mesmo tempo, as tendas provaram ser um precedente estilístico popular para os arquitetos, sendo as estruturas leves do arquiteto alemão Frei Paul Otto um exemplo disso. A tenda é uma linguagem arquitetônica complicada – que atravessa a linha entre o temporário e o permanente, e que também funciona como um símbolo de riqueza e um símbolo de escassez.
Criar uma vitrine é mais do que expor produtos, assim como pensar uma loja vai além de um mostruário. Ambos encargos reforçam o conceito de uma coleção, atraem clientes e aprimoram a imagem de uma marca. Não à toa, muitos arquitetos trabalham na área de Visual Merchandising junto de designers gráficos e de interiores, lojistas e estilistas, para conceber uma experiência espacial que gera uma narrativa única e traga um maior engajamento da clientela na loja.
É fato conhecido que a indústria da construção civil está entre os maiores produtores de CO2. Embora muito progresso tenha sido feito em tecnologia e em processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para minimizar ou quase zerar as emissões de carbono no desenvolvimento de ambientes construídos.
Quinta Monroy / ELEMENTAL. Image Courtesy of ELEMENTAL
No Novo México, os canais de irrigação que estão em operação contínua há três séculos abastecem e nutrem as terras úmidas do sudoeste americano. Esses canais são conhecidos como Acequias – sistemas de água gerenciados comunitariamente construídos com base na tradição democrática. Os membros da comunidade são proprietários dos direitos sobre a água, que elegem uma equipe de três pessoas para supervisionar os canais. No Cairo e em Barcelona, a Praça Tahrir e a Plaza de Catalunya atuaram como locais importantes para expressar insatisfação política. Os protestos na Praça Tahrir em 2011, por exemplo, resultaram na queda de um governo de quase 30 anos.